Nossa História De Amor.
11 Os Irmãos Lenson são crianças normais?
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?? Comigo tudo ok. E olha só, eu tenho uma novidade neste capitulo, minha maravilhosa amiga e editora agora está editando os meus capitulos! É a Marina, e ela tem perfil aqui no nyah e só eu que tenho a vantagem de mandar o capitulos para ela editar hahahahaha. Enfim, ela agora estará editando todos os meus capitulos porque ela é muito legal, e vocês verão uma melhora aí na gramática. =)
Boa Leitura!
Segunda-Feira, 25 de Agosto de 1989.
Percy não entendia exatamente o quê Annabeth estava fazendo. Na realidade, ele tinha a mínima percepção de suas intenções, mas por ser uma ideia muito ruim, tentava não se intrometer – ou demonstrar que tinha entendido.
O fato era que Annabeth estava disposta a fazer Hayley e Noah serem crianças normais, pelo menor por uma semana. Por exemplo, quando ela viu a mala dos dois – cheios de ternos e roupas sociais- decidiu ir à loja mais perto de casa e comprar o máximo de roupas floridas para crianças que viu pela frente.
Agora Percy olhava para Hayley pensativa na varanda. Pela primeira vez ele percebeu que ela era uma criança de apenas 10 anos, já que a mesma usava uma saia florida e uma blusa branca, com os cabelos pela primeira vez soltos e um chinelo que Annabeth também havia comprado.
Percy abriu a porta de vidro da varanda, decidido a pedir desculpas por ter gritado com a garota. Depois de várias horas pensando, descobriu que ela era apenas uma criança, e ele, nem pai dela era. O escritor concluir então que, definitivamente, não tinha o direito de gritar com a jovem (por mais que a mesma merecesse isto).
Hayley deu uma olhada em Percy por cinco segundos e se voltou para o horizonte. Jackson apoiou-se ao seu lado, olhando também o sol da manhã refletido na água. Por alguns segundos eles ficaram num silêncio total e desconfortável.
- O que você quer? – Hayley perguntou ríspida e afiada. Percy mordeu o lábio inferior enquanto olhava para a areia branca a sua frente.
- Desculpe-me por ter gritado com você, acho que eu não tinha este direito... – Hayley riu sarcástica.
- Você acha?- a menina perguntou – Pois eu tenho certeza. Olha só, Jackson, você tem sorte que a Annabeth é uma mulher doce e educada, porque se não fosse por isto eu iria fazer com que meu pai deixasse de publicar este seu livro. E juro, pela Werstystone, que você nunca mais publicaria qualquer livro. Agora, sim, eu te desculpo – ela foi embora em passos pesados enquanto Percy decidia se ria ou chorava, sendo ameaçado de demissão por uma criança de 10 anos.
Respirou fundo e voltou para casa, onde Annabeth, animada, já estava com tudo pronto para eles irem ao Parque Aquático.
Não demorou muito para que chegassem ao lugar, afastado da cidade (característica também da casa em que Percy e Annabeth se hospedavam), grande e bem cheio.
O rapaz estacionou o mais longe do parque, tendo que andar alguns metros até lá. Adentraram o local depois de anunciar que os Irmãos Lenson estavam ali, e então colocaram todas as coisas que traziam embaixo do guarda-sol.
Aquele parque era com absoluta certeza o mais legal que Annabeth já havia visto em sua vida, cheio de brinquedos, tobogãs e piscinas. Mais ou menos dois quilômetros só de piscinas e tudo quanto há bem em frente aos seus olhos. Onde ela estava haviam centenas de guarda-sóis e várias pessoas andando para lá e para cá.
A piscina mais próxima que ela via possuía um bar, com pessoas de mais ou menos a sua idade e bebidas de todas as cores. A jovem havia adorado o balcão de madeira que praticamente flutuava por ali, e decidiu que aquele era o melhor parque aquático de todos os tempos.
Hayley e Noah estavam ali, estranhamente parados a frente de Percy e Annabeth, que se encontravam deitados, após passar o protetor solar. Annabeth pensou que, quando ignorados, eles iriam simplesmente sair de sua vista.
- Bem – Hayley começou. – Há algum tipo de regra, horário, prevenção, pedido, intervenção, comunicado ou qualquer coisa relacionada às novas informações que vocês queiram nos dar?
- Como? – Annabeth perguntou sem entender, não porque Hayley falava rápido demais, mas sim porque ainda não acreditava que os irmãos estavam parados, esperando ela dar várias ordens sobre que eles devem ou não fazer.
- Eu não tenho ordem alguma, Hayley – Annabeth disse rindo. – Vocês estão livres para se divertir.
Hayley franziu o cenho. Parecia não entender o quê Annabeth falava, entretanto se deixou conduzir por seu irmão mais novo, que se apaixonou por um barco de piratas que havia a alguns metros. Dali para frente Annie não viu por um bom tempo os irmãos Lenson.
- Você acha que isso irá mesmo dar certo? – Percy perguntou, agora mostrando que já estava a par de tudo que Annabeth havia planejado. Ela deu de ombros.
- Acho que sim – a mesma respondeu. – Eles precisam de férias mais do que nós, Percy. E são só crianças! Você não acha isso demais, não?
- Não – Percy respondeu. – Eles não são crianças normais, Annabeth.
- Se não são é porque ninguém os trata desta forma – ela justificou. – Não importa qual é o sobrenome deles, Percy, crianças são crianças! E se elas não fizerem coisas de crianças normais na infância, aí sim você e eles terão um problema. Por exemplo, você quer que a Hayley seja sua futura chefe? Claro que não. E isso é horrível! Ela é rancorosa e só tem 10 anos.
- Mas eles quiserem isso para eles mesmos, Annabeth?!
- Não! Eles não escolheram isso, Percy. Como eles iriam querer sendo que só têm 10 anos? Os dois foram obrigados. E te digo mais: eles não querem esse fardo para si, nem mesmo a Hayley. Eu tenho certeza que se eles tivessem a oportunidade de dizer não, eles iriam.
- Então porque não dizem? – Percy perguntou – O Phill não os obriga a ser algo que não são, tenho total certeza. O que acontece com os garotos então, Doutora psicanalista? – Annabeth riu e ajeitou-se em cima da canga, passando protetor solar em seus braços.
- Como eles vão dizer “não” se não conhecem outra realidade? Percy, me diga! Como eles vão falar “Pai, nós queremos nos divertir!” se eles não sabem o que é diversão? Espere e verá. As coisas serão diferentes depois dessa semana.
Percy decidiu não protestar. Uma má coisa que ele sabia era que os Irmãos Lenson não iriam mudar nenhum pouco. São assim desde que nasceram e uma semana não os mudará de jeito maneira. Olhou para o sol fervendo, depois para frente, e percebeu que Noah e Hayley haviam sumido de vista de vez.
- Que tal você passar protetor solar em mim? – Annabeth perguntou retirando seu blusão branco e mostrando o maiô preto com um corte fundo nas costas. Percy sorriu de lado e pegou o pote de protetor, jogando o líquido branco em suas mãos e esparramando-o nas costas salpicadas de Annabeth.
Massageou suas omoplatas e então desceu com o dedo indicador até o fim da fenda, que ficava um pouco acima da cintura da loira. Viu-a se arrepiando e tremendo, então sorriu de forma que a mesma não percebesse. Massageou seus ombros e depois apoiou a cabeça neles.
- Cuidado com a fenda – ele disse. – Ela é fácil de rasgar – Annabeth riu pelo nariz, enquanto deitava-se no sol quente, a fim de pegar uma cor, ao lado de Percy, que estava na espreguiçadeira bem embaixo do guarda-sol.
- Ela só rasga se alguém quiser rasgá-la – Annabeth respondeu, fazendo um sorriso malicioso crescer nos lábios de Percy. Os olhos dele brilhavam por baixo dos óculos escuros.
- E este é o perigo, Annie – ele riu de lado junto com Annabeth, ainda não totalmente acostumado as farpas maliciosas de ambos os lados. Ela colocou seus óculos e apoiou a cabeça nas mãos, enquanto olhava para Percy, que por hoje havia se superado no quesito moda.
Usava uma blusa branca e leve, sem botões e com mangas ¾, uma bermuda caqui fashion e chinelos de dedo pretos, com seu típico chapéu marrom claro de praia que o tampava do sol, e óculos escuros quadrados que davam o toque final num estilo muito bonito.
Annabeth estava entre a inveja e o reconhecimento de que ele sabia o que era moda. Olhou para seu rosto. As sobrancelhas franzidas por estar concentrado lendo um livro, a boca levemente cheia, reproduzindo, às vezes, uma parte boa do livro, o queixo másculo, as bochechas levemente ruborizadas, os cabelos negros caindo em seus olhos de forma peculiar, e o resto deles coberto pelo chapéu.
- O que foi? – Percy perguntou ainda olhando para seu livro, com um sorriso de canto no rosto. Annabeth deu de ombros, fechando os olhos e os abrindo novamente.
- Nada – ela respondeu. – Você acredita se eu te falar que esta é a fase em que você está mais bonito em toda sua vida?
- Não mesmo – ele mudou de página. – Fico surpreso em ouvir que você, que me viu com 19 anos de idade, fala que eu estou agora mais bonito que antes.
- Puff – Annabeth fez um gesto desdém com a mão. – Jovialidade não é sinônimo de beleza. Naquela época você parecia um garotinho e antes disso você ainda era um garotinho. Depois você estava entre um menino-homem e agora está totalmente homem, se entende o que eu quero dizer. E eu estou te elogiando demais... Será que tem como parar com esse sorriso bobo? – Percy riu enquanto mudava mais uma vez de página.
- Eu não vou parar de sorrir – ele disse. – Você está me enchendo de elogios e quer que eu fique triste?
- Não, mas você parece estar levemente desapontado por eu não falar que você está velho e feio.
- Eu não estou, não! – ele respondeu brincalhão. – Só estou rindo porque pensei em te falar a mesma coisa alguns dias atrás.
- Falar o quê?
- Bem, agora é a melhor fase sua que eu já vi em toda minha vida! E isso é um baita de um elogio, porque eu te conheço desde sempre. Quer dizer, quando adolescente você não era adolescente e sim espinha e aparelho.
- Percy! – ela gritou rindo, sendo acompanhada por ele. – Eu tirei o aparelho com 13 anos.
- Tudo bem, vamos ficar só com as espinhas – Annabeth gemeu em protesto enquanto Percy ria ainda mais. – E você naquela época era sempre excluída, e se sentia bem assim. Depois na faculdade você teve uma fase em que se achava melhor que todo mundo.
- E que eu tinha que ter um modelo perfeito de vida...
- Exatamente – ele respondeu. – Você tinha ficado bonita, mas tinha ficado bonita e chata.
- Eu poderia levar isso de maneira ruim, mas você está totalmente correto... – ela disse. – E franco. Continue, por favor.
- E então você começou a publicar livros e ficar super estressada – ele parou por um momento. – E agora tem estabilidade financeira e namora comigo.
- É, realmente isso faz a minha vida dar uma estagnada total...
- Que bom que reconhece – Percy disse falsamente egocêntrico. Annabeth riu e então se virou, fechou os olhos e dormiu.
Noah e Hayley vieram correndo algum tempo depois, seus cabelos encharcados e as feições enérgicas.
- Nós fomos naquele tobogã – Noah disse apontando para um. – E naquele – apontando para outro. – E naquele. Nossa, foi muito legal! Você conseguiu ver?
- Não – Percy respondeu com um sorriso de lado. Olhou para Hayley, que o olhava de volta, curiosa, como se Percy fosse um quebra-cabeças muito interessante. – Mas que tal vocês irem naquela torre ali? – Percy perguntou apontando para uma perto dele.
- Não mesmo! – gritou Noah. – Ela tem o maior tobogã, e a piscina mais funda... É perigoso demais – Percy riu, retirando os óculos juntamente com a bermuda e a blusa, mostrando apenas sua sunga preta e potencialmente maior que a dos outros homens (homossexuais) que estavam por perto.
- Você que não sabe, Noah. Eu sou expert em natação – Percy estufou o peito. – Até ganhei medalha pela equipe da escola. Comigo não tem chance de ser perigoso, apenas divertido – ele pegou na mão de Hayley e de Noah, conduzindo-os para a piscina mais funda do parque com certa relutância.
O homem percebeu, então, algo triste, os irmãos Lenson nunca saíam de sua zona de segurança, nunca se arriscavam e nem mesmo se aventuravam e a infância é o oposto disto. Eles pareciam pessoas velhas e depressivas de 40 anos. Pela primeira vez, Percy entendeu o que Annabeth estava querendo lhe dizer.
Annabeth esta que acordou nervosa. Percy havia sumido, assim como Hayley e Noah. Ela se sentou encima de sua conga, olhando para todos os lados. Não demorou muito para os achar no topo de um enorme tobogã.
Ela riu enquanto via os Irmãos Lenson com uma expressão medrosa. Eles estavam assentados na frente e Percy logo atrás. Contou com os dedos 1, 2,3... E então os três rodopiaram em alta velocidade tobogã abaixo. Eles iam tão rápido que Annabeth só conseguiu ver Hayley dando uma risada alta antes de pular na piscina funda.
Chase voltou a se deitar ainda rindo. Percy conseguia ser o homem mais perfeito do mundo (pelo menos em sua visão). Não demorou muito para ela ver Hayley e Noah correndo em sua direção e atrás deles Percy andando lentamente.
O olhar de Annabeth correu por todo o seu corpo. Acredite se quiser, mas aquela era a primeira vez em que a mesma via Percy de sunga e praticamente seminu. Havia gostado do que via.
Ele balançou os cabelos molhados antes de se deitar ao lado de Annabeth, que ainda tinha o olhar no abdômen definido do homem. Ele olhou para ela divertido e então a mesma balançou a cabeça, voltando o olhar para os meninos.
- E então? Divertiram-se?
- Nossa, foi muito legal! Você precisava ter visto, nós temos que ir de novo! – Noah exclamou e Hayley assentiu. Annabeth riu e olhou significativamente para Percy.
- Sim, foi muito legal – ele disse. – Muito gostoso. Mas eu acho que seria muito mais gostoso com você. – Annabeth arqueou a sobrancelha, tentando entender se aquilo era uma indireta muito bem dada. Não deu muito tempo para pensar porque quando menos esperou, Hayley estava puxando-a.
- O que foi Hay... – não deu tempo de ela continuar, a ruiva a jogou na piscina ali perto fazendo Noah e Percy rirem a caminho do lado de Hayley. A loira emergiu com uma expressão falsamente nervosa.
- Você era a única que não tinha entrado na água ainda – Hayley gritou com um sorriso maquiavélico. Annabeth saiu da piscina e decidiu que agora era a hora deles almoçarem, já que com piscina ela não brincava mais.
No restaurante, Hayley fora obrigada a comer algo gorduroso por mais que tenha pedido por algo sem sódio, glicose ou calorias altas. Acabou que o almoço passou rápido, assim como o dia o resto do dia no parque. No final, todos estavam rindo e queimados.
Chegaram em casa rapidamente. Noah já estava apagado e Annabeth foi direto para o chuveiro, devido à coceira da pele vermelha. O casal decidiu que os irmãos iriam dormir no enorme colchão de ar que um dia pertenceu a Percy. Logo depois de ter ajeitado Noah na cama, fora a vez de Hayley.
- Você tem que fazer duas tranças para eu dormir – ela disse com as mãos no colo. Percy olhou para ela sem entender exatamente o que ela estava dizendo.
- Mas eu não sei fazer tranças.
- Mas você já é velho, como assim não sabe fazer tranças? O que você aprendeu em toda sua vida não vale nada se você não sabe fazer tranças! – Percy arregalou os olhos e colocou as duas mãos ao alto.
- Tá, tá. Eu faço as benditas tranças, mesmo duvidando que fiquem boas – ele começou, mas pelo cabelo dela ser todo encaracolado e cheio, a única coisa que ele conseguiu fazer foi embolá-lo totalmente.
No topo da escada os dois escutaram uma risada alta. Annabeth descia as escadas, rápido ecom seu típico robe e os cabelos presos num coque alto. Pegou a escova da mão de Percy.
- Você deveria ser preso pela merda que está fazendo no cabelo dela – Annabeth disse, provocando uma carta em Percy, que causou risos em Hayley. Ela começou escovar o cabelo da Senhorita Lenson, fazendo uma trança de lado. Mais uma vez Hayley olhava curiosamente para Percy, fazendo-o se sentir desconfortável.
- Prontinho – Annabeth disse. – Você está linda e pronta para dormir.
- Obrigada Annabeth – ela disse antes de se acomodar melhor no colchão, bocejando e fechando os olhos quase automaticamente.
Annabeth sussurrou um “de nada” antes de ir dormir também.
Sábado, 30 de Agosto de 1989.
Annabeth ria enquanto corria atrás de Hayley. Aquela garota era mais rápida do que a loira poderia imaginar. A ruivinha subiu as escadas rápido como um inseto, com Annabeth logo atrás.
- Volta aqui, sua pestinha! – Annabeth falou com raiva, Hayley ria alto antes de chegar à cozinha e abanar o objeto em sua mão como se fosse a tocha olímpica.
- Olha só o que eu achei na mala da Annabeth! — Percy e Noah, que estavam tentando fazer o almoço, olharam na mesma hora. Percy passou as mãos no avental e foi para o lado de Hayley, esticando o braço para pegar o exímio CD do Vanilla Ice de sua mão.
- Não! – Percy exclamou olhando o verso. Aquele era o pior CD do ano: Vanilla Ice com “Ice, Ice, Baby”.
- Não era para ela ter pegado! – Annabeth disse chorona enquanto Hayley ria ainda mais, Percy abriu a boca e riu muito, muito mesmo.
- Eu não acredito que você gosta dessa merda! – Percy riu. Noah e Hayley também riram, antes de Annabeth pegar o disco de suas mãos.
Agora tudo estava estranhamente normal. Hayley e Noah estavam calmos, agiam igual crianças de verdade e para a surpresa de Percy, eram garotos muito divertidos.
O telefone tocou e Percy ainda rindo foi atender. Quando desligou, voltou para a cozinha, sério e com a expressão que Annabeth sabia que algo de importante havia acontecido.
Notas finais
Muito obrigada pelos leitores novos, sejam todos bem vindos.
Beijos e até o próximo! =)
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