Nossa História De Amor.

12 Nossos sentimentos no futuro livro do ano.


Notas iniciais
Oi.
Eu sei, eu sei, eu demorei pra cacete não é?? É, sei disto. MAS eu tenho uma explicação realmente muito boa para tudo isto.
Eu estava internada, é, internada, fiz uma cirurgia urgente na sexta feira da semana passada e fiquei de quinta até hoje no hospital, e só hoje eu tive alta. MAS COMO TUDO TEM O LADO BOM, eu vou ficar de molho aqui em casa até semana que vem e vou aproveitar para escrever muito mesmo para vocês. =)
Boa leitura!

Sexta-Feira, 29 de Agosto de 1989.

''Londres, 28 de Agosto de 1989.

Querida Annabeth,

Eu fiz tudo que você me recomendou, ou que eu achei certo para se recomendar. Mas antes de eu te contar as novidades, saiba que eu não estou escrevendo esta carta sozinha, até semana passada eu tinha a quase certeza que Noah era um garoto analfabeto, agora percebi que não é bem assim, a letra dele é a mais feia que eu já vi na vida, mas mesmo assim ele escreve e está me ajudando nesta carta aqui.

Saiba que tudo correu bem com a cirurgia do meu Pai, a única coisa ruim por agora é que ele não pode mais fumar, mas isto não é bem um problema, certo? Eu sei que você ficou muito paranoica e até mesmo preocupada quando recebeu aquele telefonema da secretária do papai falando que ele tinha tido ‘‘algo parecido com um enfarto” como você me disse, mas aqui eu digo que papai está ótimo, e o seu livro ainda será publicado.

Muitas coisas aconteceram nestes dias.

Como disse antes, eu fiz tudo que você me recomendou, assim que Papai voltou para casa eu lhe avisei do meu desejo de morar em Londres (sem viagens), falei também que queria me matricular num colégio particular daqui da região. Pensei também em dizer que não queria a futura presidência da Werstystone só que depois achei melhor não já que ele ainda tinha acabado de sair do Hospital. Mesmo assim, acho que ele já sabe disso melhor que eu.

Na segunda feira, quando completar uma semana que eu fui embora, eu irei para o meu primeiro dia no Colégio, e tenho certeza que será um tédio, pois eu já sei tudo que a professora vai falar. Não me deixaram ficar adiantada então eu tenho que ficar com os pirralhos de 10 anos do Colégio. Então definitivamente eu estou na 2ª série, e o meu irmão está na 1ª série, já que aparentemente ele está muito mais a frente da sua idade.

É isto, eu acho que a viagem foi muito melhor do que eu imaginava, por mais que eu não tenha ficado uma semana inteira, acredito que foi saudável para mim e para meu irmão, que agora está me enchendo a paciência para parar de escrever e desligar a luz do corredor.

Por enquanto é só, mas acho que vou te ver na estreia do seu livro. Com certeza.

Mande lembranças ao Percy para mim.

Com Carinho,

Hayley.

P.S: Não mostre esta carta ao Percy, pois eu tenho algo para te falar no P.S²

P.S²: Eu me esqueci de falar porque eu estava tão surpresa com o Percy aí no Havaí, a realidade é que eu o imaginava como todos os escritores da Werstystone que eu já conheci, tediosos e arrogantes, que sempre me tratavam com indiferença. E ele estava se mostrando isto mesmo até eu estar por aí, pois quando ele ficou com você o mesmo parecia mais alegre, espontâneo, divertido, educado, e realmente, parecia ser ele mesmo. Não conte para ele, mas ele é o escritor mais bonito da Werstystone. Não sei em que pé anda o relacionamento de vocês, mas espero que tudo dê certo.''

Annabeth riu enquanto lia as últimas frases na sacada do quarto, claramente não era necessário ser muito inteligente para saber que a loira tinha conseguido cumprir sua meta, os Irmãos Lenson estavam como crianças normais, e era isto que importava.

Sorriu e guardou a carta dentro de sua mala, era 9 horas da manhã e Percy ainda roncava enquanto estava esparramado entre os lençóis da cama. Ela olhou para ele e suspirou, enquanto balançava a cabeça. Ficou estes três dias dando uma ignorada um tanto quanto desnecessária em Percy, ela não gostou da forma que ele parecia desdém ao saber por meio de uma ligação que Phil tinha tido um pequeno derrame. Depois de três dias pensando, ela lembrou que Percy era assim mesmo, raramente mostrava seus sentimentos tão abertamente: sendo eles de amor, ódio ou até mesmo preocupação.

Annabeth desceu as escadas enquanto pegava sua xícara de café fervente, olhou para o projeto de seu livro e descobriu que os dois ainda estavam no meio do livro. Começou a escrever furiosamente enquanto olhava o sol ficar redondo e forte no horizonte.

-Toc, toc – Disse uma voz rouca atrás dela, a mesma olhou para trás e viu Percy com uma expressão preocupada, parecia que tentava ler os pensamentos dela (algo que as vezes ele realmente conseguia) para saber se ela estava com raiva ou não dele. Annabeth deu uma boa olhada nele, seus cabelos desgrenhados e sua barba por fazer, os olhos verdes faiscando e seu peito desnudo, ele usava apenas uma cueca preta. A caneca de café fumegava em sua mão direita enquanto seu corpo se apoiava no batente da varanda.

Annabeth se levantou e andou em sua direção, enquanto Percy olhava para ela sem entender, a loira o empurrou levemente para dentro da casa, pegando a xícara da sua mão. A sobrancelha de Percy se arqueou, ainda surpreso demais com a atitude dela. Annabeth colocou a caneca apoiada num lugar qualquer e continuou o empurrando para trás, fazendo-o cair de costas no sofá, ela caiu por cima dele.

-O que significa isto?- Ele perguntou sorrindo minimamente, Annabeth retirou a própria blusa, estava sentada encima da ereção do moreno, fazendo-o ficar mais rígido. Os olhos verdes seguiram as mãos de Annabeth, que saíram da própria cintura com a blusa e foi para os bustos, e depois a jogando no chão. Logo depois disto os olhos de Percy foram para seus seios cobertos por um sutiã azul, os shorts jeans claros de cintura alta pegavam no umbigo de Annabeth.

-Um pedido de desculpas – Ela respondeu enquanto jogava o cabelo para trás, seus lábios pressionaram levemente o pescoço de Percy, o moreno estremeceu, a respiração leve e entrecortada dela batia contra sua pele. O pescoço de Percy tinha cheiro de loção de barba, Annabeth adorava aquele cheiro.

Ela beijou a bochecha dele, e depois mordeu levemente o lóbulo da sua orelha.

-Hm – Ele gemeu provocativo, fazendo Annabeth lamber o lábio inferior. –E porque um pedido de desculpas? – Percy perguntou rouco, a loira passou a mão por seu abdômen, sentindo o próprio se contrair.

-Talvez eu não tenha sido muito justa nestes últimos três dias, eu me esqueci de que às vezes você é... Preservado demais – Ela disse, Percy arqueou uma das sobrancelhas enquanto trocava as posições.

-Preservado?- Ele perguntou com a voz mais rouca que o normal — Até onde sei a preservada por aqui é você.

-Você não está me entendendo – Annabeth disse irritada enquanto via Percy sair de cima dela, aparentemente os dois haviam ficado irritados demais com alguma coisa que nem mesmo eles sabiam explicar o porquê. Mesmo assim o motivo era claro: A falta de comunicação era perturbadora. Foi apenas eles trocarem um pouco a relação que tudo que eles mais tinham havia se extinguido, a conversa continua, a falta de segredos.

Isso os irritava profundamente.

-Seremos sinceros, Annabeth. Nós nunca ficamos três dias sem conversar quando estávamos juntos, porque agora isto? Porque esta porra deste mistério só porque viramos... Ah o que viramos mesmo?

-Pergunto-me isto toda hora.

-Julgo eu que somos no mínimo amigos!- Percy parou por um segundo, Annabeth estava a sua frente o olhando com severidade. Ele foi a passos firmes em sua direção – Isso não pode acontecer, nós dois, temos que continuar com aquilo que eu mais gosto em nós, você sabe exatamente o que é não é?

-Sei sim, Percy.

-Não, não, não, não. Você é importante demais para ficarmos com raiva um do outro por motivos bestas de namorados normais, certo?

-Certíssimo Percy. –Ela disse sorrindo, ainda pensando no “importante demais” bem demasiada. Os olhos verdes fitaram bem os cinzas, Annabeth quase tinha medo do que sentia quando olhava eles. O coração dos dois batia mais forte e sincronizado, eles quase podiam ouvir os batimentos do outro.

-Eu quero muito te beijar agora, posso? -Ele perguntou enquanto fechava os olhos, encostando a testa na testa de Annabeth, ela deu um sorriso ameno e assentiu com a cabeça, fazendo a língua dos dois se entrelaçarem e beijarem de forma doce e suave, apaixonante e calmo.

Eles se separaram assim que o oxigênio os faltou, respiraram fundo enquanto olhavam um para outro.

-Sabia que tem uma semana e quatro dias que eu não te beijo, nem te toco, nem nada disto? -Percy perguntou. Aquele leve sotaque inglês que ele conseguiu captar nos anos na Inglaterra, Annabeth urrou por dentro, mas por fora apenas sorriu.

-Eu ainda não entendi porque você ainda não fez isto – Ela respondeu, antes de Percy a beijar novamente, ele foi até a porta da varanda onde estava a máquina de escrever, pegou a xícara de café da loira e colocou do lado onde estava sua caneca, Annabeth se sentou confusa enquanto olhava seus movimentos calmos e lentos.

Ele fechou a porta de correr que fez um baque surdo, girou a chave e a rodou no dedo, Annabeth ainda não fazia ideia do que ele estava pretendendo.

-O que você está fazendo? – Ela perguntou enquanto Percy colocava a chave da varanda na gaveta embaixo da TV. Ele foi para frente dela, abrindo suas pernas e entrelaçando-as em sua cintura. Annabeth se levantou e agarrou os cabelos negros com as mãos. Parecia que ela não tinha peso algum para Percy, que a segurou forte.

-Eu estou cansado de sentir tudo que eu estou sentindo e escrever no livro, eu sei que você faz a mesma coisa então não faça esta expressão de surpresa. Eu quero te falar tudo que eu estou sentindo, e não escrever nas entrelinhas de um livro. E quero que você faça a mesma coisa- Annabeth sorriu, beijando o nariz levemente arrebitado de Percy.

-Hm, e o que você está pensando neste exato momento? Qual é o seu plano? — Ela perguntou enquanto se segurava mais forte na cintura dele.

-Eu pensei que pelo menos por hoje e amanhã nós não vamos pegar neste livro, e se eu não conseguir me abrir para você, nem vice versa. Pelo menos terá outra coisa que você vai abrir nestes dois dias – Annabeth abriu a boca enquanto via Percy rir de forma maliciosa, andando em passos largos até a parede mais próxima e pressionando a loira por ali.

-Você é tão safado, sempre foi – Annabeth respondeu enquanto sentia sua intimidade ficar cada vez mais molhada por conta do toque com a ereção de Percy. Os dentes do escritor arranharam sua bochecha levemente. – Eu quero fazer os dois planos, se possível. – Percy riu novamente, passando os fios de seu cabelo para trás de sua orelha, mordendo-a logo em seguida.

-Claro que é possível, querida.

Notas finais
Estaria mentindo se dissesse que o próximo capitulo não terá nenhum hentai, na realidade agora está começando a fase mais pervertida desta mera fic. E isto não é um pesar e sei bem disto pois a maioria dos meus leitores são pervertidos. (Não adianta nem negar).
Espero que tenham gostado do capitulo, xingos, advertencias, elogios e o tudo quanto há para vocês falarem para mim nos reviews lá embaixo.
Beijos e até o próximo!!