Notas iniciais
Oi pessoal. Eu sei que demorei pra caralho, um mês mais ou menos. Mas trilhões de coisas estão acontecendo neste fim de ano. Vestibular, viagens. Então me desculpem. Mas agora estou de férias e vou postar muito mais rápido. Quero agradecer IMENSAMENTE as recomendações da Aqua, da AlesAlme e Giovanna Yall. Adoro receber recomendações nesta fic porque sempre são recomendações ótimas. Muito obrigada mesmo garotas. Capítulo para vocês. Boa leitura!

Domingo, 18 de Janeiro de 1990.

–Quartos separados, hã? – Annabeth riu ironicamente – Isto que é avanço.

Seu quarto era sensacional, devemos ressaltar. Phill não era nada ruim quando se tratava de escolher lugares bonitos. A Casa em Havaí, o quarto em frente à praia em Los Angeles. Agora aquele quarto em Madrid.

Annabeth emitiu um “porra” bem sonoro assim que entrou ao quarto que ficaria em frente ao de Perseu. Aquele era, definitivamente, o lugar mais chic que já havia ficado hospedada em toda a sua vida.

Ela deixou sua mala no chão quando viu a porta de vidro que dava para o centro da cidade. E que centro lindo! Era uma mistura de retrô com todos aqueles prédios do século XIX e também um tanto moderna graças aos carros lindos que passavam zunindo no asfalto iluminado de dourado.

Annabeth sorriu de lado, encantada. Então começou a olhar o resto do quarto, ele também tinha um aspecto moderno que Annabeth havia gostado.

Tinha uma televisão embutida de umas 32 polegadas numa parede da frente, esta que era pintada de um vermelho vinho bem interessante.

O resto do quarto era preto, o que o fazia ficar bem escuro, mas quando se ligou a luz branca da luminária na frente, não conseguiu deixar de apreciar o quarto. A cama de casal contra a parede de vidro ficou muito interessante para a Annabeth mais cansada que já existiu.

Ela sorriu de lado quando abriu a porta do banheiro. Foi impressionante o contraste. Ele era totalmente branco, a porta, as paredes, o espelho. Só que o mais interessante era provavelmente o acabamento de tudo aquilo.

Era todo em dourado. O espelho era um estilo princesa que Annabeth não pode deixar de rir.

Fechou a porta do banheiro atrás dela e olhou para a cama. E a cama parecia ter olhado para ela, pois um segundo depois ela já estava deitada encima da cama, apreciando aquele colchão dos Deuses.

Annabeth ligou a televisão e olhou para o teto, pensando em tudo aquilo que lhe aconteceu no último dia. Foi definitivamente uma loucura.

Foi mais afundo e decidiu pensar na loucura que havia acontecido desde que ela começou a fazer a divulgação do livro.

Num dia ela estava “amiga” de Percy, depois dos três dias em Londres, ela aceitou que não era possível, em momento algum, os dois ficarem juntos mais uma vez.

Então começa a divulgação, em que Percy Jackson é obrigado a conviver com ela. E mais que isto, os dois começam a fingir “namorar”. E foi aí que tudo começou a ficar totalmente confuso.

Ela tinha quase 30 anos de idade, não podia sonhar, nem a pau, em ficar tão confusa com si própria. Era tudo aquilo que uma mulher independente não podia ser.

Mas depois de trocar beijos lascivos com Percy em frente às câmeras, era impressionante como ela não conseguia pensar em outra coisa senão continuar aquilo dentro de um apartamento.

Então, no meio tempo em que ficaram na Califórnia ela basicamente fugiu do moreno dos olhos verdes. Onde ele estava, ela ia para outro lado. Annabeth tinha a total certeza que ele a havia visto mais de uma vez fugindo dela. Mas ele estava calmo e sereno, como se tudo tivesse sua hora.

Ele estava extremamente frio desde que começaram tudo aquilo.

Sem risos, sem brincadeira, quem era mais perto deles nunca compraria a história dos “amantes escritores”, a não ser pelos beijos, eles nunca estiveram tão longe um do outro. Tão separados de uma forma que Annabeth nunca pensou que estaria.

Respirou fundo enquanto tirava sua roupa, ficando apenas com uma blusa e uma calcinha. Deitou-se na cama e dormiu.

E era aquilo que ela iria fazer nos próximos dias de “folga” em Madrid.

Segunda Feira, 19 de Janeiro de 1990.

Annabeth apagou. Definitivamente. Quando ouviu algumas batidas na porta e olhou para sua parede de vidro, percebeu que já estava à tarde, o sol era de, no mínimo, três horas da tarde.

Estava tão aérea que foi andando lentamente até a porta, como se estivesse em sua casa. A abriu ainda bocejando.

–Boa tarde – ela falou com os olhos meio semicerrados. A sua frente, Percy parecia bem disposto e nenhum pouco sonolento. Ele arqueou uma sobrancelha fitando o corpo a mostra de Annabeth.

Esta que olhou para o próprio corpo e sentiu suas bochechas se enrubescerem. Mas não podia fazer nada, em Madrid não fazia menos que 25 graus.

–Boa tarde – respondeu ele encostando-se ao batente da porta. Annabeth decidiu não ligar muito. Ele já a havia visto nua trilhões de vezes.

–Algum problema? – perguntou ela cruzando os braços encima do peitoral. Percy parecia surpreso com a sua indiferença.

–Não. É que você não apareceu para o jantar, nem no café da manhã... Nem no almoço. Phill pediu para eu checar se você não havia morrido.

–Não, eu não morri. E daqui a pouco eu desço para o... – ela olhou para o relógio em seu quarto – Café da tarde.

Ela empurrou a porta, mas o pé de Percy não deixou ela se fechar por completo. Annabeth continuou andando para dentro do quarto, separando as roupas da sua mala e colocando-as no roupeiro embutido do quarto. Percy ficou de braços cruzados olhando ela fazer tudo aquilo. Pigarreou e entrou no quarto também, fechando a porta atrás de si.

–Você vem me evitando – declarou ele. Annabeth o olhou e deu um riso sarcástico pelo nariz – Eu não sei o que eu fiz de errado, mas provavelmente você está equivocada.

Annabeth parou de arrumar suas roupas. Olhando para ele como se ele fosse uma aberração de circo.

–Eu estou equivocada? – ela revirou os olhos – Você está estranho desde que voltou para a divulgação e depois vem com este papo de “precisamos conversar” como se fosse, eu não sei...Terminar um namoro.

Percy riu. Mas não era um riso verdadeiro, era aquele riso que fazia as pessoas ficarem com raiva dele.

–Eu estou ótimo. Como sempre – Annabeth negou com o dedo indicador

–Eu te conheço por tempo suficiente para saber que você não está nada bem. Eu não sei o que se passou enquanto você estava em Londres nestes últimos tempos, mas eu não tenho nada a ver com isto. Então pare de descontar tudo em mim.

Annabeth vestiu uma blusa cinza, tampando parte de suas pernas. Ela chegou perto do moreno.

–E pronto. Agora nós estamos tendo a conversa que você tanto queria. Se possível, não tente socializar comigo de novo.

–Você está agindo como se tivesse 10 anos de novo, e acredite, eu sei como você era.

–Ótimo – respondeu ela seca- Pelo menos eu estou sendo verdadeira em algo. Eu não acredito que você sendo o cara que é esteja se sentindo bem fingindo ser meu namorado para todo mundo e sendo tão frio comigo quando não tem uma câmera por perto. Você não é o tipo de cara que tem duas personalidades.

Annabeth colocou uma calça jeans e calçou uma sapatilha rapidamente. Ela saiu do seu quarto sem esperar por Percy.

(...)

–Alô? – Perseu ouviu três bipes depois de digitar o número tão conhecido por ele. Percy sorriu de lado ao ouvir a voz feminina do outro lado.

–Oi – respondeu ele sem muita animação.

–Percy? – perguntou Leslie surpresa – Porque você está me ligando?

–E- eu... Eu não tenho certeza – ele pôs as mãos nos olhos, olhando para o centro de Madrid com certo receio – Você vai estar na última divulgação? Em Paris?

Leslie riu do outro lado da linha.

–É óbvio, querido. É o prêmio de literatura da Werstystone. Espero que este ano nós ganhemos com folga da Werstystone americana.

Percy suspirou, fechando os olhos.

–Então você estará em Paris e também na divulgação do meu livro?

–Com certeza. Será aonde nós vamos ver se você está cumprindo mesmo o acordo – Leslie parecia sorrir do outro lado da linha, a animação em sua voz era perceptível – Mas eu tenho que dizer que você está fazendo o seu trabalho direitinho. As revistas de fofoca estão até caindo neste seu namoro, mas aqui em Londres todos estão com um pé atrás. Você não parece o Percy apaixonado que andava para lá e para cá com Calypso. As pessoas estão gostando disto.

Perseu olhou para o chão, pensativo.

–Você está aí, querido? — perguntou Leslie do outro lado da linha. Percy pigarreou para sua chefe.

–Les, não tem nenhuma brecha neste contrato? Alguma forma de você repensar esta condição de eu ser tão frio e tudo mais – a linha ficou alguns minutos em silêncio. Perseu quis se bater por tentar propor algo do tipo.

–Claro que sim. Se você quiser aproveitar, é claro que pode aproveitar com sua querida Annabeth Chase – Percy arregalou os olhos, assustado e animado – Mas você pode esquecer sua quebra de contrato. Você não se transfere para lugar nenhum se fizer este livro estourar por causa do seu “relacionamento” com Annabeth. Eu quero ganhar este prêmio, Percy. E não quero Phill Lenson no centro das atenções novamente.

–Foi bom conversar com você, Leslie – respondeu Percy acendendo um cigarro, totalmente decepcionado.

–Você tem a opção de fazer o que quiser, querido. Eu não sou uma ditadora.

Percy não ouviu o resto, desligou o telefone e acabou de fumar seu cigarro. Foi até o elevador do prédio e ficou no saguão.

Phill e Annabeth estavam sentados acabando de fazer a refeição da tarde. Percy foi à direção deles.

–Vocês nem sequer me esperaram – disse ele cabisbaixo. Ninguém o respondeu. Pelo que parecia eles estavam muito ocupados planejando o começo da divulgação que seria dali a dois dias.

Percy estava totalmente sem vontade de planejar qualquer coisa. Era horrível o fato de sentir algo e não poder demonstrar. Tudo isto, querendo ou não, por dinheiro. Enquanto olhava para Annabeth que parecia animada em falar sobre o livro, ele pensou se tudo já não havia mudado.

Ela não iria espera-lo para sempre, Percy a tratava mal e há muito tempo não dava sequer um sorriso em sua direção. Não tinha sentido fazer tudo aquilo por ela se quando ele chegasse à Nova York, ela simplesmente não o quisesse mais.

Phill o cutucou o chamando para ir embora. Ele entrou no elevador com Phill e Annabeth.

–Amanhã vocês podem dar uma saída pela cidade... Fazer um marketing. Eu sei que vai dar certo – ele piscou e foi embora, indo para o seu andar. Percy e Annabeth esperaram sem graça chegarem ao andar de cima.

Quando isto aconteceu, Annabeth saiu rapidamente do elevador, pegando as chaves do seu quarto. Percy correu em sua direção, pegando em seu pulso com força.

–O que você quer? – perguntou ela com raiva. Cruzando os braços – Nós já conversamos, você já está feliz em saber que conseguiu despertar o ódio que não despertava em mim há anos.

–Eu não queria fazer nada disto – respondeu ele indiferente – Você não consegue entender naturalmente o que está acontecendo porque é muito complicado. Mas tudo tem uma razão, tudo.

Ele se virou, mas sentiu a mão de Annabeth em seu pulso.

–O que você está querendo dizer?

Percy viu o que parecia ser uma pontinha de esperança nos olhos cinza de Annabeth. E era só isto que ele precisava.

Ele a empurrou contra a parede, roubando-lhe um beijo arrebatador em seguida. Os dois se separaram ofegantes depois disto.

–Não tem nenhuma câmera aqui – concluiu Annabeth com um pequeno sorriso. Percy pegou em seus cabelos loiros.

–Eu sei.

Os dois voltaram a se beijar novamente, com uma avidez fora do normal. Percy pegou as chaves da mão da loira, abrindo a porta do quarto dela com afobamento.

–Pers... – ela não conseguiu terminar, com a própria mão o moreno rasgou seu vestido branco ao meio – E-eu...

Ela foi empurrada contra a cama. Percy não falava muito, apenas agia. O que não era nada romântico, mas definitivamente prazeroso. Annabeth sentiu seu cabelo ser puxado com força e ofegou.

–Você é ridícula – começou ele em seu ouvido – Achar que eu não sinto nada por você, estupidez.

Annabeth sorriu de lado, passando suas mãos pelas costas do moreno e afundando as unhas lá.

–Eu estou doida para te machucar – ela respondeu com um misto de raiva e prazer. Percy sorriu, mordendo o pescoço dela e chupando-o em seguida.

–Guerra é guerra, lembra?

Notas finais
Então pessoal, depois de Madrid vai ter a finalização da fic em Paris. Porque em Paris a confusão vai estar solta e todos os personagens vão se reunir. =) Espero que comentem muito pessoal! A história está no final!! Beijos e até o próximo!