Notas iniciais
Oie.
Eu sei que eu demorei, e eu sei que este capitulo está pequeno, mas espero que vocês relevem pelo fato de que estou em semana de provas.
Enfim, boa leitura!

Domingo, 31 de Agosto de 1989.

Percy quase riu enquanto descia as escadas. Era totalmente engraçado e amedrontador quando Annabeth decidia dar uma faxina na casa, tudo ficava mil vezes pior pelo fato de que o rapaz tinha que ajuda-la a realizar tal tarefa.

Annabeth na faxina era a pior coisa que poderia existir. Ela se enrolava totalmente nos afazeres domésticos, de forma que Percy poderia contar com ela para rir um pouco naquele domingo ensolarado (como todos os outros no Havaí).

Naquela cena, Annabeth estava tentando, de todas as formas, usar o aspirador de pó, mas por algum motivo aquele negócio não funcionava. Percy desceu as escadas silenciosamente, fazendo barulho apenas no último degrau. Annabeth olhou para ele num pedido de socorro.

- Porque eu não consigo aspirar nada? – ela fez bico. – É porque está estragado?

- Não, não. É porque o lugar onde o pó fica guardado está... – Annabeth apertou um botão e então o pó que estava guardado no aspirador foi para seu rosto – Cheio.

Annabeth quase chorou. Na realidade, ela não deveria estar fazendo faxina logo hoje. Era o fim de semana em que Percy e ela haviam combinado de não fazer nada, mas naquela madrugada Percy confidenciou que sabia do... Pequeno problema de Annabeth nos afazeres domésticos. E se fosse para os dois morarem juntos, ele não se importava em ser o “Dono de Casa”.

Aquilo irritou Annabeth profundamente. Ela era o oposto de uma pessoa feminista, ou quase isto. Era vergonhoso ela não saber direito nem passar um café e Percy conseguir fazer pratos franceses com uma proeza irritante.

Então mesmo tendo dormido às quatro horas da madrugada, ela acordou às sete da manhã e começou sua enorme faxina. Eram duas e meia da tarde e ela estava no fim do que diria ser “sua mudança de feminilidade”. Só faltava limpar a sala e fazer o almoço e aí tudo começou a se complicar.

Percy deu uma risada alta.

- Mon amuor – ele sussurrou em francês enquanto se agachava na sua frente. Annabeth amava quando ele sussurrava em francês e sabia que ele estava fazendo aquilo para deixá-la menos nervosa. Era tão raro ele falar qualquer coisa em francês, que por um mísero segundo Annabeth se esqueceu do pó em sua cara. – Por que você está fazendo isto...? Quer dizer, semana passada nós arrumamos a casa toda para os Lenson.

- Não importa – ela disse com a voz chorosa – Eu quero ficar aqui e arrumar a casa. Se você não percebeu ela está impecável e outra coisa, eu sou dona de casa. Eu posso fazer isto.

- Ah meu Deus – Percy relaxou, apoiando seu corpo no sofá limpo (ainda com a marca das unhas de Annabeth) e então olhou para ela com desdém. – Foi o que eu falei ontem, não foi? Annie, eu não quero que você se preocupe com isto.

- Mas eu me preocupo! Não vai ser nada legal nós dois ficarmos juntos e você cuidando da casa enquanto eu fico olhando porque sou “feminista demais para arrumar uma casa” – Percy abriu a boca num pequeno “O”. Tudo começou a fazer sentido naquele exato momento.

- O problema não sou eu! O problema é a Times! – ele exclamou com um sorriso travesso. Annabeth fez sua pior careta.

- Eu não tenho nada contra a Times.

- Tem sim. Você tem tudo contra a colunista da Times! – Percy afirmou. – Tenho certeza que ela não pensou que você não sabia arrumar a casa quando falou que sua escrita era feminista e prepotente. Não tem ligação alguma entre uma coisa com a outra – a loira ficou nervosa, suas bochechas ficaram vermelhas e seus olhos cinza amedrontadores.

- Realmente não tem nenhuma ligação, porque a minha escrita não é prepotente e feminista! Aquela Lena blábláblá estava totalmente equivocada! – Annabeth se levantou. – E isso não tem nada a ver com ela! Eu conheço aquele tipo de crítica, é a crítica que só é famosa por ser do contra, polêmica ou sei lá o quê. Eu estava sendo aclamada por todos os críticos por causa dos Eventos Póstumos. Mas nãããão, eu tenho que ser do contra para aparecer...

- Eu concordo com você.

- Não concorda não! Você nunca teve uma crítica negativa na vida, não sabe o quê é isto.

- E espero ansiosamente pelo dia em que receberei uma – Annabeth franziu a sobrancelha.

- Por quê? É horrível.

- Só para adquirir conhecimento, você sabe... – ele tirou um pouco de pelo do tapete. – Mas eu não faço ideia como nossa conversa chegou nisto. Que tal você limpar o rosto para eu fazer nosso almoço? Você parece com fome.

- Mas...

- Não, Annabeth. Eu estou com fome e você vai queimar nossa comida, então, por favor, deixe de lado o quê eu falei e o quê Lena Redcoff falou, pelo amor de Deus


– Percy se levantou rapidamente, sua calça de moletom mostrando o V que tinha no fim de seu abdômen. Annabeth olhou para ele com um bico no rosto, então se levantou, desistindo da faxina naquele dia.

Quando foi à cozinha, ela ainda não sabia o que era melhor: não precisar cozinhar ou ver Percy cozinhando. Concluiu ver Percy cozinhando era melhor, ele tinha um jeito corriqueiro e interessante de fazer tudo. Todos os seus gestos eram totalmente genuínos, mas quando o assunto era cozinha, Annabeth praticamente babava no homem com aquele avental, os braços fortes concentrando-se apenas em fazer um toque final, leve e delicado, seus olhos totalmente concentrados (não mais do que quando ele escrevia). Era uma visão tentadora.

Percy colocou os dois pratos na mesa, olhando para Annabeth com os olhos verdes faiscando. Ela havia decidido ficar mais relaxada hoje, ou mais 1989, Percy ainda não sabia. Usava uma blusa que batia logo abaixo de seus seios, deixando sua barriga a mostra. Seu short de cintura alta era claro e suas polainas batiam mais ou menos na metade de sua canela. Ele decidiu ignorar o fato de que Annabeth havia dito não usar polainas – mesmo aquelas não sendo as “da moda”, coloridas e chamativas, e sim pretas e simples – em uma fração de segundo, Percy achou que estava olhando para uma garota de 20 e poucos anos. Foi tentador.

- O que você acha de torta de frango com catupiry? – Percy perguntou com uma voz mais grave que o normal.

- Acho ótimo – Annabeth respondeu colocando uma mexa de seu cabelo, que estava caindo ondulado por seus ombros, para trás. Percy pegou uma garfada e colocou na boca dela, que se abriu levemente num movimento suave e sexy. Em um movimento tão lento quanto o primeiro Annabeth fechou a boca, sentindo o frango crocante e a massa gostosa em sua boca. Sentia também o olhar de Percy sobre ela.

- Eu acho que deveríamos deixar a carreira de escritores de lado e montar um restaurante para você – Annabeth disse com o tom de voz brincalhão. Percy riu.

- Não faça isto com sua carreira brilhante – os dois riram, sentindo o sol bater de forma aconchegante em suas costas.

Por algum motivo, a criatividade de Percy ascendeu-se em sua mente e ele saiu correndo em direção à varanda, onde começou a escrever insanamente. Annabeth, que não tinha a menor vontade de escrever num domingo, resolveu ligar a televisão

– coisa que não fazia há tempos – e começar a se inteirar novamente com o mundo.

Frio, apartheid, universitário, Madonna, o noticiário estava cada vez menos interessante...

- Annabeth! – Percy chamou do outro lado na varanda. A jovem olhou para ele de lado e então sibilou um “que foi?” – Será que tem como você vir aqui?

A loira se arrastou em passos pesados até a varanda, enquanto Percy chamava por ela cada vez mais alto.

- Deus, eu disse que não queria...

- Shh – ele disse a cortando.

- O que eu sempre te digo sobre me cortar? Mas que droga de mania que...

- Shhh! – os olhos de Annabeth se arregalaram de raiva. – Olha aquilo! – Percy tombou na varanda, com muita calma e leveza. A loira, agora curiosa, fez o mesmo e lá no horizonte, quando menos esperou, um golfinho pulou de um lado para o outro. Annabeth gritou. – Shhh! Tem que ficar calada senão ele não aparece!

- Percy, o golfinho está a mil metros de distância o quê...

-Shhh! – Annabeth revirou os olhos, sempre conectados na água. Depois de muito tempo, calados, mais uma surpresa: dois golfinhos apareceram, pulando de um lado para o outro. A loira bateu palmas, era muito bonito.

- Eu estou vendo eles pulando de um lado para o outro já tem umas duas horas.

- E como você não me chamou? – Annabeth exclamou batendo com a mão no braço de Percy. Ele ofegou baixinho.

- Só agora eu me lembrei de te chamar – ele riu. – Mas isso era só um pretexto para você olhar uma parte do livro para mim – Percy deu um mínimo sorriso. Ele estava totalmente animado. A loira revirou os olhos.

- Belo domingo!

Quarta- Feira, 10 de Setembro de 1989.

Percy não sabia como, mas ele havia conseguido fazer um recorde incrível de tempo em que havia escrito um livro, óbvio, ele ainda não havia escrito o final de sua obra sem nome, mas ele duvidava que seus últimos 25% do livro iria demorar muito para ser escrito, na realidade, alguma inspiração sobrenatural havia baixado nele e em Annabeth nos últimos três dias, e 150 páginas não demoraram muito para serem escritas.

Mas Percy estava cansado, provavelmente eles estavam chegando naquela fase final de um livro que ele conhecia muito bem ser desgastante e totalmente necessário o melhor tipo de escrita e a maior concentração possível.

Por isso ele estava vendo Annabeth descer as escadas com uma saia que batia em seu pé e uma flor em seus cachos loiros, eles iriam para um luau, pelo menos fazer todo o stress se dispersar por um momento.

Ao contrário de Percy, Annabeth nunca tinha ido a qualquer luau. E Percy sabia que isto só faria as coisas serem mais prazerosas.

Notas finais
Ei pessoal, eu tenho um aviso! Primeiro, o próximo capitulo será o penúltimo deles no Havaí, ou seja, faltam dois capitulos para eles voltarem para NY. E consequentemente terem acabado o livro.
Outra coisa, comentem, só quem tem fic sabe o quão ruim é ter leitor fantasma, não irá cair o dedo se você deixar seu review ali embaixo.
Enfim, por hoje é só.
Beijos e até o próximo! =)