Nossa Família
56 Capítulo Cinquenta e Cinco — Cunhado
Notas iniciais
— Capítulo Cinquenta e Cinco —
— Cunhado —
Edward Cullen
Emmett sussurrou algo para Bella e na hora eu soube que era problema, a expressão dela gritava isso. E bom, o McCarty também estava muito sério e tenso.
Respirei fundo, sem parar de sorrir para qualquer merda que o presidente estivesse conversando com meu pai. Carlisle também estava dando tudo de si para parecer minimamente interresado no que Aro Volturi falava.
Porém, quando certo nome foi mencionado pelo presidente, foquei completamente no assunto dos dois.
— Espero que não se importe de termos convidado os Denali — Aro disse.
— Eu adoro tanto Carmen — a primeira dama completou a fala do marido.
— Sabemos que a parceria de longa data de vocês terminou — Aro continuou. — Mas eles estarão aqui para o aniversário de Sulpicia, não será um problema, estou certo?
— Claro que não — papai negou, ainda sustentando um sorriso nada sincero no rosto, mas não era algo que realmente importava para a família Volturi. — Todos seus convidados serão extremamente bem-vindos e bem recebidos em nosso hotel. Não estou certo, Isabella?
— Com certeza, Carlisle! — Bella respondeu, na hora deixando sua expressão preocupada para trás e assumindo uma tranquila. — Acredito que devem estar muito cansados da viagem — falou para Aro, sua esposa e os filhos deles. — Deixe-me levá-los, juntamente à equipe, para seus aposentos?
— Sim, por favor — Sulpicia concordou, soltando um longo suspiro. — As crianças precisam descansar. — Sorriu para seus filhos, o garoto que já não parecia muito contente com nada ficou ainda mais emburrado e resmungou:
— Não sou criança, mãe.
— Você sempre será para mim, querido — disse e apertou a bochecha dele, deixando o menino vermelho de vergonha.
Bella quebrou o clima novamente, falando sobre a preparação para a festa que aconteceria no dia seguinte. Meu pai e eu nos despedimos dos Volturi, minha esposa os guiou para o elevador reservado para a família do presidente, junto com a equipe de segurança deles e os funcionários do hotel que cuidariam da estadia dos quatro.
Quando eles já estavam afastados o suficiente, perguntei para o namorado da minha irmã:
— O que aconteceu?
Emmett suspirou, e respondeu para meu pai e eu em um tom de voz baixo.
— Royce está em Chicago, Rosalie acabou de me contar.
— Sim, era só o que me faltava, aquele cretino aqui — papai reclamou, já tirando seu celular do bolso do terno. — Oi, vou sair, prepara o carro — avisou seu motorista. — Cadê a Rose, Emmett? No trabalho? — o questionou quando finalizou a chamada, eu ainda estava processando a informação de que o ex da minha irmã estava na nossa cidade, sem ter avisado ninguém de que iria aparecer.
— Não, ela está indo para o apartamento dela encontrar com o Royce, ele disse que mais tarde quer ir buscar Anne e Lucy na escola.
— Ah, ele decidiu virar o pai do ano agora? — reclamei. — Vou com você — avisei meu pai, que concordou com um aceno de cabeça. — Pode avisar a Bella? — perguntei para Emmett.
— Sim, com certeza. Eu queria ir, mas…
— Não, você e Rosalie ainda nem contaram para Anne e Lucy que estão juntos — meu pai interviu. — Fique aqui e cuide do hotel e da família real — debochou. — Qualquer coisa falamos com você. Vamos! — Carlisle exclamou para mim. — Meu motorista já estava tirando o carro da garagem.
Segui ele para fora do hotel, lá na frente várias equipes de imprensa estavam cobrindo à chegada do presidente ao hotel. Tentaram falar com meu pai e eu, mas ignoramos, passando por eles com ajuda de seguranças e entramos no banco de trás do carro de Carlisle.
Mal tínhamos entrado ali e Rosalie ligou para ele.
— Papai, Royce está na cidade — ela falou assim que nosso pai atendeu e colocou o aparelho no viva-voz. — Está indo me encontrar lá em casa, eu estou saindo do trabalho e indo pro meu apartamento. Você poderia…
— Edward e eu já estamos a caminho — Carlisle a cortou e avisou. — Não vamos te deixar sozinha com esse cara, não sabemos o que ele quer aparecendo de surpresa.
— Bom… — Minha irmã suspirou alto. — Ele disse que veio apenas visitar as meninas, no entanto, fico mais tranquila com vocês por perto, porque irei falar de uma vez para Royce que estou namorando, não quero que ele descubra por terceiros e invente de criar problemas em cima do meu relacionamento com Emmett.
— Nós estaremos lá te dando apoio — falei.
— Ei, encrenqueiro, olá — ela saudou. — Não sabia que você estava me ouvindo, bom que eu não te xinguei, né?
— Como você é engraçada, irmã, uma comediante — debochei de volta, ela riu um pouco, mas estava claramente tensa com o que estava rolando.
— Vai ficar tudo bem, tá? Não se preocupa, não iremos deixar Royce perturbar ainda mais sua paz. — Tentei a tranquilizar um pouco.
Eu não conseguia vê-la, mas senti o sorriso em sua voz quando minha irmã respondeu:
— Obrigada, encrenqueiro. Obrigada, pai. Encontro vocês dois lá em casa.
— Até já, filha — papai disse e finalizou a chamada.
Carlisle respirou fundo, encostou a cabeça no suporte do banco e ficou olhando Chicago passar pela janela. Era um dia bonito de junho, céu azul e temperatura agradável. Seria um dia perfeito, se Royce estivesse bem longe e se nossa família não tivesse tantos problemas em nossas costas além do King.
Meu celular vibrou, era uma mensagem de Jessica perguntando algumas coisas. Eu respondi, também avisei que ficaria fora por um tempo para resolver problemas pessoais, meu pai não pareceu se importar em avisar sua assistente sobre sua saída no meio do expediente, mas era um dos privilégios de ser o chefão de tudo, ele não devia explicações para ninguém.
Nem mesmo para mim, eu continuava no escuro sobre o assunto que ele e tio Caius estavam conversando no outro dia. Ainda estava pensando muito sobre isso, com dezenas de cenários se criando na minha mente, tentando acertar o que eles dois estavam escondendo.
Sabia que não deveria considerar um daqueles cenários de forma alguma, mas era muito mais forte do que eu. E se meu pai estivesse traindo minha mãe? Sim, era loucura, eles se amavam, mas não seria o primeiro homem a trair a esposa.
— Pai? — chamei por ele, o homem não me olhou, porém emitiu um som que deveria indicar estar prestando atenção em mim. — Você ainda ama a minha mãe? — Aquilo foi o suficiente para fazer Carlisle Cullen me olhar, com uma expressão de pura confusão.
— Se eu amo sua mãe?
— Sim, não como mãe dos seus filhos, mas como esposa e mulher. Ainda ama Esme desse jeito? — indaguei, mantendo com todo esforço do mundo minha voz serena e nenhuma lágrima no rosto. Eu não poderia parecer uma criança chorona diante dele naquele instante de confronto, nem erguer o tom de voz e soar como um adolescente esquentado, precisava ser um adulto no controle de suas emoções.
— Óbvio que amo a Esme, Edward! — exclamou. — Por que você está perguntando isso? O que aconteceu?
Não respondi de imediato, tentando pensar em uma boa resposta, mas Carlisle voltou a falar antes.
— Você está supondo coisas por conta daquela minha discussão com Caius? Isso é o que está acontecendo aqui?
— Sim. Eu estou certo? — questionei, ele riu, mas não parecia nada animado, pelo contrário, soava como se eu tivesse lhe cravado uma faca nas costas.
— Não acredito que sequer cogitou que eu fosse ser capaz de fazer algo assim, Edward. Eu amo muito a Esme, entendido? Não tem outra mulher na minha vida. Nem agora, nem antes, nunca terá, pode ficar bem certo disso. Aquele meu assunto com Caius não tem relação alguma com isso que você está insinuando, satisfeito?
— Ainda não, mas vou ficar quando você me contar o que estão escondendo de mim. É algum problema na empresa?
— Não é nada da sua conta, Edward. — Continuava puto da vida comigo. — E se você continuar supondo assuntos como este que acabou de levantar, se sua mãe for alimentada por suas paranóias, eu juro que irá comprar uma briga bem feia comigo. Entendido?
— Sim, senhor.
***
Chegamos ao apartamento de Rose logo depois da própria, Royce ainda não estava lá. Mas, ele chegou em dois minutos, com um sorriso no rosto e nos cumprimentando como se fosse o cara mais querido pela família Cullen.
Era a primeira vez que meu pai e eu o víamos desde que o maldito traiu minha irmã, todo o escândalo do divórcio deles e tudo mais, então, nós dois estávamos muito putos com aquele fodido.
— Cunhado, há quanto tempo! — exclamou para mim quando abri a porta para o cretino entrar. — Como é bom ver você. — Esticou uma mão, mas me recusei a cumprimentá-lo.
— Não é nada bom vê-lo.
Royce riu, ajeitando as mangas de sua camisa polo.
— Minha linda! — exclamou quando viu Rosalie, passando por mim e indo abraçá-la, ela ficou ainda mais tensa, mas logo estava sendo envolvida pelos braços dele.
— Ok, me solte e não se refira a mim dessa forma nunca mais. — Rosalie o afastou. — Você deveria ter avisado que estava vindo, eu iria trabalhar sua vinda com as meninas, isso tudo pode confundir elas.
Royce bufou e revirou os olhos, mas sorriu em seguida e disse:
— Sou o pai delas, as duas irão amar me ver. — Ele se voltou para meu pai. — Olá, sogro. Irá ser educado comigo e me dar um aperto de mão?
— Não, eu não tenho intenção alguma de confraternizar com você, Royce — meu pai deixou bem claro.
— Você já me trocou, Carlisle? — Royce questionou. — Ama mais seu novo genro?
Rosalie empalideceu, eu caminhei até ela e fiquei ao seu lado, segurando seu braço. Royce virou para olhar minha irmã, não mais sorrindo e disse:
— Sim, um passarinho me deixou saber que você já está com outro, linda.
— Isso não é da sua conta! — exclamei. — É o ex-marido de Rosalie e não tem direito de se meter nos relacionamentos dela — pontuei, Royce revirou os olhos.
— Claro que tenho, o cara está convivendo com minhas filhas…
— Filhas que você não pensou por nenhum momento quando traiu a mãe delas — Carlisle o interrompeu para falar.
— Emmett é um cara bom — foi a vez de Rosalie falar. — E ele trata as garotas de forma decente, é um homem muito honesto, correto, você não irá se intrometer em meu relacionamento, Royce. — Ela apontou para a porta de saída do apartamento. — Vou pedir que saía agora, irei buscar as garotas sem você na escola e irei te avisar quando e onde irá poder vê-las. Eu tenho a guarda delas, não fiz nada de errado e ainda tomo as decisões sobre as duas, esta é minha casa e você não foi convidado para vir aqui. Se retire, ou terei que chamar a polícia para fazer isso.
— Até parece — Royce gargalhou.
— King, saía! — meu pai ordenou, falando entre dentes. — Ou quem irá chamar a polícia serei eu.
Royce resmungou, mas saiu, batendo a porta com muita força. Rosalie desabou em um choro, falando sobre temer que as meninas não aceitassem seu namoro, que preferissem ficar com o pai e vários outros absurdos. Nós a consolamos, infelizmente eu não pude ficar com eles até a hora de ir buscar as garotas na escola, precisava trabalhar, mas Carlisle ficaria com minha irmã.
— Qualquer coisa me avisa — pedi a ele, que assentiu, Rosalie tinha ido ao banheiro lavar o rosto. — E desculpa por ter insinuado que você estava traindo minha mãe.
— Certo, está desculpado.
— Não posso mesmo saber o que…
— Edward, um problema de cada vez, ok? — pediu. — Hoje eu vou focar na minha filha e nas minhas netas, não me atormente mais com esse assunto, já falei que não é algo que lhe diz respeito.
Eu aceitei, por fora. Por dentro, continuava suspeitando de que o segredo era sim algo que poderia afetar a mim. Não sabia como, mas sentia isso.
***
No final do dia Bella e eu estávamos acabados, mas ainda assim conseguimos nos desligar um pouco dos problemas e focar nas crianças. Ela ficou tentando jogar videogame com Nessie, enquanto eu ensinava um pouco de piano para Matt, depois jantamos pizza e assistimos um filme em família, só nós quatro, já que Nelly tinha saído para seu encontro com Albert, o veterinário.
As crianças dormiram no sofá, eu as levei para cima com Bella e nós as colocamos em seus respectivos quartos. Minha esposa me deu um rápido beijo e alertou que tomaria um banho de banheira sozinha, precisava relaxar depois do dia tenso com a comitiva presidencial no hotel e a chegada surpresa de Royce.
Meu ex-cunhado tinha se hospedado no hotel, Rosalie e meu pai levaram Anne e Lucy para vê-lo de tarde. Segundo minha irmã, as duas estavam muito felizes em ver Royce, principalmente a caçula, mas minha sobrinha mais velha mesmo feliz parecia preocupada.
Ao menos Royce não tinha dito nada sobre o namoro de Rosalie, mas ela disse que contaria para as meninas no domingo, que tinha pedido para seu ex ficar calado por mais um tempo. Eu esperava que ele ficasse e não criasse mais confusão, era o mínimo que o imbecil poderia fazer.
Com as crianças dormindo e Bella tirando seu momento sozinha, fiquei na sala assistindo TV. Ainda estava lá, quase pegando no sono, quando Nelly apareceu, toda sorridente.
— Olha só — murmurei, me espreguiçando. — A nova comprometida de Chicago — provoquei, ela forçou uma risada.
— Tudo bem por aqui?
— Sim, as pestinhas estão dormindo e Bella tomando banho. E esses dois esperando notícias do antigo dono deles. — Apontei para Fred e George que estavam dormindo antes, mas acordaram com a chegada dela e cercaram Nelly sentindo o cheiro em seus sapatos. — Como foi seu encontro? Albert se comportou? — Ela riu e sentou ao meu lado.
— Ele se comportou sim, foi muito bom — confessou ainda cheia de sorrisos. — E bom, agora meio que estou namorando mesmo? — Soltou uma nova risadinha, nervosa. — Nem acredito nisso, é loucura.
— Quero conhecer ele melhor — avisei. — Vamos marcar um jantar aqui em casa para conhecermos seu namoradinho, vou treinar meu tom de ameaça com ele para quando Nessie começar a namorar.
— Bobo. — Nelly revirou os olhos. — Falando em jantar, eu vou sair com ele novamente amanhã, então estou me desconvidando da festa para a primeira dama.
— Vai perder aquela grande festa patrocinada por republicanos?
— Vou sim.
— Me deixa ir junto? — implorei. — Detesto aquele povo.
— Nah, pode ir dançar com o presidente. As crianças vão mesmo com vocês?
— Sim, todos convidados.
— Nossa, você e a Bella terão que ter muita paciência mesmo, boa sorte, garoto! — Deu um tapinha em meu ombro. — Irei me divertir por vocês.
***
Nossa família chegou cedo na festa, Bella não estava trabalhando oficialmente, mas com certeza ficou atenta a tudo, para nada dar errado na festa de aniversário da primeira dama. Enquanto ela circulava de um lado para o outro, eu era mais antissocial, mas tinha a desculpa de alimentar nossos filhos para ficar sentado com eles em nossa mesa.
— Tá muito bom — Matt falou de boca cheia, não me dei o trabalho de repreendê-lo por isso, comendo canapés.
A festa seria um jantar dançante, no maior salão do hotel. O jantar ainda não tinha sido servido, mas estávamos atacando os aperitivos.
— Ei, não conheci você ainda. — Royce, que também já estava na festa, se aproximou da nossa mesa, olhos fixos em Matt. Ele tinha sido convidado de última hora pelos Volturi, quando a família de Aro ficou sabendo que o King estava em Chicago também. — Ele é muito parecido com você, Edward — falou para mim e eu quis matar Royce por estar debochando, mais um pouco e aquele filho da puta seria abertamente racista com meu filho. — Sou Royce, marido da Rosalie. — Se apresentou para Matt, mas meu filho, como meu pai e eu, ignorou a mão que o King lhe estendeu.
— Ex-marido — Renesmee falou em alto e bom som, quando eu estava prestes a falar isso. Minha garota inteligente, e afrontosa, amava aquela menina.
— Sua irmã está certa, Matt — informei. — Royce é ex-marido da tia Rose, ok? Pai da Lucy e da Anne.
O King bufou, mas continuou seu fingimento de bom moço.
— Como você vai, Nessie? — Royce sorriu para ela. — Feliz que agora tem um irmãozinho?
— Muito! — ela respondeu sinceramente.
— Sim, que benção. — Royce bebeu um pouco do uísque em sua mão e olhou os cartões marcando lugares na mesa.
Bella, meus pais, meus filhos, meus tios — Tanya e Santiago não iriam —, minha irmã e minhas sobrinhas, nenhum cartão ali com seu nome.
— Você fez isso — falei para o homem, que me encarou com raiva.
— Até mais, Cullen. — Se afastou, foi até minha mãe que estava conversando com Sulpicia e tinha junto de si Anne e Lucy. As meninas sorriram para o pai, ele beijou os rostos delas e as fez rodopiarem ao som da música que tocava, pareciam felizes, mas eu sabia que aquilo iria ser abalado quando ele voltasse para Dubai e para longe delas.
— Pai — Ness chamou minha atenção. — Eu achei o filho do presidente a cara do Daniel Radcliffe. — Ouvir isso me fez rir.
— Só por que ele tem cabelos escuros e olhos azuis?
— Ele é bonitinho — ela disse baixinho, com o rosto vermelho e na hora fiquei sério.
— Ele tem quinze anos, nada de ficar apaixonadinha por um garoto mais velho. Ou melhor, nada de ficar apaixonada por ninguém, independente da idade, entendido? Você é uma criança.
— Sim, papai — respondeu ainda mais vermelha.
Matt riu e disse que ela estava parecendo um tomate, os dois começaram uma breve discussão, mas eu acabei distraído quando vi a família Denali entrando no salão. Eleazar, Carmen, Irina e James a tiracolo. Não sabia por onde andava Kate e Garrett, mas queria distância de todos eles.
Os quatro caminharam até Sulpicia, Aro estava mais afastado conversando com alguns dos seus assistentes, a primeira dama ainda estava com minha mãe, minhas sobrinhas e Royce por perto. Todos se cumprimentaram, Esme visivelmente incomodada pela presença dos Denali, mas até ela se surpreendou quando depois de um abraço trocado entre Irina e Royce, em que o vi cochichar algo para ela, a filha mais velha de Eleazar socou a cara do ex de Rosalie.
— Você tá louca, porra? — Royce gritou tão alto para Irina que nem a música tocando foi capaz de abafar sua voz desesperada.
— O que aconteceu? — Bella se juntou a mim.
— Não faço ideia, querida.
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