Nossa Família

34 Capítulo Trinta e Três — Carlisle


Notas iniciais
Boa leitura ♥

— Capítulo Trinta e Três —

— Carlisle —

Isabella Cullen

Assim que Edward saiu para o trabalho eu fui tomar um banho, aproveitando que as crianças ainda estavam dormindo, o que me daria um pouco de paz no banheiro antes que aquelas duas mini pessoas começassem a requerer minha atenção. Eu me lembrava de quão difícil era tomar um banho longo quando levamos Ness para casa depois de seu nascimento, ou eu estava muito exausta para demorar no chuveiro, ou a ruivinha estava necessitando da mãe, afinal era só um bebê.

Foram longos meses até conseguir tomar um bom banho longo, sem qualquer interrupção, fosse de Renesmee ou de qualquer outra parte do meu mundo precisando de mim. Então, agora era a vez de mais um filho e eu já podia sentir o tempo tornando-se ainda mais escasso, claro que Matthew não era mais um bebê e ele poderia esperar um pouquinho mais, entretanto ainda assim eu era sua mãe e tinha de estar ali para ele naquele momento de adaptação, principalmente com Edward fora de casa no trabalho e Nelly dando uma volta pelo bairro.

Aquilo tudo, o tempo curto, a falta de banhos demorados e o receio de estar abraçando o mundo sem conseguir dar a volta completa contribuíam para o medo de agregar mais um membro a família mais alguns meses à frente quando Edward eu estimávamos que poderíamos enfim produzir o terceiro filho. Porém, não era apenas meu marido querendo aquele terceiro filho, estava sendo tão bom ter Matt em casa e a família aumentando, seria ainda melhor com mais um, mesmo que eu provavelmente nunca mais fosse tomar um banho longo até ele ter um ano de idade.

E, eu sempre podia mandá-los para a casa da vovó Esme por um fim de semana e aproveitar um pouco do meu imenso banheiro. Ia tudo dar certo, com certeza eu passaria por mais momentos de insegurança, mas tinha de entender que nem mesmo eu conseguia ser tão confiante sobre tudo. E, se eu errasse, os erros serviriam de estímulos para sempre continuar buscando o melhor.

— Mamãe!

Como esperado não durei muito no banho até ser chamada, choraminguei um pouquinho, deixando o box enrolada em uma toalha. Cruzei o banheiro nas pontas dos pés fugindo do piso gelado, chegando até a porta.

— Hey, oi mãe! — Ness esperava por mim do outro lado da porta, ainda usando seu pijama de pinguim. Aquilo era minha culpa, ela acordar tão cedo em um fim de semana, quero dizer, eu talvez não deveria ser tão rígida com seus horários aos sábados e domingos.

— Oi, do que você precisa, criança? — perguntei, querendo muito voltar para meu banho. Já que não tinha nem Edward ali para desviar meu banho para sexo, não que eu reclamasse disso, mas realmente merecia um banho longo.

— De várias coisas, mas primeiro, cadê o papai?

— No trabalho — respondi, vendo Renesmee se encolher, claramente detestando ser informada daquilo.

— Mas é sábado — ela murmurou. — Ele não vai assistir a minha peça? — Ela praticamente chorou ao perguntar.

— Ele vai, pequena, provavelmente estará aqui antes do almoço. — Lancei um sorriso caloroso a ela. — Do que mais precisa? Eu preciso mesmo terminar meu banho.

— De comida — Renesmee disse, ainda desanimada por não ter o pai ali. — E eu posso ir acordar o Matthew?

— Eu estou realmente surpresa de que você não foi direto acordá-lo — comentei sinceramente, não fazia mesmo o estilo da garota pedir por coisas daquele tipo, ela simplesmente ia lá e fazia.

— Não quero acabar de castigo — ela respondeu com extrema esperteza.

— Ei, já te falei que você puxou minha inteligência? — perguntei baixinho, ela sorriu largamente.

— Eu já sabia disso, mãe.

Okay, ela era convencida como o pai.

— Tudo bem, vamos fazer assim. Você vai até o quarto do seu irmão e irá acordá-lo, quando eu deixar o banho preparo o café da manhã para a gente. Nelly saiu para um passeio, então vamos dar uma folga a ela, certo, pequena? — Estendi minha mão, Renesmee bateu de volta, concordando.

— Podemos comer panquecas?

— Filha, você vai ter um montão de panquecas se deixar a mamãe ir tomar banho agora e ir manter seu irmão distraído até eu ficar pronta — prometi, sendo minha vez de quase chorar. — Encare isso como uma responsabilidade de irmã mais velha.

— Tá okay. — Ela assentiu, balançando a cabeça o que fez seus cachos ruivos irem de um lado para o outro, então saiu apressadamente da suíte, já gritando por Matt. Bom, era a irmã dele, ele devia se acostumar com a menina que tinha energia demais e falava muito mais.

Com Matthew sobre responsabilidade de Renesmee, o que não era muito seguro sabia disso, voltei para meu banho. Usaria a banheira assim que possível, sem Edward, apenas eu e gloriosos sais de banho que Rosalie tinha trazido para mim de Dubai no último natal.

De banho tomado, claro que não um tão longo quanto queria, corri para me vestir. Não ouvia gritos, nada queimado, ou sirenes, então julguei que estava tudo tranquilo no apartamento.

Assim que me enfiei em uma calça jeans e uma camiseta com o símbolo do Grupo Cullen, de quando eu ainda trabalhava em áreas pequenas da administração do hotel sede, segui até o quarto de Matt. Para meu alivio, ele e a irmã estavam ali, relativamente seguros, já que estavam deitados com partes dos corpos para fora da cama, suas cabeças pendendo no ar.

— O que vocês estão fazendo? — eu perguntei, temendo a resposta que receberia.

— Nosso sangue está indo todo para a cabeça, mamãe! — Renesmee exclamou entusiasmada, seu rosto já bem vermelho com a estripulia.

— É muito maneiro — Matt fez eco.

— Okay, chega! — ordenei, indo até eles, erguendo o corpo de Matthew primeiro. — Isso é arriscado, vocês podem se machucar.

— Você devia tentar, mãe — Ness insistiu, sentando na cama. — Eu estou tonta.

— Viu? Eu disse que era perigoso.

— Você disse que era arriscado.

— Dá no mesmo, Renesmee.

Ela abriu a boca para contestar, outra vez, mas me apressei para ser mais rápida.

— Que tal vocês irem tomar banho, porquinhos? — sugeri.

— Não sou porquinha — Ness se defendeu.

— Você está fedendo — Matt brincou, ele parecia bem descansado, eu queria enchê-lo de perguntas sobre sua primeira noite ali, mas não queria acabar o assustando.

— Você ainda não se cheirou, né? — Ness disse, ficando de pé na cama, começando a pular. — Matt, tente!

— Não, Ness — foi minha vez de choramingar, logo Matt estava de pé sobre a cama, também pulando. Sorte que era uma cama forte, ou os riscos dela ceder seriam altos, o que terminaria com os dois machucados e eu em desespero.

— Mamãe, vem — Nessie pediu, pulando muito alto.

— Isso não é seguro, vocês deveriam parar agora antes que caiam, desçam.

— Vamos, mamãe — ela insistiu.

— Vem, tia Bella — Matt começou a pedir também.

— Vamos, vamos, vamos! — falaram juntos, esticando as mãos para mim, tentando me puxar.

Eu cedi, colocando-me de pé sobre a cama com eles. Não tinha qualquer recordação de infância pulando na cama, aquilo nunca pareceu divertido para mim na época, fora que eu acabaria me machucando, o que podia me deixar longe da escola pelo período de recuperação, o que me faria ter queda nas notas que em nada me agradaria.

— Agora pule — Matt instruiu, pulando quase tão alto quanto à irmã.

— Não sou tão experiente quanto vocês. — Eu ri começando a pular, mal saindo do colchão.

— Mais alto, mamãe, mais alto.

— É fácil para você, está parecendo um sapo — falei as gargalhadas para Ness, que ainda jogava suas pernas para trás quando pulava.

— Você consegue, tia Bella. — Matt segurou em minha mão, pulando junto comigo. Meu coração caiu ainda mais de amores por ele naquele momento. Não deveria ser o contrário? Eu lhe mostrando aquelas pequenas coisas da vida.

— Isso, vamos, mãe. — Ness tomou minha outra mão. — Não tenha medo. Lembra quando andei de montanha russa pela primeira vez? Você falou que eu devia enfrentar o medo.

— Ei, calma ai, psicóloga. — Sorri para ela, que riu, então pulei mais alto, dando um gritinho quando pensei que acabaria indo parar no chão.

— Yeah, você conseguiu! — Renesmee gritou, Matt bateu palmas, sem perder o equilíbrio enquanto fazia isso, mas logo sua mão voltou a minha. Como eles conseguiam fazer tudo aquilo sem irem parar no chão? Minha coordenação era uma droga mesmo.

— Oh Deus. — Ouvi uma gargalhada, olhei para a entrada do quarto, vendo Nelly ali. — Eles te obrigaram a isso, menina? — perguntou a mim, que continuava com as mãos dos dois nas minhas, Matt estava querendo que girássemos, mas eu não ia tão longe, não na primeira vez.

— Sim — respondi. — É estranho como é divertido. — Ela riu mais, tirando o celular do bolso de sua calça e começou a tirar fotos.

— Esme e Edward irão amar ver essas fotos.

— Ei, cadê o Edward? — Matt perguntou confuso, parando de pular por um segundo.

— No trabalho — Nessie reclamou. — Em um sábado. — Revirou os olhos.

— Ele vai voltar em breve — garanti a acalmando.

— Pulem para o chão e olhem para o celular, vai ficar uma foto linda — Nelly orientou.

— Não, eu vou me quebrar, isso não é seguro.

— Bella, apenas pule de uma vez — Nelly mandou. — Se você se quebrar um médico te engessará, mas eu terei uma boa foto de você com seus filhos de recordação.

— Okay, certo, mas a ideia de um gesso não é nada animador. — Parei de pular e os dois também. — Não ficará nada agradável para os clientes do hotel me verem com um gesso...

— Mamãe, vamos logo — Nessie me interrompeu, posicionando-se na beira da cama, fazendo com que eu ficasse no meio, deixando Matt do meu outro lado. Segurei novamente na mão deles, inspirando fundo, já um pouco sem fôlego com aquilo, eu realmente devia cogitar a ideia de ir malhar com Edward e melhorar meu condicionamento físico. — No três — Renesmee cantou. — Um, dois, três! — gritou, ela e Matt se atiraram para frente, fazendo com que eu fosse obrigada a acompanhá-los.

Não consegui olhar para o celular de Nelly, apenas para o chão, pensando que ia acabar quebrando meu nariz, mas surpreendentemente não aconteceu.

— Vocês arrasaram! — Nelly exclamou empolgada. — A foto ficou ótima, Bella, você parece que está se jogando de uma ponte de tão assustada que está nela.

— Foi como pareceu para mim — confidenciei.

— De novo, de novo — Matt implorou, tentando subir na cama, mas o detive.

— Não agora, mocinho — deixei claro, vendo-o parecer decepcionado com a ordem. — Quero os dois indo tomar banho, Nelly você pode supervisioná-los enquanto eu vou fazer panquecas?

— Yay, panquecas! — Nessie gritou, correndo para fora do quarto no segundo seguinte.

— Sério, o que você comeu na gravidez para essa menina ser tão cheia de energia? — Nelly perguntou.

— Ela foi feita a base de tequila, deve ser isso. — Dei de ombros.

— Como assim? — Matt perguntou sem entender.

— Ei, banho, mocinho. — Forcei um sorriso para ele, já estava certo, pelo menos na minha mente, que Edward teria o papo de sexo com Matthew, não precisava adiantar aquilo e roubar o posto do meu marido. — Nelly, eu vou fazer as panquecas.

— Tente não queimar nada — ela pediu quando segui para fora do quarto.

— Foi só uma vez e eu estava preocupada com o trabalho — lembrei, indo em direção à escada da cozinha.

Eu estava preparando a massa da panqueca, quando o celular no meu bolso tocou, despejando o leite com uma mão o peguei com a outra. Atendendo sem sequer ver quem estava me ligando, mas logo a voz se tornou clara.

— Você já sabe da novidade?

— Hey, bom dia, Rosalie! — saudei. — Não sabe que é educado cumprimentar alguém quando se liga para ela? — brinquei, quase ligando o liquidificador sem a tampa, o que causaria um caos na cozinha e em mim, principalmente no meu cabelo amado.

— Corta essa, você transou com meu irmão no primeiro dia, não faça o tipo que segue normas padrões da sociedade.

— Foi um bom sexo. — Suspirei.

— Eca, que nojo, não preciso saber disso — ela reclamou. — Agora, você já sabe a novidade?

— Dos bebês da Tanya? Sim, já foi visitá-los? Estou louca para vê-los, eles se chamam Caius e Carlisle, não? Edward disse algo disso hoje de manhã antes de sair.

— Não, apesar de ter bebês na família seja uma grande novidade, a uma nova que surgiu ontem à noite, mas soube hoje de manhã.

— Hum, não, eu não acho que sei do que está falando — comentei, ligando o liquidificador bem na hora que ela ia contar. — Okay, desculpe, fale.

— Concentre-se, Isabella e provavelmente sente-se, é algo incrível. Papai e mamãe estiveram ontem num jantar oferecido pelo prefeito, eles ficaram sabendo lá que Marcus Boyne está falido e vai ser obrigado a vender a rede de hotéis dele.

— Você está brincando! — eu gritei sem conseguir crer no que ela tinha contado.

Sabia sobre toda a história do Grupo Cullen, como o avô de Edward tinha o montado tendo a ideia de um hotel dos sonhos, que se expandiu para vários hotéis, mas também sabia sobre a rivalidade nos negócios com a família Boyne e de como Anthony, depois Carlisle, sempre quiseram desbancar seus maiores concorrentes em Chicago. O Grupo Cullen tinha crescido muito na mão de Carlisle e Caius, se eles conseguissem comprar a marca Boyne iriam atingir um de seus maiores objetivos.

— Não, isso parece um sonho, não? — Rosalie riu, soando como uma adolescente apaixonada. — O vovô ia ficar tão feliz com isso, eu consigo me lembrar dele sempre falando que todos diziam a ele que a ideia de ter um hotel seria um erro, que ele deveria continuar lidando com o dinheiro que a família já tinha sem fazer um negócio arriscado como esse. Mas, o Grupo Cullen era o sonho dele, Bella, ele ficava encantado falando sobre os hotéis e sobre como sonhava cada vez mais em expandir nossa marca, eu era apenas uma criança, mas ainda tenho isso gravado em minha mente. A compra da marca Boyne vai fazer do Grupo Cullen o maior de Chicago, o maior do país também. Deus, eu estou tão animada!

— Seu pai deve estar surtando de felicidade. — Praticamente pulei no chão de alegria, passando a crer na noticia conforme a ficha ia caindo. — É por isso que ele convocou Edward para uma reunião? Oh, seu irmão deve estar louco de felicidade também. Nós precisamos comemorar, isso é um marco para a história da família.

— Oh, nós com certeza vamos comemorar. A adega do papai irá acabar amanhã quando nos reunirmos para o almoço. Ei, tudo certo por ai? Ainda não falei com o Eddye, como estão indo com Matthew?

— Tudo bem até agora, ele é incrível, Rose, o amo tanto.

— Fico feliz em saber que as coisas estão indo bem — ela disse animada. — Mal vejo a hora de conhecê-lo, será que vai gostar de mim?

— Claro que vai, ele com certeza vai adorar todos vocês — assegurei. — Esme deve estar fazendo uma grande coisa para amanhã, não? Eu não queria que ela tivesse muito estresse sobre si estando tão frágil.

— Eu estou de olho nela para que fique controlada — Rosalie garantiu. — Você já viu as fotos do jantar de ontem? Irina está em uma porção delas com James Smith, o filho do governador, ele com certeza é o próximo alvo dela.

— Por favor, não fale dessa mulher — pedi.

— O que ela fez dessa vez?

— Mandou uma mensagem para seu irmão ontem à noite, provavelmente enquanto abria espaço junto ao Smith, o chamando de lindo e dizendo que sente a falta dele. Okay, talvez eu esteja sendo ciumenta demais sobre isso? Sim, mas eu detesto como ela ronda meu marido. Eu juro que iria aceitar Irina numa boa se ela fosse realmente apenas uma amiga de Edward, mesmo depois de terem namorado, mas ela claramente não o quer como um amigo e não se preocupa em sequer fingir isso.

— Ela é uma vagabunda! — Rosalie resumiu, fazendo com que eu risse. — Não se preocupe com ela, com certeza já amarrou o jovem Smith a si. Royce disse uma vez que o Smith pai estaria concorrendo nas próximas eleições à Casa Branca, imagine o quão metida Irina ficará se estiver envolvida com o filho do próximo presidente.

— Rose, ela é capaz de roubar o pai do James da esposa só para conseguir um reconhecimento maior — falei, despejando um pouco de massa na frigideira, ou o café da manhã atrasaria muito.

— Bom, eu não duvido disso — minha cunhada falou. — Arg, mas se formos ter outro mandato republicano eu prefiro que continue o velho Volturi, ele é mais aceitável do que o Smith.

— Hum, nem me fale em Aro, há a possibilidade dele vir para Chicago ainda esse ano e ficará no hotel. Sabe como aquilo fica uma loucura quando um presidente se hospeda lá, fora que o pobre Carlisle vai ter de suportar o homem mesmo depois de todo o dinheiro que ele investiu na campanha do Eagleton à presidência no ano passado. — Minha coordenação motora pelo menos era boa suficiente para que eu conseguisse preparar as panquecas com apenas uma mão livre.

— A peruca do Eagleton era tão mal colocada, ninguém queria um homem que mal sabia colocar a peruca na Casa Branca — ela brincou. — Lembra daquele jantar em novembro, pouco antes das eleições, que papai ofereceu a ele? A peruca do homem estava do contrário, a parte de trás para frente.

— Sim, seu irmão e sua sobrinha não paravam de rir disso.

— Papai devia se candidatar nas próximas eleições, ele é um maldito galanteador, ia levar todo mundo a votar nele só com um discurso.

— Ah Rosalie, não, eu não sei se posso suportar estar ligada à Casa Branca — resmunguei.

— Seria divertido, mas eu faria com que a pintassem de rosa. — Eu tive de rir daquilo. — Ei, escute essa. — Foi a vez dela de rir. — Uma emissora me mandou um e-mail, querem que eu apresente um reality show ajudando mulheres a superar o divórcio.

— Você acha isso divertido, Rose?

— É engraçado, eu nem superei o meu e eles querem que ajude outras com isso. Olha, as gravações da primeira temporada seriam em Los Angeles, eu poderia passar um tempo na praia com minhas garotas.

— Está realmente cogitando isso?

— Claro que não, Isabella! — Ela gargalhou. — No dia que eu me mudar para Los Angeles será o fundo do meu poço, odeio aquela cidade.

— Ótimo, nós já nos acostumamos com vocês morando em Chicago novamente, não seria nada legal vê-las indo para longe de novo.

— É, eu sei que me ama — ela disse distraída. — Awn, tia Athenodora postou uma foto de Tanya quando bebê para falar sobre a chegada dos gêmeos. Deus, como todos nessa família são lindos.

— E convencidos.

— Uou, o herdeiro dos Lahote está quente, mas burro ele tem erros grotescos em suas legendas de fotos.

— Isso é você usando o Facebook?

— Instagram, é um bom meio de fofoca, acabei de ver que Gabrielle Novaes está noiva — contou. — Espero que ela me convide para o casamento, o aniversário de dezoito anos dela foi maravilhoso, Tanya e eu ficamos com os primos portugueses de Gabrielle, eles eram quentes. Ah, escute essa! — gritou em meu ouvido. — Irina Denali postou mais cedo falando: Grandes mudanças estão acontecendo em minha carreira, Chicago mal pode esperar por tantas novidades.

— O que isso significa?

— Não faço ideia, ela sequer tem uma profissão. — Rose bufou. — Quer dizer, talvez ela tenha conseguido um cafetão novo.

— Rosalie! — exclamei gargalhando. — Quem sabe ela não para de ser tão fútil e vá começar a trabalhar nos negócios da família dela. — Eu torcia para isso, pelo menos Irina teria algo a mais a se preocupar além de tentar colocar suas mãos imundas no meu marido. — Não posso esquecer que ela se formou em Harvard também, não é burra.

— Não, com certeza é um cafetão novo. — Ao fundo da ligação ouvi Anne chamar pela mãe. — Preciso desligar agora, senhora Cullen, as meninas estão acordando e eu prometi que visitaria Tanya e os bebês ainda hoje.

— Claro, te vejo mais tarde na peça. Mande beijos para todos no hospital, diga a sua prima que Edward e eu iremos visitá-los o quanto antes.

— Pode deixar, até de noite. — Nós desligamos juntas e pude voltar a me concentrar nas panquecas. Não demorou muito para Nelly aparecer na cozinha com as crianças, os dois de banhos tomados e vestidos para o dia.

— Ei, sentem-se, as panquecas estão saindo. — Nelly os ajudou a subir em bancos dos balcões, logo indo me ajudar com o café da manhã, que querendo ou não estava atrasado. — Os bebês da Tanya nasceram — contei. — Ela os chamou de Carlisle e Caius.

— Nós podemos ir vê-los hoje? — Ness questionou empolgada.

— Não, mas nós iremos em breve, prometo. — Servi os pratos dela e de Matthew. — Você também logo irá vê-los, Matt. Aliás, hoje a noite vai conhecer sua tia, suas primas, os padrinhos de Ness e seus avós quando formos para a peça de Renesmee.

— Tudo isso? — perguntou boquiaberto.

— Eu sei, muita gente junta, mas tenho certeza de que gostará deles. Além do mais, todos estão super entusiasmados para te conhecer também.

— Nós vamos comer pizza depois como vovó Esme sugeriu? — Ness perguntou de boca cheia.

— Mastigue, engula e depois fale, pequena — orientei. — E sim, provavelmente seguiremos o plano da sua avó depois da sua peça.

— Estou ansiosa — Ness falou, derramando calda em sua panqueca e passando o vidro para Matt.

— Vai se sair bem, menina — Nelly garantiu, estendendo para os dois o bacon que tinha acabado de fritar.

— É, por sorte não tem fala para esquecer — eu disse.

— É, pelo menos isso — ela soou aliviada. — Matt, você vai querer ser o que quando crescer?

Ele fez uma careta enquanto mastigava.

— Sei lá.

— É, eu também não sei. — Ness suspirou.

— Você tinha umas três opções ontem à noite — Nelly a lembrou.

— Já mudei de ideia.

— Ei? — chamei por Ness, sentindo o quão ansiosa sobre aquilo ela estava, desde que sua professora tinha feito a fatídica pergunta sobre o que ser quando crescer, minha filha sempre estava falando sobre aquilo. Tinha sido muito fácil para mim ainda quando criança, antes mesmo de chegar à pré-adolescência, decidir que eu queria ser uma administradora, mas isso não queria dizer que devia ser fácil para ela também. — Não importa qual profissão você siga, certo? — falei quando ela me olhou. — Só precisa ser algo honesto e que te faça feliz, isso é tudo que importa e vale para você também — completei para Matthew.

— Você é feliz no hotel, né? — Ness perguntou, querendo ter certeza daquilo.

Abri um grande sorriso, assentindo.

— Você não faz ideia, eu amo meu trabalho.

***

Depois de tomarmos nosso café da manhã, nós quatro seguimos para a sala de estar. Eu tinha comprado uma porção de jogos de tabuleiro e Renesmee tinha alguns, fora os jogos do X-Box que ela tinha ali, então passamos boa parte da manhã entre jogos, o que estava sendo muito bom, mas ainda incompleto.

Edward estava demorando e eu estava começando a ficar ansiosa junto com Ness sobre sua peça. Ela perguntava pelo pai a toda hora com medo dele não estar ali para ir à peça dela e, mandei algumas mensagens para ele perguntando se estava vindo, sem receber resposta alguma de volta, o que era estranho, Edward sempre encontrava tempo para me responder.

— Ei, por que não vamos ajudar Nelly a preparar o almoço? — perguntei aos dois, que terminavam uma partida de futebol no vídeo game, depois que chequei meu celular mais uma vez, ainda sem qualquer resposta de Edward, eu estava prestes a ligar, mas com receio de atrapalhar sua reunião me contive.

— Venham, vamos decidir o cardápio — Nelly falou, já levando as crianças para a cozinha, levantei do chão onde estava guardando as peças de um dos jogos, os seguindo até lá. Eu tinha acabado de pisar na cozinha, quando ouvi a porta principal do apartamento bater com força.

— O papai chegou! — Renesmee gritou, correndo até a sala, deixei Matt com Nelly, indo atrás dela.

Edward estava no hall de entrada, tirava o paletó e a gravata, os jogando no interior do armário ali. Ele não estava animado como eu imaginei que chegaria com a informação de que o Grupo Cullen estava prestes a comprar a marca Boyne, muito pelo contrário, ele parecia furioso.

— Papai, você vai à minha peça! — Renesmee se agarrou as pernas dele, Edward suspirou, a pegando no colo, mas ainda nada animado.

— Claro que vou, Princesa, não perderia isso por nada — ele disse sério, sem um traço de humor na voz, o que não passou despercebido por mim ou por nossa filha.

— Está tudo bem? — Nós duas perguntamos juntas.

— Eu preciso conversar com sua mãe — falou, colocando Renesmee no chão, seu olhar voltando-se para mim.

— Edward, o que aconteceu?

— Onde está o Matt?

— Com Nelly na cozinha, nós íamos preparar o almoço — contei. — Edward...

— Vá até seu irmão e Nelly, estaremos com vocês em breve — ele me interrompeu, falando para Nessie, ela hesitou por um instante, mas deixou o hall de entrada.

— Edward, o que diabos aconteceu? — indaguei. — Rosalie me contou sobre a compra da marca Boyne, eu esperava você chegando aqui radiante, não assim. — Gesticulei para ele.

Ele assentiu, segurou minha mão e me puxou até seu escritório, trancando a porta quando entramos ali.

— Não vão conseguir realizar a compra, é isso? Tudo bem, é melhor não fazer uma compra que fosse arriscada, vocês conseguirão isso outra vez — falei, tentando soar positiva.

— É bem mais complicado do que isso, Bella — disse, sua expressão tornando-se enojada. — Sabe que temos investidores, não?

— Claro, eu mesma já tive de lidar com alguns deles.

— E nós precisamos de investidores para a compra da marca Boyne, não podemos pagar por tudo sozinhos, seria uma quantia alta demais e isso mexeria em todos os gastos do Grupo Cullen, nós seriamos os próximos a cair na falência. E se vendermos propriedades e outros bens agora, isso poderia nos colocar em risco no futuro, já que isso tudo pode ser nossa garantia de reerguer o Grupo caso um dia ele passe por problemas. — Colocou suas mãos dentro dos bolsos da calça, inspirando fundo, eu podia sentir a raiva emanando dele.

— Edward, você está me assustando, querido. — me aproximei lentamente dele, colocando minhas mãos sobre seus ombros que estavam tensos.

Edward segurou em minha cintura, me fazendo ir até o sofá que tinha ali e me sentou, ajoelhando-se a minha frente, suas mãos encontrando-se com as minhas.

— Eleazar Denali é nosso maior investidor, Carlisle estava contando com o investimento dele para a compra da marca Boyne.

— Sim, sei que Eleazar é o maior investidor do Grupo, Edward, apenas pare de enrolar e diga logo o que está havendo — implorei.

— O problema é que Eleazar tinha um grande pedido a fazer dessa vez, ele investiria se Irina se tornasse a gerente...

Eu gargalhei, perguntando-me porque Edward também não estava rindo daquilo. Irina podia ter estado em Harvard, mas se tornar gerente do hotel seria demais para ela sem antes ter uma experiência real no ramo.

— Isso é engraçado, querido, ele realmente pensou que ela ia poder assumir a gerência do hotel novo assim do nada? Como seu pai vai lidar com isso? Colocá-la em um curso intensivo de hotelaria? E ainda por cima pegar a gerência de um hotel saindo da falência?

— Não, Bella, não do novo hotel — Edward me corrigiu. — Irina quer o seu lugar de gerente no hotel sede.

Eu paralisei, Edward não falou mais nada, deixando-me absorver aquilo. Mas, não era algo fácil de digerir, por um momento pensei que aquilo fosse apenas um pesadelo.

— O quê? — consegui perguntar por fim.

— Carlisle e eu recebemos Eleazar hoje, logo depois da reunião com os outros diretores, Irina estava junto com o pai. Eles não fizeram qualquer rodeio, querida, declararam que só aconteceria o investimento se Irina ficasse como a gerente do hotel sede.

— Isso é loucura — murmurei, tirando minhas mãos das de Edward, escondendo meu rosto entre elas. — Quando isso vai acontecer? Quando ela vai assumir a gerência? Eu vou ser a sub gerente dela? Não posso lidar com essa merda, não vou me tornar uma subordinada à Denali, vou pedir demissão. — Minha cabeça logo começou a doer.

— Bella, não, claro que não! — Edward exclamou, afastando minhas mãos, fazendo com que eu o olhasse. — Não pense que isso vai acontecer, você nunca será uma subordinada de Irina e não vai perder seu cargo, você continua sendo a gerente geral do hotel sede e ninguém além do Carlisle vai mudar isso.

— Não? — perguntei sem acreditar. — M-Mas o seu pai precisa do dinheiro do Denali para investir na compra da Marca Boyne — lembrei. — E a condição de Eleazar é que aquela cretina roube meu cargo.

— Foda-se a marca Boyne, Isabella! — Edward exclamou. — Realmente acha que meu pai conseguiria ir tão baixo?

— Sei o quanto Carlisle, Caius, Anthony e até mesmo você queriam colocar as mãos sobre a marca Boyne, Edward — falei entre o desespero e a raiva, parecia que estava carregando uma tonelada sobre minhas costas. — Não vou ser eu que irei impedir a compra dos sonhos de três gerações diferentes, se tenho de sair para que isso aconteça, que seja, vão em frente e assinem os documentos necessários.

— Isabella, não! — Edward gritou. — É isso que a maldita da Irina quer, é isso que ela está convencendo o pai estúpido dela a querer também, você não vai sair.

— Edward... — Eu estava a um ponto de chorar, era como ver anos de trabalhando indo por água a baixo.

— Meu pai não aceitou Isabella, você ouviu isso? — Edward questionou, segurando meu rosto. — Carlisle não aceitou e nunca vai aceitar uma chantagem idiota assim, Irina não vai roubar seu lugar naquele hotel.

— Isso é tudo que eu lutei contra por anos, Edward, não posso ter proteção no hotel só porque eu sou a nora do presidente. — Engoli em seco, me lembrando de todos na época que ganhei a gerência falando que aquilo tinha acontecido por conta de quem eu tinha amarrado a mim.

— Porra, Bella! — ele gritou outra vez. — Esqueça essa merda, você não está tendo proteção alguma por ser nora de Carlisle, ou minha esposa, está continuando no cargo por ser extremamente competente. Foi com você à frente da gerência geral que o hotel conquistou o primeiro lugar em Chicago, é capaz disso ter sido a causa da falência dos Boyne, consegue entender isso? Seu amor por aquele hotel o fez crescer, você aumentou os números dele como não aumentavam em anos. Foda-se se você é a nora do dono e fode com um dos herdeiros, foda-se se é uma das herdeiras também graças ao nosso contrato nupcial, você é a gerente daquele lugar e é maravilhosa nisso, vai continuar sendo.

Inspirei fundo, aos poucos mais calma com o choque da noticia da chantagem Denali. Ele estava certo, não podia fraquejar diante aquilo, era o que Irina queria. E, eu era mesmo boa no que fazia, excelente, aquela puta não roubaria meu lugar.

— O que acontece agora? Irina não deve estar nada feliz em não ter o que quer, Eleazar também.

Edward assentiu, saindo do chão para sentar do meu lado.

— Eles não estão, Eleazar ficou bem puto com a recusa de papai, ele deu uma “segunda chance” — resmungou, fazendo aspas no ar. — Papai tem até segunda-feira para repensar, mas ele não vai, a decisão já foi tomada e Carlisle Cullen não voltará atrás.

— E se Eleazar quiser usar as ações dele no Grupo Cullen, Edward? Ele poderia abrir um pedido no conselho para que meu cargo fosse revisto, não?

— Sim, mas ele não teria votos suficientes ao favor dele para te colocar para fora, isso não é um problema.

— É, mas é um problema se ele quiser cair fora, não é? — questionei. — Edward? — insisti quando ele ficou mudo, encarando nossas mãos entrelaçadas.

— Sim, isso seria um problema, nós precisaríamos rapidamente de outro investidor para comprar a parte dele e tapar o rombo que seria deixado — sussurrou. — E papai gastou bastante envolvendo-se nas eleições do ano passado, não apenas dinheiro, mas um pouco de credibilidade por o candidato que apoiou ter perdido, pode nos atrapalhar a encontrar um novo investidor tão grande quanto Eleazar.

— Isso pode levar o Grupo à falência.

— Não, nós ainda temos dinheiro suficiente para lidar com isso. O Grupo do meu avô não vai à falência — assegurou.

— É, mas um dinheiro que não vai durar para sempre, Edward — analisei. — Eleazar tem investimentos em cada hotel pertencente ao Grupo, sem a grana dele vocês teriam de investir dinheiro próprio e nem que estejamos entre os cinco mais ricos do país o dinheiro seria suficiente para um auto investimento duradouro em uma quantidade tão larga assim e ainda pagar o preço das ações de Eleazar para aquele filho da puta.

— Não vamos falir, Bella — Edward repetiu. — Nem que eu tenha de gastar tudo que tenho, não deixarei um hotel que seja, nem o que dê menos lucro, se fechar. Meu avô sonhou com esse Grupo, ele investiu muita grana, tempo e disposição nisso, não vou permitir que o sonho dele se perca.

— Isso é loucura, Edward, não podem perder o maior investidor de vocês. Eu posso arranjar outro trabalho, ou ir cuidar do hotel Boyne quando o comprarem, apenas aceitem de uma vez a...

— Não. — Ele me encarou, interrompendo-me novamente. — Se papai aceitar isso eu também saio daquele grupo, Bella e vou vender minha parte e nós cairemos fora de Chicago no primeiro voo para bem longe daqui.

— Edward, não seja tão impulsivo — pedi.

— Não estou sendo impulsivo, só não vou deixar você ser prejudicada porque Irina é claramente uma maluca precisando de tratamentos médicos. Ou, ficarei ao lado do meu pai abaixando a cabeça para uma chantagem. Sabe o quanto eu o admiro? Isso tudo não faria sentido para mim, ele não seria mais o homem que passei quase trinta e um anos admirando se ele cedesse à birra de uma garotinha mimada. — Edward se colocou de pé. — Eu não acredito que meu pai vá mudar de ideia, mas se alguma loucura atingir a mente dele e acontecer nós pegaremos nosso dinheiro, acabaremos com o vínculo que temos com o Grupo Cullen e iremos deixar Chicago.

— Edward, é sua família.

— Assim como você, Matt e Nessie. Eu amo meu pai, Bella, mas vocês três são minha prioridade. Se ele aceitar a essa chantagem, irá atingir nós quatro, não só a você. Eu também amo meu trabalho e farei de tudo para manter o Grupo exatamente como está hoje, mas não colocarei isso à frente da minha família.

— O que seu pai tem em mente?

— Ele vai se reunir com outros investidores hoje — respondeu. — Eu deveria ter ficado lá com ele, mas tem a peça de Ness de noite e estava tão puto sobre a coisa toda de Irina que ele me mandou embora.

— Há algo que eu possa fazer para ajudar?

— Apenas continuar fazendo seu trabalho — declarou, jogando seu celular sobre a mesa. — Não vou pedir que não se estresse quanto a isso, sei que é impossível já que também estou pilhado, mas vamos nos manter confiantes. Primeiro de que Eleazar não interrompa os investimentos, mas se acontecer de que conseguiremos um investidor melhor do que ele o quanto antes.

— Irina...

— Ela é louca, eu sei. — Ele suspirou. — Desculpe por ter a colocado na sua vida, Bella.

Apenas assenti, sem saber o que mais falar.

— Preciso ir tomar um banho, para tentar relaxar, não quero passar isso para as crianças.

— Tome seu tempo — disse, deixando-o sair do escritório.

Fiquei ali mais um tempo, pensando em tudo que tínhamos acabado de falar. Eu não queria abrir mão do meu cargo, não queria também me tornar uma subordinada a Irina. Mas, estava apavorada de que aquilo pudesse significar a ruína do nome Cullen e aquilo tudo seria culpa da Denali.

O celular de Edward sobre a mesa pareceu brilhar chamando minha atenção, eu sabia que tinha de me conter e não fazer aquilo, mas foi mais forte do que eu. Coloquei-me de pé, indo até lá e pegando o celular dele em mãos, achando o nome dela na agenda e discando, não demorou nada para que ela atendesse.

— Edward — Irina disse, com sua voz causando-me náuseas. — Mais rápido do que pensei, confesso. — Ela riu. — Imaginei que levaria ao menos até nossa reunião na segunda-feira para contar que mudou de ideia. Então, quando colocarão a Swan para fora? Estou presumindo que você também se divorciará dela, não? Afinal, ela não servirá nem mesmo como sub gerente quando eu assumir o cargo e, por Deus, você não pode continuar com uma mulher desempregada, seria grotesco. Nós finalmente podemos retornar de onde paramos quando Bella se meteu em nosso caminho em Harvard. Se quiser pode ficar com a guarda de Renesmee, ela é tolerável, mas essa ideia maluca de adotar que a imprensa vem falando? Não, isso terá de acabar agora mesmo.

— Você não sabe mesmo perder, não é, Denali? — me pronunciei.

— O que está fazendo com o celular do seu marido? — indagou irritada.

— Ai que está, Irina, meu marido, não seu. — Contornei a mesa de Edward, sentando confortavelmente na cadeira dele ali. — Deixe-me dizer algo, você perdeu Edward muito antes de Harvard, é melhor aceitar isso de uma vez por todas.

— Não, ele estava voltando a se apaixonar por mim, ele não te contou sobre todo o sexo? Porque teve muito, Isabella, ele me adorava — ela disse, podia ouvi-la andando, seus saltos ecoando pelo local onde estava. — Edward era para ser meu, Isabella e ainda vai ser. Você sabe essa menina que tem ai com você? Era para ser minha filha e de Edward também.

— Do que está falando agora, Irina?

— Que eu estava muito perto de engravidar de Edward quando estávamos em Harvard, o que o obrigaria a ficar comigo.

— Bom, você não conseguiu nem isso, queridinha. — Sorri presunçosamente. — Edward é meu marido, Renesmee minha filha, aceite os fatos e tente seguir em frente.

— Ah, então você confirma que tudo foi um golpe?

— A única pessoa aqui querendo dar um golpe é você, Irina — afirmei. — Escute bem, porque eu só vou falar uma vez, certo? Mantenha-se longe do meu marido e dos meus filhos, você pode jogar baixo o quanto quiser com o hotel, mas se atingir a minha família, você pagará um preço alto por isso.

— Uma ameaça da alpinista? Nossa, que medo! — debochou.

— Pense o que quiser, Irina. Apenas mantenha-se à distância e, volte para Harvard para alguns cursos extras. Quem sabe não acha outro herdeiro lá e consegue uma boa qualificação para se tornar uma gerente geral. Porque, minha detestável Irina, você não chega nem a sola dos meus sapatos, nunca vai ter meu cargo, ou meu marido.

Ela me xigou, mas não me abalei, apenas desliguei. Olhei para a tela do celular de Edward, onde a nossa foto tirada com as crianças no passeio ao aquário estava servindo de proteção de tela. Eu sorri, largando o aparelho sobre a mesa em seguida, colocando-me de pé.

Irina estava comprando briga com a pessoa errada, eu não deixaria com que ela me atingisse. Eu era tudo e tinha tudo que a mente deturpada dela sempre quis ter e ser, a Cullen ali era eu e isso significava mais do que ser uma Denali.

***

Edward ainda estava distraído durante o almoço, eu me mantive firme — mesmo no meio do redemoinho — para não deixar as crianças se abalarem com aquilo, principalmente porque Renesmee já estava em sua carga máxima de ansiedade. Após a refeição, sugeri que os três fossem ao piano, sabia que Edward sempre se acalmava com aquilo, assim como a filha e que os dois podiam ensinar um pouco a Matt antes que precisássemos sair para a peça.

Enquanto isso, eu voltei ao escritório de Edward, checando todos meus e-mails sobre o hotel, respondendo todos para deixar o local em funcionamento perfeito. Emmett estava no trabalho aquele dia, então também liguei para ele, pedindo atualizações de tudo que estava acontecendo por lá, gostando de saber que as coisas estavam indo bem mesmo que eu estivesse em casa, sinal de que ele e Ângela estavam fazendo tudo certo.

Com o computador de Edward logado em minhas contas, recebi uma chamada de vídeo, eu inspirei fundo uma vez antes de atender quem me chamava, Carlisle. Logo reconheci que ele ainda estava em seu escritório na empresa, provavelmente ainda lidando com os investidores.

— Edward já lhe contou, eu presumo — falou sério, passando a mão pelos cabelos como o filho fazia.

— Sim — respondi mesmo que não fosse uma pergunta. — Alguma novidade?

— Os outros investidores ainda querem analisar melhor a compra, mas nenhum surgiu com uma chantagem estúpida. — Ele revirou os olhos.

— Obrigada pela confiança, Carlisle — agradeci. — Mas, você e Caius são os acionistas principais, se quiser...

— Isabella — Carlisle me interrompeu. — Lembra quando nos conhecemos e você elogiou meu trabalho no mesmo instante?

— Claro — respondi.

— Bom, talvez eu nunca tenha elogiado o seu.

— Você já elogiou, o gordo salário em minha conta também é um bom elogio — brinquei, mas ainda estava tensa com a jogada suja dos Denali.

— Não elogiei o suficiente então, porque você é uma das melhores funcionárias que esse grupo tem, Isabella e precisa saber disso. Tirar você e colocar Irina? Eu não estou tão velho a ponto de estar demente assim, Bella, acredite. — Eu ri de sua fala. — Irina nunca conseguiria fazer um terço do trabalho que você faz e tudo que você faz muito bem não é por conta do seu sobrenome. Mas, eu também não posso ignorar cem por cento o seu sobrenome e não por ser a esposa do Edward, mas por você ter abraçado o nome com extremo domínio disso. Minha mãe e Esme também abraçaram o nome, Bella, você é incrível como essas duas mulheres e tenho orgulho de a ter em minha família e na minha grade de funcionários.

— Obrigada, Carlisle — agradeci. — Sério, muito obrigada.

— Nós daremos um jeito, Isabella — ele garantiu. — Se Eleazar cair fora, que seja, eu sou Carlisle Cullen e não vou rastejar atrás de ninguém, muito menos jogarei um dos meus para fora do barco na água gelada. Meu pai criou esse Grupo, apoiou meu caminho até a presidência dos negócios quando estava no fim de sua vida e me deixou com o cargo mais alto. Você, Caius, Edward e todos os outros podem confiar em mim, eu não deixarei a confiança que meu pai depositou em minhas mãos ser perdida, não sou apenas o presidente, sou o patriarca dessa família e irei honrar isso.

— Nós estaremos aqui para ajudá-lo em tudo — falei.

— Eu sei que sim. — Ele assentiu, esfregando seus olhos ao tirar os óculos de grau. — Não poderei ir à peça de Renesmee, mas darei um jeito de avisá-la sobre isso e reconfortá-la a respeito, há muito que fazer na empresa e Caius e eu viraremos a noite trabalhando.

— Certo, explicarei a Ness se for necessário. Esme já sabe sobre Irina?

Eu não podia esquecer que Esme ainda era madrinha daquela cobra, que querendo ou não sempre a viu como uma filha.

— Estava querendo poupá-la disso — Carlisle falou sério. — Ela não está se sentindo muito bem hoje, estava bem ansiosa e nervosa quando sai de casa sobre a coisa toda da compra da marca Boyne e ainda em euforia sobre conhecer Matt e a chegada dos bebês de Tanya. Rosalie e eu achamos que é melhor ela descansar hoje, ela está cedendo para poder aproveitar melhor amanhã com todos em casa.

— É, isso com certeza seria melhor — concordei. — Como acha que ela vai reagir sobre Irina?

— Mal, ela provavelmente vai querer achar brechas no que Irina e Eleazar proporam, tentando ver o lado bom deles, só que sabemos do que isso se trata.

— Irina querendo Edward de novo em sua vida e eu fora do seu caminho?

— Sim, isso é o que Irina quer, mas Eleazar também quer algo. Um está usando o outro para tentarem alcançar seus objetivos.

— Sério? — perguntei surpresa. — Eleazar tem sido seu amigo e de Esme por anos.

Carlisle riu.

— Não se engane, Bella, nem todos tem sua decência.

— Eleazar quer uma fatia maior do poder do Grupo Cullen — deduzi, Carlisle concordou com um aceno de cabeça.

— Ele é um homem muito ambicioso — Carlisle falou. — Colocar Irina como gerente, em um cargo alto no hotel sede seria só um modo de conseguir mais espaço dentro do Grupo. O pai dele até tentou comprar a marca do meu pai quando o nome fez sucesso no ramo hoteleiro, Eleazar já tentou comprar a parte de Caius também.

— Então, Irina estar envolvida romanticamente com Edward não seria algo que apenas a agradaria a ela como ao pai também? — Carlisle assentiu.

— Edward, Tanya e Rosalie são os principais herdeiros. Santiago, você e até mesmo um dia Royce, todos que estão ligados por laços matrimoniais aos herdeiros tem um acesso muito fácil aos negócios se contratos nupciais certos forem feitos. Irina junto a Edward e na gerência geral do hotel sede? Eleazar teria muito mais espaço com a filha sendo tudo isso.

— Você não vai deixar isso acontecer, não é mesmo? Eleazar ganhar espaço no Grupo, quero dizer.

— Grupo Cullen, Bella. — Carlisle piscou para mim. — É nosso nome nas fachadas, continuará sendo e continuaremos sendo as pessoas o gerenciando.

— Tudo bem, eu confio em você. Agora, falando com meu sogro, dê seu jeito de acalentar sua neta que você não estarão na peça dela. A menina já está uma pilha de nervos sobre a apresentação e seu futuro profissional.

Ele sorriu.

— Ela ficará bem, é uma Cullen. Falando nas crianças, como nosso mais novo membro está indo?

— Ele está bem, mas você pode não ensinar nada sobre capitalismo a esse? Já foi difícil conter os danos que Renesmee causou.

— Desculpe, nora, é meu dever informá-los sobre coisas assim. — O telefone dele tocou. — Hora de ir, o próximo investidor chegou.

— Boa sorte.

— Sorte? Bella, por favor, eu conquistei Esme, qualquer outro é fácil.

Definitivamente ser convencido era um requisito para aquela família.

— Rosalie falou que você deveria se candidatar à Casa Branca graças a isso.

— Eu realmente devia, sou muito melhor do que o Volturi e não uso peruca como o Eagleton.

— Não me faça ter de ir para D.C, Carlisle — ordenei. — Falo com você amanhã.

— Até, mande Edward se acalmar, eu cuidarei de tudo.

— Eu direi isso a ele, tchau.

Logo deixei o escritório, seguindo o som do piano. Renesmee estava tocando só ali com extrema concentração, Nelly no sofá lendo algo, enquanto Matt e o pai jogavam videogame sentados ao chão. Não fiquei surpresa de ser um joguinho de corrida de carros, aquilo era muito Edward.

— Você está bem? — perguntei aos sussurros para Edward, colocando-me atrás dele, massageando seus ombros que estavam bem menos tensos.

— Não muito, Matt tem só sete anos e já me ganhou duas vezes — falou divertido, era bom demais ver seu sorriso de volta ao seu rosto, aquilo me acalmou muito também.

— Bom, alguém tinha de desbancar seu reinado nesse joguinho. — Apertei seus ombros com mais força do que previsto, já que ele gemeu de dor. — Desculpe, querido.

— Não, tudo bem, só não desloque nenhum osso — pediu.

— Yeah, ganhei de novo! — Matt comemorou, aproveitando a distração de Edward.

— Mas...Okay, talvez eu esteja mesmo sendo destronado — Edward aceitou.

— Hey, hora de começarmos a nos arrumar caso não queiram chegar atrasados à peça — Nelly anunciou. — Além do mais, Nessie tem de estar lá mais cedo para se arrumar. — Ao ouvir aquilo a ruivinha errou uma nota da música que tocava.

— Mamãe, estou nervosa — choramingou.

— Por acaso toda essa ansiedade dela não é fruto da palavra com h? — Edward perguntou para mim bem baixinho.

— Hormônios? — Ele concordou com um aceno de cabeça. — Eu não tinha pensado nisso, mas agora faz sentido, foi uma semana regada a eles para ela. — Levantei do chão. — Nelly, você pode ir se arrumar. Edward você cuida do Matt e eu fico com Nessie.

— Beleza, dá tempo de jogar mais uma revanche, Matthew — Edward reiniciou o jogo.

— Se vocês não estiverem prontos em uma hora vão ficar — ameacei, eles apenas assentiram, concentrados demais no jogo para falarem qualquer coisa, talvez nem tivesse de fato escutado o que falei. — Venha, Princesa. — Levei uma Renesmee ansiosa graças a hormônios para o segundo andar, talvez ela precisasse de uma ida a ginecologista.

Nós duas nos arrumamos a tempo, assim como Nelly e até Matthew com a ajuda de Edward, mas claro que o meu amado marido demorou como uma noiva no dia do casamento e saímos de casa com bons minutos de atraso, com Ness reclamando por estar indo tarde. Foi bom o fato de Edward dirigir rápido, ele guiou seu Volvo rapidamente até a escola dela, enquanto eu dava a noticia nada boa que Esme não poderia estar na peça, assim como Carlisle, Renesmee aceitou, mas não ficou nada contente com a novidade.

— Eu tenho de ir logo para o camarim colocar meu figurino — Renesmee cantou do banco de trás, enquanto Edward procurava por uma vaga que o agradasse para deixar o Volvo perto da ala do teatro.

— Nós vamos fazer isso — afirmei.

— Isso é um castelo? — Matthew perguntou impressionado vendo as dependências do colégio. — Parece o castelo de Harry Potter.

— É, mais ou menos um castelo — respondi.

— Viu? Eu disse que ele ia gostar de Harry Potter — Ness falou, remexendo-se no banco para falar diretamente com o pai. — Pode ir mais rápido? Eu entro logo no começo da peça, não posso me atrasar.

— Calma, Bella mirim — falou para ela, finalmente arranjando uma boa vaga.

— Finalmente! — Renesmee e eu exclamamos juntas, Edward riu.

Nós saímos do carro com rapidez, estávamos cruzando o estacionamento quando ouvi Rosalie chamar pela gente. Ela usava um vestido vermelho de mangas compridas, que ia até seus joelhos, com saltos altíssimos nos pés e seus cabelos mais arrumados do que nunca. Talvez eu nunca fosse me acostumar com a beleza daquela mulher, principalmente quando ela se arrumava toda.

— Ai está você! — Ela praticamente correu até a gente, com Lucy e Anne andando ao seu lado, Lucy usava saia e blusa, Anne estava em um fofo vestido florido e uma tiara de princesa na cabeça. As duas não fazia parte do grupo de teatro e não se apresentariam aquela noite.

Renesmee estava em uma calça legging e camiseta, peças pretas e básicas, já que teria de por sua fantasia por cima. Matthew usava uma calça jeans, all star e uma camisa polo. Edward estava muito parecido com ele, com diferença dos sapatos e da cor da camisa, a de Matt era vermelha e a de Edward azul, então julguei que meu marido os vestiu daquela forma propositalmente.

Nelly estava em um conjunto preto e branco de camisa e calça social, enquanto eu optei por de saia e blusa social. A saia era justa e preta, quando Edward me viu nela propôs esquecermos a peça de Renesmee e fazermos a nossa, junto a uma blusa de cor roxa, também quase preta de tão escura que era e claro, destruidores de pés mais conhecidos como saltos altos.

— Rose, não o...

Edward foi interrompido no meio de sua frase, não valia a pena completá-la quando Rosalie já tinha o sobrinho em seu colo. Matt a olhou assustado, justamente o que o pai pediria a minha cunhada para não deixar acontecer.

— Okay, Matt, eu sou sua tia — Rosalie falou entusiasmada, soando muito como Renesmee. — Irmã daquele ruivo magrelo ali. — Apontou com a cabeça para Edward, ainda mantendo Matt em seu colo.

— O-Oi — Matt gaguejou.

— Você é tão lindo! — Rosalie exclamou, depositando um beijo na bochecha de Matt, deixando uma boa marca de batom no rosto dele.

— Você também é bonita — Matt falou, afinal aquilo era uma verdade universal.

— Claro que sim, nós somos parentes, é óbvio que nós dois somos bonitos. — Piscou para ele, fazendo Matt rir.

— Mamãe, preciso ir agora! — Ness chamou por mim, enquanto Lucy e Anne conversavam com Nelly e Edward.

— Okay, eu estou levando a casa para matar a bruxa má, vejo vocês lá dentro — falei para eles, indo com Renesmee para a entrada lateral do teatro, que eu já sabia que daria direto nos bastidores, já que aquele era o terceiro ano de Ness no grupo.

Nós fomos recepcionadas por sua professora, que indicou onde estava a fantasia de Renesmee, que estava na escola desde a quinta-feira quando aconteceu o ensaio geral, e disse que colocaria Ness na fila para ser maquiada pela maquiadora profissional ali. Fomos pegar sua fantasia, chequei ela por inteiro, querendo ter certeza de que estava tudo certo, além do mais, minha filha seria içada no palco, isso estava começando a me desesperar.

— Hey, nossa estrela chegou! — a professora de Renesmee exclamou quando uma mulher loira entrou junto com uma menina igualmente loira. Ela até mesmo bateu palmas para as duas, que estavam sorrindo e acenando como se fossem a rainha Elizabeth.

— Estrela? — perguntei aos cochichos para Ness.

— Laura Banks, ela é a Dorothy — Renesmee cochichou de volta, Laura e sua mãe passaram por nós com narizes empinados. — Ela é uma chata — Renesmee disse, revirando os olhos verdes.

— É, por quê? — Me sentei ao lado de Renesmee, que esperava sua vez na maquiagem sentada em uma cadeira.

— Ela ficou me zoando essa semana porque eu vou ser a casa.

— Por que você não nos disse isso antes? — indaguei, encarando Laura do outro lado do camarim, a mãe daquela menina não sabia lhe ensinar bons modos?

— Eu estou bem — Ness afirmou, dando de ombros.

— Hey. — Virei seu rosto para mim. — Você ser uma casa, ou a Dorothy, tanto faz, okay? Sabe, por quê?

— Por quê?

— Porque no fim você sempre será uma Cullen e nós somos bons demais para nos importamos com pessoas invejosas — confidenciei a ela, que riu, era bom vê-la sorrindo. Percebi que meu mundo fazia mais sentido quando ela, Matt e Edward estavam felizes. — Nunca deixe ninguém roubar seu sorriso, minha pequena.

Renesmee respirou fundo, assentindo.

— E ela errou muito as falas no ensaio geral — murmurou para mim, fazendo com que fosse minha vez de rir.

— Senhora Cullen, essas flores chegaram para Renesmee. — A professora dela me entregou um buquê de rosas vermelhas.

— Pra mim? — Renesmee indagou chocada, olhando com admiração para o buquê. — Quem mandou, mamãe? — perguntou, eu passei as rosas para ela, pegando o cartão ali para ler, o remetente apenas dizia ser de um admirador.

Querida, Renesmee. — Comecei a ler. — Hoje você estará brilhando em cima de um palco, eu daria tudo para estar ai lhe prestigiando, mas infelizmente não poderei, aceite as flores como um pequeno presente para compensar minha falta. Eu tenho certeza de que você irá arrasar esta noite, pois seus pais te criaram para ser brilhante, aproveite isso e faça todos se lembrarem de seu nome no final. Com amor, vovô Carlisle.

Eu sorri, entregando o bilhete para ela.

— Mamãe, não estou mais nervosa — falou, com um largo sorriso no rosto.

— Eu sei, pequena. — Afaguei seus cabelos. — Suba lá e mostre a que os Cullen vieram.

Notas finais
Carlisle é Team Bella o/ Toma essa, Irina! Beijos! Lola Royal. 02.04.17