Nossa Família
40 Capítulo Trinta e Nove — Motivos
Notas iniciais
— Capítulo Trinta e Nove —
— Motivos —
Isabella Cullen
Eu estava destruída, completamente destruída. Cada pedacinho do meu corpo doía, eu pensei que a dor do parto de Renesmee tinha sido a pior de todas, mas ela pelo menos me deu minha filha, aquela dor não me deu nada além de mais dor e dor. Edward pagaria caro pelo treinamento que ele tinha chamado de leve.
Arrastando-me, eu consegui chegar ao frigobar da minha sala para pegar uma garrafinha de água, o que me permitiu tomar de uma única vez dois comprimidos para aplacar a dor. Nelly ficaria louca se soubesse que eu estava me automedicando, ainda mais com uma dose a mais, mas precisava mesmo parar de sentir um pouquinho que fosse daquela dor lacerante.
— Entre! — gritei para a pessoa batendo em minha porta.
— Bella, eu trouxe aqueles relatórios que pediu, para a reunião de mais tarde — Emmett foi falando assim que entrou na sala.
Estiquei minha mão para a pasta, o que fez meu corpo todo reacender a dor, foi impossível não choramingar com aquilo.
— Tudo bem? — Emmett perguntou, olhando-me confuso.
— Não, meu marido, por trás daquele rostinho bonito, é um sádico torturador que me deixou completamente dolorida.
Emmett arregalou os olhos.
— Não, não como está pensando, McCarty! — exclamei rapidamente.
— Não pensei nada, chefe. — Ele não pode esconder um sorrisinho debochado.
— Eu comecei malhar hoje, foi só isso — expliquei, folheando a papelada que ele tinha me entregado.
— Ah, é sempre um sofrimento no começo, logo você se acostuma.
— Não estou pretendendo continuar para me acostumar. — Caminhei até minha mesa, contendo a vontade de chorar, eu esperava que o remédio fizesse efeito logo, muito logo, tinha acabado de voltar do almoço com Edward, mas o dia estava só no começo para mim, eu ainda teria muito o que fazer no hotel.
A reunião mais tarde aquele dia com minha equipe — o que me fez ter de abrir mão de ir ao encontro de Matt no abrigo —, trabalhar em cima de algumas coisas já que eu estaria os dois próximos dias ausente por conta da audiência de guarda, e uma ronda pelo hotel na companhia de ninguém mais ninguém menos que Carlisle. Não era muito anormal que ele passasse pelo hotel para visitas mais analíticas, mas eu sabia que aquela visita em especial seria para que Carlisle pudesse se munir com todas as armas possíveis para conquistar os votos necessários com o pessoal do conselho.
— Não desista, com o tempo você pode acabar amando musculação — Emmett insistiu.
— Isso não funciona comigo, eu fui abençoada com um bom metabolismo onde posso comer de tudo sem acabar pesando duzentos quilos, é Jesus dizendo que não preciso me preocupar com academia. — Levantei o olhar para Emmett. — Citei Jesus, você é cristão?
— Na verdade, sim — respondeu, parado diante minha mesa. — Católico, minha família inteira é.
— Ótimo, pelo menos um grande ponto em comum com Rosalie.
— Hum, sobre Rosalie...
— Eu fiquei sabendo sobre o encontro. — Foi minha vez de sorrir debochadamente para ele. — Ela já aceitou?
— É, aceitou — respondeu, parecendo envergonhado sobre o assunto.
Finalmente ela tinha aceitado!
Falaria com minha cunhada o quanto antes, para parabenizá-la por ter tomado a decisão certa. Foda-se Royce, estava na hora de Rosalie começar a explorar por ai e se livrar da sombra do ex-marido traidor.
— Isso é bom — falei tranquilamente, mas por dentro estava fazendo uma dancinha da vitória em comemoração a ideia deles saindo juntos, aquilo devia ser resultado de tempo demais junto de Esme, a maior cupido de Chicago.
— Vamos sair no sábado, minha folga continua de pé, não é?
— Claro — respondi, voltando a olhar os papéis em minhas mãos. — Saia e leve Rosalie para se divertir, vocês dois merecem.
— Bom, obrigado por manter minha folga, sei que você está precisando de toda a ajuda aqui por conta da adoção do seu filho.
— Não se preocupe, o hotel ficará bem.
Pelo menos eu esperava que sim, tudo dependia de como os conselheiros votariam para o cargo de presidente, eu esperava que eles todos estivessem em seu juízo perfeito, era mais que óbvio que Carlisle merecia se manter naquele que era seu cargo por mais de vinte anos.
— Qualquer coisa é só me ligar, eu posso vir correndo para cá...
— Emmett, ninguém vai te ligar — afirmei. — Pode ir aproveitar seu encontro em paz.
— Certo, certo — concordou, ainda relutante.
— Por que está hesitante sobre o encontro? — indaguei confusa, ele tinha a convidado para sair, não? Deveria estar contente que ela tinha aceitado, não o contrário.
— Não estou hesitante — claramente mentiu.
— Sim e eu sou uma amante de academia — debochei. — Algum problema com Rosalie? Está arrependido de tê-la convidado para sair? — Era impossível não ser protetora sobre a família, eu tinha aprendido muito daquilo com os Cullen.
— Não, claro que não — Emmett respondeu rapidamente. — Rosalie é ótima, com certeza não estou arrependido de tê-la convidado para sair, só estou com medo de estragar tudo.
— Você não vai, pelo menos espero que não. — Dei de ombros. — Apenas vá com calma, você com certeza sabe pelo o que ela passou recentemente. — Ele assentiu em concordância.
— É melhor eu voltar ao trabalho agora.
— Sim, faça isso, vejo você mais tarde na reunião. — O deixei seguir até a porta do meu escritório. — Ei, McCarty? — chamei, antes que ele saísse.
— Sim? — Ele se voltou para me olhar.
— Eles são incríveis, os Cullen. Isso me inclui, claro, mas estou falando sobre meu marido, os pais dele e com certeza Rose. Pode ser bem intimidante no começo estar com um deles, mas depois que você os conhece pra valer vê o quão amáveis podem ser. Não deixe a força do sobrenome te assustar, não é o que os define, é o contrário.
— Muito obrigado, Bella.
— Não me agradeça ainda, apenas não estrague o encontro. Uma dica que pode ser útil, Rose adora lírios.
— Lírios?
— Lírios, preferencialmente brancos.
— Eu vou decorar isso. — Emmett sorriu. — Sério, obrigado pelo apoio.
— Certo, agora caia fora da minha sala e vá trabalhar — ordenei em um tom divertido, o que o fez rir.
— Pode deixar. — Emmett saiu da sala.
Capturei meu celular, mandando uma mensagem para minha cunhada.
Bella: Um passarinho verde me contou que você aceitou ir ao encontro com Emmett.
Cerca de meia hora depois, enquanto eu checava a agenda de maio do hotel e tentava não dormir pelo efeito dos remédios, Rosalie respondeu minha mensagem.
Rose: Pare de fazer fofoca e vá trabalhar, Isabella!
Bella: Eu estava trabalhando, não tenho culpa se seu namoradinho trabalha comigo e eu tive de confirmar a folga dele no sábado para que vocês saíssem. Estou liberando o homem para que você tenha sexo, me agradeça.
Rose: Não vou transar com ele no primeiro encontro!
Bella: Por que não? Qual o problema nisso?
Rose: Isabella!!!
Eu ri, imaginando como ela devia estar querendo me estrangular por estar falando aquelas coisas.
Rose: Fiquei sabendo que você deu na cara do Eleazar, estou orgulhosa de tê-la como minha cunhada, realizou um grande feito.
Ela me enviou uma mensagem nova antes que eu pudesse retornar a anterior.
Bella: Aparentemente não sou a única fofoqueira, quem te contou?
Rose: Papai, depois que Edward contou para ele, culpe seu marido que iniciou a fofoca. Agora, foi mesmo só um tapa? Você deveria ter dado um soco de uma vez!
Bella: É, bem que eu queria ter quebrado a cara dele.
Rose: Meu sonho!
Rose: Ah, você está bem comigo indo ao abrigo ver Matt no seu lugar, certo?
Bella: Claro que sim. Eu só não estou 100% bem hoje, porque seu irmão sádico me fez malhar essa manhã.
— Entre! — gritei para quem batia a minha porta.
Carlisle apareceu ali.
— Pronta?
— Claro.
Não tive mais como continuar minha conversa fora de hora com Rosalie, já que eu tinha de acompanhar o presidente pela ronda no hotel. Eu recoloquei meus saltos, indo até Carlisle.
— Você está bem? Parece sonolenta.
— Não, eu malhei essa manhã, estava me sentindo completamente quebrada e precisei recorrer a remédios para acalmar a dor — reclamei, Carlisle riu, mantendo a porta aberta para que eu saísse.
— Edward te obrigou a isso?
— Ele foi o carrasco, executando ordens da minha médica, ela achou que eu precisava de um pouco de exercício físico para acalmar o estresse. Claramente isso só me deixou mais estressada, fora a dor física, é uma droga.
Nós seguimos pelo corredor que nos levaria ao lobby do hotel.
— Você está muito estressada, diminua o ritmo.
— Se eu diminuir mais o ritmo vou parar, Carlisle, eu não paro. — Coloquei um sorriso no rosto quando alcançamos o lobby, onde todos poderiam me ver, sem querer ninguém fofocando sobre meu estado péssimo de quem tinha malhado e ficado praticamente travada depois disso.
— Vá fazer yoga, isso ajudou Esme quando os meninos eram adolescentes. Você sabe, foi bem estressante ser pai de um Edward adolescente.
— Eu tenho uma Renesmee em casa, sei como é. Agora, yoga está fora de cogitação, talvez eu tome umas aulas de tiro, imaginar atirar em algumas pessoas pode ser bem relaxante.
Carlisle deu um sorriso diabólico.
— O primeiro alvo seria Eleazar?
— Quem mais? — Caminhamos até a recepção, por onde Carlisle começaria a ronda. — Pelo menos eu dei um tapa nele.
— Eu a invejo, mas no seu lugar teria dado um soco.
— Pode deixar, na próxima oportunidade com certeza vai ser um soco.
***
A reunião com a minha equipe durou horas, acabando só às nove da noite. Mas, eu ainda ficaria pelo hotel mais um tempo, precisava rever algumas coisas da reunião e deixar tudo em ordem para os dias seguintes, onde não estaria fisicamente no hotel.
Edward tinha me mandado mensagens, avisando que tinha ido tudo bem no abrigo, mesmo com Matt sentindo minha falta. Depois avisando que ele já estava com Ness em casa, tinha até uma foto dos dois fazendo os deveres de casa dela, ou procrastinando sobre isso já que estavam enviando fotografias.
Como continuaria no hotel para trabalhar, assim que a reunião acabou eu fugi para o restaurante. Precisava jantar algo, ou ia desmaiar de fome, as barrinhas de cereal ingeridas durante a reunião não foram suficientes, eu estava perto de pedir por uma pizza.
Estava escolhendo uma mesa no restaurante, uma das minhas favoritas já estava ocupada e era grande demais para utilizá-la só, quando vi Jasper sentado em uma. Eu fui até lá, feliz em ter companhia para o jantar, já que não teria como fazer a refeição em casa.
— Olá, senhor tatuagem na bunda! — exclamei, fazendo com que ele tirasse os olhos do cardápio.
— Ah não, Bella, não mesmo — Jasper resmungou.
— Tarde demais, eu não mandei você e Alice me privarem disso por onze anos, agora sempre terei que trazer o assunto à tona para compensar o tempo perdido. — Sentei a mesa junto a ele.
— Não te convidei para sentar comigo.
— Não me importo. — Pisquei para ele.
— Intrometida. — Bufou. — Um homem não pode desfrutar do jantar sozinho?
— Isso soa como um maníaco, Tatuagem na Bunda. Aliás, para que fique claro, esse é seu novo apelido agora, certo? — Peguei um cardápio.
— Vá se danar, Isabella.
— Apenas aceite, será melhor do que ficar choramingando toda vez que eu te chamar assim. Você está dirigindo?
— Não, vim de táxi — respondeu, concentrado no cardápio. — Vinho? — percebeu rapidamente o que eu queria.
— Você leu meus pensamentos.
— Por que está jantando aqui? Edward percebeu quão chata você é e trocou a fechadura do duplex, afinal? — provocou.
— Lamento, Jasper, Edward continua sendo meu. — Chamei o garçom para pedirmos o menu de vinhos. — Ainda tenho trabalho a fazer e você?
— O mesmo, estou tendo de lidar com a confusão que o andar financeiro ficou desde a saída do cretino do Garrett.
— Imagino, deve estar tudo uma bagunça. — O garçom apareceu, eu pedi o menu de vinhos e ele eficientemente me entregou um. — Você podia imaginar que Garrett faria algo assim?
— Não duvido de mais nada, Bella. — Jasper espiou o menu de vinhos. — Eu quero tinto, não seja irritante e invente de pedir um branco.
— Não, também quero tinto. Garrafa ou taça?
— Taça, você acabaria bêbada com a garrafa, não quero Edward reclamando na minha cabeça que te deixei ficar porre no meio da semana.
— É, isso não seria nada legal — concordei, citando o nome do vinho, Jasper concordou com a escolha. — Você sabe, já marcaram a votação do conselho.
— Eu sei, Carlisle irá ganhar.
— Se Eleazar não subornar a maioria dos conselheiros a favor dele.
— Bom, isso irá ser um caos, mas se for descoberto e comprovado Carlisle recuperará o cargo rapidamente.
— Eleazar seria um péssimo presidente — resmunguei.
— Ele seria um bom presidente...
— Jasper! — chamei a atenção dele, chocada com sua fala.
— Deixe-me terminar de falar, Isabella. Ele seria um bom presidente, de qualquer outro hotel, é um bom presidente pros negócios dele e não podemos negar isso, mas ele não seria bom pro Grupo Cullen. Carlisle é um gênio, nós dois sabemos disso, ele não é apenas um presidente, é um líder e entende a essência dos negócios muito bem.
O garçom voltou, anotando nossos pedidos e se afastando.
— Edward vai substituir o pai no futuro, faça tudo certo e você será o vice.
Jasper arregalou os olhos ao ouvir minha fala.
— Você está surpreso em ter chances de ser o vice?
— Si-Sim — gaguejou. — Até hoje não sei como me formei com boas notas em Cálculo em Harvard, eu era um bosta no começo.
— Você teve aulas comigo, Tatuagem na Bunda.
— Bella! — choramingou, eu gargalhei.
— Como Alice e você estão indo?
— Sei lá, ainda é meio confuso. — Jasper suspirou, parecendo muito contente quando nossas taças de vinho foram servidas. — Não é como se estivéssemos voltando exatamente do mesmo ponto que paramos antes, sabe? Não dá pra simplesmente fingir que o tempo separados não existiu.
— Vocês queria fingir isso?
— Seria mais fácil, mas claramente não dá certo.
— E quanto aos seus planos? — Beberiquei meu vinho. — Você sabe, casamento, filhos.
— Eu ainda quero tudo isso, Bella, sempre vou querer.
— E Alice?
— Nós concordamos em seguir com calma, por enquanto, sem pensar nos grandes planos.
— Ela precisa de tempo.
— Na verdade, eu também acho que preciso — ele admitiu. — Ainda quero tudo isso, mas a história da adoção da Alice foi bem impactante, precisamos recolocar tudo no lugar. Sei que ela mais do que eu, ainda tem muitos problemas com o que escondeu de todos a vida toda. Eu a amo, quero que ela esteja bem consigo mesma, para estar bem depois com a ideia da família.
— Está disposto a esperar? Ela já vem lidando com isso desde a adolescência, mas pode demorar mais, Jazz, sabe disso.
Ele suspirou alto, bebendo um longo gole de seu vinho em seguida.
— Sei, sei que pode demorar mais. Tenho medo que isso nem tenha um fim, na verdade. Mas...
— Você a ama — completei.
— Muito. — Jasper deu um sorriso, encarando sua taça de vinho. — Não consigo explicar, simplesmente a amo.
— Viva ao Halloween de 2005! — Bati minha taça na dele.
— Não é justo quando eu apaguei.
— Ninguém mandou ser um péssimo bêbado.
— Há, olha quem fala!
— Pelo menos eu nunca fiz uma tatuagem na minha bunda — rebati.
— Bella! — Jasper choramingou, fazendo com que eu risse. — Não é engraçado.
— É sim, muito! — continuei rindo. — Como você explicou isso para as suas namoradas e garotas aleatórias nos últimos anos?
— Era bem vergonhoso, teve uma...Certo, duas que começaram a rir e não conseguiram nem seguir com o sexo quando viram.
Gargalhei, chamando a atenção de algumas pessoas para a gente. Eu só não conseguia rir baixo, imaginando as situações constrangedoras que Jasper passou por conta daquela tatuagem.
— Tomara que você se engasgue com esse veneno todo, Isabella — ele desejou.
O celular de Jasper, que estava sobre a mesa, tocou, eu vi o nome do meu marido ali e antes que o texano pudesse pegar o aparelho eu peguei.
— Ei! — Jasper reclamou, mas era tarde demais, eu já atendia a ligação.
— Você está ligando para seu amante, Edward Cullen? — indaguei, eu o ouvi rir do outro lado da linha.
— Desculpe, querida, não era assim que queria que você descobrisse a traição.
— Tudo bem, eu entendo ele tem algo que não tenho, uma tatuagem na bunda. –– Jasper revirou os olhos.
— Juro que ia te contar sobre meu caso extraconjugal, mas agora que você sabe podemos pedir o divórcio, não é, Isabella? — Edward me perguntou.
— Divórcio? — Ouvi Renesmee gritar do outro lado da linha, em desespero. — Você e a mamãe vão se divorciar, papai? Não, não, não!
— Não, Princesa, sua mãe e eu não vamos nos divorciar — Edward falou suavemente com ela.
— Vocês vão sim. — Ness começou a chorar. — Eu não quero pais divorciados, não quero uma madrasta feia e má, amo a mamãe.
— Passe o telefone para ela, querido.
— Isso é sua culpa, Bella — Edward reclamou, chamando Ness e passando o celular para ela.
— Princesa, é a mamãe — falei assim que Nessie atendeu.
— Mamãe, você e o papai...
— Não, meu amorzinho, nós não vamos nos divorciar — eu disse antes que ela completasse o pensamento.
— Mas o papai disse aquilo.
— Estávamos brincando sobre esse assunto, filha — expliquei, o garçom chegou aquele momento para nos servir, enquanto Jasper me olhava com um sorrisinho vitorioso debochando da minha situação. — Foi apenas uma brincadeira boba que estávamos fazendo, certo? Você não precisa se preocupar sobre isso, está tudo bem entre a gente.
— Ma-Mas — ela gaguejou, parando de chorar aos poucos. — Você ainda ama meu pai, né?
— Claro que amo, pequena, eu sempre irei amar seu pai.
Mesmo com ele me forçando a malhar, o amor era maior do que odiar ter Edward me acordando cedo para fazer exercícios.
— Papai, você ainda ama a minha mãe? — ela perguntou para o pai, foi impossível não sorrir ao ouvi-la preocupada com nosso amor.
— Amo sim, princesa, nunca deixarei de amar sua mãe.
— Ufa! — Renesmee suspirou, parecendo aliviada. — Certo, eu proíbo você de se divorciar da mamãe, ouviu, papai?
— Sim, senhorita! — Edward concordou, não podia vê-lo, mas tinha certeza de que ele estava sorrindo.
— Também proíbo você de se separar do papai, entendido, mamãe?
— Seu desejo é uma ordem, senhorita Cullen!
Era meu desejo também, já não conseguia mais imaginar uma vida sem Edward ao meu lado.
— Você já está vindo para casa, mãe?
— Infelizmente não, filha, eu preciso ficar no hotel até mais tarde hoje, tudo bem?
— Tá — Ness concordou, mesmo nada animada sobre aquilo.
— Faça o seguinte, Princesa. — Ouvi Edward falar. — Vá escovar seus dentes e se preparar para dormir, eu a colocarei na cama logo mais.
— Posso usar meu pijama de pinguim?
— Claro.
— Eba! — Renesmee comemorou. — Tchau, mãe.
— Tchau, meu amor. — Pude ouvi-la passar o telefone para o pai. — Já falei quantas vezes que você tem de ter cuidado com o que fala na frente dela?
— Ela estava na cozinha — Edward resmungou. — E foi você quem começou esse assunto.
— Você é distraído. — Bufei. — Sempre fala o que não deve na frente dela, como a história das algemas. — Jasper riu, enquanto comia seu salmão. — Fique quieto, Tatuagem na Bunda. — Edward riu em minha orelha.
— Preciso falar com Jasper, querida, vou colocar Ness para dormir e me refugiar no escritório para trabalhar um pouco.
— É só uma desculpa para falar com seu amante.
— Viu? É você quem começa!
— Até mais tarde, não se canse muito — ordenei, jogando o celular para Jasper, que o aparou rapidamente.
— Olá, amor da minha vida — atendeu Edward, foi uma péssima hora para beber um gole do meu vinho, pois me engasguei rindo. — Sabemos que você me ama, Edward, só não consegue assumir, por isso se esconde atrás do casamento com Isabella.
Jasper riu, voltando-se para mim.
— Ele assumiu, você está fora, Bella!
Em contrapartida chutei sua perna por debaixo da mesa.
— Ai, você chuta como a porra de um jogador de futebol!
Apenas dei de ombros, começando a comer, deixando os meninos conversarem sobre trabalho. Não demorou muito para Jasper desligar, nós passamos o resto do jantar falando sobre Matthew e audiência próxima, mas não demoramos muito a sair do restaurante, já que tínhamos muito no que trabalhar aquele dia.
Era mais de meia noite quando cheguei ao meu apartamento. O local estava silencioso, apenas uma luminária na sala indicava que todos já deviam estar dormindo, ou quase isso.
Com meus saltos em uma mão e a bolsa em outra, segui para o segundo andar do duplex, querendo ver minha criança. O quarto de Ness, como o resto da casa, estava mergulhado em silêncio e escuridão.
Ela tinha mesmo colocado o seu pijama de pinguim, como estava agarrada ao pinguim Carl enquanto dormia. Larguei minha bolsa e sapatos no canto do quarto dela, indo silenciosamente até a cama, sentei ao seu lado, ajustando o cobertor ao seu corpo.
— Mamãe? — perguntou sonolenta, sem abrir os olhos.
— Volte a dormir, pequena, está tarde. — Beijei sua testa.
— Papai e eu fizemos algo. — Ness abriu seus olhos verdes para mim, apontando para a mesinha ao lado de sua cama. — Leia.
Virei-me para a mesinha, vendo uma folha de papel avulsa ali em cima. Liguei o abajur, podendo ler o que estava escrito ali na caligrafia de Ness.
10 Motivos para mamãe e papai ficarem juntos para sempre:
1. A mamãe faz o papai sorrir;
2. O papai faz a mamãe sorrir;
3. A mamãe tem o melhor abraço;
4. O papai dança muito bem;
5. Eles ficam muito bonitos juntos;
6. Eu não quero uma madrasta;
7. Ou um padrasto;
8. Eles me tem;
9. Eles me deram o melhor irmão do mundo;
10. Eles se amam;
Não pude deixar de sorrir diante a lista, eu poderia completar com muitos outros motivos, mas amava aqueles, principalmente por Ness ter tido a percepção de reconhecer o quanto Edward e eu fazíamos bem um ao outro.
— O papai ajudou — Ness sussurrou, quase voltando a dormir. — Principalmente no número sete, ele disse que eu nunca vou ter um padrasto, ou uma madrasta. — Ela abriu bem os olhos. — Não quero ver outro homem com você, mamãe.
— Não vai ver, meu bem. — Beijei sua testa novamente, depois de recolocar a lista no lugar. — Eu sou perdidamente apaixonada por seu pai, sempre serei. Disse que não deveria se preocupar, não é? Não estamos pensando em nos separar, nós temos dez motivos, e muitos outros, muito bons para ficarmos juntos pelo resto de nossas vidas.
— Excelente. — Renesmee sorriu, agarrando-se ao pinguim Carl. — Também não quero ver o papai com outra mulher. Mesmo que tenha muita mulher olhando para ele, você já percebeu isso, mamãe? Toda vez que a gente sai alguma mulher o olha demais.
Ri, afagando seu rosto.
— Seu pai é bonito demais, pequena, ele atrai muitos olhares.
Ness resmungou.
— Não se preocupa, mamãe, vou manter todas as mulheres longe. Nós somos as únicas garotas do papai. — Sorri, mergulhando na cama para abraçá-la forte. — Amo você — ela falou para mim.
Era tão bom ouvir aquilo, tão gratificante voltar de um dia de trabalho e escutar aquelas palavras. Mal via a hora de ter Matt em casa conosco, para pode buscar conforto com ele depois de um longo dia no hotel.
— Amo você também, filha. — Enchi seu rosto de beijos. — Agora é hora de dormir, você ainda tem de acordar cedo para a aula. — A soltei, desligando o abajur.
Nessie concordou, ficando quietinha para adormecer novamente. Fiquei junto dela, até ter certeza de que minha criança estava dormindo, depois disso recolhi meus pertences e segui para meu quarto.
Vazio, o que queria dizer que Edward ainda devia estar trabalhando no escritório, ou até mesmo tinha acabado pegando no sono por lá. Larguei minhas coisas no closet, indo atrás dele.
Abri a porta do escritório com cuidado, sendo recepcionada por música. Edward estava ouvindo Elvis Presley, apenas uma luminária sobre sua mesa ligada, iluminava parcialmente o cômodo. Meu marido estava sentado no sofá, a cabeça apoiada no encosto, os olhos fechados como se estivesse dormindo e segurando um copo de uísque em mãos, vestindo uma calça moletom e uma camiseta de Harvard que me transportava para anos atrás.
No som Elvis terminava de cantar Can’t Help Falling Love, Edward era um grande fã do Rei do Rock. Por isso, não me surpreendi quando Love Me Tender tocou logo em seguida, justamente a primeira música que dançamos em nosso casamento. Uma das poucas exigências que ele fez foi aquela, que dançássemos Love Me Tender, eu aceitei, era uma grande música e não queria forçá-lo a dançar alguma dos anos oitenta que ele com certeza detestaria.
Tinha sido um momento maravilhoso, a lista de Renesmee estava certa, Edward era um ótimo dançarino. Eu não era a melhor dançarina do mundo, mas adorava dançar com meu marido.
Em passos silenciosos, caminhei até Edward no sofá, depois de me certificar que a porta estava trancada. Ele estava tão concentrado na música que não parecia ter me notado ali ainda, enquanto movia seus lábios junto a canção.
Inclinei-me em sua direção, encostando meus lábios nos seus, sentindo o gosto da bebida em sua boca. Ele se afastou, pego de surpresa, mas o vi sorrir quando abriu seus olhos e me viu ali.
— Oi, querida.
— Oi, marido. — Tirei o copo de sua mão, segurando nela e puxando Edward para seus pés. — Acho que nós devemos começar a ensaiar a dança, você sabe, para nossa renovação de votos. — Apoiei o copo sobre a mesinha ao lado do sofá. — Além do mais, eu vi a lista de dez motivos para mamãe e papai ficarem para sempre juntos, não posso concordar mais com o item quatro, meu marido é um dançarino nato.
Edward sorriu ainda mais, colocando meus braços sobre seus ombros, enquanto segurava em minha cintura. Começamos a nos mover pelo escritório, com Edward conduzindo a dança, trocando beijos enquanto dançávamos.
— Como foi na reunião? — perguntou.
— Não, sem assuntos sérios, amor. — Coloquei um dedo sobre seus lábios. — Quero apenas você.
— Eu aprecio isso. — Edward me lançou um de seus sorrisos matadores. — Sente-se disposta?
— Sempre. — Tomei seus lábios nos meus outra vez. — Apesar de ter me quebrado com aquele treino, eu ainda tenho muita disposição para sexo, é bom que você aguente. — Tirei meus braços dele, levando minhas mãos até o primeiro botão da minha blusa, olhei para Edward, mordendo meu lábio inferior provocativamente.
Aquela altura Love Me Tender já tinha chegado ao fim, mas Elvis continuava cantando outra música. Era uma boa trilha sonora, mas seria a última coisa que eu prestaria atenção aquela noite, Edward a minha frente era tudo captando meu total interesse.
— Permita-me, senhora Cullen. — Ele afastou minhas mãos, assumindo o trabalho de desabotoar minha roupa.
Fez aquilo com precisão, mas sem pressa, seus olhar escurecido pelo desejo revezava-se entre meu busto e meu rosto. Quando o último botão foi desabotoado, Edward levou a roupa para longe do meu corpo a deixando cair no chão, seus lábios perdendo-se em meu pescoço por um segundo.
— Te amo, Isabella — falou contra minha pele, arrepiando-me por completo quando deslizou seus dedos por minhas costas.
— Vamos, Edward — implorei, sentindo o Cullen sorrir em meu pescoço.
— Acalme-se, querida, eu vou dar tudo que você quiser — ele prometeu, voltando a segurar em minha cintura, olhando para mim com um de seus tantos sorrisos travessos. — No meu tempo.
Empurrei suas mãos do meu corpo, o que fez Edward ficar surpreso. Ainda com ele confuso, o empurrei para o sofá, fazendo com que ele caísse sentado sobre o estofado.
— Edward, eu estou no comando esta noite, você consegue entender isso? — Apoiei minhas mãos no sofá atrás dele, deixando meu rosto a centímetros do seu.
— Sim — murmurou obedientemente.
— Repita: você está no comando, Isabella — ordenei, ele resmungou, mas continuou me obedecendo, repetindo como mandei.
— Você está no comando, Isabella.
— Boa, é bom que me obedeça — o provoquei ainda mais, apertando seu rosto entre minha mão.
— Maldita controladora.
— E você se casou com ela, querido. — Eu ri, Edward tentou esconder um sorriso, mas foi impossível. — Vai fazer tudo que eu mandar, entendido?
— Sim, senhora.
— Ótimo. — Peguei o resto do uísque dele, entornando tudo que tinha no copo.
Coloquei-me de pé, em uma postura correta, abrindo o fecho do meu sutiã. Retirei a peça lentamente, jogando-a para Edward.
— Certo, quem está com pressa agora sou eu, Isabella — ele falou, respirando fundo, agarrando a peça azul em suas mãos.
— Oh, nós faremos tudo que você quer, mas no meu tempo. — Virei de costas para ele, apontando para o fecho da minha saia que ficava na parte de trás. — Abra!
Edward suspirou, o ouvi se mexer no sofá, logo suas mãos estavam em minha bunda, deslizando até o fecho.
— Não, não. — Afastei suas mãos quando ele após abaixar a saia, tentou tirar a calcinha também. Voltei a ficar de frente, vendo o olhar de Edward torturado para mim. — O quê? Você pensou que seria tão fácil assim? — Terminei de tirar a saia, deixando-a se unir a minha blusa no chão.
— Você está me punindo por ter te feito malhar, não está?
— Claro que estou. — Sorri brilhantemente para ele. — Tire sua camisa. — Eu mal tinha terminado de falar e Edward já puxava sua camiseta por cima de sua cabeça, entregando com prontidão para mim. — Não mandei você tirar sua calça. — Bati em seu braço quando ele fez menção de tirar o moletom.
— Querida, vamos lá, por favor — Edward implorou.
O ignorei, dei dois passos para trás, apontando para o espaço no chão entre mim e o sofá.
— De joelhos.
— Você só pode estar brincando — Edward reclamou. — Nem fodendo, Isabella!
— Ah, é assim, então? Boa noite, eu te vejo amanh... — Ele não me deixou terminar de falar, se ajoelhando diante de mim, parecendo muito revoltado com a submissão.
— Isso vai ter volta, Isabella.
— Tire minha calcinha, mas não tente nenhum movimento indevido. — Edward inspirou fundo, levando seus dedos até minha última peça de roupa, abaixando-a lentamente por minhas coxas e pernas, seu olhar era fixo na minha boceta.
— Bella, deixa eu te chupar, por favor — implorou.
Eu o ignorei, o contornando e sentando no sofá, de pernas abertas. Edward se moveu no chão, virando-se de frente para mim, estendeu suas mãos com o intuito de me tocar, mas se deteve diante meu olhar sério.
Umedeci dois dedos, os levando ao meu clitóris, sob o olhar atento de Edward. Gemi baixinho, tomando cuidado para não gritar, ou perder o controle da situação.
— Você quer me chupar? — perguntei a Edward, enquanto continuava a me masturbar. Ele assentiu, pigarreando para conseguir responder:
— Sim, eu quero.
— E você acha que seria capaz de me dar mais prazer do que eu mesma me dou? — Deslizei um dedo para o interior da minha boceta, mordi o lábio para não gemer alto demais.
Edward sorriu debochadamente.
— Eu com certeza sou muito melhor do que seus dedos, Isabella, sabe disso.
Estendi meus dedos para ele, ordenando:
— Chupe!
Assim o fez, deixando com que eu colocasse os dois dedos em minha boceta de uma só vez. Um longo gemido escapou por meus lábios com aquilo, Edward sorriu triunfantemente, levando uma mão ao seu pau, o tocando por cima da calça, ele já estava ficando duro.
— Não deixei você se masturbar, Edward — falei com dificuldade, enquanto continuava me estimulando com meus próprios dedos. — Pare, agora! — Ele gemeu, mas tirou sua mão de seu pau. — Me beije, mas mantenha suas mãos para si mesmo.
Edward se inclinou para mim, o calor de seu corpo logo chegando até mim, quando sua boca se encontrou com a minha em um beijo profundo. Mordi seu lábio, o chupando e o sugando, meus dedos nunca parando, até que eu pegasse uma de suas mãos, chupando seus dedos daquela vez.
Levei sua mão até minha boceta, Edward rodeou meu clitóris com o polegar, enquanto sua língua percorria meus lábios já inchados pelo beijo. Lentamente, ele enfiou dois dedos em mim, mas não usou a lentidão para bombeá-los em meu interior, sorrindo contra minha boca quando gemi alto por conta daquilo.
— Até meus dedos são melhores que os seus — ele falou, a voz enrouquecida. — Aparentemente eu estou no comando agora, Isabella.
Não mesmo.
Foi terrível, mas tirei sua mão de mim. Vi o olhar irritado de Edward quando o afastei, mas eu me manteria no controle um pouco mais. Deitei no sofá, voltando a me masturbar, o deixando ajoelhado no chão, apenas olhando para mim.
Fechei os olhos, concentrando-me naquilo. Meus dedos bombeando dentro da minha boceta, o polegar tocando em meu clitóris inchado de desejo e minha mão livre indo até meus seios.
— Em que você está pensando? — Edward perguntou em meu ouvido, gemi alto ao ouvir sua voz. Virei meu rosto para o lado, vendo o dele tão perto do meu. — Você pensa em mim quando se masturba só?
— Quem disse que eu me masturbo sem você? — Ele sorriu de lado, mas continuou a falar.
— Sei que se masturba sozinha, você é uma mulher cheia de tesão. Além do mais, já te ouvi no banheiro, naqueles seus longos banhos. — Uma de suas mãos fingiu percorrer meu corpo, ele não tinha permissão para me tocar e sabia disso, mas podia percorrer o ar acima de mim. — É em mim que pensa?
— Não — menti, vendo vermelho tomar conta do rosto de Edward, ele estava furioso por não ter recebido a resposta que queria.
— Claro que é mim que pensa! — exclamou bravo.
— Não, eu penso em outros — estendi a mentira, vendo Edward ainda mais revoltado, aquilo seria muito bom para o que eu queria.
— Isabella!
— O quê? Vai dizer que sempre se masturba pensando em mim? — Parei de me masturbar naquele momento, me movi no sofá, passando uma perna por Edward, o colocando entre minhas pernas.
— Porra, claro que sim, você é a minha mulher! — continuou exclamando furioso. — Em quem você pensa? — indagou, seu rosto mais vermelho ainda.
— Não vai querer saber.
— Jacob? — rosnou.
Contive a vontade de rir, Edward sempre teria ciúmes de Jacob, nada mudaria aquilo.
— E se eu pensasse, o que você faria? — Voltei a colocar uma mão dele em minha boceta, ele se perdeu por um tempo, mas voltou a si rapidamente.
— Foderia você e te faria entender que aquele filho da puta, ou qualquer outro, não é digno dos seus pensamentos. — Terminou de falar, colocando em uma estocada só dois dedos dentro de mim, fazendo com que meu corpo estremecesse de prazer. — Eu sou o único homem da sua vida. — Inclinou-se, colocando seus lábios sobre meu seio esquerdo, chupando o mamilo e o prendendo lentamente entre seus dentes. — Sou o único que vai transar com você, o único que você vai pensar enquanto toca nessa boceta molhada de desejo, que vai ter ficado excitada justamente por pensar em mim.
Meu gemido foi quase um grito, como suspeitei, Edward estava maravilhosamente cheio de tesão estando ciumento. Talvez fosse errado provocá-lo tão fortemente, mas sua mão em mim estava me dando uma recompensa muito boa que eu não reclamaria.
— Você me ouviu, Isabella? — Ele me puxou de volta a conversa, ri do seu desespero, vendo Edward me encarar confuso.
— Realmente acha que eu penso em outro, Edward?
— Is-Isso...Você estava me provocando?
Umedeci meus lábios, assentindo.
— Claro que estava, você é o único na minha mente, da mesma forma que sei que sou a única na sua.
— Seus joguinhos são perigosos, Isabella! — Edward exclamou, ainda enfurecido, antes de atacar minha boca em um beijo urgente.
— Eu sempre me toco pensando em você — narrei quando ele soltou minha boca, voltando aos meus seios. — Uma vez, eu sai no meio de uma reunião e me tranquei no banheiro para me masturbar, pensando que você estava me fodendo contra a porta e todos na sala ao lado poderiam ouvir. — Edward gemeu contra meu peito, rodando seus dedos dentro de mim.
— Tomei um banho pouco antes de você chegar, era pra ser só a porra de um banho, mas o perfume do seu shampoo estava por todo lado no banheiro e eu bati uma pensando em você, querida. — Seus olhos verdes encontraram-se com os meus. — Pensei em foder sua boceta, seu rabo, sua boca e você pedia por mais e mais. — Arfei, minha boceta molhando ainda mais de desejo ao ouvi-lo dizer aquilo. — Aparentemente eu estou te deixando mais excitada, linda. — Edward olhou para seus dedos entrando e saindo da minha boceta.
— Edward? — Ele voltou a me olhar. — Me chupe.
— Finalmente! — exclamou aliviado, movendo-se no chão até colocar seu rosto na altura desejada. — Seu cheiro me deixa louco, Isabella — falou, enquanto beijava minha coxa, com a mão livre afastando minhas pernas. — Abra-se para mim, querida, eu quero tomar você por inteira.
Edward colocou meus pés sobre o sofá, com minhas pernas abertas como ele queria. Tirou sua mão que estava em minha boceta, chupando seus dedos, seus olhos nunca deixando os meus.
— Seu gosto também é maravilhoso. — Ele beijou meus seios, lambendo e chupando também.
— Edward, pare de enrolar, ainda estou no comando e agora quero que me chupe. — Segurei em seus cabelos, forçando sua cabeça para baixo.
Ele riu suavemente, voltando a altura da minha boceta.
— É adorável como você fica louca quando tem o controle tirado de suas mãos, querida — falou, colocando meu clitóris em sua boca e dando uma longa chupada.
— Porra. — Aquilo fez com que eu me contorcesse em cima do sofá, enquanto Edward me chupava outra vez, erguendo seus olhos para mim. — Mais. — Ele acatou minha ordem, enquanto voltava a colocar seus dedos em mim, unindo-os a sua boca para me dar prazer.
— Diga! — ele exigiu, tirando sua boca de mim, mas sem parar de me penetrar com seus dedos.
— Dizer? O quê? — Meus dedos continuavam perdidos em seus cabelos, os deixando mais do que nunca bagunçados.
— Que eu fodo muito bem.
Eu sorri, deslizando um pouco mais para a ponta do sofá.
— Você fala sobre o controle em minhas mãos, mas fica louco se tem sua capacidade colocada em prova, não é?
— Isabella, diga! — me ignorou.
— Eu faria isso melhor sozinha — provoquei, olhando para seus dedos entrando e saindo de dentro de mim. — Muito melhor, vocês homens não são tão bons masturbando uma mulher, ou pagando sexo oral. — Vermelho voltou a tomar conta de seu rosto.
— Você está mentindo — acusou.
— Não estou. — Arquei uma sobrancelha em desafio.
— Vai admitir isso, Isabella. — Tirou sua mão de mim, deslizando mais no chão até colocar sua boca diretamente na entrada da minha boceta, sua língua percorrendo o caminho desde ali até meu clitóris.
Um gemido alto escapou por meus lábios, Edward segurou em minhas pernas, sustentando-as enquanto invadia minha boceta com sua língua experiente, levando um dedo até meu clitóris. Porra, muito bom, ele era muito bom.
Toquei em meus seios necessitados de atenção, deixando Edward continuar a me pagar sexo oral. Obviamente ele me dava muito mais prazer do que eu mesma poderia me dar com minhas mãos, mas gostava de provocá-lo e vê-lo se empenhando mais para me satisfazer.
— Querido — eu sussurrei entre gemidos, Edward tinha voltado a chupar meu clitóris, retornando seus dedos a minha boceta. Seus movimentos eram rápidos e precisos, eu não duraria muito.
Edward ergueu seu rosto, lambendo seus lábios, não sei como era possível, mas aumentando ainda mais o ritmo de seus dedos. Em algum lugar da minha mente eu captei Elvis cantando, mas sequer identifiquei a música.
— Diga! — Edward tornou a exigir.
— Você sequer me fez gozar. — Encontrei forças para contrariá-lo, vendo a mão livre de Edward subir por minha barriga até roubar meu seio direito da minha própria mão, o tocando em um aperto gostoso.
— Vai gozar, Isabella, então admitir que eu sou muito bom.
— Não está no comando por aqui, Edward Cullen.
— Porra, mulher, como você é difícil!
Ele elevou seu corpo, indo me beijar, sem parar de mover seus dedos. Sua boca tinha meu gosto e aquilo conseguia ser muito bom, foda-se, eu estava muito feliz em ser a única mulher no mundo fazendo sexo com ele. Tinha o desejo infantil de sair por ai jogando na cara de todas que aquele homem era meu, só meu.
— Eu te amo — deixei escapar, mesmo que no momento tivesse ter de me mantido calada para fazê-lo ficar mais empenhado.
— Eu sei disso. — Edward riu, mordendo meu lábio antes de se afastar. — E agora você irá gozar chamando meu nome, entendeu? — Abri a boca para contestá-lo, mas não tive tempo. — Não estou nem ai, Bella, sou eu no comando agora.
— Maldito controlador!
— E você se casou com ele, querida. — Ele me beijou mais uma vez, antes de ir descendo sua boca por meu corpo, até retornar ao meu clitóris, mas não demorou ali indo deixar sua língua assumir novamente o lugar de seus dedos.
Com uma mão ele ficou tocando e apertando meu corpo, coxa, barriga, seios, tudo que conseguia tocar. A outra tinha seus dedos trabalhando freneticamente em meu clitóris, o que mandava sensações maravilhosas para todo meu corpo.
Não demorou muito mais para eu sentir meu orgasmo chegando, eu era só gemidos e meu corpo inteiro parecia estar derretendo de prazer. Os dedos e a boca de Edward levando-me em conjunto ao delírio, agarrei seus cabelos, mantendo o rosto dele entre minhas pernas, sem querer correr o risco de tê-lo parando e me deixando literalmente na mão.
Mas, ele não parou, manteve-se ali me dando prazer como tão bem sabia. Porra, eu era uma garota muito, muito, muito sortuda.
— Isso, sim! — gritei, arqueando meu corpo para frente, sentindo o orgasmo ainda mais perto. — Ah, Edward! — exatamente como ele queria, eu disse seu nome quando gozei na sua boca, sentindo sua língua continuando a me tocar, assim como seus dedos. — Porra, você vai me matar, Edward — acusei, soltando seus cabelos e deixando minhas costas baterem contra o sofá, ele continuava lá, prolongando meu orgasmo, ele me ignorou, demorando-se mais um pouco entre minhas pernas.
Quando se afastou, tinha um sorriso vitorioso no rosto. Limpou o canto de seus lábios com um dedo, seu olhar quente pairando sobre mim destruída sobre o sofá.
— Sua boceta é doce, querida, entretanto mais doce ainda será ouvi-la confessar que eu sou muito bom no que faço.
— Você é, claro que é — respondi preguiçosamente depois do meu orgasmo. — Você me cansou, Edward. — Deitei no sofá, encolhendo-me ali, fechando os olhos.
— Está de brincadeira, né? — perguntou revoltado, abri os olhos, vendo-o se colocar de pé, deixando-me ver seu pau duro atrás da calça. — E eu?
— Você pode se virar sozinho. — Eu estava cansada, mas ainda tinha forças suficientes para deixá-lo ter seu próprio orgasmo, só queria provocá-lo ainda mais.
— Isabella, você não pode deixar um homem duro assim e apagar — falou, beirando o desespero quando voltei a fechar os olhos. — Não acredito que vou ter de me masturbar pela segunda vez na noite, como a porra de um adolescente, você está me enlouquecendo!
Ri baixinho, levantando-me do sofá.
— Eu amo deixá-lo nervoso.
— Você é uma maldita provocadora, Isabella! — acusou, passando as mãos pelos cabelos, claramente nervoso.
— Eu sei, querido, eu sei. — Percorri minhas mãos por seu peito e barriga definidos, eu podia odiar academia para mim, mas a amava para Edward. — O que quer que eu faça? Você foi muito obediente esta noite, está na hora de ter um pouco de retribuição.
— Isso quer dizer que estou no comando?
— O controle é todo seu, senhor Cullen. — Bati continência para ele, vendo Edward gemer baixinho, seu olhar percorreu meu corpo até um sorriso diabólico atravessar seu rosto.
— De joelhos, Isabella. — Claro, ele bem que disse que aquilo teria volta. — Sem reclamar.
— Sim, senhor — acatei suas ordens, ajoelhando-me diante dele.
— Tire minha calça, Isabella.
Era uma das melhores ordens já recebidas em toda minha vida. Sem enrolação, eu tirei sua calça, levando a cueca junto, Edward não se importou em reclamar disso.
— E agora, senhor Cullen? — perguntei com falsa ingenuidade em minha voz. — O que devo fazer?
— Umedeça suas mãos e me toque, Isabella.
Lambi minhas mãos, lançando mais um olhar inocente para Edward.
— Presumo que não sei fazer isso, senhor Cullen. Principalmente com seu pau tão grosso e grande.
— Bella — ele gemeu, agarrando meus pulsos e levando até seu pau. — Faça movimentos para cima e para baixo, Isabella.
— Assim? — Comecei a mover minhas mãos por seu pau.
— Sim, exatamente assim — respondeu com a voz sufocada, jogando sua cabeça para trás.
Ele não demoraria muito para gozar, todo aquele tempo recebendo provocações e me dando prazer tinha feito o dele se acumular. Seu pau já estava completamente duro e pronto para mim, eu queria montar nele, mas sabia que Edward queria receber oral de volta, sendo assim quando vi o pré gozo escapar pela ponta do seu pau eu passei minha língua ali, o ouvindo gemer alto.
— Porra, sua boca é muito experiente.
— Tem certeza disso, senhor Cullen? — O lambi mais uma vez, sem parar o trabalho com minhas mãos.
— Tenho sim — falou ainda gemendo. — Pare um pouco, eu preciso sentar. — Tirou seu pau de minhas mãos e boca, indo até o sofá e jogando-se ali, abrindo suas pernas para me acomodar entre elas. — Vem.
De bom grado eu fui até ele, colocando-me entre suas coxas. Edward enrolou meus cabelos em sua mão, conduzindo minha cabeça em direção ao seu pau.
— Abra bem sua boca, Isabella. — Eu abri, acomodando seu pau ali, o ouvindo rosnar baixo quando o coloquei por inteiro em minha boca, mesmo que aquilo não fosse nada fácil graças ao seu tamanho. — Porra, Isabella.
Aos poucos fui tirando seu pau da minha boca, minhas mãos em suas bolas, enquanto eu olhava fixamente para seus olhos. Edward voltou a gemer quando passei a lamber seu pau, como se ele fosse um pirulito, era ainda melhor.
— Você gosta assim, senhor Cullen?
— Gosto, gosto pra caralho — falou sufocado quando coloquei seu pau por inteiro em minha boca novamente. — Puta que pariu, ainda agarrando meus cabelos, ele me ajudou com os movimentos de vai e vem, fodendo minha boca.
Aquela altura eu já estava cheia de desejo de novo, mas era o momento de Edward e me concentrei nele, esperando que ele depois tivesse animo para uma foda completa, pois eu ia querer. Além do mais, eu conseguia o levar ao limite muito mais rápido, Edward era bem fácil.
Como previsto, logo Edward estava anunciando:
— Eu vou gozar, afaste-se caso não...
O ignorei, continuando com minha boca no seu pau. Eu o queria, por completo, como ele tinha me tido antes.
Logo senti o gozo de Edward invadir minha boca, eu relaxei minha garganta, engolindo tudo, o ouvindo chamar meu nome. Continuei ajoelhada diante dele mais um tempo, ainda o chupando, pois eu precisava dele duro novamente para me foder.
— Bella, eu sou a pessoa cansada agora.
— Foda-se, você não dorme até me foder pra valer, Edward! — ameacei, tirando minha boca de seu pau por um instante para falar.
— Vai me matar com tanto sexo.
— Não reclame, tem casal por ai que fode só uma vez por mês, você é muito sortudo que eu provavelmente sou uma ninfomaníaca não diagnosticada. — Ergui meu rosto para ele, que sorriu para mim. — E não finja que se cansa de sexo, você é tão viciado quanto eu.
— É um dos motivos que me faz te amar, eu teria colocado na lista de dez motivos para mamãe e papai ficarem juntos para sempre, mas seria um item proibido para menores de dezoito anos.
— Edward, cala a boca! — ordenei, colocando-me de pé, mas logo montando sobre Edward em cima do sofá, encontrando seu pau e continuando o masturbar, ele já estava ficando duro. — Você vai me foder, forte e rápido, entendido?
— Entendido. — Gemeu com a masturbação, suas mãos encontrando-se com meus seios. — Você é tão gostosa, caralho — xingou, atacando minha boca em um novo beijo urgente, que me tirou do ar por um instante.
Uma de suas mãos desceu até minha bunda, a apertando com vontade. Minha reação de volta foi apertar seu pau com força, ganhando um rosnado baixo de Edward.
— Eu não vou foder seu rabo hoje por já estar tarde, mas eu a terei de quatro pedindo por isso logo mais, Isabella — falou em meu ouvido, meu corpo ficou ainda mais cheio de tesão ao ouvir aquilo, eu estava totalmente molhada.
— Você gosta de me ter de quatro, Edward? — continuei batendo uma para ele, enquanto sua mão em meu seio beliscava o mamilo e a na minha bunda a apertava e dava palmadas de leve.
— Sim — falou contra minha pele do pescoço. — Debruçada sobre minha mesa, empinando essa sua bunda gostosa para mim, pedindo para eu fode-la loucamente, a ouvindo gritar meu nome quando meu pau se enterra dentro de você.
Eu nem o tinha dentro de mim ainda, mas já estava gemendo só com a descrição.
— Eu estou pronto — sussurrou com a voz rouca em meu ouvido, agradeci internamente por aquilo, guiando seu pau para minha boceta, sentando de uma única vez em seu membro duro.
— Ah! — Tombei minha cabeça para frente, sentindo-me totalmente preenchida com Edward pulsando em meu interior.
— Você disse forte e rápido?
— Sim — concordei, sentindo as mãos dele segurarem em meus quadris, os movendo para cima e para baixo, ditando o ritmo, que era rápido bem rápido. — Porra, Edward, sim! — gritei descontroladamente, ele me beijou, calando meus gritos, mas sem parar de me foder como eu queria.
— Rebola — Edward ordenou, soltando meus lábios, dando mais uma palmada em minha bunda. Rebolei para ele, sentindo meu corpo esquentar ainda mais conforme tínhamos nossa dança sexual.
Agarrei seus cabelos, puxando-o para mim, ganhando mais um beijo. Ele continuava com as mãos em meus quadris, fazendo com que seu pau fosse fundo e rápido em minha boceta, enquanto eu rebolava facilitando para nós dois.
— Hum, querido — gemi contra seus lábios, sentindo meu segundo orgasmo da noite se aproximando.
— Você está perto?
— Muito — murmurei, quase fora de mim.
— Precisa de alguma ajuda?
— Seria excelente. — Assenti, sentindo uma das mãos de Edward deslizando até meu clitóris. — Isso! — gritei, mas ele me calou no meio do grito, tapando novamente minha boca com a sua.
Seus dedos no ponto de mais prazer do meu corpo foram o suficiente para que logo eu estivesse gozando, aproveitando-me dos lábios de Edward para descontar meu prazer, os chupando e mordendo. Minha boceta apertava seu pau e ele continuou se deleitando dentro de mim, mantendo-se no mesmo ritmo para conseguir alcançar seu êxtase também, o que aconteceu pouco depois de mim, enquanto eu ainda estava vibrante pelo meu orgasmo.
— Você está bem? — ele perguntou depois de gozar, erguendo meu corpo.
— Estou — respondi, o abraçando pelo pescoço.
Edward me deitou sobre o sofá, colocando seu corpo em cima do meu. Sua boca distribuindo beijos por meu rosto, enquanto com uma mão ele afagava a lateral do meu corpo.
— Querido, você está me esmagando — reclamei, ele não era gordo, mas pesado demais para que eu pudesse o aguentar por muito tempo.
— Desculpe — pediu, nos movendo no sofá para que pudéssemos deitar de lado, comigo de costas para ele. — Eu estou destruído, você sugou todas minhas forças — falou, colocando seu rosto entre meus cabelos, eu ri, afagando seu braço que me envolvia.
— Foi como me senti depois daquele treino leve — acusei. — Eu nunca mais piso naquela droga de academia, ou em qualquer outra.
— Bella — Edward resmungou.
— Sem chances, eu vou combater o estresse fodendo, é meu esporte favorito. — Ele riu em meu ouvido, puxando-me mais contra si, deixando minhas costas encostarem em seu peito.
— Você precisa se exercitar, são ordens médicas.
— Não, eu me senti o dia inteiro dolorida, ou chapada de remédios para combater a dor, não vou ficar me destruindo naqueles instrumentos de tortura.
— Bella...
— Como Matthew estava? — mudei de assunto, sabendo que aquilo faria Edward se esquecer da academia temporariamente.
Ele se remexeu no sofá, colocando seu rosto em um ângulo que eu pudesse ver. Seu sorriso era imenso, totalmente puro, nenhum traço de perversidade como era antes.
— Ele fez um desenho do brasão da família, não é demais? Eu coloquei na geladeira, para que a gente o veja todo dia, mas estava pensando em uma moldura bonita, ou algo assim, na estante da sala.
— Eu amo aquele garoto. — Suspirei, afagando o rosto de Edward. — Obrigada por ter me dado dois filhos incríveis, senhor Cullen — agradeci.
— Eu que agradeço, pelos filhos e tudo mais, só que no momento estou muito agradecido pelo sexo. — Ele soava tão animado que parecia ter perdido todo o cansaço anterior. — Vamos transar de novo, já que esse é seu meio de chutar o estresse para longe, eu estou dentro, literalmente. Tudo pela sua saúde, claro. Totalmente medicinal, nós podemos patentear sexo como remédio.
Foi impossível não rir, Edward sorriu, inclinando-se para me beijar.
— Devagar, rei do sexo, eu não aguento mais nada hoje, estou dolorida. — Detive sua mão que deslizou para minha coxa.
— Eu te machuquei? — perguntou preocupado.
— Não, não com o sexo, pelo menos. — Dei de ombros. — O efeito dos remédios já passou, agora estou novamente um caco sobre a malhação.
— Eu não estou desistindo, podemos transar o quanto você quiser, mas irá voltar para a academia logo mais, querida. — Alertou, sentando no sofá, fazendo com que eu sentasse também. — Como recompensa eu vou te colocar em um banho quente de banheira, depois te encher de beijos e dormir com você em meus braços.
— Amo você. — Beijei sua bochecha. — Eu tenho milhões de motivos para ser sua esposa eternamente.
— Eu também. — Edward afagou minha coxa. — Tenho uma lista de motivos só sobre sexo.
— Tarado!
— Olha quem fala — rebateu, beijando meus lábios, afastando-se para cantar junto com Elvis, uma vez que nossa música tinha voltado a tocar. — Love me tender, love me sweet*.
***
Na manhã de quinta-feira nós deixamos Nelly levar Renesmee para a escola, para que não corrêssemos o risco de chegarmos atrasados ao nosso encontro com a assistente social. A conversa com Megan foi fácil, muito mais do que Edward e eu esperaríamos que iria ser, ela nos fez algumas perguntas sobre como estávamos indo com Matt, focando nos dias que ele tinha ficado com a gente, sobre a palestra que fomos assistir e nos informou sobre visitas que aconteceriam se a guarda provisória nos fosse dada e coisas do tipo.
Realmente fácil, mas Edward e eu também sabíamos que nosso maior obstáculo antes do juiz seria Agatha, nossa torturadora psicológica favorita. No horário marcado estávamos ali esperando por ela, mas sua assistente nos informou que ela estava lidando com um caso em outro lugar e precisaria se atrasar um pouco, o que só nos deixou mais tensos para a conversa com ela.
Aproveitamos o tempo de espera para responder e-mails e retornar ligações, não estávamos fisicamente em nossos trabalhos, mas ainda podíamos lidar com tudo que estava lidando por lá graças as maravilhas da internet. Eu também respondi mensagens de Rosalie, que estava ansiosa sobre o encontro daquela noite com James, pois ela estava bem requisitada aquela semana, e também respondi Esme que me informou sobre o dia do coquetel para os conselheiros.
Mas, eu tirei tudo aquilo da minha mente quando Agatha apareceu, chamando por mim para conversar primeiro. Qualquer outra coisa poderia esperar, eu só queria focar no meu filho, em passar por todas aquelas etapas para que no dia seguinte pudesse ter Matthew comigo em casa.
— É bom vê-la, Bella, como tem ido? — Agatha perguntou quando nos acomodamos em sua sala.
— Nervosa, pra falar a verdade. — Eu já tinha aprendido durante aquele processo que falar a verdade sempre era a melhor saída, iria me agarrar a isso.
— Sobre a audiência amanhã?
— Sobre muitas coisas — confessei. — A vida tem estado uma verdadeira montanha russa.
— Então, isso vai além de Matthew? — Assenti. — Você e Edward estão bem, Bella?
— Sim, melhores do que nunca — admiti. — Mas, temos enfrentado problemas com o trabalho, que tem nos tirado um pouco do sério nos últimos dias, fora os jornalistas invasivos que nos seguiram quando fomos até a palestra de adoção. — Respirei fundo, olhando para minhas mãos sobre meu colo, o anel de noivado continuava ali junto da aliança de casamento. — E duas ex namoradas de Edward reapareceram também, o que me deixou bem irritada e ciumenta — citei Victoria e Irina.
— Vocês brigaram?
— Um pouco, eu estive mais chorosa do que nunca, mas Edward soube lidar com isso muito bem. — Sorri. — Ele sempre sabe lidar com meu estresse.
— Algo mais que ache necessário me contar?
— É, tem algo. — Continuei no modo super sincera. — No domingo eu comecei a dar indícios muito altos de toda minha emotividade, o auge disso foi na segunda-feira, quando depois de problemas com o trabalho, eu acabei passando mal. Na terça voltou a acontecer, Edward estava por perto no momento que eu vomitei e ele levantou a suspeita de uma gravidez.
Agatha me olhava atentamente, esperando a conclusão da minha narrativa.
— Eu não estava, grávida, mas realmente acreditei nisso. Fiz um teste de farmácia que deu negativo e no mesmo dia fui até minha médica para fazer exames laboratoriais, na quarta os resultados saíram. Não era uma gravidez como o teste primário já tinha dito, só estresse por tudo que venho passando.
— E se você estivesse? Como a adoção ficaria? Você e Edward falaram sobre isso?
— Sim, muito. Ele ficou bem tenso quanto a isso, foi até surpreendente vê-lo nervoso com a ideia da gravidez, já que quando engravidei da nossa filha ele era a pessoa tranquila entre nós dois. Mas, sim, ele estava bem nervoso. Você provavelmente o ouvira falar melhor sobre como ele se sentiu a respeito da possibilidade de um bebê, mas posso adiantar que Edward estava temeroso quanto a não conseguir amar mais Matthew se tivéssemos outro filho biológico.
Agatha sorriu brevemente.
— Você se sentiu assim também?
— Não — neguei. — Matthew já é meu filho, Agatha. Eu não sei se o juiz amanhã irá nos dar a guarda provisória, mas aquele garoto é meu menino, não há nada no mundo que me faria deixar de amá-lo. Os dias que ele esteve lá em casa não foram fáceis, não vou mentir sobre isso, mas quando tivemos de levá-lo de volta para o abrigo foi desesperador. A ideia de voltar para nossa casa, de não encontrá-lo lá quebrou meu coração. — Engoli em seco. — É o lar dele, por isso aquele apartamento está incompleto desde quando Matt teve de ir. Eu já não sei viver mais sem meu garotinho, eu o amo com todo meu coração, o amo... — Lágrimas rolaram por meu rosto, tornando-se impossível continuar falando.
Agatha pegou uma caixa de lencinhos, estendendo para mim. Prontamente peguei alguns, limpando meu rosto, agradecendo por Alice ter me convencido a comprar maquiagem a prova d’agua, o que impedia meu rosto de ficar um borrão.
— Eu disse, tão emotiva — reclamei.
— É normal.
— É mesmo? — quis ter certeza daquilo.
— Absoluta — Agatha confirmou. — Você não está no pós parto de uma gestação, mas está passando por um momento tão intenso quanto nessa etapa da adoção. Fora isso, tem o resto de sua vida cheia de atribulações, estar emotiva e estressada é bem normal. É até saudável, sabe? Ceder um pouco, quero dizer, ser sempre uma pedra sólida e inquebrável não é garantia de controle.
— Eu gosto muito de estar no controle, mas tenho de confessar que nos últimos meses o controle tem ficado bem fora das minhas mãos.
— Desde que Matthew entrou em sua vida?
— É, eu acho que as contas batem — admiti.
— E você também não se sentiu um pouquinho fora do controle durante o período da gestação e quando Renesmee nasceu? — Assenti, tinha sido exatamente daquela forma. — Bingo! — Agatha piscou para mim. — Totalmente, normal, eu não disse? É um estresse materno, chamemos assim, aliado ao fato de você ser uma mulher com um trabalho fora de casa.
— Mas, eu gosto muito de estar no controle, de tudo — choraminguei.
— Deixe o controle um pouco de lado, ele é muito bom, mas se você se prender demais a ele, isso se torna prejudicial.
— E se eu tiver perdido tanto o controle que isso me faça não ter a guarda provisória? — perguntei, assustada com aquela possibilidade.
Agatha desviou o olhar para minha ficha em suas mãos, mordendo a tampa da caneta em sua mão.
— Não se preocupe, Bella.
— Não? Você...
Ela me olhou, seu olhar era sério.
— Só posso dizer, não se preocupe.
— Por favor, Agatha — implorei. — Eu já ouvi não se preocupe antes, nem sempre eram afirmativos, muitos trouxeram negativas...
— Bella, é aniversário de Matthew no domingo, eu sugiro que planeje uma programação especial, pois, você sabe, não precisa se preocupar com a audiência amanhã.
Matthew iria para casa com a gente, o juiz nos daria a guarda provisória.
Sorri largamente para Agatha.
— Obrigada. — Ela apenas sorriu de volta.
— Quanto ao seu estresse, ele ainda é algo que pode ser lidado sem um psiquiatra ou outro médico te receitando remédios calmantes, o que acha de investir em um exercício físico? — O sorriso morreu do meu rosto. — O quê?
— Eu estava te amando até essa sugestão, Agatha. Não é a primeira pessoa me sugerindo isso, já tentei malhar ontem, foi um desastre.
Ela riu.
— Volte à academia, Bella, você não é o tipo de mulher que desiste fácil.
***
Edward e eu quase não dormimos de quinta para sexta, estávamos pilhados sobre a audiência, mesmo com a dica que recebi de Agatha. O resto da minha conversa com ela tinha sido tranquila — até mesmo quando falamos sobre Renée —, meu marido falou que a dele individual com ela foi normal e a que tivemos coletivamente também.
Porém, dormir às vésperas de algo tão grandioso foi quase impossível. Nós nem transamos, pois estávamos totalmente fora do clima, o que foi terrível, mas nós dois acabamos levando trabalho para a cama e passamos boa parte da noite mergulhados em contas.
— Aqui e aqui — Edward apontou para as planilhas que eu precisava para minha parte do trabalho, já que os arquivos que tinha recebido aquele dia, de Ângela, depois que deixamos o escritório de Jenks, que foi nosso último ponto daquela jornada, estavam bagunçados na área de serviço do meu notebook.
— Valeu — agradeci, arrumando tudo.
— O hotel no Alasca tem trabalhado com números bem baixos — Edward gesticulou para a tela do seu notebook. — Talvez esteja na hora de reduzir o corpo de empregados.
— Não o feche, eu amo o Alasca. — Edward riu.
— Claro, vou manter o hotel de pé para uma única cliente.
— Sou uma ótima cliente. — Beijei seu ombro. — Edward, dados de marketing, ajude-me a achar.
— Porra, sua área de serviço é uma grande bagunça — ele se queixou. — Aqui. — Apontou para o ícone. — Tem certeza de que está enxergando direito? Talvez você precise de óculos, está ficando cega.
— Vá se foder.
— Bem que eu queria.
— Totalmente sem tesão.
— É — ele concordou. — Eu ainda te amo, só não quero transar.
— Não acredito que esse dia chegou — brinquei. — Estamos velhos e frigidos.
O meu celular tocou, ele estava perdido entre as cobertas, então precisei de um tempo para encontrá-lo. Quem me ligava era Rose, o que foi bem surpreendente, considerando que ela deveria estar aproveitando o fim do seu encontro com James aquele horário, até porque eu sabia que Esme e Carlisle estavam com Anne e Lucy na mansão, para que a mãe delas pudesse ter a noite livre.
— Olá, por que você não está transando?
Edward me olhou curioso.
— Foi horrível — Rose confessou.
— Ele foi um idiota? Pode falar, eu vou até ele quebrar aquele nariz republicano do jovem Smith.
— É a minha irmã? — Edward perguntou nervoso.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— É, ela...— Meu adorável marido arrancou o celular de mim, tive vontade de socá-lo ali por aquilo.
— Rose, como foi? Eu posso ir socar James...
Arranquei o celular de volta, colocando Rosalie no viva voz.
— Qual o problema de vocês dois? — ela perguntou resmungando. — Não precisam socar James, ele não foi um idiota, só não curti o encontro.
— Há! — Gargalhei. — Isso quer dizer que minha aposta em Emmett está salva, ele irá se sair muito bem.
Edward bufou, me encarando.
— Dá pra você parar de apostar em outro homem, Bella?
— Isso é inocentemente, todas minhas fichas foram apostadas em você depois do Halloween de 2005. Ah, Rose? Você transou com James? Sabe, pra ver se ele está melhor agora, já que vocês transaram em Yale.
— Isabella! — os irmãos chamaram minha atenção juntos.
— O quê?
— Eu disse que não faria sexo no primeiro encontro.
— Poupe-me, não tem nada demais nisso.
— É, Bella e eu fizemos.
— Tecnicamente nem era um encontro, amor — falei para Edward. — Nós só fodemos.
— É, mas quando te chamei para um encontro oficial nós transamos de novo.
— Pelo amor de Deus, parem! — Rose gritou do telefone.
— Mas, estou feliz que você não foi para a cama com o Smith, de novo — Edward resmungou para a irmã. — Você consegue algo muito melhor, irmã.
— Emmett — falei por trás de uma falsa tosse, Edward tornou a me encarar irritado.
— Eu duvido, já até prevejo que o encontro com Emmett será exatamente como o de hoje, ou quem sabe pior. Quem estou querendo enganar? Vou morrer sendo a tia divorciada, é uma bosta — ela reclamou. — Eu deveria cancelar o encontro com Emmett, poupar nós dois de uma noite perdida.
— Se você fizer isso eu juro que fico sem olhar na sua cara até dezembro — ameacei. — E, eu sei que Esme vai infernizá-la sobre isso também, então se coloque em suas calças de menina grande e vá ter esse bendito encontro com o nova-iorquino, Rosalie Cullen!
— Que se dane, nem sei porque liguei para vocês.
— Porque você queria me ouvir dizer que deve cancelar sim o encontro com Emmett — Edward falou, eu soquei seu braço. — Ai, Bella!
— Ela ligou pro meu celular, isso quer dizer que queria ouvir de mim que era pra seguir em frente com o encontro com Emmett, mesmo que o com James não tenha sido bom. O que nos diz, Rose?
— Eu vou desligar, estou cansada — foi tudo que ela respondeu. — Amanhã ainda tenho de trabalhar, me avisem sobre o resultado da audiência assim que sair, certo?
— Tudo bem — Edward e eu cedemos, Rose murmurou um boa noite e desligou. — Emmett ainda vai ser seu cunhado, comece a lidar com isso — falei sabiamente para meu marido, ele resmungou, apertando as teclas de seu notebook com força.
— Rosalie deveria ter sido freira.
***
Renesmee tinha implorado para matar aula na sexta-feira, pois ela disse:
— É o dia que Matt vem para casa, eu não quero estar presa na escola fazendo contas tolas.
Tirando seu claro desinteresse por cálculo, Edward e eu concordamos que ela poderia não ir à aula aquele dia para recepcionar o irmão. Ela também queria ir conosco para o fórum onde aconteceria a audiência de guarda, mas nós proibimos, não sabíamos como seria lá e achamos melhor que ela ficasse em casa com Nelly e Esme, que às sete da manhã já estava em nosso apartamento, ansiosa demais para esperar em outro lugar.
— Vai dar tudo certo, tenho certeza que vai — minha sogra falava ansiosamente, seguindo Edward e eu até a porta de saída do apartamento, depois que nos forçou a tomar café da manhã.
— Vai sim, mãe, se acalme — Edward pediu preocupado, beijando o rosto dela. — Não fique muito nervosa, tá bem? Jenks nos deu uma boa porcentagem de que estaremos com Matt hoje. Nós voltaremos com seu neto, pode ter certeza disso.
— Ah, meu bebê! — Esme abraçou Edward com força. — Vão, tragam Matt para casa, eu não aguento mais a ideia de tê-lo naquele abrigo. — Soltou Edward, abraçando-me apertado também. — Se o velho Shaw não lhes der a guarda provisória eu irei acabar com ele. — Ri daquilo, abraçando Esme mais um pouco antes de interromper nosso abraço. — Vão, vão, vão. — Abriu a porta do apartamento, quase nos jogando para fora.
Edward e eu optamos ir no Volvo, na verdade ele optou, estava ansioso e dirigir o acalmaria um pouco. Sendo assim, partimos em seu carro até o fórum, quando chegamos lá Jenks já esperava por nós.
— Pontuais, isso é ótimo, nada pior do que fazer um velho juiz esperar — falou, enquanto nos conduzia pelos corredores do fórum.
— Matt já está aqui? — perguntei, olhando ao redor, esperando ver meu garoto ali. Não o via desde o domingo, quando tivemos de levá-lo de volta ao abrigo, eu estava louca para ver meu filho.
— Está na brinquedoteca do fórum, com uma assistente social. Ele irá falar com o juiz também, mas lá para que a sala de audiência não o assuste, vocês só irão se ver se o velho Shaw lhes der a guarda.
Edward ao meu lado suspirou, apertando minha mão com força.
— Preparados? — Jenks perguntou quando paramos diante a porta da sala de audiência. — Lembrem-se, essa audiência não é nada comparada a audiência de adoção, vocês verão isso em alguns meses quando voltarem aqui no fim da guarda provisória.
— Isso não está ajudando — reclamei.
— Matthew vai para casa com vocês hoje, podem ter certeza disso. Preparados? — Tornou a perguntar.
Edward e eu nos entreolhamos, ele beijou minha testa e eu sorri.
— Estamos — respondemos juntos.
***
A audiência foi dividida em fases, nós primeiro falamos em conjunto com o juiz, depois Edward e eu tivemos momentos sozinhos com ele, Jenks e o promotor ali. Agatha e Megan, a psicóloga e assistente social responsáveis por nosso caso também apareceram ali para conversar com o juiz, mas nós estávamos fora da sala naquele momento, Jenks disse que aconteceria, que nós naquele primeira fase da adoção ficaríamos no escuro para que nada influenciasse como iriamos agir durante o período da guarda provisória.
Eu não chorei, no meu momento com o juiz, mas cheguei bem perto a cada palavra dita sobre Matthew. Era até desconfortável, estar tão perto de chorar na frente de Shaw Brewer, uma vez que eu conhecia o homem de festas e eventos, me sentia bem vulnerável naquela posição, mas era por meu filho, eu enfrentaria qualquer coisa.
— Está demorando muito — Edward se queixou enquanto esperávamos Shaw voltar da sua conversa com Matthew, ele tinha ido só, no que Jenks já nos tinha dito ser uma medida padrão para que o juiz pudesse ouvir a criança sem interrupções ou interferências de terceiros.
— Lá vem ele — Jenks anunciou quando vimos Shaw através das janelas de vidro da sala de audiência. O velho Shaw, como todos chamavam, era um homem bem baixinho de mais de sessenta anos, com ralos cabelos grisalhos e magrelo, ele parecia um desenho animado.
— Bom, vamos prosseguir com isso — Shaw falou, assumindo seu lugar na ponta da mesa, remexendo nos papeis diante de si. Eu podia sentir a minha mão suando na mão de Edward, eu estava muito nervosa, nervosa como estive quando fui fazer minha entrevista para Harvard, quando Ness nasceu e quando conheci Matt. — Eu analisei toda a situação — Shaw continuou a falar. — Não é comum a liberação de guarda provisória tão rápido assim. — Eu me retrai, ele não nos daria a guarda? Nós não levaríamos Matthew para casa?
— Mas... — Edward se pronunciou, cortando a fala do juiz, ganhando um olhar feio de Jenks, o que o fez se desculpar rapidamente. — Desculpe-me pela interrupção, pode continuar.
— Sim, eu irei continuar — Shaw resmungou, visivelmente irritado por ter sido interrompido. — Como estava falando, não é comum a liberação de guarda provisória com tanta rapidez assim, mas analisando tudo, ouvindo todos os depoimentos, cheguei à conclusão de que a guarda provisória será favorável para ambas as partes.
Meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir aquilo, Matt iria para a casa com a gente, meu garoto iria para casa.
— Sendo assim, estou concedendo a guarda do menor Matthew Stevens para Edward Cullen e Isabella Cullen — Shaw prosseguiu, Edward me olhou, um grande sorriso no rosto, seus olhos verdes brilhantes. — Por um período de seis meses, para fins adotivos ao final da guarda provisória.
Não aguentei, deixando o choro romper por meu peito ao ouvir aquilo. Seis meses, seis meses com Matthew em casa, então voltaríamos aquele fórum e iriamos lutar para tê-lo legalmente com nosso sobrenome, legalmente como parte da família. A guarda provisória poderia parecer ser assustadora, mas ele estaria com a gente e quando ela acabasse lutaríamos para que meu garotinho continuasse conosco sempre e sempre.
— Tudo bem, querida, tudo bem. — Edward beijou o lado da minha cabeça, afagando meu braço com sua mão livre.
— Eu sei, são lágrimas felizes — o deixei ouvir.
— Vem, vamos cuidar da papelada e o levar para casa — Edward disse entusiasmado.
Logo recobrei minha postura para que pudéssemos cuidar da burocracia, uma pilha de papéis pairou a nossa frente. Tínhamos muito que nos responsabilizar por estarmos levando Matt para casa, termos e termos de compromisso, mas assinamos tudo aquilo de bom grado.
— Podem ir vê-lo agora, presumo que ele esteja muito ansioso para saber qual foi minha decisão também — Shaw falou quando terminamos de assinar tudo, rapidamente Edward e eu nos despedimos dele, do promotor e de Jenks, que brincou pedindo uma bonificação e fomos levados a brinquedoteca por uma funcionária do fórum.
Pela janelinha na porta eu o vi lá dentro, brincando com legos que tinham na sala, parecendo bem compenetrado naquilo. Nós entramos ali, chamando a atenção de Matt e da assistente social que o acompanhava.
Foi tudo muito rápido, quando me dei conta Matthew estava deixando os brinquedos de lado, correndo para meus braços. Eu o peguei no colo com agilidade, o apertando contra mim.
— Eu senti sua falta, tia Bella! — ele exclamou, agarrado a mim.
— Eu também, filho, eu também. — Recomecei a chorar, dois meses atrás não podia imaginar que Matthew seria meu filho, mas lá estávamos nós na posse de sua guarda provisória, a seis meses de o termos perante a justiça como nosso filho.
— Por que você está chorando, tia Bella? — perguntou confuso, afastando-se um pouco para me olhar, seus grandes olhos castanhos estavam preocupados.
— Ela está chorando de felicidade — Edward respondeu por mim, parado ao nosso lado, afagando as costas de Matt com uma mão e as minhas com a outra. — Lembra que na quarta eu disse que estávamos esperando a conversa com o juiz para te levar para casa? Bom, foi o que aconteceu hoje, Matt, o juiz conversou a gente, com você e ele permitiu que te levássemos para casa.
Matthew sorriu, olhando de Edward para mim.
— Eu vou ir morar com vocês? Com a Nessie?
— Vai sim, meu amor. — Beijei a ponta de seu nariz. — Nós vamos te levar para casa, nossa casa.
— Está feliz com isso? — Edward perguntou.
— Estou — Matt respondeu em tom de confissão, seus olhos voltaram-se para mim novamente. — Eu senti muito sua falta, tia Bella. — Tornou a me abraçar, fazendo com que eu sentisse meu coração completo.
***
Após toda a comoção no fórum, Edward e eu pegamos as bolsas com os pertences de Matthew, para que pudéssemos levá-lo para casa. Nós três passamos o caminho todo até o apartamento conversando, Matt estava radiante, contando sobre todos os brinquedos legais da brinquedoteca do fórum, como queria jogar vídeo-game com Edward e Ness quando chegássemos a casa e nos perguntando quando iriamos para a piscina novamente.
Por mim, eu faria a festa de aniversário dele na casa dos meus sogros, mas aquela manhã durante o café Esme já tinha deixado escapar que estava preparando algo debaixo dos panos. Eu podia apostar que não seria uma simples comemoração em sua casa, ela devia ter algo muito bem guardado debaixo de suas mangas.
— Seja bem vindo, Matthew! — Saudei ao abrir a porta do apartamento para ele.
— Não que eu seja supersticioso, mas dizem que dá boa sorte entrar em casa com o pé direito — Edward falou para Matthew, eu sorri para os meninos, vendo os dois pisarem primeiro com os pés direitos.
Assim que chegamos à sala, fomos tragados para uma mini festa de boas vindas. Nelly, Nessie e Esme tinham aprontado enquanto estivemos fora, havia uma faixa de boas vindas para Matthew na parede, balões metalizados com a letra M e bexigas normais por todo lado.
— Você está aqui! — Renesmee gritou, correndo para Matthew, o abraço dela foi tão forte que se Edward não tivesse sido ágil os dois teriam caído no chão.
— Deixe-me abraçá-lo! — Esme foi até os netos, ajoelhando-se junto os dois e abraçando Matt tão forte quanto Ness abraçava.
— Ai, que bom que deu tudo certo — Nelly falou comigo, me dando um abraço também.
— Eu me sinto tão feliz — falei em um suspiro. — Nós finalmente o temos em casa, Nelly. — Choraminguei, ainda tão feliz que meus dutos lacrimais estavam uma bagunça.
— Você é uma excelente mãe, menina. — Nelly se afastou para limpar meu rosto. — E você um excelente pai. — Se voltou para Edward, o abraçando também. — Tenho certeza de que o juiz fez a melhor escolha para todos.
— Estou tão aliviado — ele disse em um suspiro. — E faminto, já está na hora do almoço e a audiência demorou demais. — Nelly riu, o soltando.
— Sua mãe e eu cozinhamos.
— Eu ajudei, fiz a salada — Renesmee se gabou, Esme ainda abraçava Matthew, chorando silenciosamente com ele em seu colo. — Vovó, tudo bem?
— Tudo, tudo bem, lindinha — Esme riu, apertando Matt uma última vez antes de soltá-lo, ele claramente não entendia tudo aquilo. — Vamos almoçar, certo?
— Venham, crianças, vamos lavar as mãos. — Nelly chamou pelos pequenos, os levando até a cozinha.
— Bom, agora que Matthew com certeza estará com vocês no aniversário dele, eu posso dizer o que tenho planejado. — Esme anunciou. — Você se lembra do seu aniversário de oito anos? — perguntou para Edward.
— É, lembro, foi no boliche, certo?
Esme concordou.
— O que acham? Eu já falei com uma casa de boliche, a reservei inteirinha só para a gente no domingo, das duas da tarde às nove da noite. Eu vou cuidar de todo o resto, decoração, comida, brindes. Na verdade, não sozinha, Nelly vai sair comigo, Alice já está na discagem rápida, estávamos só esperando a confirmação da guarda para colocarmos tudo em prática. Vocês dois só precisam aparecer no dia, sei que vão querer aproveitar até lá para ficarem com ele.
— Com certeza — falei, ainda teria de trabalhar no dia seguinte, o resto daquela sexta-feira só queria ficar com a família.
— Obrigado por isso, mãe, sei que você vai fazer uma festa de aniversário excelente — Edward agradeceu, Esme piscou para ele.
— Preciso saber se vai chamar sua família, filha — falou comigo.
— Eu vou, mas não é certeza de que nenhum deles virá. — Peguei meu celular do bolso da calça de Edward. — Vão indo almoçar, okay? Quanto antes eu falar com eles melhor.
— Tem certeza? — Edward perguntou.
— Sim, vão em frente.
— Okay, mas continuem guardando segredo sobre a festa para as crianças, não deixei nem Nessie descobrir ainda, vamos fazer uma surpresa para o pequeno Matt. Vem, vamos deixar Bella ligar para a família dela. — Esme arrastou o filho para nossa cozinha.
Disquei primeiro o número de Bree, sabendo que começar por ela seria mais fácil.
— Olá, irmã!
— Nós conseguimos a guarda provisória de Matt — anunciei, ouvindo um gritinho animado dela. — E é aniversário dele no domingo, o que acha de voar até Chicago?
— Sim, sim, eu vou, com certeza!
Eu ri da sua animação, amando como ela estava bem com aquilo. Nós conversamos mais um tempo, acertando tudo sobre sua viagem, ela poderia voar apenas no domingo de manhã, mas chegaria a tempo para a festa.
Depois de acertar tudo com Bree, liguei para Charlie.
— Oi, Bells.
— Pai, ei — o cumprimentei. — Lembra que comentei que estávamos esperando sair a guarda provisória de Matthew?
— Lembro sim, a audiência seria hoje, não? Algo errado?
— Não, pelo contrário. — Sorri largamente. — Ele já está em casa conosco.
— Isso é bom, Bells, mal vejo a hora de conhecê-lo.
— O que acha de vir para Chicago conhecê-lo?
— Bells...
— Por favor, pai! — implorei. — É aniversário do Matthew no domingo, eu adoraria que você estivesse aqui para a festa. Traga Sue com você, eu reservarei um bom quarto no hotel e pagarei suas passagens de ida e volta. Também quero que Jake venha, pode conversar com ele?
— Isabella, eu realmente não quero viajar.
— Papai, por favor, faça isso por mim. — Desabei sobre o sofá. — Eu preciso muito de você aqui — confessei. — Eu amo a família que construí com Edward, amo a família dele por me terem igualmente como parte dela, mas será muito especial para mim ter meu pai aqui no aniversário do meu filho.
Ouvi Charlie respirar fundo.
— Certo, Bells, eu irei.
— Obrigada, pai, de verdade — agradeci, mais feliz ainda com aquilo.
Nós conversamos por mais um tempo, ele não queria aceitar que eu pagasse o hotel, ou as passagens para ele e Sue, mas acabou cedendo. Por último, eu disquei o número de Renée, ansiosa de como seria falar com ela sobre aquilo.
— Mãe?
— Oi, Bella, como você está? — ela perguntou apreensiva ao me atender.
— Bem, muito bem, na verdade — confessei. — Edward e eu conseguimos a guarda provisória do Matt hoje — contei, Renée permaneceu muda. — Estou nas nuvens com isso, é um dos dias mais felizes da minha vida. — Respirei fundo. — No domingo é o aniversário dele, oito anos, sabe? Esme está começando a organizar algo, nós iremos para um boliche. Você adora boliche, né? Então, eu pensei se você e Phill não podiam vir comemorar com a gente, Bree está vindo, até meu pai vem de Forks, acredita? Gostaria muito que você viesse, mãe.
Nós ficamos em silêncio por um tempo, eu teria pensado que Renée tinha desligado caso não pudesse ouvir sua respiração do outro lado da ligação.
— Oito anos? — ela perguntou por fim.
— Oito anos — confirmei.
— O que ele gostaria de ganhar de presente? — Sorri ao ouvir aquilo.
— Ele vai ficar muito feliz em conhecer a avó materna dele, tenho certeza disso. Eu também, sua presença aqui seria um dos melhores presentes da vida, mamãe.
Eu a ouvi chorar baixinho.
— Você vem?
— Claro, Bella, claro que eu vou. Parabéns, filha.
— Pelo que? — perguntei confusa.
— Você é mãe de novo, não? Uma das melhores mães do mundo, eu tenho certeza disso.
— Obrigada, obrigada, mamãe — agradeci, emocionada com suas palavras, recomeçando a chorar aquele dia. — Eu amo você.
— Amo você também, sempre vou amar, Bella.
***
Esme e Nelly saíram, para cuidarem da festa de Matthew, logo após o almoço. Edward e as crianças não precisaram de muito para seguirem até a sala de estar e ligarem o videogame, os três logo colocando em um joguinho de corrida.
Eu estava acomodada no sofá da sala, os assistindo jogar, enquanto com o notebook no colo cuidava das reservas de quartos e passagens de todos para que fossem para Chicago. Meus pais, Phill, Sue e Jacob deveriam chegar na madrugada de domingo, Bree pela manhã, daria tempo de todos irem para a festa e voltariam para suas respectivas cidades na segunda-feira de manhã.
— Uou, você viu, isso? — Edward gritou quando ele acertou seu carro em um tanque de gasolina no jogo, causando uma grande explosão.
— Faz de novo, por favor! — Matt clamou entusiasmado, eu não achava aquilo muito saudável, mas os garotos pareciam estar delirando com aquela violência toda.
— Qual a graça em tanques explodindo? — Ness deixou o chão, sentando do meu lado no sofá.
— Não me pergunte, filha, os meninos tem uma realidade alternativa na cabeça deles, gostam de coisas bem estranhas. Quer dizer, eles naturalmente já são estranhos.
— Ouvi isso! — Edward gritou, o barulho alto do jogo com certeza já estava o deixando surdo.
— Que tal jogarem algo mais construtivo? — sugeri.
— Just Dance! — Ness clamou empolgada.
Edward olhou para trás, depois de pausar o jogo.
— Mas estamos correndo aqui — reclamou, apontando para a tela.
— Certo. — Deixei o notebook de lado, aproveitando que já tinha tudo resolvido para a ida dos meus familiares para Chicago. — Que tal uma competição? Se eu ganhar de você na corrida, nós jogaremos Just Dance, se você ganhar podem continuar com o joguinho de corrida de vocês. — Edward gargalhou alto.
— Prepare-se para perder, querida!
Cretino convencido.
Sai do sofá, sentando no chão com ele e Matt.
— Filho, posso assumir seu controle? — perguntei para o garotinho, que o passou para mim sem reclamar. — E você, senhor Cullen, irá perder.
Edward riu novamente.
— Isabella, eu vou ganhar.
Ele ganhou, obviamente. Edward não era bom com carros só na vida real, digitalmente também. Eu devo ter batido meu carro umas cinco vezes, o que fazia Matt gritar de animação a cada pancada, eu o tinha pulando ao meu lado, enquanto Ness fazia uma torcida para mim, que aos poucos foi diminuindo quando ficou claro para ela que eu ia perder.
— Porra! — não me contive de gritar quando eu acertei o carro em um tanque de gasolina.
— Você perdeu, querida! — Edward cantarolou, fazendo um High Five com Matt.
— E está devendo um dólar para o pote, mamãe — Renesmee cantou do sofá.
— Quero uma revanche, se eu ganhar além de não colocar dinheiro nenhum no pote, também iremos jogar Just Dance. — Qual é, eu tinha de mostrar a minha filha que mulheres conseguiam ganhar dos homens. Não que eu realmente achasse que aquilo era algo sobre meu gênero, na verdade era sobre eu sempre ter uma péssima coordenação motora que atrapalhava e muito para usar aquele estúpido controle do videogame.
— Que tal você jogar contra a Bella dessa vez, Matt? — Edward sugeriu, passando seu controle para nosso filho, que o pegou sem pestanejar.
— Eu vou ganhar, tia Bella. — Seu tom de voz convencido era idêntico ao de Edward, meu marido percebeu aquilo, pois sorriu cheio de orgulho para o filho.
— Matt ganha até de mim, Bella, você não tem chances — Edward anunciou, ajudando Matt a reiniciar o jogo.
— É o que veremos.
E eu vi, pois perdi novamente.
— Okay, desisto. — Larguei o controle no colo de Edward depois da segunda perda. Ele e Matt riram de mim, fazendo uma dancinha com os braços que era adorável, mas ainda assim ridícula de engraçada, Ness bufou, falando algo sobre garotos serem estranhos.
— Mamãe? — ela falou comigo quando voltei ao seu lado para o sofá, deixando Matthew e Edward voltarem para sua corrida no nível mais difícil do jogo. — Foi até bom você não ter ganhado, agora pode colocar o dinheiro no pote.
— Você é uma garotinha encrenqueira, Renesmee. — Apertei a ponta do seu nariz, ela deu de ombros, sorridente.
— Estou cuidado da preservação das boas maneiras nessa casa — falou de forma toda adulta. — Vai pagar agora ou mais tarde?
— Mais tarde.
— Hum, mais tarde corre o risco de ter juros, mãe.
— O quê? Como...Carlisle te ensinou isso também, né? — Ela assentiu. — Matt, você sabe o que é juros?
— O quê? — perguntou confuso, ultrapassando Edward na corrida.
— Viu? Você só é alguns anos mais velha do que ele, também não deveria saber o que é juros.
— Edward, o que é juros? — Matt perguntou para o pai, ainda confuso.
— É quando alguém mete a mão na sua carteira, fazendo você pagar muito mais do que deve — Edward resmungou.
Matt pausou o jogo, olhando mais confuso ainda para o pai. Edward sorriu para ele, afagando os cabelos de Matthew.
— Não se preocupe, amigo, você ainda é novo, vai aprender sobre juros e todo o resto de matemática financeira em breve.
— Certo — Matt falou desconfiado. — Onde você aprendeu?
— Em Harvard, principalmente. — Edward apontou para o moletom da universidade que ele tinha vestido após o almoço. — É uma universidade, em Boston, foi onde sua mãe e eu estudamos e nos formamos em administração.
— Lá é legal? Vou estudar lá? —Matthew perguntou incerto.
Aquilo me fez pensar que na semana seguinte Edward e eu iriamos resolver tudo para que ele começasse a estudar, na mesma escola que a irmã. Quando nos reunimos com a assistente social aquela semana, ela tinha nos dito que seria bom para Matt entrar na escola, mesmo no fim do semestre, só para começar a se adaptar a rotina escolar e também começar a aumentar seu grau de escolaridade, já que era bem reduzido uma vez que antes das aulas no abrigo, o sistema constava que ele tinha frequentado só um ano de aulas.
— Se você quiser, quando for mais velho — Edward explicou. — Lá pelos seus dezessete, dezoito anos. E sim, é uma universidade muito legal, foi onde eu conheci a Bella. — Ele sorriu apaixonadamente para mim. — Além disso, tem muito o que fazer em Harvard, se for estudar lá vai adorar.
E eu morreria de saudades, pois meu garoto estaria em outro estado por anos.
— Bacana — Matthew disse animado. — Eu quero ir para Harvard. Você também vai, Ness? — perguntou para a irmã, Ness fez uma careta.
— Eu quero ir para uma universidade Califórnia.
— Você quer? — perguntei decepcionada, a única faculdade que eu considerava boa na Califórnia era Stanford, mas ainda assim eu achava que Nessie merecia faculdades melhores como Yale e principalmente Harvard.
— Sim, vou passar o dia na praia! —exclamou cheia de entusiasmo.
— Ei, se você for para a Califórnia vai ser para estudar, mocinha — Edward chamou a atenção dela. — Nada de ficar matando tempo na praia.
— Onde é a Califórnia? É outro país? — Matthew perguntou para Edward, que logo começou a explicar tudo para ele.
— E nada de namorar surfistas — completei as proibições de Edward para Ness, ela me olhou sem entender. — Vá por mim, nada de surfistas.
***
Nada foi capaz de tirar os meninos do videogame, eles estavam simplesmente viciados no joguinho de corrida. Em algum momento Ness simplesmente cansou de assisti-los jogar e foi até o piano tocar, ela fazia aquilo muito bem, mesmo com o barulho de carros e explosões ao fundo era excelente ouvi-la tocando. Eu respondi alguns e-mails do trabalho, mas logo cansei e fui para a cozinha preparar um jantar mais elaborado para todos nós, uma vez que não teríamos a ótima comida de Nelly já que ela continuava fora.
No começo da noite, eu tive de ameaçar confiscar o jogo para fazerem os meninos saírem do mais novo vicio de ambos. Mandei Ness, Matt e Edward para o banho, para que todos nós pudéssemos jantar limpos, já que eu tinha tomado um também depois de preparar a comida.
— Podemos assistir Harry Potter e a Câmara Secreta depois do jantar? — Ness perguntou quando nos reunimos a mesa, Edward estava numa ligação com a irmã.
— Claro.
— Você ainda o acha bonito? — Matt provocou a irmã, fazendo Ness corar muito.
— O que acham de ir ao aquário amanhã? — Edward se uniu a gente, salvando Ness de seu constrangimento.
— Todos nós? — Matt perguntou de boca cheia do macarrão que eu tinha feito.
— Infelizmente não — respondi, vendo Edward limpar o canto de boca sujo de molho de Matthew. — Eu terei de ir trabalhar amanhã, passarei o dia todo fora.
— Mas, tia Rose, Lucy e Anne estarão lá — Edward contou.
— Ela cancelou? Você sabe o que — perguntei a ele, sem mencionar o encontro na frente das crianças, já que seria muito fácil aquilo chegar ao ouvido das minhas sobrinhas e Rose estava as preservando daquilo por hora.
— Está decidindo, por mim cancelava. — Rolou os olhos, voltando-se para as crianças. — Aquário amanhã?
— Aquário amanhã! — os dois gritaram juntos, fazendo com que eu risse, eles gostavam mesmo daquele lugar.
A menção ao aquário fez o passeio de sábado virar o assunto oficial do jantar, as crianças, Edward e eu ficamos relembrando de quando tínhamos ido lá da outra vez e eles faziam planos para o dia seguinte. Eu invejei Edward por poder ir com eles, mas sabia que precisava ir trabalhar e que seria bom ele ter um momento com os meninos.
Como combinado, nós fomos assistir Harry Potter após o jantar. Nós quatro nos acomodamos no maior sofá da sala, Ness sentada junto ao pai, eu sentada entre Edward e Matt, com nosso garoto deitado com a cabeça em meu colo.
Nelly chegou na metade do filme — ela não pode nos dizer nada sobre a festa, já que continuava sendo uma surpresa para as crianças —, nos desejou boa noite e foi para seu quarto dormir. O filme nem tinha acabado, quando Matt pegou no sono e Ness começou a reclamar sobre querer dormir também.
Por sorte eu tinha os feito escovarem os dentes antes de irmos assistir o filme, então pudemos levá-los de uma vez para a cama. Eu fui ajudar Ness a se preparar para a noite, deixando Edward carregar Matt para o quarto dele. Renesmee dormiu logo depois de encostar na cama, vencida pelo sono.
— Ei, querido. — Abracei Edward por trás quando o vi parado junto a cama de Matt, observando nosso menino dormindo.
— Ele está aqui, querida. — Edward tocou em minhas mãos.
— E ele ficará aqui para sempre.
— Até ir pra Harvard.
Eu amava aquela perspectiva do futuro, uma vez que minha vida tinha mudado para melhor quando conheci Edward lá.
***
Amava meu trabalho, mas passar o sábado inteiro, desde as sete da manhã às onze da noite presa no hotel não foi a melhor coisa do mundo. Eu tinha saído cedo de casa, pois fins de semana sempre eram muito turbulentos no hotel, deixando Edward e as crianças ainda dormindo.
Passei o dia recebendo fotos deles, de Rose e das minhas sobrinhas no aquário. Aparentemente eles tinham sido um dos primeiros a chegarem ao aquário e um dos últimos a saírem, mas pareciam estar se divertindo muito.
Do hotel também fui recebendo atualizações da festa de Matt para o dia seguinte, ajudando Esme como podia a distância. E por volta das oito da noite recebi uma mensagem de Rose.
Rose: Tarde demais para cancelar o encontro, eu vou sair com Emmett.
Lhe desejei sorte, torcendo para que aquele encontro fosse realmente melhor do que o dela e James tinha sido.
— Boa noite, menina! — Nelly saudou quando entrei na cozinha, mais de onze da noite, ao chegar do hotel. Eu teria ficado lá para esperar meus pais e os outros chegarem, mas estava exausta, precisava descansar um pouco para o dia seguinte e o aniversário de Matt, eles poderiam se virar sem mim.
— Oi, todos estão dormindo?
— Acredito que sim — ela respondeu, terminando de se servir com uma xícara de chá. — Eles foram ver televisão mais cedo no seu quarto, Edward deve ter os colocado para dormir. Quer um pouco de chá? Comer algo?
— Não, eu comi algo no trabalho, obrigada. Como está tudo para a festa? — Peguei um copo do armário.
— Você vai amar, Matt também, com certeza.
— Ótimo. — Sorri, louca para ver a carinha dele quando visse tudo.
— Vou dormir, descanse também, seu dia obviamente foi puxado. — Ela acenou para mim, seguindo para fora da cozinha depois que lhe desejei boa noite.
Fui até a geladeira, para me servir com água, distraindo-me quando vi o desenho de Matt ali e a lista de motivos de Ness. Sorri, tocando as duas folhas, eu amava tanto aquelas crianças.
Bebi minha água e rapidamente fui para o segundo andar, entrei primeiro no quarto de Ness, vendo o local vazio. O de Matt também estava, o que me fez concluir que eles ainda não estavam dormindo coisa alguma.
Entrei no meu quarto e de Edward, pronta para brincar com eles e mandá-los para a cama, quando vi os três apagados. A TV — que quase não era usava — ainda estava ligada, passando um dos filmes do Harry Potter, mas meu marido e meus filhos com certeza estavam dormindo.
Edward deitado no meio da cama, com Ness de um lado dormindo com a cabeça sobre o peito dele e Matt do outro lado apoiado em seu braço. Era uma cena linda, a mais linda de todas, vê-los ali reunidos era fantástico.
Pensei sobre a lista de motivos da Ness, criando uma parecida.
3 motivos que fazem Isabella Cullen sorrir:
1. Edward;
2. Renesmee;
3. Matthew.
Minha família inteira estava reunida, não tinha estresse que não fosse para o espaço ao tê-los em casa.
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