Nossa Família

6 Capítulo Cinco — Trabalho


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Vivi Sena que recomendou, muito obrigada, linda ♥ Boa leitura! :D

— Capítulo Cinco —

—Trabalho —

Isabella Cullen

Finalizei a reunião, sentindo que minha cabeça ia explodir a qualquer momento. Continuei sentada em minha cadeira na sala de conferências, enquanto a equipe se dispersava para voltar ao trabalho.

— Bella, tudo bem? — Segui o som da voz de Emmett, o subgerente do hotel, sentado a minha esquerda.

Emmett McCarty tinha sido um grande ganho para o hotel seis meses antes, quando nossa antiga subgerente precisou parar de trabalhar por problemas de saúde. Eu estava enlouquecendo com o trabalho duplo, pois não conseguia achar ninguém bom para o cargo, até que Emmett apareceu com seu currículo curto, mas uma grande disposição para aprender.

Então, o contratei como temporário, lhe dando um mês de avaliação, ou o cortaria fora. O homem era bom, ele se dedicou tanto que eu tive de efetivá-lo. Meses depois e ele ainda não tinha me decepcionado.

— Claro, estou apenas cansada.

— Você pode tirar um dia de folga — ele falou, organizando a papelada a sua frente. — Tem trabalhado demais, vai acabar doente assim.

Eu ri, pois seria o oposto, acabaria doente sem trabalhar.

— Não se preocupe, estou bem. — Chequei meu celular, mas nenhuma mensagem de Edward para falar sobre o abrigo, ou Matthew, se encontrava perdida ali. — Ângela?! — chamei por ela, que tirou os olhos do notebook a sua frente. — Eu quero que você priorize qualquer ligação, mensagem, e-mail, ou até sinal de fumaça que possa vir do meu marido hoje. — Levantei de minha cadeira. — Quero ser informada imediatamente de qualquer contato que Edward possa fazer, entendido?

— Sim, senhora Cullen — concordou, fechando seu notebook e seguindo atrás de mim para fora da sala de conferências, repassando minha agenda para o dia.

Ângela era uma jovem de vinte e três anos, muito discreta e leal, eu não daria conta do meu trabalho no hotel sem ela como meu braço direito. Com longos cabelos negros lisos, óculos de grau e que tinha muita energia para me acompanhar.

Foi uma manhã longa, nem mesmo estar ali comandando o hotel para que tudo saísse perfeito era o suficiente para manter minha mente longe dos acontecimentos da noite anterior. Eu não parava de reviver cada momento, cada detalhe daqueles instantes dolorosos.

Precisava saber se Matthew realmente estava bem depois de tudo aquilo, se sua família tinha sido encontrada e quem sabe poder vê-lo. Eu nunca fui o tipo de pessoa emocional, mas a situação dele perfurou minha barreira protetora facilmente.

Eu estava quase pedindo por meu almoço, no começo daquela tarde, quando Ângela veio até minha sala.

— Senhora Cullen, acabo de receber uma ligação da assistente de seu marido, ele a espera para almoçar no restaurante do hotel, para que discutam algo com a senhora Martin.

— Tanya? — perguntei confusa, pegando minha bolsa. O que diabos Edward queria com nossa advogada?

— Sim, senhora.

— Tudo bem, Ângela — concordei. — Anote todos meus recados, eu os terei somente após o almoço, não quero ser incomodada.

Ela assentiu.

Segui até o restaurante do hotel, que já começava a encher devido ao horário, ainda assim não foi difícil localizar Edward e seus cabelos cobre bagunçados. Sentado diante dele a mesa, estava Tanya Martin, prima de Edward. Ela era filha única de Caius, irmão mais novo de Carlisle.

— Você parece que vai explodir — brinquei com Tanya quando cheguei a mesa deles. Ela me lançou um olhar irritado, enquanto comia um pãozinho. Alta, loira e de olhos azuis, Tanya parecia uma modelo, mas grávida de cinco meses de gêmeos, Tanya estava ficando grande.

— Eu acabei de dizer isso a ela. — Edward riu, se levantando para puxar minha cadeira ao seu lado. — Tudo bem, querida? — Apenas assenti, sentando.

— Eu não paro de comer, isso está se tornando uma loucura. — Tanya reclamou, pegando mais um pãozinho. — Mas, sei que não foi por isso que me chamaram aqui, o que posso fazer por vocês? Renesmee se colocou em problemas com a justiça?

— Ainda não — Edward falou.

— Ainda? — O encarei. Quem eu estava querendo enganar, do jeito que ela era isso podia se tornar realidade em alguns anos.

— Qual é? Vamos admitir que isso pode acontecer. — Ele brincou, mas logo ficou sério.

Edward não tinha dormido nada na última noite, até mesmo eu dormi quando deixamos Nessie em nosso quarto. Ela me fazia sentir um pouco mais calma, saber que minha garota estava bem, mesmo com meu emocional destruido sobre Matthew e sua situação, era um tranquilizante para meu coração de mãe. Mas, Edward estava um caco quando acordei, com olheiras e o rosto abatido.

Eu o odiava ver daquele jeito.

— O abrigo só permite visitas com permissão judicial — explicou para mim. — Também não podem repassar informações sobre ninguém.

— Abrigo? — Tanya perguntou confusa do outro lado da mesa.

— Vamos pedir. — Chamei um garçom. — É uma longa história, Tanya — antecipei.

Contei toda a história a ela, enquanto esperávamos sermos servidos, sobre o escândalo da mulher no restaurante, nossa sensibilização sobre o estado de Matthew e como estávamos preocupados sobre ele sendo levado a um abrigo. Todos sabiam que abrigos não eram lugares fáceis de estar, em nenhuma hipótese.

— E vocês querem se certificar de como o garoto está? — Tanya perguntou, começando a comer.

Edward e eu apenas revirávamos a comida em nossos pratos, eu devia estar com fome, mas tão preocupada sobre Matthew como estava, meu estômago parecia minúsculo demais para qualquer comida.

— Sim — Edward respondeu. — Ele estava tão mal, com tanta fome e frio, provavelmente doente e as autoridades sequer prestaram atenção nisso, recusando a levá-lo para um hospital. — Suspirou, fazendo uma careta, afaguei seu braço.

— Nós queremos poder fazer algo por ele — falei, sabendo que aquela não era uma ideia apenas minha. Eu conhecia meu marido o suficiente para saber que ele não tinha apenas seguido meus passos noite passada, que tinha ajudado Matthew tanto quanto eu por querer. — Algum tipo de assistência, talvez? — perguntei a Edward, que assentiu.

— Claro, eu entendo, deve ter sido muito difícil presenciar algo assim e parar de pensar sobre mais difícil ainda — Tanya falou, tocando em sua barriga protetoramente. — Eu posso entrar com um pedido sobre isso, mas provavelmente é algo que levará uns dois dias, se vocês conseguirem ver Matthew já na sexta será muita sorte. — Ela pegou seu celular, começando a digitar ali. — Mas, eu tentarei coletar informações sobre o estado dele ainda hoje, prometo lhes dar noticiais assim que conseguir algo.

— Obrigada Tanya — agradeci, me obrigando a comer um pouco. — Como está Santiago? — perguntei sobre seu marido, querendo tirar minha mente de Matthew um pouco.

— Bem, ele está voltando de Madri no fim de semana — respondeu animada. — Nós estamos começando a preparar o quarto dos gêmeos, está ficando lindo! — Me mostrou fotos no seu celular. A decoração seguia um tema náutico, com certeza ideia do marido dela, que era um velejador.

— Preparada para não dormir? Renesmee não dava descanso — Edward disse.

— Você sabe que logo iremos perder mais noites de sono, não? — o provoquei, ganhando um sorriso gigantesco dele.

— Oh Deus, você está grávida também? — Tanya perguntou empolgada.

— Vamos tentar em alguns meses — esclareci.

— Estamos praticando bastante até lá. — Edward completou, beijando meu pescoço.

— Arg, nojento! — Tanya revirou os olhos. — Isabella, você é tão inteligente, como acabou com o retardado mental que é meu primo?

— Ele é meu retardado mental — brinquei, dando um beijo em Edward, que se animou esticando o beijo.

— Ei, parem com isso, estamos em público.

Eu ri, afastando Edward.

Nós conseguimos nos distrair um pouco durante o resto do almoço, Tanya e eu nos jogamos de cabeça no assunto gravidez. Mesmo de cinco meses, cada coisinha era novidade para ela, fora que para mim era curioso por ela estar esperando gêmeos.

Tanya e Santiago estavam casados há cinco anos, quando decidiram ter filhos depararam-se com o grande obstáculo de problemas de fertilidade, o que levaram a pelo menos dois anos de tratamento e uma fertilização in vitro que resultou nos gêmeos. Ela estava nas nuvens por finalmente estar se tornando uma mãe.

Após o almoço, Edward seguiu comigo até minha sala. E, ainda com ele segurando minha mão, eu podia notar os olhares predadores de mulheres e homens sobre ele.

— Você tinha de ser tão bonito? — indaguei, abrindo a porta da sala para que entrássemos.

— Desculpe-me querida, eu não posso lutar contra tudo isso. — Gesticulou para si mesmo. Revirei os olhos, indicando que ele entrasse. — Pedi que Jessica marcasse a nossa viagem, você já avisou seu pai?

— Não, ainda não. — Fui até minha mesa, checando se tinha algum e-mail novo urgente em meu computador. — Sabe como ele reage. Não preciso de visitas, Isabella! — imitei Charlie, desabando em minha cadeira. — Por favor, prometa que se um dia nós nos separarmos, você não irá perder laços com Renesmee. É uma merda ser uma estranha com meu próprio pai, a única coisa que nos liga é DNA, sobrenome e boxe.

Edward revirou os olhos, sentando na cadeira de rodinhas encostada em um canto, aproximando-se de mim. Puxou meus pés para seu colo, livrando-se dos saltos no chão.

— Isabella. — Começou em um tom de voz sério, massageando meus pés. — Você e eu nunca iremos nos separar, não nos separamos quando você tentou me matar jogando uma mamadeira em mim. — Eu abafei um riso, tínhamos alguns meses de casados, estávamos estressados, eu estava sensível e atirei uma mamadeira de Renesmee nele. — Se sobrevivemos a mamadeiras voadoras, iremos sobreviver a tudo, amor. Quanto a Ness, não se preocupe, eu sei que sou um exemplo não tão bom na maior parte do tempo, mas eu realmente tento me esforçar, prometo que nunca irei perder laço algum com nossa garota.

Tirei meus pés de suas mãos, deslizando em minha cadeira até mais perto dele, nossos joelhos se tocando. Segurei em suas coxas, inclinando-me em sua direção, beijando seus lábios por um segundo.

— Você não faz ideia de quão bom pai e marido é, querido. — Toquei seu rosto. — Além de um homem incrível. — Abri meus olhos, vendo os de Edward sobre mim. — Nem todos iriam fazer o que você fez e está fazendo por Matthew, tivemos todos aqueles exemplos de pessoas inertes no restaurante, apenas agindo como meros telespectadores de uma cena lamentável.

Edward assentiu, tocando em minha mão em seu rosto.

— Acho que você me tornou assim.

— Não, não, você tem seus pais que são pessoas maravilhosas de exemplo, eu não fiz nada.

— Não, Bella, é sério — insistiu. — O que eu era antes de te conhecer? Um garoto festeiro de faculdade que sempre foi encrenqueiro, que nunca dava certo com garota nenhuma e que provavelmente acabaria se tornando um velho mulherengo. Você, desde o momento que te vi naquela aula, sempre me inspirou a ser um cara melhor, seja em cálculo, ou como pessoa. É por isso que te amo, você possui uma força interior imensa. É durona e controladora, mas sempre faz tudo pensando no bem geral.

Eu senti as lágrimas em meus olhos, então Edward segurou em meu rosto, beijando minha testa.

— Está tudo bem, não chore — pediu com sua voz embargada pelo próprio choro. — Não faz ideia de o quanto me machuca vê-la vulnerável, Bella, é como se meu próprio coração estivesse ferido.

— Estou bem. — Inspirei fundo, abrindo um sorriso para ele. — Viu? — Pisquei para Edward. — Nada me abala.

— Claro, minha Mulher Maravilha!

Ele voltou a me beijar, suas mãos caindo do meu rosto diretamente para minhas coxas, infiltrando-se por dentro do tecido. Edward parecia ter um manual do meu corpo, mas com quase dez anos de casamento, era de se esperar que nós dois soubéssemos exatamente como o outro reagia com cada toque.

— Alguém pode aparecer — murmurei quando ele chegou a minha calcinha, seus dedos provocando-me por cima do pano rendado.

— Vamos esperar que isso não aconteça — falou, mordendo meu lábio. — Você precisa de uma ajuda para relaxar. — Encontrei seus olhos, brilhando em malicia. — Sou seu marido, acho que tinha algo em nossos votos sobre cuidarmos do bem estar um do outro, não? Estou apenas cuidando da minha esposa.

Edward encaixou seus dedos no elástico da calcinha, a puxando para longe do meu corpo, a colocando dentro do bolso da sua calça. No momento que seus dedos tocaram minha carne nua, ouvimos as batidas na porta.

— Maldição! — reclamei pela interrupção e por Edward ter começado a tocar meu clitóris.

— Dispense! — Edward exigiu, introduzindo um dedo em minha boceta.

— E-Eu não posso. — Mas meus atos me traíram quando movi meu quadril em direção a sua mão.

— Senhora Cullen? — Ouvi a voz de Ângela do outro lado da porta. — O senador Corigan está chegando, você disse que iria recepcioná-lo pessoalmente.

— Porra, desculpe. — Me afastei de Edward, que ficou com uma carranca em seu rosto perfeito. — Não me olhe assim, eu preciso trabalhar. A merda de um senador está vindo.

— Um senador velho, barrigudo e com cheiro de cigarro. Você está fazendo uma troca estúpida, querida. — Ele se levantou, segurando nos braços da minha cadeira. — Vou fazê-la pagar por isso — sussurrou em meu ouvido, mordendo e chupando o lóbulo da minha orelha. — Começando por sua calcinha, você não a terá de volta até vir buscá-la.

Pude ver o sorriso travesso em seu rosto quando se afastou, caminhando com elegância até a porta.

— Edward, não, não brinque com isso. — O segui, calçando meus saltos.

— Tarde demais, querida. Você escolheu o senador Corigan, eu terei de levar sua calcinha como pagamento por isto.

— Edward...

Calei-me quando ele abriu a porta, revelando uma Ângela corando no instante que o viu. Era o defeito dela, nem mesmo Ângela conseguia evitar reagir daquela forma diante Edward.

— Olá, senhorita Weber! — Edward lançou um sorriso matador a ela, que suspirou baixinho.

Babaca provocador, ele sabia exatamente o que causava nas mulheres.

— O-Oi se-senhor Cu-Cullen — ela gaguejou, arrumando os óculos em seu rosto, podendo ter uma visão melhor do homem a sua frente.

Desculpe, ele é meu!

— Edward, você poderia devolver aquilo agora?! — perguntei a ele.

— Não, querida. — O sorriso matador veio para mim, eu teria uma calcinha molhada se estivesse usando uma. — Você sabe o que tem de fazer para recuperar aquilo. — Enfiou as mãos em seus bolsos. — Até mais, senhorita Weber — despediu-se de Ângela, seguindo pelo corredor da administração do hotel.

— Filho da puta — xinguei.

— Senhora Cullen?

— Sim, Ângela?

Eu não tinha uma maldita calcinha reserva comigo ali, seria uma fofoca grande ir até alguma loja no hotel comprar uma, ou pedir que qualquer um dos meus subordinados fizessem isso. Só me restava passar o resto do dia sem uma calcinha, ou ir até Edward depois que o Senador Corigan estivesse devidamente instalado.

— Perdoe-me falar isso — Ângela sussurrou, recuperando minha atenção. — Mas a senhora tem um marido muito bonito, é uma mulher de sorte.

— Eu sei. — Arrumei minha saia. — Mas ele será um homem morto logo mais.

Sai da minha sala, seguindo caminho para a recepção do hotel. Ditei regras para todos ali, para que tudo estivesse impecável para a chegada do senador. Os políticos e grandes empresários adoravam se hospedar no hotel, então estávamos sempre lidando com eles.

O senador Corigan logo chegou, junto de sua equipe. Era um homem baixo, gordo e como Edward tinha dito, exalava cheiro de cigarro.

— Senador, é um prazer tê-lo no Cullen Hotels mais uma vez! — exclamei quando o cumprimentei com um aperto de mão. — Como tem passado?

— Muito bem, cara, Isabella. — Seus olhos me mediram de cima abaixo, o que odiei. Era mais um velho tarado. — Melhor agora que estou diante a tamanha beleza. — Beijou minha mão.

Nojento!

— E como vai sua esposa, senador? Há tempos não recebemos a visita ilustre de Diana aqui. — Tirei minha mão da dele o mais educadamente possível, pegando o cartão-chave de sua suíte com uma das recepcionistas, o guiando para um dos elevadores junto com dois de seus seguranças.

— Diana vai bem — ele se limitou a dizer, evitando comentar que algumas semanas atrás estava sendo espalhado pela imprensa que ele estava fodendo com a filha de outro senador. Washington D.C era um antro de perversão. — E seu marido, o jovem Cullen?

— Vai muito bem, obrigada. — Entramos no elevador já a sua espera, vazio de outros hospedes, para que o senador e sua bunda grande pudessem ter privacidade. — Muitos negócios em Chicago?

— Uma infinidade deles, mas eu poderia ter uma hora ou duas para desfrutar de sua companhia, quem sabe? Morando tantos anos em Chicago deve ser uma ótima guia. — Voltou a analisar meu corpo.

Respirei fundo, eu queria socá-lo, mas isso estava fora de cogitação. Era um senador, isso tudo arruinaria a reputação do hotel e por tabela a minha. Fora que Edward iria ficar maluco, provavelmente querendo resolver aquilo com suas próprias mãos.

— Meu marido conhece muito mais, Senador, talvez devessem jantar juntos. Além do mais, Edward adoraria conversar um pouco com alguém tão notório para a política de nosso país — falei polidamente, agradecendo pelo elevador exclusivo ser rápido, logo chegando ao andar do nosso destino. — Espero que tenha uma boa estadia, Senador Corigan, nossa equipe estará a suas ordens para qualquer necessidade.

Abri a porta para ele, lhe entregando o cartão de acesso.

— Espero poder vê-la em breve, Isabella. — Sorriu para mim, pegando minha mão e a beijando mais uma vez. — Avise-me se repensar sobre um encontro.

— Eu mandarei o serviço de quarto logo mais — o ignorei, tirando minha mão da sua. — Pense sobre o jantar com meu marido — falei em um tom de aviso ao citar Edward, voltando ao elevador, deixando o homem entrar em sua suíte.

De volta ao térreo, chamei por Ângela.

— Evite ao máximo qualquer contato entre o senador e eu — mandei quando entramos em minha sala, indo até o banheiro lavar minhas mãos bem lavadas, tirando a sensação da boca velha daquele homem de lá. — Eu irei me ausentar. — Olhei meu relógio de pulso, tentando pensar em quanto tempo poderia ter com Edward. — Não sei por quanto tempo — cedi, eu não podia cronometrar meu tempo com ele. — Qualquer coisa repasse ao Emmett.

— Claro — Ângela concordou prontamente.

Deixei o hotel, entrando na torre empresarial que cuidava do Grupo Cullen Hotels. Ser uma Cullen, além de gerente do hotel sede, me dava abertura necessária para entrar ali quando quisesse.

A recepcionista do térreo apenas me entregou uma credencial de visitante, sem pergunta alguma, fazendo com que eu pudesse passar pelas portas e seguranças com facilidade. Tomei um elevador, querendo que ele chegasse mais rápido até o andar onde Edward estava.

Quando pisei ali, vi uma boa parcela das pessoas no andar virarem para me ver. Séria, passei por todas elas, evitando comprimentos tediosos que retardariam minha missão para aquela tarde.

— O seu chefe ficará ocupado por algum tempo, restrinja todas as ligações e adie qualquer compromisso que ele possa ter — falei para Jessica, a secretária de Edward, sem me dar ao trabalho de prestar atenção em seu rosto, ou em suas palavras. Ela era outra que o comia com os olhos.

— Senhora Cullen, o senhor Cullen está em uma ligação importante... — Não ouvi o resto de sua frase, já abrindo a porta do escritório de Edward.

Ele estava sentado em sua cadeira, atrás da grande mesa de madeira cheia de papelada, computador e tudo mais. Não usava o paletó, sua gravata estava frouxa e seu rosto vermelho, enquanto brigava com alguém pelo telefone.

Seus olhos deixaram o papel em sua mão quando ouviu o barulho da porta, olhando para mim surpreso por um instante. Tranquei a porta, então fechei as persianas das paredes de vidro que separavam a sala dele do resto do andar, caminhei até ele, que continuava gritando com algum coitado do outro lado da linha.

Edward ficava tão, tão sexy com raiva.

Por estarmos em um andar alto, sem visibilidade para as pessoas dos prédios da frente por conta das janelas refletivas, não me importei com as persianas da parede atrás de sua mesa. Girei a cadeira dele para mim, enquanto caia de joelhos diante Edward, minhas mãos trabalhando agilmente no cinto de sua calça.

— Não, você foi um completo incompetente — gritou ao telefone, mas seus olhos queimavam sobre mim, o papel em sua mão caindo embaixo da mesa.

Joguei seu cinto no chão, passando a abrir os botões e o zíper de sua calça. Ele arqueou o quadril quando comecei a abaixá-la junto com a cueca, deixando-as amontoadas em seus pés.

— Que se foda, eu não o pago para tentar, sim para conseguir!

Segurei em seu pau, já ficando duro, começando a tocá-lo. Edward respirou fundo, apertando a ponta do nariz.

Joguei meus cabelos para trás dos ombros, colocando minha boca em seu pau. Logo senti Edward agarrar meus cabelos com a mão livre.

Com minhas mãos e boca, comecei a deixá-lo exatamente como queria para tê-lo dentro de mim logo mais. Eu achava que nunca ia ter o suficiente daquele homem, talvez precisássemos de uma segunda vida para acertas as contas.

Suguei a cabeça do pau dele, enquanto tocava em suas bolas, ouvindo Edward esconder um gemido por trás de uma falsa tosse. Sua mão em minha cabeça ajudando em meus movimentos em torno de seu pau.

Afastei-me dele por um segundo, abrindo os botões da minha blusa social, até tirá-la, ficando apenas com meu sutiã na parte de cima do corpo. Edward lambeu os lábios, prendendo o celular entre o ombro e a orelha, enquanto tocava em meus seios por cima da lingerie com a outra mão.

Voltei a chupá-lo logo, querendo mais dele, parando só quando ele ergueu meu rosto para cima usando a mão enrolada em meus cabelos.

— Eu ligarei de volta para você amanhã — falou para a pessoa no telefone, o desligando e jogando sobre a mesa. — O que veio fazer aqui, Isabella?

— Apenas vim recuperar o que me pertence, querido. — Continuei o tocando, lançando um sorriso desafiador a ele.

— Sua calcinha?

— Não, você. — Chupei seu pau mais uma vez, então fiquei de pé, abrindo o zíper lateral da minha saia, jogando-a longe, ficando em meus saltos. — Quero que me foda sobre sua mesa — sussurrei no ouvido de Edward, que tinha uma mão massageando meu seio esquerdo, sem perder tempo retirando o sutiã, enquanto a outra tocava em minha boceta molhada.

— Curve-se! — ordenou.

Imediatamente fiz aquilo, debruçando-me sobre a mesa, ficando por cima de papéis recheados com as contas do Grupo Cullen. Senti as mãos de Edward em meus quadris, enquanto o pau dele abria caminho para dentro de mim.

— Era isso que você queria? — perguntou, ainda sem se mexer, deslizando uma de suas mãos por minhas costas.

— Sim — gemi, então Edward saiu, voltando devagar a me preencher. — Você consegue melhor do que isso — o provoquei.

Saiu novamente, suas mãos segurando com mais força em minha pele, entrando em mim em um único movimento. Um gemido alto escapou por meus lábios, fazendo com que eu ganhasse um tapa de leve em minha bunda.

— Não pode ser escandalosa aqui, querida, eu odiaria que descobrissem o que estamos fazendo.

— Eu tenho certeza de que eles já sabem — falei, movendo-me para trás, buscando por mais de Edward.

— E como se sente sobre isso? — perguntou, sua mão voltando a passear por meu corpo, alcançando meu clitóris, tocando-me com sabedoria.

— Me sinto vigiada, como se eles pudessem nos ver e ouvir. Isso torna tudo mais quente. — Agarrei algumas folhas, quando minhas palavras deixaram Edward louco, fazendo com que ele passasse a meter com mais vontade ainda dentro de mim.

Foda-se, nós adorávamos joguinhos sujos vez ou outra.

— Você é uma mulher perigosa, Isabella. — Ele se curvou sobre mim, sussurrando em meu ouvido. — Eu deveria algemá-la e mantê-la presa, pois tenho certeza de que é um perigo para a sociedade.

— Eu gostaria que você me algemasse. — Virei meu rosto, capturando seus lábios nos meus, mordendo seu lábio inferior.

Quando Edward eu gozarmos, ele veio distribuindo beijos em meus ombros e costas. Eu gemi mais uma vez, alto, o obrigando a tapar minha boca.

— Adoro quando conseguimos fugir do trabalho — sussurrei, ainda sobre a mesa, com Edward curvado sobre mim, seu rosto na curva do meu pescoço. — Adoro ainda mais quando você me fode na sua mesa, devemos levá-la para casa.

Sempre que conseguíamos algum tempo de folga ao mesmo tempo, ele fugia para minha sala no hotel, ou eu para a dele na torre da empresa. Quando estávamos realmente ousados, pegávamos um quarto livre no hotel para nossas escapadas no meio do expediente.

Ele riu em meu ouvido, puxando-me para trás, sentando em sua cadeira, aninhando-me contra si.

— Você pode ter sua calcinha agora.

— Eu realmente posso! — Depositei um beijo no canto de sua boca, antes de sair de seus braços e pegar minha calcinha em sua calça, juntar o resto das minhas roupas e ir fazer uma visita ao seu banheiro privativo.

Quando sai de lá, Edward já estava vestido, pegando algo debaixo da mesa.

— Você precisa de ajuda quanto a isso? — perguntou, colocando o papel junto a tudo que amassamos, terminando de abotoar minha roupa. — Vamos, eu a levo até o elevador.

— Seu cabelo está gritando sexo! — declarei, passando a mão pelos fios rebeldes, na inútil tentativa de contê-los.

Juntos, Edward e eu deixamos sua sala, nos deparando com alguns olhares sobre nós. Mas, eu podia ter o andar inteiro cochichando sobre nós dois, menos uma pessoa em especial.

— Oi Jasper, tchau Jasper!

— Olá Bella, eu não sabia que era dia da esposa no trabalho. — Seus olhos saíram de mim para Edward.

— Contenha-se, Jasper — Edward falou. — Você trouxe toda a papelada que pedi? — Pegou uma das pastas na mão de Jazz.

— Claro, nós estamos aqui para satisfazê-lo, chefe. Não é mesmo, Bella?

Eu não tive tempo de falar ou fazer nada, com Jessica se aproximando, uma expressão intrigada em seu rosto.

— Senhor Cullen, eu achei algo sobre Laurent Stevens.

Meus ouvidos se aprumaram com as palavras dela, enquanto a via entregar uma folha para Edward. Eu li junto dele, meu peito apertando ao perceber a extensão de tudo que falava ali.

Era uma ficha policial, de antecedentes criminais. Laurent tinha passagens pela policia, desde violência doméstica a tráfico de drogas, sendo a última prisão na tarde do dia anterior.

— Edward — murmurei assustada.

— Ligue para Tanya agora mesmo, senhorita Stanley — ele exigiu. — Diga que eu preciso de informações sobre Matthew Stevens ainda hoje.

— Sim, senhor — ela se afastou.

— O que está acontecendo? — Jasper perguntou confuso.

Edward apenas me guiou de volta para sua sala, Jasper entrando com a gente.

— Laurent Stevens é o pai do garoto que conhecemos— Edward disse ao amigo, obviamente já tendo conversado sobre Matthew com Jazz mais cedo. — Ele acumula algumas prisões em seus vinte e sete anos de vida, ele foi preso ontem por tráfico de drogas — contou, estralando os dedos freneticamente.

O telefone na mesa de Edward tocou, então ele o atendeu rapidamente, colocando no viva voz.

— Senhor Cullen, estou repassando a ligação da senhora Martin — Jessica anunciou, um bipe depois tínhamos a voz de Tanya soando pelo aparelho.

— Edward, acalme-se, okay? — ela pediu. — Acho que já falei mais com você hoje do que em nossos trinta anos de vida.

— Nós acabamos de descobrir que o pai de Matthew foi preso, queremos saber se o menino está realmente bem, Tanya — Edward ignorou o pedido dela.

— Eu acabei de finalizar a ligação com uma secretária do abrigo, Matthew está bem, um médico deve visitar o local amanhã para avaliação médica de todos os internos na instituição. Não há nada que você, ou Bella, possam fazer até que o juiz conceda uma permissão de visita, apenas esperem mais um pouco. Eu preciso voltar ao trabalho agora, Edward, manterei você informado de qualquer novidade. — Desligou.

Edward socou a mesa, irado com aquilo. Eu o entendia, sentia-me de mãos atadas diante a realidade de Matthew.

Notas finais
Como eu amo esses dois :3 Vejo vocês nos comentários, beijos! Lola Royal. 24.10.16