Nos Dê Uma Chance - Concluída
30 Surpresa - Fim da primeira fase
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
— Eu não menti e não fingi, eu realmente senti algo por você quando nos esbarramos pela primeira vez. Ainda não era amor, comecei a te amar quando você veio morar comigo e começamos a nos conhecer melhor. Sobre o dinheiro, como você sabe, minha família tem posses, isso eu sempre deixei claro, os meus pais tem muito dinheiro. Ed e eu herdamos parte da fortuna do nosso avô paterno, eu não ia mexer na minha parte, nunca fiz questão, eu amo o meu trabalho, você sabe disso. Acontece que eu usei o meu dinheiro que estava na minha conta para comprar esta casa. — Começou a explicar.
— Mas você disse ao telefone que está me ajudando para limpar a barra do seu irmão. — Falei magoada.
— Não é bem assim, no começo foi por pena, não nego. Eu não podia te desemparar, eu precisa fazer algo, eu podia, e foi o que eu fiz. Não fiz nada disso para limpar a barra dele. Eu fiz isso por você e por essa criança que você carrega, nós sabemos que ela é inocente, não tem culpa de nada. — Falou olhando em meus olhos.
— Não somos responsabilidade sua. Eu nunca te pedi nada. — Eu disse ainda chateada.
— Sei disso... Sinto muito pelo que ouviu...
— Você parecia lamentar. Como se estivesse arrependido, preso a mim. Explicando para o seu amigo Brad como se eu fosse um peso que...
— Pelo amor de Deus, Sam! Não é nada disso! Eu amo você como nunca amei outra mulher. Essa criança ainda nem nasceu, e eu a amo como se fosse minha. Por favor, acredite em mim. — Implorou.
— Eu não sei, Freddie... — Meus olhos marejaram.
— Eu posso provar o meu amor. O que quer que eu faça? — Parecia desesperado.
— Se você me ama mesmo, você vai me dar um tempo. Preciso de espaço, de um tempo para pensar. Estou confusa. Nem sei o que realmente sinto por você. — Fui sincera.
— Está bem. Vou arrumar minhas coisas. Leve o tempo que for preciso. — Concordou.
Ele fez a minha vontade, saindo de casa. Eu realmente precisava pensar. Entender meus sentimentos.
[...]
2 semanas depois...
P.O.V Da Melanie
— Não dá mais, eu não posso mais ficar com você. Não desse jeito, em segredo. Escondendo tudo da minha família. Não é justo comigo, nem com a Sam, e nem com nós dois... Sinto muito, eu não...
— VOCÊ NÃO VAI ME DEIXAR, VOCÊ NÃO PODE ME LARGAR ASSIM! VOCÊ É MINHA E EU NÃO VOU PERMITIR QUE VÁ EMBORA! — Gritou me assustando.
— Vou embora, Ed. Vou morar com a minha mãe. — Avisei.
— Não! Você não vai pra canto algum! — Puxou as minhas malas e as jogou em cima da cama.
— Ei, para com isso! — Pedi.
Saquei meu celular para chamar um carro por aplicativo.
— Eu já disse que você não vai, porra! — Tomou meu celular e o arremessou contra a parede.
— Por quê você fez isso? — O olhei indignada.
Ed foi até a porta, passou a chave e a guardou no bolso, nos trancando no quarto.
— Me devolve essa chave, me deixa ir! — Avancei nele.
— Seu lugar é aqui comigo, Melanie! — Ele segurou meus pulsos.
— Por favor... — Choraminguei.
— Não adianta chorar! — Avisou.
— Me solta! — Pedi e ele aumentou o aperto.
— Você é minha! — Não parecia o Ed que eu conhecia.
— SOCORRO! — Comecei a gritar.
— Ninguém vai te ouvir, meu amor. — Sorriu irônico.
— ALGUÉM ME AJUDA! SOCORRO! — Eu berrava e me debatia.
— CALA A PORRA DA BOCA! — Me empurrou.
Caí no chão acarpetado.
— Me deixa ir... Isso é crime... Você não pode me manter trancada. — Me rastejei para longe dele.
— É para o seu bem, meu amor, vou cuidar de você... — Se abaixou ficando de cócoras.
— Quem ama não faz esse tipo de coisa, Ed. — Eu estava apavorada.
— Não chore, vem cá, eu não vou te machucar. — Como eu podia acreditar nele?
— Não, você é doente. — Me encolhi no chão, abraçando meu corpo.
[...]
3 dias depois...
— Coma. — Empurrou a bandeja para mim.
— Não quero. — Eu me recusava a me alimentar.
— Não complique as coisas, Mel. — Suspirou.
— Então, me deixei ir embora. — O encarei suplicante.
— Não posso. — Pegou a bandeja com o meu almoço e o suco.
— Juro que não direi nada a ninguém. Não faz isso comigo, Ed. — Supliquei.
Ele levantou me ignorando e saiu do quarto. O apartamento estava todo trancado. Não tinha como fugir. Eu estava presa ali com ele. De noite, o Ed nos trancava no quarto.
Me arrependi. Como pude voltar com ele? Parte da culpa era minha. Eu comecei a me odiar por aquilo.
Horas depois...
— Você disse que não iria me tocar... — Me encolhi empurrando sua mão.
— Não adianta negar, você gosta... Você me ama e isso tudo te excita. — Suspendeu minha camisola e desceu minha calcinha.
— Eu não quero, isso não é verdade. — Fechei os olhos.
— Não é o que seu corpo diz... Sempre pronta para mim, meu amor. — Afastou minhas coxas e foi me penetrando.
Cravei as unhas nele, gemendo alto.
— Você é tão perfeita, tão minha... — Acariciou meu rosto.
— Ohhh... — O senti bem fundo.
Eu não conseguia pensar direito. Meus pensamentos ficaram nublados. Eu só sentia prazer. Aquilo era errado. O que estava acontecendo comigo?
Após o sexo intenso, ele caiu exausto e pegou no sono.
Esperei uns minutinhos. Me troquei com cautela. Comecei a procurar a chave. Vasculhei o quarto inteiro.
— Está no banheiro. — Sua voz me paralisou. — No armário, dentro do potinho marrom. — Sentou na cama. — Pode ir. — Me libertou.
Corri para o banheiro. Ainda desconfiada. E lá estava a chave do quarto.
Arrumei as malas sob o seu olhar. Parecia arrasado.
— Perdoa? — Pediu.
— Talvez um dia... — Murmurei.
— Sei que me ama, se não me amasse, não teria feito amor comigo. — Abriu um sorrisinho triste
Fui embora sem me despedir... No fundo, eu sabia que aquilo era verdade.
[...]
5 dias depois...
P.O.V Da Sam
— Eu sabia que estava aprontando alguma, Shay! — Olhei para a morena que tinha um sorriso enorme.
Carly, Gibby, mamãe e Melanie estavam no apartamento da morena. Olhei para os balões roxos e brancos enfeitando a sala. A mesa posta com um bolo bem caprichado, docinhos e salgadinhos.
— Obrigada, vocês são demais! — Mel chorou agradecida.
Era o nosso aniversário. Carly havia preparado uma festinha surpresa.
— Eu amo vocês, loiras! — Nossa amiga nos abraçou.
Senti meus olhos marejarem. A gravidez me deixava toda emotiva.
— Obrigada, amiga. — Beijei seu rosto.
Gibby estava tirando fotos, registrando tudo. Mamãe apenas sorria, nos olhando.
A campainha tocou.
— Eu o convidei. Espero que não se incomode. — Carly se afastou indo atender a porta.
A porta foi aberta. O Benson entrou no meu campo de visão. Meu coração disparou e minhas pernas ficaram bambas.
Ele estava tão lindo... Na verdade, ele era lindo.
— Boa noite. — Sorriu, e que sorriso.
O pessoal os cumprimentou. Continuei parada, meus olhos cravados nele.
Freddie entrou carregando uma caixa mediana vermelha com um laço amarelo, e um embrulho rosa. Dois presentes.
Sorriu para mim. Meu coração estava quase saltando pela boca.
Eu não podia negar. Fiquei feliz por vê-lo.
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