Nos Dê Uma Chance - Concluída
31 Presente especial
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
— Parabéns. Espere que goste, comprei com carinho. Tive uma ajudinha especial. — Freddie entregou o embrulho rosa para a Mel e piscou para Carly.
— Muito obrigada. — Ela agradeceu com um sorrisão, parecia surpresa.
— Disponha. — Eles se abraçaram, foi um abraço curto e desajeitado.
Em seguida, Freddie caminhou até a mim trazendo a caixa vermelha com o laço amarelo.
— E esse é para você. Parabéns, Sam. — Me entregou o presente.
— Obrigada. — Peguei a caixa mediana com cuidado.
O Benson me encarou sorrindo, parecia um pouco acanhado. Fui eu quem encurtou a distância entre nós e o abraçou.
— Senti sua falta. — Seus braços fortes e calorosos me envolveram.
— Também senti a sua. — Inspirei seu perfume, sentindo o toque de seu sabonete e de sua loção para barbear.
Meu coração ainda batia disparado quando nos separamos, rompendo o abraço. Nos encaramos e sorrimos, ele também estava feliz, eu podia ver através de seu olhar.
— Me deixe guardar isso. — Carly se ofereceu para guardar meu presente. — Vocês precisam colocar a conversa em dia. — Intercalou os olhares entre nós, estava super contente.
Claro que tinha o dedo dela no meio daquilo. A Shay amava bancar o cupido.
— É melhor a gente sentar. — Sugeriu e eu assenti me deixando ser conduzida por ele até o sofá. — Como você está? — Perguntou após sentarmos.
— Estou bem e você? — Me acomodei no sofá.
— Estou bem, melhor agora para ser sincero. Estou feliz por estar aqui. — Deu mais um daqueles sorrisos lindos.
— Também estou feliz por vê-lo. — Admiti.
— É muito bom ouvir isso. Pensei que não iria mais querer me ver após...
— Não quero mais falar daquela noite... Eu pensei bastante, Freddie. Foi bom esse afastamento, eu realmente precisava refletir. E já tomei a minha decisão... — Peguei sua mão esquerda.
O Benson me olhou ansioso, seus dedos roçaram nos meus numa suave carícia... Eu ainda estava um pouco nervosa com a sua presença e não era aquele nervoso ruim. Aquela sensação do friozinho na barriga já era algo mais familiar.
Freddie mexia comigo e eu não podia mais negar a mim mesma.
— Não quero mais ficar longe de você. — Por fim, falei.
Ele abriu um sorriso radiante.
— Nem eu. Obrigado por estar me dando essa chance. — Beijou minha mão com carinho.
[...]
Eles cantaram parabéns para nós, Melanie e eu cortamos o bolo. Mamãe nunca fez uma festa de aniversário para nós. Desde os meus 7 anos de idade, sempre comemorei a data do meu aniversário soprando duas velinhas sobre um Cupcake junto com a Mel. E quando conheci a Carly aos 13 anos, tudo mudou.
Carly Shay ser tornou uma irmã para mim. Jamais serei capaz de esquecer tudo que ela fez por mim.
— O meu primeiro pedaço de bolo vai para a minha querida irmã de coração. — Entreguei o pratinho com uma fatia de bolo de morango com cobertura de brigadeiro.
— Own, amiga. Muito obrigada. — Me abraçou de lado.
— Eu que devo agradecer a você que tem sido o meu porto seguro durante todos esses anos. Você sempre me ajudou e esteve comigo até nos meus piores momentos. E em certos momentos você cuidou de mim como se fosse uma mãe. Você nunca me deixou na mão, Carls. Você é tipo de amiga leal que nunca decepciona, por isso sou grata por tudo. Tenho orgulho de ser sua amiga e obrigada por sempre cuidar de mim... Te amo. — Falei emocionada, Carly já estava chorando.
Nos abraçamos e fomos aplaudidas.
— Eu também te amo, Sammy. — Afagou minhas costas.
[...]
P.O.V Do Freddie
— Foi muito emocionante tudo que disse para a sua amiga. Ela com certeza tem muito orgulho de você. — Comentou quando estávamos indo à caminho de casa.
— Carly foi um presente de Deus em minha vida. — Falou.
— E você é o presente de Deus na minha vida. — Fui sincero. — Você e essa menininha que está carregando no ventre. — Ressaltei.
— Já tive emoções demais por essa noite, não me faça chorar. — Sorriu.
— Poxa, agora que eu ia me declarar para você... — Usei meu tom manhoso.
— Você já se declarou. — Disse risonha.
— Eu poderia fazer de novo, todos os dias, até você cansar de...
— Que tipo de homem se declara todos dias para a mesma mulher? — Me interrompeu.
— O tipo de homem romântico e loucamente apaixonado. — Respondi.
— Então, você está mesmo...
— Não quero ter essa conversa aqui dentro do carro. — Eu disse.
— Por quê não? — Indagou.
— Porque no momento eu só sinto vontade de parar o carro e te beijar! — Confessei.
— E por quê não o faz? — Quis saber curiosa.
Não pensei duas vezes, desacelerei e guiei o carro indo estacionar em frente à uma doceria fechada. Eu era bom no volante e sabia estacionar com maestria.
Me livrei do cinto de segurança e olhei para a Sam que me olhava surpresa, os olhos levemente arregalados e os lábios entreabertos.
Ela ansiava aquele beijo tanto quando eu. Me curvei encurtando a pequena distância entre nós. Quando nossos lábios se tocaram, ela suspirou e relaxou se entregando, me permitindo beijá-la com amor e carinho, da maneira que ela merecia.
As mãos pequenas e macias foram para a minha nuca. Suas carícias me faziam arrepiar. Ter aqueles lábios cheios e macios contra os meus junto com o gosto adocicado de sua boca era a melhor sensação.
Aprofundamos o beijo prologando-o o máximo possível.
Eu estava muito feliz por tê-la em meus braços novamente.
[...]
— Por quê não passa a noite aqui? — Sam me encarou, seu rosto estava corado e seus olhos brilhando.
Eu sabia que não havia segundas intenções em suas palavras. Eu jamais pressionaria. Sam estava emotiva e agindo sob os hormônios de grávida, o que a tornava imprevisível.
— Prometo que venho amanhã cedo. — Recusei seu convite para passar a noite ali com ela, dormindo ao seu lado.
— Está bem. — Soou um pouco desapontada. — Boa noite. — Disse quando a levei até a porta.
— Me promete que vai abrir o presente só amanhã quando eu chegar? — Pedi.
— Prometo. — Jurou.
— Okay. Durma bem. Até amanhã. — Segurei seu rosto e lhe dei um selinho.
— Até. — Se despediu e eu sorri, me afastei dela sabendo que seu olhar me seguiria até o carro.
Cheguei em casa às 21h:44min. Meu celular vibrou em meu bolso. Destranquei a porta, entrei sacando o aparelho, assim que desbloqueei a tela, me deparei com uma mensagem da loira.
Sam: Me avisa quando chegar.
Freddie: Acabei de chegar.
Sorri com a coincidência.
Sam: Já vai dormir?
Freddie: Não. E você?
Sam: Estou sem sono.
Freddie: Quer conversar até o sono chegar?
Sam: Sim.
Sorri com sua resposta.
Freddie: Posso te ligar?
Sam: Claro!
Liguei para ela e conversamos até às 23h:42min. Dormi super contente sabendo que assim como eu, Sam estava ansiosa para que eu voltasse pra casa.
[...]
No dia seguinte...
Toquei a campainha, eu não tinha ido embora levando todas as minhas coisas, e lá estava eu em frente à porta com minha única bagagem contendo algumas peças de roupa e ítens de higiene pessoal.
Prometi que chegaria cedo e cumpri com o combinado.
Sam sorriu radiante assim que abriu a porta.
— Espero que esteja com fome. — Me abraçou.
— Estou faminto. — Falei.
— Fiz o seu bolo preferido para o café-da-manhã. — Ela queria me mimar?
— Obrigado. — Lhe dei um selinho.
— E agora, Freddie? — Perguntou quando entrei.
— E agora o quê? — Não compreendi.
Ela sorriu ficando corada.
— O que nós somos? — Seus olhos azulados me fitaram.
— Me responda assim que abrir o presente. — Acariciei seu rosto.
— Posso abrir agora? — A caixa vermelha estava em cima da mesinha de centro.
— Deve. — Assenti.
Sam sorriu animada e se apressou indo pegar o presente. Ela sentou no sofá e desamarrou o laço. Tirou a tampa e retirou o ursinho marrom de pelúcia com um lacinho no pescoço, segurando a plaquinha:
"Aceita namorar comigo, princesa?"
— Sim, aceito. — Me deu a resposta que eu tanto queria ouvir.
Sam abraçou o bichinho de pelúcia e levantou sorrindo, vindo para os meus braços.
— Prometo que vou fazer essa chance que você me deu valer a pena. — A beijei com carinho, selando aquela preciosa promessa.
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