Nos Dê Uma Chance - Concluída
22 Reencontro desagradável
Notas iniciais
P.O.V Da Melanie
— Como estou? — Perguntei dando uma voltinha.
— Linda como uma princesa. — Ed respondeu após me analisar da cabeça aos pés.
Eu havia escolhido um vestido cor de creme com mangas longas rendadas, calcei um lindo par de sandálias douradas de salto com detalhes em pedrarias. Passei apenas rímel e batom vermelho-bordô, e um pouquinho de brush para dar uma corzinha no rosto. Coloquei uma tiara prateada simples com imitação de pequenos cristais e passei o perfume que ele me deu.
Edward estava impecável, o cabelo liso penteado para trás. Camisa social de cor lavanda, calça jeans preta e sapatos sociais marrons. Ele colocou um blazer preto ao meu pedido e ficou tão sexy.
— Você já ligou para o restaurante? — Perguntei me olhando no espelho para ver se não faltava nada.
O colar de ouro com um belo pingente em formato de Diamante era uma linda jóia e ficava muito bonito em mim.
— Liguei. Eles vão entregar a comida e a sobremesa em uma hora. — Me abraçou pela cintura e inalou meu perfume, roçando o nariz no meu pescoço.
— Temos tempo de sobra para uma rapidinha. — Apertou meu seio direito e mordiscou meu lóbulo.
— Oh, não. Não! Eu demorei para encontrar esse vestido. Demorei para me arrumar e eu não quero que bagunce o meu cabelo. — Fitei as minhas madeixas onduladas jogadas por cima dos ombros.
— Prometo que não vou tocar no seu cabelo. — Levantou meu vestido e apalpou as laterais da minha calcinha.
— Ed, não! — Agarrei a penteadeira branca e o encarei através do espelho. — Agora não! — Falei.
— Eu ainda não te senti hoje. Por favor, eu necessito disso... Preciso estar dentro de você agora... — Desceu minha calcinha e desabotoou a calça com rapidez.
— Não amasse meu vestido... — Empinei segurando a barra do vestido acima da cintura, apoiei uma das mão na pentedadeira, mantive o vestido levantado com a outra.
— Você já está pronta para mim? — Beijou meu pescoço e afastou minhas pernas.
— Estou... — Assenti.
Meu corpo já estava ficando em chamas. Me equilibrei sobre os saltos. Me senti ainda mais molhada quando o senti roçando em minha intimidade...
— Por favor... — Empinei mais, sentindo-o quase entrar em mim.
— Calma, minha linda... — Se posicionou e me invadiu lentamente. — Adoro te comer nessa posição. Você é muito apertada, amo sentí-la esmagando meu pau... Nunca é o bastante. — Iniciou as investidas. — Nunca vou me satisfazer por completo... Com você, sempre irei querer mais e mais... — Estocou com força.
Inclinei e tive que me segurar firme na penteadeira. Ele segurou meu vestido acima da cintura para eu apoiar a outra mão...
— Ahhn, Ed... — Ele estava indo bem fundo, me preenchendo e me alargando.
— Isso! Continue gemendo. Chama o meu nome! — Disse com a voz dopada de desejo. — Oh, porra! Você está encharcada... — Não quero suar... Agora vou te chupar todinha. — Se retirou me deixando na vontade e me virou, sentando-me na penteadeira.
Abriu minhas pernas e se abaixou, me abocanhando com vontade. Sua língua quente e úmida deslizou por meu clitóris. Gemi alto sentindo minhas pernas ficarem bambas. Eu estava perto. Ed sugou meu clitóris e me chupou com força, agarrei seus cabelos.
— Oh, Ed... Eu... Eu... — Estremeci sentindo o calor no baixo ventre se espalhar. — Amor... — Choraminguei quando ele me mordiscou e girou a língua.
Suas mãos agarraram minhas coxas com firmeza. Ele me penetrou um dedo e continuou me chupando. Me puxou para a beira da penteadeira. Gemi seu nome. Meu dedos bagunçaram seu cabelo macio. Com um gesto rápido, meu moreno me virou, me deixando de costas para ele, os pés tocando o piso...
— Edward! — Estremeci quando ele enfiou o dedo molhado na minha outra entrada. Ele me estocou três vezes e eu amoleci.
Gritei quando os espasmos fortes tomaram conta do meu corpo. A palma da sua mão esquerda estava contra minha intimidade. E um de seus dedos da mão direita estava estimulando-me por 'trás'.
— Oh, Melanie, você fica tão linda gozando... — Retirou o dedo. — Na próxima vez, eu vou afundar o meu pau bastante lubrificado em você, prometo que vai gostar... — Sorriu malicioso e beijou meu pescoço. — Agora me alivia, me chupando bem gostoso. — Mordiscou meu lóbulo direito.
[...]
P.O.V Da Sam
— Você está muito ansiosa, não é mesmo? — Acariciou meu rosto.
— Estou. Quero muito ver a minha irmã e conhecer o namorado dela. — Afirmei já pronta.
Freddie era prático assim como eu, só demorou um pouco arrumando o topete. Ele estava lindo usando aquela camisa branca, o blazer cinza e a calça jeans de lavagem escura, ele decidiu ir de sapatênis básico.
Eu estava usando um vestido cor salmão, ele era justo no busto e solto em baixo, com saia rodada. Nunca gostei de decote ou roupa curta. O comprimento estava bom, um pouco acima dos joelhos. Ele era de alcinhas e se moldou ao meu corpo ressaltando a minha barriga um pouco aparente. Coloquei minhas sapatilhas cor de creme.
Prendi meu cabelo para o lado com um bonito broche dourado em formato de flor e passei um pouco de maquiagem. Lápis de olho e batom rosa-claro para dar uma corzinha aos lábios.
— Então, vamos? — Estendeu o braço.
— Vamos. — Assenti. Decidi levar uma bolsinha com alças transpassadas.
Melanie havia me enviado o endereço. Ela não gostava de atrasados. O Freddie era um bom motorista. Mandei ele ligar o rádio.
Eu simplesmente amava a música que começou a tocar.
"Quando chegar o amanhã
Estarei por conta própria
Me sentindo assustada com as coisas que não conheço
Quando o amanhã chegar
Amanhã chegar
Amanhã chegar"
Comecei a cantar bem baixinho.
"E mesmo que a estrada seja longa, olharei para o céu
No escuro, descobri a esperança perdida de que não voarei
Eu canto junto, canto junto
E eu canto junto"
Freddie olhou para mim e sorriu. Logo senti meu rosto esquentar.
"Eu tenho tudo o que preciso quando você está comigo
Eu olho à minha volta, e vejo uma vida boa
Estou presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, você me guia pela noite"
Encostei minha cabeça no ombro dele e fechei os olhos.
"Meu coração dispara quando você ilumina meus olhos
Não dá pra mentir, é uma vida boa
Presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, me guia pela noite"
Suspirei e senti vontade de chorar. Tudo me deixava emotiva. Aquela música era linda. E de certa forma refletia os meus sentimentos...
"Pois você é minha lanterna
Minha lanterna
Você é minha lanterna
Eu vejo sombras lá embaixo das montanhas
Não tenho medo quando a chuva não para
Pois você ilumina meu caminho
Ilumina meu caminho
Você ilumina meu caminho"
Freddie era a luz na minha vida. Ele me mantinha protegida. Era como um anjo para mim. Um lindo anjo de olhos cor de chocolate derretido.
"Eu tenho tudo o que preciso quando você está comigo
Eu olho à minha volta, e vejo uma vida boa
Estou presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, você me guia pela noite"
Eu poderia confiar nele de olhos fechados. O moreno cuidava de mim. Eu não poderia negar, eu tinha uma vida boa ao lado dele.
"Meu coração dispara quando você ilumina meus olhos
Não dá pra mentir, é uma vida boa
Presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, me guia pela noite (Luz, luz, luz, você é minha lanterna)"
Foi inevitável não me sentir emocionada com a letra. Ela descrevia o que eu estava sentindo em relação ao Freddie.
"Eu tenho tudo o que preciso quando você está comigo
Eu olho à minha volta, e vejo uma vida boa
Estou presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, você me guia pela noite"
Ele fazia de tudo para eu me sentir bem. Ele era tão carinhoso, fofo e cuidadoso comigo. Ele me manteria segura, eu podia confiar nele. Pois ele havia me mostrado que nem tudo estava perdido para mim. Que havia luz por trás da escuridão...
"Meu coração dispara quando você ilumina meus olhos
Não dá pra mentir, é uma vida boa
Presa no escuro, mas você é minha lanterna
Você me guia, me guia pela noite"
Cantei aqueles vezes em voz alta e mantive minha cabeça apoiada no ombro dele.
"Pois você é minha lanterna
Minha lanterna
Você é minha lanterna
Você é minha lanterna
Você é minha lanterna
Você é minha lanterna"
Cantei os últimos versos e ergui a cabeça. Olhei para o moreno. Ele me olhou e sorriu, os olhos dele estavam brilhando. Retribuí seu lindo sorriso.
— Também gosto dessa música. — Comentou.
— Agora ela tem um significado especial para mim. — Falei.
— Ah, é mesmo? — Perguntou.
— Sim. — Me ajeitei direito no banco. — Eu não tinha uma lanterna, agora tenho... — Confessei.
— Fico feliz em saber disso. — Disse, emocionado.
[...]
P.O.V Do Freddie
Chegamos ao prédio que ficava num bairro muito conhecido em Seattle. Aquele bairro era repleto de boas locações, prédios residenciais sofisticados, Lofts, bares, lojinhas, cafeterias e elegantes bistrôs.
Belltown era um bairro bonito, muito procurado para se morar e visitar.
Abri a porta para a Sam, o estacionamento era enorme. Pelo visto a irmã dela e o namorado tinham uma boa condição financeira para pagar um ótimo apartamento em Belltown.
Adentramos o prédio, passamos pela portaria/recepção e cumprimentamos o porteiro. Pegamos o elevador, o apartamento de Melanie ficava no último andar. O prédio possuía 10 andares.
Sam estava ansiosa, segurei a mão dela e acariciei. Quando estávamos à caminho, ali mesmo no bairro paramos numa lojinha de lembrancinhas e bibelôs. A loira comprou um presente para a irmã, ela não queria chegar de mãos vazias.
Além da bolsa, Sam carregava uma sacolinha vermelha contendo a lembrancinha.
O elevador chegou ao décimo andar, a conduzi para fora do mesmo, passando um braço em volta de sua cintura.
Seguimos por um longo corredor, procurando o número do apartamento. Até que chegamos à porta marrom-escura, n° 368.
Bati na porta duas vezes. Sam se encostou em mim, agarrando minha mão direita. Bati de novo na porta colocando mais força na batida... Até que a porta foi aberta por uma elegante e sorridente loira igual a Sam.
O mesmo tom de cabelo loiro-dourado e olhos azuis-esverdeados, a pele alva. Mas a loira tinha o estilo mais... Como eu poderia definir? Ela se arrumava mais que a Sam. A maquiagem, o vestido elegante e os sapatos de salto diferenciavam elas.
Sam tinha mais curvas, sua irmã era mais esguia e os saltos a deixava mais alta.
— Boa noite! — Sorri educado para ela que me olhava, pasma.
Seu belo sorriso havia sumido num piscar de olhos. Ela piscou e colocou a mão no peito, sem tirar os olhos arregalados de mim.
— Melanie? — Sam, percebendo o espanto/surpresa da irmã, se aproximou preocupada.
Sua gêmea balançou a cabeça e piscou, um pouco atordoada.
— Meu Deus... — Sorriu, a voz saiu baixa. — Entrem, entrem... Você está tão linda. — Nos deu passagem. — AMOR! — Ela gritou com urgência. As duas se abraçaram, e sua irmã acariciou a barriga dela, sorrindo feliz.
Se afastaram e a loira simpática olhou para mim.
Deu uma risada contagiante. Sam e eu nos encaramos confusos. Não estávamos entendendo a reação de sua irmã.
— Você deve ser o Freddie. Meu Deus! O mundo é tão pequeno. — Olhou para mim, risonha.
— Eles cheg... — Me espantei quando a pessoa que eu menos queria ver chegou na sala, e parou de falar e andar assim que me viu.
Nos encaramos por alguns segundos. Ele franziu o cenho e piscou, surpreso.
— Maninho? — Sorriu, cínico.
Sam arfou assustando-se e se apoiou em mim. Imediatamente a amparei, segurando-a pela cintura. Seu corpo amoleceu, as pernas fraquejaram. Ela largou a sacolinha vermelha.
— Sam! — Sua irmã correu para socorrê-la. — O que você está sentindo? Dores? Sam, você precisa nos dizer o que está sentindo. — Se desesperou.
Juntos, a levamos para o sofá mais próximo. Sam tremia, o rosto estava pálido e seus olhos já estavam transbordando em lágrimas.
— O que foi, mana? Fala comigo. Me diz o que sente. — A outra loira estava muito preocupada.
Ed se aproximou confuso, ele parecia preocupado.
— Vou buscar um copo d'água para ela. — Disse olhando-a atentamente.
Sam estremeceu e abaixou o rosto, começando a chorar compulsivamente. Sentei ao seu lado e envolvi seu corpo trêmulo num abraço... Sua irmã estava nervosa e preocupada.
Eu respirava fundo, tentando-me me acalmar. Minhas mãos tremiam. Eu não sabia o que dizer. Minha única vontade era de me vingar do Edward ali mesmo.
— O que ela tem? — A tal de Melanie sentou ao lado esquerdo. — Por quê ela está chorando? — Olhou para mim.
— Me tira daqui, por favor, me tira daqui, vamos embora, por favor... — Sam se agarrou a mim, ela começou a soluçar.
Levantei erguendo-a. Envolvi sua cintura com meu braço esquerdo, mantendo-a em equilíbrio.
— Desculpe, mas nós já vamos... — Murmurei angustiado com o choro da mulher que eu amava.
— Aqui está a água. — Meu irmão retornou à sala.
Ele se aproximou de nós, Sam começou a gritar.
— NÃO SE APROXIME! POR FAVOR, VÁ EMBORA! VAI EMBORA! VÁ EMBORA! EU ODEIO VOCÊ! TE ODEIO COM TODAS AS FORÇAS! TE ODEIO MAIS QUE TUDO! VOCÊ É UM DEMÔNIO! ME DESTRUIU DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS... Me matou por dentro... — Os gritos de dor, raiva e repulsa foram cessando.
Melanie a olhava assustada. Edward deu alguns passos para trás, pálido e atordoado, derrubando o copo.
— SAM! — Me desesperei quando ela desmaiou em meus braços.
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