Nos Dê Uma Chance - Concluída
48 Parabéns, amor
Notas iniciais
2 semanas depois...
P.O.V Da Melanie
— Olha o que eu comprei para o nosso pequenino, passei em frente à uma loja de roupas para bebês e não resisti. — Ed chegou todo animado em casa, me estendeu uma sacola azul-bebê enfeitada.
Era menino, descubrimos o sexo e claro, ele ficou radiante.
Mentir era errado, eu sabia. Mas não tinha mais como voltar atrás.
Edward estava mais atencioso e dedicado. Trabalhava numa loja de autopeças, ele ficava o dia todo e só chegava por volta das 18h.
Pelo menos o Gibby não me procurou mais.
Sempre que voltava pra casa, Ed parava no caminho para comprar algum mimo para mim. Quando não era algo da padaria, eram trufas de morango ou flores.
Quando apareceu chegando feliz com um presente para o bebê, eu fiquei tocada.
— Abre, se não gostar, dá para trocar. — Disse me fazendo sentar.
Abri a sacola enfeitada e retirei o conjuntinho fofo dali de dentro.

— Meu Deus, que gracinha! — Exclamei.
— Gostou mesmo? — Sentou ao meu lado sorrindo.
— Amei! — O beijei.
Ele também estava todo carinhoso e romântico.
— Te amo. — Segurou meu rosto.
— Também te amo. — Fiz carinho em sua nuca.
— O papai já te ama muito. — Acariciou minha barriga.
Lágrimas rolaram por meu rosto, no fundo eu agradecia por não ser dele... Era do Gibby. Mas de qualquer forma, o Benson nos daria um futuro melhor.
Meu filho merecia tudo do bom e do melhor. Uma vida digna. Eu também.
— Até quando vai trabalhar na loja de autopeças? — Mudei de assunto. — Você disse que têm dinheiro no banco, por quê não investe? — Indaguei interessada em ajudá-lo.
Seu salário não era nada bom.
— E o que você sugere, amor? — Ficou curioso.
— Abra seu próprio negócio. Seus pais são ricos, você também pode multiplicar o dinheiro que seu avô deixou para você. — Falei.
— Pensando bem, isso pode dar certo. Amanhã mesmo irei pedir demissão. — Gostou da ideia.
Sorri sabendo que meu homem iria crescer na vida. Se ele continuasse no emprego ganhando o salário medíocre, não ia diantar de nada...
— Já tem algo em mente? — Sentei em seu colo.
— Eu sempre quis montar uma Corretora de Seguros, tenho um amigo que é investidor em negócios, ele pode me ajudar com isso. Investimentos sempre geram grandes lucros! — Acariciou minha coxa.
— Tenho certeza que você vai ter sucesso nisso. Você se tornará um grande homem de negócios! — O beijei orgulhosa.
O que o Ed seria sem mim? Eu tinha tantos planos para nós três.
Meu filho já ia ter um futuro garantido.
[...]
P.O.V Da Sam
— Posso ajudar? — Gibby estava em casa com a Carly.
Não estava sendo nada fácil guardar o maldito segredo da minha amiga.
— Claro. Só leve o Freddie para sair, ele quase não têm amigos. Tá mesmo precisando fazer um programa de rapazes. — Falei.
O namorado da Carly ainda estava todo receoso comigo.
Como ele pôde dormir com a minha irmã?
— O que tem em mente, loira? — A Shay estava toda curiosa.
— Um jantar romântico, eu já comprei o presente dele. — Respondi.
Era o aniversário do Freddie.
— Tô indo nessa, vou passar lá no estúdio. — Gibby bateu retirada indo colocar a parte dele em ação.
Ele impediria que o meu namorado chegasse em casa antes do tempo previsto.
— Que presente? Me mostra, amiga! — Pediu ainda mais curiosa.
— Desculpa, mas não posso... É... — Ouvimos o chorinho soar pela babá-eletrônica. — Alice acordou. — Falei.
Freddie e eu já tínhamos registrado-a.
Minha bebê havia se tornado oficialmente sua filha.
— Você tá com aquela cara de quem está aprontando alguma, Puckett... — Carly me encarou.
— Não tô nada... — Mordi o lábio inferior. — Vou pegar ela, fica aqui. — O choro da minha filha tinha se intensificado
[...]
Enquanto eu batia a massa do bolo, Carly paparicava a futura afilhada.
Eu estava preparando um bolo para o meu moreno. O seu segundo favorito. Ele já tinha comido bolo cremoso de coco nos últimos dias, o que era o seu favorito de todos.
— Seus sogros não foram convidados para o jantar? — Perguntou.
— Amanhã eles vem almoçar conosco. Mas essa noite será um jantarzinho especial à dois. — Expliquei.
— Oh, meu Deus, Sam! — Exclamou.
— O que foi, Carls? — Despejei a massa pronta na fôrma untada.
— Você vai... — Se calou e sorriu. — Amiga, eu tô tão feliz. Acho que vou surtar! — Ela tinha que segurar o gritinho.
Levei a fôrma redonda até o forno.
— Não liga para ela, filha. Sua tia Carly é doida. — Comecei a rir.
— Não sou nada, pare de bancar a inocente... Já saquei tudo! — Sorriu maliciosa.
Senti meu rosto esquentar.
— Carls, pare de insinuar coisas... — Comecei a raspar a vasilha de plástico.
— Ela é tão fofa! Vou morder essa bonequinha linda. — Começou a brincar com a Alice. — Own, ela está sorrindo para mim. — Ficou toda derretida por minha pequena.
— Pare de babar na minha filha. — Eu disse risonha.
[...]
P.O.V Do Freddie
— Nunca imaginei que a Melanie fosse assim. — Falei chocado.
— Pois é, Freddie, nem eu. Ela jogou na minha cara que não aceitaria uma mixaria... Ontem vi ela no supermercado, ela fingiu que eu não existia. Estava com o carrinho lotado de compras. Seu irmão está bancando ela. — O quê?
— Como assim, Gibson? — O encarei.
— Isso mesmo que ouviu, eles estão juntos. — Afirmou.
A irmã da Sam era pior do que imaginamos.
— Quer dizer que meu irmão vai assumir um filho seu? — Aquilo não fazia o estilo do Ed.
— Vai assumir um filho que ele pensa que é dele, a própria Melanie deixou claro que iria conseguir um pai que pudesse dar um futuro melhor para o bebê. — Disse triste.
Como a Mel podia ser tão interesseira? Sam era tão humilde, batalhadora.
— Eu não quero ver outro homem criando meu filho, mas também não quero perder a mulher que amo por um vacilo meu. — Estava desolado.
— A Carly te ama, ela precisa saber a verdade. — Opinei.
— Me deixei ser seduzido, Freddie... Você não têm ideia do quanto ela pode ser...
— E nem quero saber! — O cortei. — Não podemos deixar isso assim, não é justo com sua namorada e nem mesmo com o meu irmão. — Falei enquanto tomávamos café.
— Você acha que devo contar tudo? Tenho medo de perder a Carly. Fui infiel, mas eu a amo. — Eu acreditava nele.
— Melhor ir conversar com ela primeiro, deixa que eu conto para o meu irmão. Sei lidar com ele. — Garanti.
— Vai desmascarar a sua cunhada? E se a Sam ficar chateada? É a irmã dela, cara, e...
— A Sam não acha isso justo com ninguém. Guardar isso da Carly está matando ela por dentro. — Afirmei.
Era meu aniversário, quando fui para o trabalho era muito cedo e deixei a Sam dormindo.
— Você têm razão. Obrigado pela força. Você está sendo um bom amigo. — Sorriu.
— Não me agradeça. Já quero ir pra casa, vamos embora? — Eu já queria pedir a conta.
Gibby checou as horas.
— Ainda tá cedo, vou pedir uma fatia de torta de nozes. Ei, você é fotógrafo e entende desse mundo de moda e ensaios, e tudo mais. Minha prima quer virar modelo. Vou te mostrar umas fotos dela, ela quer um fotógrafo para fazer o Book dela. — Sacou o celular. — Essa é a Sabrina. — Virou o aparelho.
Começou a mostrar as fotos de uma moça muito alta e atraente.
[...]
Quando cheguei em casa, notei o silêncio e o ambiente escuro. Parecia que não tinha ninguém, eu costumava chegar e ver a Sam no sofá vendo TV ou na cozinha fazendo o jantar acompanhada da Alice que ficava quietinha no bebê-conforto.
— Sam? — Acendi a luz da sala.
Bastou eu acender a luz da sala para ouvir a voz da loira vir de longe.
— AQUI FORA! — Gritou.
Vinha através da porta dos fundos.
Como era uma cozinha americana, só atravessei a sala e cheguei ali. O quintal era pequeno e tinha um espacinho para a churrasqueira coberta.
Quando cheguei lá fora, da soleira avistei a mesinha redonda posta no meio do quintal sobre o gramado aparado.
Sam estava acendendo as velas.
— Tá explicado porque o Gibson estava me segurando... — Sorri.
— Ele deveria ter te segurado mais. Feliz aniversário. — Terminou de acender as duas velas.
— Obrigado, linda. — Sorri.
Me aproximei para vê-la de perto, Sam estava maravilhosa usando um vestido preto rendado. Seus cachos caíam por seus ombros delicados e seus olhos estavam tão brilhantes.
— Como consegue ficar ainda mais linda? — Lhe roubei um selinho.
— São seus olhos, baby. — Sorriu. — Por quê não toma banho e se arruma? Vou dar uma olhadinha no assado. Fiz costelas com mel. — Me deixou com água na boca.
— É um jantar romântico? Adorei a surpresa! Cadê a minha princesinha? — Perguntei.
— Na casa da Carly. Não se preocupe, eu tirei leite. A Carls levou 3 mamadeiras cheias. — Explicou.
Iríamos passar a noite sozinhos em casa?
— A bebê vai dormir lá? — Toquei seus cachos macios.
— Sim. Não se preocupe. — Me deu um selinho. — Teremos uma noite só nossa. Parabéns, amor. — Me beijou pra valer.
Logo entendi suas intenções.
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