Nos Dê Uma Chance - Concluída
13 Na fazenda dos Benson's... - Parte 1
Notas iniciais
Semanas depois...
P.O.V Da Sam
O Freddie chegou em casa todo animado depois de um longo dia cansativo de trabalho, dizendo que ia ter três semanas de folga, isso foi numa quarta-feira e ele já chegou com uma ideia em mente, que envolvia nós dois passando essas três semanas na casa dos avós paternos dele, numa fazenda em Minneapolis.
Inicialmente fiquei calada, sem saber o que responder e acabei recusando o seu convite para viajar com ele para um lugar tão longe e também fiquei um pouco pasma, por quê ele faria questão de me apresentar como sua namorada para seus parentes?
E como nosso namoro era somente de fachada, eu não queria alimentar ainda mais aquela mentira.
Claro que não aceitei o seu convite, mas ele não me deixou em paz e acabou me fazendo mudar de ideia, acabei aceitando viajar com ele depois de tanta relutância por minha parte, e claro, ele já havia comprado as passagens e talvez ficaria desapontado comigo.
Passar um tempo longe da cidade poderia nos fazer bem, ele merecia um bom descanso e eu um pouco de tranquilidade.
Fizemos as malas e partimos para Minneapolis no dia seguinte, foram mais de 16 horas de viagem, eu tive enjôos horríveis nas horinhas que passei acordada, pois depois de um tempo caí num sono profundo e despertei quando chegamos.
Um senhor usando calças surradas, chapéu e botas marrons de Cowboy, camisa xadrez, estava nos aguardamos quando desembarcamos. Era um tio dele, o Benson e eu trouxemos apenas duas bagagens.
O homem simpático nos recebeu calorosamente, pegou nossas malas e nos conduziu para sua velha Caminhonete vermelha, e foram mais duas horas de viagem até finalmente chegarmos na fazenda de seus avós.
Desci da Caminhonete sentindo o ar puro do campo e a suave brisa noturna, o terreno era imenso e todo cercado, com muitas árvores frutíferas e flores silvestres pelos arredores. O céu estrelado parecia mais bonito, como uma imensidão infinita, as estrelas pareciam mais reluzentes e incontáveis. Olhei ao nosso redor e avistei vaga-lumes em cada recanto arborizado, grupinhos de vaga-lumes espalhados e pudíamos ouvir a trilha sonora dos grilos ou seriam cigarras?
— Pode me chamar de tio Finn, filha. — Ele sorriu carinhoso para mim, entregando minha mala para o sobrinho.
— Okay... Tio, Finn. — Assenti, retribuindo o sorriso.
— Você é um rapaz de sorte, meu filho. Sua namorada é muito bonita e parece ser uma moça muito especial, todos vão gostar dela. Ficamos todos emocionados quando você ligou ontem dizendo que viria com sua namorada, foi uma notícia maravilhosa! — Tio Finn disse todo contente.
— Que bom, tio. Estou muito feliz de estar aqui com a Sam, e sim, ela é muito especial. — Freddie sorriu para mim, me deixando um pouco sem graça.
— FREDDIE! — Ouvimos um grito fino e uma garota entrou no nosso campo de visão.
Ela saiu correndo da casa grande e se jogou em cima do Benson, eles quase caíram e eu me afastei, observando o abraço apertado entre os dois.
Ela tinha a pele levemente bronzeada, possuía um bonito corpo esguio, trajava roupas típicas de uma garota caipira. Seus cabelos eram castanhos claros, longos e ondulados.
A garota encheu ele de beijinhos no rosto e elogios, e não vou negar, aquilo me deixou um pouco incomodada, afinal, ela estava sendo melosa demais com ele, muito mesmo... Uurgh!
— Bethanny, quero que conheça uma pessoa muito especial para mim e espero que sejam amigas... Essa é a Sam, minha namorada! — Ele me apresentou à ela e o sorriso radiante da garota murchou na mesma hora. — E Sam, essa é a minha prima Bethanny! — Apontou para o "carrapato" grudado no pescoço dele.
— Oi, garota da cidade. — Sorriu falsa, acenando para mim, seus olhos cor-de-mel me analisaram com precisão e ela torceu o nariz, avaliando minhas roupas.
Eu estava usando uma blusa cinza de mangas compridas, calça jeans preta e sapatênis azuis escuros. O que havia errado com minhas roupas?
— Oi. — Falei simplesmente e ela finalmente o soltou.
— Vamos entrando, filhos, já está tarde! — Tio Finn falou e nós concordamos.
Havia algumas cadeiras de balanços na enorme varanda, canteiros de flores, o piso era de madeira. Adentramos a casa grande, estilo bem rústico e campestre. Com teto, paredes e assoalho revestidos de madeira, mas as paredes estavam pintadas de marrom-escuro.
Seus parentes estavam na sala, aonde havia uma lareira acesa. A senhora baixinha de cabelos grisalhos usando vestido florido devia ser sua avó e ao lado dela estava outro senhor já idoso que também usava chapéu, com certeza devia ser seu avô.
O Benson correu para abraçá-los, a senhora estava muito emocionada. Além deles, havia uma mulher gorducha, três rapazes, uma moça muito bonita com um bebê, parecia de poucos meses, também havia um garotinho e uma garotinha, ambos muito parecidos.
— Esses são meus avós, Connor e Margareth Benson. — Freddie apresentou os avós, um pouco emocionado. — Aquela é a tia Franny, a mulher do tio Finn. — Apontou para a loira gorducha. — Aqueles são meus primos, Aaron, Brandon e Philiph. — Os três rapazes sorriram e acenaram para mim. — E aqueles são os gêmeos, Louis e Lorenna. — Disse apontando para as crianças que sorriram tímidas, elas pareciam sonolentas.
— Essa é a Marie, esposa do Aaron, e nos braços dela está o Hector, o primeiro filho do casal. — Dona Margareth nos apresentou a moça com o bebê.
— E família, essa é Sam Puckett, minha namorada que está carregando o próximo Benson que virá ao mundo. — Ele me abraçou de lado, beijou meu rosto e acariciou meu ventre, e eu sorri acariciando sua mão. — Ela completou 3 meses de gestação ontem. — Falou todo bobo, beijando meu rosto novamente.
Minha barriga não estava tão lisinha como costumava ser, podia se notar meu abdômen um pouco durinho, os quadris um pouco largos e até a mínima saliência que se formava numa leve forma arredondada anunciando que havia um serzinho crescendo em meu ventre.
Não era a primeira vez que o Benson tocava ali, era a quarta vez que ele acariciava aquela região do meu corpo com tanto carinho, e claro, tudo aquilo com a minha permissão.
A notícia deixou seus avós super emocionados, eles vieram me abraçar e falar que estavam felizes em me conhecer. Finn e sua esposa Franny, nos desejaram felicidade e saúde ao bebê. Seus primos, a Marie e até os pequenos gêmeos vieram me abraçar e nos parabenizar, todos eram simpáticos e me acolheram com carinho...
Exceto Bethanny, ela revirou os olhos bufando, fez cara feia e se retirou da sala.
Na verdade, eu já havia sacado o motivo, ela estava morrendo de ciúmes já que estava na cara que nutria uma paixão pelo primo da cidade...
Fora isso, eu me senti em casa. Era acolhedor e muito bom estar ali, junto com aquela família tão unida, e eles gostaram de mim e eu também gostei deles.
A casa era de dois andares, tudo era simples, arrumadinho e muito bonito. Movéis rústicos, iluminação sutil, objetos de decoração artesanais, entalhados e outros feitos de cerâmica...
Já estava tarde e já havia passado da hora de dormir e acordaríamos bem cedo no dia seguinte, ja que todo mundo ali tinha tarefas. As mulheres cuidavam dos afazeres de casa e os homens cuidavam do rancho, e eu estava curiosa, com vontade de conhecer os animais, as plantações e a fazenda em sí.
Depois das apresentações, demos "boa noite" à todos e nos recolhemos, subimos para o quarto que sua tia Franny havia arrumado para nós achando que éramos um casal de pombinhos apaixonados.
O quarto era espaçoso, mobiliado com um típico e simples armário para guardar roupas, criado-mudo, uma penteadeira e uma cama de casal.
— Não tem problema se a gente dividir a cama? — Ele perguntou, hesitante.
— Não. Nenhum problema. — Respondi. Aonde fica o banheiro? — Perguntei.
— Há cinco banheiros aqui. Três no primeiro andar, tem um perto do quarto da Beth e o último que fica no final do corredor. — Avisou chamando a prima pelo apelido, tive uma súbita vontade de vomitar.
— Hum... Vou me trocar. — Murmurei pegando a minha mala.
— Se troque aqui mesmo, vou lá na cozinha. Quer alguma coisa?
— Quero sim, estou morrendo de fome. — Respondi e ele riu, assentindo.
— Vou ver se consigo alguns biscoitos caseiros e um copo de leite pra você, os biscoitos da vovó são os melhores. — Garantiu.
— Okay,nacredito em você. — Abri a mala. — Freddie? — Chamei antes que ele saísse do quarto.
— Oi? — Ele se virou, disfarçando um sorrisinho. — Adorei conhecer seus parentes daqui do interior, eles são maravilhosos... Exceto a sua querida prima Bethanny. — Sussurrei a última frase para que ele não entendesse.
— Fico muito feliz em ouvir isso. Eles também te adoraram, todos eles. — Afirmou.
Nem todos, aquela tal de "prima Beth" me detestou e eu também não fui com a cara daquela garota.
Ele se aproximou devagar e me abraçou, pegando-me de surpresa. Seus braços quentes e reconfortantes me envolveram com carinho... Fechei os olhos e fui retribuindo seu abraço, sentindo suas mãos percorrendo minhas costas com suavidade, me acariciando.
Ele depositou um beijo em minha cabeça, meus braços estavam ao seu redor, eu podia sentir seu perfume... Seu cheiro era tão bom, o toque amadeirado de sua fragrância. Eu estava sentindo seu calor corporal, as suas batidas aceleradas...
— Obrigado por ter vindo, e muito importante para mim... E eu não viria sem você. Meus pais não nos aceitaram e não quiseram lhe dar uma chance para conhecê-la melhor. Mas essas pessoas que nos receberam com tanto carinho hoje já te consideram como um membro da família, ok? — Sussurrou afagando minhas costas e eu assenti.
— Obrigada você, por estar cuidando sempre de mim, por me oferecer todo o apoio, por estar me aturando por todo esse tempo sem reclamar de nada. Por ser tão carinhoso comigo, por estar amando um filho que não é seu... Obrigada, Freddie. Você está sendo um bom amigo! — Falei baixinho sem encerrar o abraço.
— Não precisa me agradecer, eu já sou muito agradecido por ter você na minha vida. Você e o nosso bebê... Amo vocês. — Ele me apertou, mas não muito forte, com cuidado para não me machucar, como se isso fosse possível...
Freddie Benson já havia conquistado a minha total admiração, o meu mais puro carinho e minha amizade.
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