Notas iniciais
Oie, pessoal!!! Esse sem dúvidas é um dos meus capítulos preferidos. Um dos melhores. Amei escrevê-lo Espero que gostem tanto quanto eu! Tenham uma boa leitura!!!

P.O.V Da Sam

Alguns dias depois...

Terminei de me arrumar, Carly já havia chegado para me acompanhar em mais uma consulta pré-natal. O Freddie não ia poder ir comigo, ele saiu cedo para trabalhar, ele até ia recusar, mas eu não deixei. Ele não tinha um emprego fixo como fotógrafo, e não seria nada bom ele recusar as chances que estavam surgindo.

Os meses estavam passando tão rápido, olhei-me no espelho, a barriga de 5 meses de gestação já estava bastante evidente. Na última consulta, o bebê estava com as perninhas cruzadas e não deu de ver o sexo.

— Já terminou de se arrumar, Sammy? — Carly entrou no quarto, ela estava ansiosa como sempre.

— Sim. — Apanhei minha bolsa.

— Será que hoje a gente vai poder saber o sexo do bebê? — Perguntou.

— Não sei... — Respondi.

— Você não parece ansiosa. — Constatou.

Não falei nada, em silêncio saímos do apartamento, tranquei a porta.

— Ah, amiga... — Ela lamentou, me olhando triste.

— O que foi? — Perguntei.

— Você não se importa, não é? Não quer Baby Chá, não está ansiosa para saber o sexo, e sempre muda de assunto quando eu quero falar sobre o bebê. — Disse com a voz chorosa.

— Você queria o quê, Carlotta? Que eu ficasse toda emocionada e feliz da vida? Você sabe muito bem como eu me sinto... — Falei alterada.

— Me desculpa, Sam, eu só...

— Não importa. Deixa pra lá. — Falei indiferente.

[...]

— E aí, Doutora? — Carly perguntou, ela sempre perguntava por mim.

— A mamãe e o bebê estão perfeitamente bem. Os dois estão saudáveis, tudo indica que ela pode ter um parto normal sem riscos. O bebê está todo formado, não há nada de errado com a formação membral dele. E eu já sei o sexo, vocês já querem saber ou você vai querer que seja surpresa? — A Doutora perguntou olhando diretamente para mim.

Olhei para a Carly e ela assentiu, seus olhos estavam brilhando de ansiedade.

— Sim. Nós queremos saber. — Respondi.

— Parabéns, mamãe, você vai ter uma menina. — Ela sorriu me dando a notícia.

Carly explodiu em alegria, continuei sem reação encarando a tela do monitor aonde mostrava a imagem do bebê.

Menina. Uma menina. A aquela palavra ecoava na minha mente.

— Own, Sammy, é uma menina. O Freddie vai ficar tão feliz. Eu sempre te falei que seria uma menina. — Carly já estava chorando de emoção. Ela me abraçou e eu continuei calada, imóvel.

Minutos depois...

— Agora já podemos comprar o enxoval. Podemos ir às compras hoje mesmo. — Disse empolgada quando entramos em seu carro.

— Hoje não... — Falei.

— Que tal amanhã? — Sugeriu.

Dei de ombros. Coloquei o cinto de segurança.

— Tem certeza que não quer mesmo o Baby Chá? — Indagou.

— Você sabe que não costumo mudar a minha resposta. Não, eu não quero. — Respondi com firmeza.

— Tudo bem. Já temos o quartinho, prefere tinta ou papel de parede? — Questionou.

— Tanto faz. — Eu não dava a mínima para aquilo.

Carly se calou, se concentrou em dirigir sendo cuidadosa, virei o rosto e fechei os olhos.

[...]

O Freddie chegou de tarde, eu estava assistindo TV quando ele apareceu com uma sacola cor de rosa-bebê. Ele deixou a mochila pendurada no gancho e veio para perto de mim.

— Oi. — Sorriu.

— Oi. — Retribuí o sorriso.

— Não resisti e acabei comprando quando estava vindo pra casa... — Me entregou a pequena sacola.

— A Carly te ligou e contou, não é? — Perguntei abrindo a sacola.

— Não. O que aconteceu? — Sentou ao meu lado. — Como foi a consulta? Você e o bebê estão bem? — Indagou preocupado.

— Não se preocupe. Estamos bem. — Garanti.

Tirei o embrulho amarelo com estampa de bolinhas coloridas que estava dentro da sacola. O desembrulhei com cuidado, tinha algumas roupinhas dentro de uma embalagem de plástico.

Era um conjunto de pijaminha unissex, tinha um par de meias e um par luvas brancas. O pijama era branco com estampa de gatinhos coloridos. A touca de dormir tinha a mesma estampa do pijama.

— Se não gostou, sem problemas, nós podemos trocar. — Ele disse com calma.

— Não... — Balancei a cabeça. — Obrigada, é lindo... — Não pude evitar as lágrimas.

Coloquei tudo dentro da embalagem e abracei o moreno.

— É uma menina, Freddie. — Contei a ele.

— Uma menina? — Perguntou.

— Sim. — Assenti.

Ele me envolveu ainda mais em seus braços com cuidado.

— A Carly surtou. Você está feliz? — Perguntei estranhando o seu silêncio.

— Você nem imagina... Estou louco para pegar no colo a nossa garotinha. — Respondeu emocionado.

[...]

Dois dias depois...

Freddie terminou de forrar o chão com papelão e plástico. Ele ia pintar o quartinho da bebê, eu escolhi a cor da tinta, contrariei a Carly que queria que o quartinho fosse todo cor de rosa.

— É melhor você não ficar aqui, o cheiro da tinta é muito forte e faz mal. — Avisou abrindo a lata.

— Mas eu quero ver você pintar. — Falei.

— Melhor não, Sam, não seja teimosa. — Ele estava apenas de camiseta e bermuda de tecido leve.

— Você não me deixa fazer nada. — Reclamei indignada.

Ele riu e eu bufei.

— Você pode preparar o meu lanche. — Piscou para mim.

— Ha, ha, espere sentado... — Saí dali fingindo estar brava.

Fui preparar o lanche, fiz suco e sanduíches com ingredientes leves e naturais. Assisti um pouco, e depois fui para o meu quarto tirar um cochilo.

Acabei dormindo demais, já estava de tardinha quando acordei. Lavei meu rosto e saí do quarto. A porta do quarto da bebê ainda estava fechada, fui para a sala e não encontrei ele lá. Ele também não estava na cozinha. Abri a geladeira, peguei a jarra de suco e enchi um copo médio.

— Os sanduíches estavam deliciosos. — Ele apareceu me dando um sustinho.

Me virei e ele sorriu, estava usando outra roupa, seus cabelos estavam úmidos.

— Deu para pintar tudo com as três latas de tinta? — Perguntei.

— Ainda sobrou. — Respondeu. — Você quer ver? — Abriu mais um sorriso.

— Quero. — Tomei mais dois goles de suco e deixei o copo em cima da bancada.

Minutos depois...

— Gostou do resultado? — Indagou.

— Gostei. A cor é bonita. — Respondi.

As paredes do quarto estavam pintadas de lilás, ficou bem legal. Ele pintou o rodapé de branco para combinar. O piso era de madeira.

— A Carly quer comprar o berço. — Falei para ele.

— Então, eu compro o trocador, a banheira, e toda a mobília. — Ele avisou.

— Nada disso. Você não vai comprar tudo sozinho. — Falei séria. — Eu compro a banheira, o trocador e o bebê-conforto. A Carly vai me ajudar com o enxoval e ela não aceita um 'Não' como resposta. — Avisei.

— Está bem. — Ele concordou. — Já pensou em algum nome? — Se aproximou e acariciou a minha barriga.

— Ainda não... E você? — Indaguei.

— Pensei em alguns. — Sorriu.

— Me fala. — Pedi.

— Gosto de Alice, Clarisse e Melissa. — Disse ele ainda fazendo carícias.

— São nomes bonitos. — Tive que admitir.

Senti a bebê chutar com força, ele sorriu sentindo também.

— Oi, neném... — Ele se abaixou para falar com ela. — Gostou de algum nome, filha? — Colocou as duas mãos na minha barriga, todo bobo.

— Ela não vai te responder, bobinho. — Ri quando ele encostou a orelha.

— Alice? Clarisse? Melissa? — Foi sugerindo os nomes me fazendo rir ainda mais.

Senti outro chute, coloquei as mãos em cima das dele.

— Acho que ela gosta de ouvir sua voz. — Sorri para ele que estava feliz da vida sentindo a garotinha chutar.

— Você acha? — Sorriu mais ainda.

— Sim. — Assenti.

[...]

Dias depois...

— O que você está fazendo? — O moreno perguntou assim que entrou na cozinha.

— Picolé caseiro. — Falei enchendo mais uma fôrma própria para fazer picolé.

— É mais um desejo? — Perguntou sorrindo.

— Uhum. Sua garotinha está muito agitada hoje. — Falei sentindo mais um chute.

— É nossa garotinha, é nossa, não apenas minha. — Me corrigiu. — Quais são os sabores? — Perguntou sentando numa banqueta.

— Morango, limão e uva. — Respondi.

— Hum... O meu preferido é uva. — Disse uma coisa que eu já sabia.

— Claro que é, você ama suco, geléia, gelatina e jujuba de uva. — Falei rindo.

— E você é apaixonada por morango. — Comentou.

— Mas eu prefiro sorvete de chocolate, e você prefere de morango. — Afirmei.

— Me diz um sabor que você não gosta. — Desceu da banqueta.

— Creme com ameixas. — Coloquei a fôrma na geladeira.

— Eu gosto de creme com ameixas. — Comentou e eu fiz careta.

[...]

— Seria legal se você fizesse um Book. — Falou quando estávamos saboreando os picolés.

— Um Book? Você quer me fotografar desse jeito? — Apontei para a minha barriga.

— Sim. Por quê não? Podemos fazer a sessão de fotos aqui mesmo. — Disse animado.

— Hum... Me dê um tempo para pensar. — Pedi.

— Claro. Sem pressa. Pense com calma. — Ele estava devorando o segundo picolé de uva.

— Você quer sair hoje? Passear? Jantar fora? — Questionou.

— Tipo um encontro? — Indaguei.

— Não... Sem segundas intenções, apenas como amigos mesmo. — Explicou.

— Sim. Eu topo! — Aceitei.

— Sério? — Abriu um belo sorriso e eu assenti.

[...]

Coloquei um vestido vermelho de mangas longas, vesti uma calça legging preta e calcei minhas sapatilhas cor de creme. Prendi o meu cabelo para o lado deixando-o com os cachos definidos, e passei uma maquiagem básica realçando os meus olhos. Coloquei um gorro preto e escolhi uma bolsa pequena cor de vinho para levar a minha carteira, um espelhinho e um batom nude.

— Para aonde vamos? — Perguntei chegando na sala.

— Uau! Você está muito linda! — Levantou do sofá.

— Obrigada. Você também não está nada mal. — Devolvi o elogio.

Ele piscou abobalhado e corou. E sim, ele estava mesmo muito bonito usando aquela camisa de linho azul-noite, calça jeans escura e sapatênis azuis com listras brancas.

Fomos o caminho todo conversando e ouvindo música, ele era um excelente motorista. E um péssimo piadista por sinal, mas conseguia me fazer rir com suas piadas sem graça.

— Para, é sério, não quero mais ouvir nenhuma piada... — Falei um pouco ofegante de tanto rir.

— Tá bom... — Ele também estava rindo.

— Me fala logo, para aonde você está me levando? — Eu estava muito curiosa.

— Calminha aí, curiosa, estamos quase chegando. — Ele disse ainda mantendo mistério.

— Chato! — Cruzei os braços e ele riu.

Minutos depois...

— Nossa! — Falei olhando ao nosso redor.

— Acontece uma vez por ano, você nunca veio aqui? Não é legal? — Me ofereceu o braço.

— Muito legal. — Agarrei sua mão e saí o puxando.

Era uma feira de artesanato, tinha de tudo, até mesmo comida, guloseimas e especiarias... Havia música, artistas de rua e tendas coloridas de todos os tamanhos.

— A Carly iria amar. — Falei pensando na minha amiga.

— Podemos comprar algumas lembrancinhas para ela. — Sugeriu.

— Claro. — Concordei.

Paramos numa tenda de doces.

— O que é isso, senhora? — Perguntei para a dona da venda.

— Bolo com creme de frutas caseiro. — Ela respondeu.

Ela falou todos os sabores que tinha e eu escolhi um de abacaxi com calda de caramelo. As fatias vinham em copos descartáveis. O Freddie escolheu um de amora com calda de uva.

Fomos primeiro nas tendas de comida, provamos sopas, espetinhos de frutas com calda de chocolate, guisados e outras comidas sulistas. Compramos tudo em pequenas porções é claro, sem exageros...

— Parece aquelas feiras indianas. — Comentei.

— Verdade. — Concordou comigo.

Parei numa tenda de bijuterias, escolhi três pulseiras coloridas para a Carly. Duas para mim e um anel com uma pedrinha roxa. Também escolhi alguns broches para a morena e uma tornozeleira com pedrinhas azuis para mim.

O Freddie estava com duas sacolas cheias de objetos decorativos e almofadas bordadas, tapetes e guardanapos bordados.

Uma moça ensacolou as bijuterias e eu paguei, o moreno queria pagar, mas não deixei.

— Se me permite... — Pegou o meu braço direito e colocou uma pulseira no meu pulso.

— Que linda. — Fitei a pulseira prateada com pingente de estrelas. — Obrigada. — Agradeci.

— Disponha. Que bom que gostou. — Sorriu.

Ele pagou a pulseira.

— Ei, esperem! — A moça que parecia uma cigana se abaixou e pegou uma caixinha preta.

Ela abriu a caixa e tirou de lá dois cordões com pingentes que se encaixavam.

Era o Sol pela metade e o outro era a Lua também pela metade. De certa forma, os pingentes tão diferentes se encaixavam perfeitamente.

— Minha avó dizia que o Sol não viveria sem a Lua. Eles fazem parte um do outro, se completam mesmo sendo distintos. — Ela entregou os cordões para o Freddie.

— Quanto custa? — Ele perguntou.

— Aceitem como um presente. O amor não tem preço. Vocês são como eles. — A garota sorriu para nós.

Pisquei confusa, o que ela estava dizendo?

Agradecemos pelo presente e saíamos dali indo para outra tenda. Comprei algumas bolsas para a Carly e outras coisinhas para mim. Tudo era barato. Fizemos boas compras.

Paramos para descansar um pouco, ele colocou as sacolas em cima de um banco comprido de madeira que tinha ali. Abri minha garrafinha de água e tomei três goles e ofereci para ele que aceitou.

— Posso colocar o cordão em você? — Perguntou tirando a caixinha do bolso da jaqueta.

— Pode. — Me virei. O meu cabelo estava preso para o lado, então facilitou na hora dele colocar o cordão. Toquei no pingente.

Me virei para ver ele colocando o outro cordão nele. O pingente do cordão dele era a metade da Lua. O meu era a metade do Sol.

— Ficou bonito em você. — Tocou no meu pingente.

— Em você também. — Sorri tocando no dele. Ele retribuiu o meu sorriso.

Me aproximei e o puxei pela nuca tomando a iniciativa de beijá-lo. Ele ficou imóvel por alguns segundos, mas depois colocou as mãos na minha cintura. Passei os braços ao redor de seu pescoço, aprofundando o beijo. Não senti medo e nem insegurança, seus lábios eram macios e encaixavam perfeitamente nos meus. O beijo dele era bom, muito bom.

Aquele momento foi especial, poder sentir seus braços me envolvendo e seus lábios no meus foi um misto de sensações maravilhosas. Nada mais importava, nunca senti nada igual. Infelizmente tivemos que parar o beijo quando o ar ficou escasso.

— Uau! Isso foi... — A voz dele saiu rouca num tom de sussurro.

— Foi bom. — Completei sua frase sentindo minhas bochechas esquentarem.

— Isso significa que...? — Ergueu uma sobrancelha.

— Devemos deixar rolar. — Falei decidida a tentar algo a mais além da amizade.

Sorrimos um para o outro e ele roçou nossos lábios, me deu um selinho bem carinhoso e acariciou o meu rosto.

— Está cansada? — Perguntou.

— Sim. — Respondi.

Ele pegou as sacolas, passei um dos braços ao redor do seu quadril e fomos para o carro caminhando juntinhos.

Notas finais
FINALMENTE ROLOU BEIJO HAHA Gostaram??? O que mais curtiram nesse capítulo??? O sexo do bebê foi escolhido por votação, foram vocês que escolheram, lembram??? Vai ser uma menininha, ownnnn... O que acharam do beijo? Foi a Sammy que tomou atitude haha Comentem e nada de vácuo, ok? Bjs