Nos Dê Uma Chance - Concluída
21 Ligação: O convite...
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Eu não poderia estar mais feliz, eu estava vibrando de pura alegria por dentro, eu não conseguia parar de sorrir, Sam havia me beijado, ela queria tentar e aquilo parecia um sonho, mas não era um sonho. Era real, a mulher que eu amava estava disposta à ter algo comigo além de nossa amizade.
Chegamos no apartamento, ela abriu a porta e entrou, acendeu a luz da sala e eu entrei logo atrás carregando as sacolas. Deixei as sacolas em cima do sofá menor e a Sam trancou a porta.
— Ah, minhas pernas... — Sentou no sofá maior e retirou as sapatilhas. — Meus pés incharam bastante, e essas bolhas então... — Resmungou.
— A culpa é minha, eu não devia ter a levado...
— Shiii, a culpa não é sua. Eu amei o passeio. A feira é incrível! — Disse abrindo um belo sorriso.
Me aproximei e me ajoelhei diante dela.
— Eu vou fazer uma massagem em você. — Peguei seu pé direito e o acariciei bem devagar.
— Vai ter que me carregar para o meu quarto. — Fez bico e eu ri antes de pegá-la no colo.
A carreguei até o seu quarto e a coloquei sentada na cama.
— Vou trocar de roupa. — Falei e ela assentiu, fui para o meu quarto dando privacidade para ela se trocar também.
Quando retornei ao seu quarto, de camiseta e calça de dormir, bati na porta.
— Pode entrar. — Sua voz saiu suave e abafada.
Adentrei o quarto e ela estava sentada na beira da cama, usando um robe rosa-bebê por cima de uma camisola branca-pérola, fechei a porta e Sam abriu um pequeno sorriso quando me virei para ela.
— Se aproxime, eu não mordo. — Brincou quando eu continuei parado, eu estava um pouco acanhado e a loira havia percebido.
Soltei um risinho e senti meu rosto esquentar. Nossa relação não seria a mesma. Não éramos mais apenas amigos. A gente havia dado um passo, dali adiante, as coisas entre nós seriam diferentes. Melhores.
Sam desatou o laço do robe e o abriu, revelando sua camisola que já estava à mostra. O tecido sedoso perolado parecia delicado e macio. Ela levantou tirando o robe e sentou na cama, deixando aquela peça de lado.
A barriga aparente e o busto volumoso chamavam atenção, ela era linda. O rosto angelical, os cachos dourados, a pele alva e os olhos azuis-esverdeados tinham um brilho único. Aquela mulher além de bela, era muito especial.
— Tenho um creminho para massagem. O cheiro é muito bom. — Pegou o potinho verde que estava em cima da cama.
— É melhor ficar deitada. — Peguei o potinho.
Sam concordou e se ajeitou na cama, repousou a cabeça no travesseiro e respirou fundo, tentando relaxar.
— Eu não sou o melhor massagista. — Logo avisei e ela riu.
— Sem problemas. Talvez eu tenha chulé, você vai ter que lidar com isso. — Disse num tom brincalhão.
Nós dois rimos e eu tirei a tampa. Espalhei um pouco de creme nas mãos e o cheirei. Era realmente perfumado.
— Ah, Deus, isso faz cócegas... — Começou a rir quando eu comecei a massagear seu pé direito.
— Você é muito sensível. — Ri também, sua risada era contagiante.
Apertei seu calcanhar e seus dedos, um por um, arrancando mais risadas dela.
— Você está fazendo de propósito... — Acusou levando as mãos até a barriga.
— O quê? — Franzi o cenho, confuso.
— As cócegas... — Ela continuava rindo.
— Só estou massageando, não tenho culpa se isso te faz cócegas... — Passei para o outro pé e depositei um beijo perto de seu tornozelo.
As risadas cessaram, sua respiração estava ofegante.
— Desculpa! — Soltei seu pé, eu não queria causar nenhum desagrado a ela.
— Continue... Não pare... A bebê chutou, foi apenas isso... — Acariciou a barriga, suspirei aliviado. Ela não havia se incomodado com o beijo que dei no pé dela.
— Talvez ela queira sentir cócegas nos pezinhos também. — Voltou a rir quando eu retornei a massageá-la.
— Uhum... — Concordei.
Minhas mãos subiram para o tornozelo, suas pernas estavam inchadas. Espalhei creme por ali, ela não falou nada, apenas se calou. Massageei uma perna e depois a outra tomando cuidado para não tocar nas coxas dela.
— Prontinho. — Finalizei a massagem e tampei o pontinho de creme.
— Obrigada. Me sinto mais leve. As dores sumiram. — Falou. — Deite aqui ao meu lado. — Pediu dando espaço. Deitei ao lado dela. — Sente. — Pegou minha mão esquerda e a colocou na barriga, para eu poder sentir nossa menininha chutando. — Ela está muito agitada hoje. Acho que não vai nem me deixar dormir. — Segurou minha mão ali.
— É mesmo, estou sentindo... — Sorri feliz por saber que tinha uma vida ali em seu ventre.
Sam olhou para mim e eu fitei seus olhos azuis, intensos e brilhantes. Seu rosto estava corado e seus lábios naturalmente rosados estavam entreabertos.
Fomos inclinando as cabeças e encurtando a nossa pequena distância. Nossas respirações se misturaram e nossos lábios se juntaram.
A beijei sendo suave e delicado, não havia pressa. Suas mãos foram para a minha nuca e eu segurei seu rosto. Seus lábios eram tão macios, exploramos um a boca do outro com a mesma intensidade quando o beijo se tornou mais profundo.
Fomos parando com selinhos, desci a boca para o seu pescoço, beijando a pele sensível daquela região.
— Não... — Sam arfou e afastou meu rosto.
— Tá, tudo bem, eu vou te respeitar sempre, confie em mim, ok? Não vou ultrapassar nenhum limite. — Tentei tranquilizá-la.
Ela assentiu e ajeitou a camisola, ela respirava um pouco ofegante.
— Eu confio em você. Mas é que... Eu só não consigo esquecer aquela noite... As mãos dele percorrendo o meu corpo... Ele em cima de mim... Me machucando... — Tapou a boca abafando o choro.
— Ei, olha para mim. — Pedi tocando seu rosto e ela me olhou com os olhos transbordando. — O Edward não vai mais chegar perto de você. Ele nunca mais vai te machucar. Nunca mais, entendeu? — Acariciei seu rosto e ela assentiu se acalmando aos poucos.
— Fique aqui comigo... — Se acomodou deitando a cabeça no meu peito.
— Tudo bem, eu fico. — Puxei o cobertor para cima de nós.
Sam acabou adormecendo, com o corpo junto ao meu, em meus braços, com a cabeça repousada em meu peito. Afastei sua franja e beijei sua testa.
— Você está segura comigo, meu amor. — Fechei os olhos, prometendo protegê-la, não só ela, eu iria proteger a nossa garotinha também.
[...]
P.O.V Do Edward
— Por favor, me deixe ir, por favor... — A garota implorava com a voz rouca por conta do choro.
— Cala a boca, porra! Cala essa maldita boca! — Apertei seu maxilar e ela fechou os olhos, seu corpo se debatia muito, ela era pequena, delicada... Presa fácil.
— Eu te suplico, pelo amor de Deus... — Seu choro forte apenas aumentava.
— Deus não existe, tolinha! — Abri sua jaquela.
Seus cabelos eram loiros, estavam espalhados pelo banco do carro. O rosto estava muito vermelho. A maldita não parava de chorar. Aquilo me irritava e muito, ao mesmo tempo me excitava também.
— Aumenta o som, Drew! — Pedi para o meu amigo que estava no banco de carona.
Seu medo. Seu desespero. Seu choro. Tudo aquilo me excitava pra caramba.
Subi sua blusa expondo a pele alva, sua barriga era toda lisinha. Nenhuma gordura. Sua cintura era bem fininha.
— Não toque em mim... Não toque em mim... Eu só quero ir embora... Por favor... — Afastou minha mão que estava passeando por sua pele exposta, sentindo sua maciez.
Levantei a sua blusa e me deliciei com a visão do sutiã vermelho. Ela tinha seios avantajados. O fecho ficava na frente, o abri e libertei aquelas delícias. Enchi as mãos com eles, apertando-os sem dó. Seu grito de dor soou pelo carro. Apertei de novo e de novo, e belisquei os mamilos, puxando-os. Seus gritos eram de pura dor e agonia.
Larguei seus seios e comecei a desabotoar sua calça. Ela ainda tentava me empurrar, se debatia apavorada. Desci sua calça até os tornozelos. Fiz o mesmo com a minha, desabotoando-a e descendo-a depressa. Terminei de tirar a sua. Mantive a minha abaixada.
Meus amigos riam e assistiam tudo. Todos excitados, se divertindo.
— NÃO! NÃO! NÃO! EU IMPLORO! — Gritava desesperada.
Desci sua calcinha lentamente, apreciando seu pavor. Enfiei a calcinha embolada em sua boca, abafando seus gritos.
Abri suas pernas, me acomodei entre elas e a penetrei, forte, afundando-me em seu interior apertado com uma só estocada... A putinha urrou, o som saiu bastante abafado.
— Vai, Ed, arromba essa vadia! — Noah, um dos meus amigos falou eufórico me incentivando.
As imagens foram virando um borrão, se dissipando.
Sacudi a cabeça e me levantei, fui para o banheiro. Acendi a luz, liguei a torneira e lavei o rosto.
— Merda! — Encarei meu rosto molhando. Soquei o espelho.
Eu lembrava daquilo. Nada era muito nítido. Eram apenas flashes rápidos. Eu sequer conseguia lembrar do rosto da garota. Os cabelos loiros e os gritos eu recordava, o som de seu choro... Merda. Merda. Merda... Que porra eu fiz? Eu não deveria ter bebido tanto. Por quê as memórias daquela noite estavam surgindo aos poucos?
As lembranças vinham de repente, me atormentando. Lembranças e os malditos pesadelos. Aquilo era o meu inferno particular. Eu era o Diabo na Terra.
— Ed! — Melanie entrou preocupada no banheiro. — Meu Deus! — Se assustou com o estrago que eu fiz.
— Não se preocupe, não foi nada demais... — Menti enrolando minha mão machucada na toalha de lavabo.
— Oh, deixe-me cuidar disso... — Se aproximou com cautela, pegou minha mão com delicadeza.
— Cuidado com o vidro! — Avisei.
Minha namorada olhou para os cacos do espelho e assentiu, ela estava descalça. Desenrolou a toalha e examinou minha mão que sangrava na parte superior. Ela molhou a toalhinha e começou a limpar os pequenos cortes.
Observei ela limpando o sangue dos meus ferimentos, em seguida espremeu a toalhinha branca e manchada na pia. A água misturada com sangue desceu pelo ralo, e ela abriu o armário abaixo da pia e pegou outra limpa.
— Por quê quebrou o espelho? — Perguntou secando minha mão.
Não respondi. Eu tinha vontade me confessar com ela, contar tudo. Mas o medo de perdê-la me impedia, ela com certeza me deixaria sem pensar duas vezes quando soubesse que tipo de monstro eu era... O monstro que havia dentro de mim iria afastá-la, eu a perderia...
— Vamos voltar para o quarto. Eu ainda vou cuidar desses cortes. — Disse com calma. Deixei que ela me conduzisse para fora do banheiro.
Assim que retornamos ao quarto, sentei na cama e ela foi pegar a caixinha com o Kit básico de primeiros-socorros. Ela pacientemente passou aquele remédio avermelhado em spray e fez um rápido curativo, enfaixando minha mão.
— Obrigado por sempre estar cuidando de mim, meu anjo. — Beijei seu rosto e a ela sorriu.
— Faço isso com amor. — Me deu um selinho.
— O quanto você me ama? — Eu precisava saber. Minha vida dependia daquilo. Do amor dela.
— O amor que eu sinto por você não pode ser medido. E você? O quanto você me ama? — Seus olhos claros fitaram os meus.
— Te amo mais que tudo. Você é minha vida. Eu não vivo sem você. Você é a luz da minha vida. Meu mundo. Meu anjo. É tudo pra mim! — Eu nunca havia me declarado para ninguém antes.
Melanie me abraçou chorando. Envolvi seu corpo pequeno e delicado. Inalei seu perfume.
— Oh, Ed, isso foi tão lindo... — Seus braços macios me apertaram. Aproveitei o momento.
— Promete para mim que nunca vai me deixar? Promete que sempre vai ficar ao meu lado? Promete que o seu amor por mim nunca vai acabar? — Apertei seu corpo contra o meu.
— Eu prometo. Prometo. Prometo! — Jurou.
Quando rompemos o abraço, eu a beijei com tanta intensidade, tanta paixão, com tanto amor.
A deitei na cama, abaixando as alças de sua camisola. Puxei o tecido fino e macio para fora do seu corpo, despindo-a por completo. Eu estava apenas de calça de moletom, a retirei depressa.
— Tão linda. Tão perfeita. Tão minha, somente minha... — Fui beijando seu corpo.
Pescoço, ombros, seios, barriga e coxas. Afastei suas pernas a beijei bem ali, inalando seu cheiro, sentindo seu gosto... Passei a língua por ela e ouvi seu gemido. Suas mãos agarraram meu cabelo. Mordi sua coxa direita. Seu grito ecoou pelo quarto numa mistura de dor e prazer. A chupei com força mantendo suas pernas bem abertas.
— Ed... Oh, Ed... Por favor... — Melanie choramingou.
Meu pau já estava ereto, latejava tanto. Encerrei o sexo oral. Me acomodei entre suas pernas, posicionando-me em sua entrada e a penetrei.
— EDWARD! — Gritou/gemeu meu nome.
— Diga que ama! — Pedi dando a primeira estocada.
— Eu te amo... — Disse arranhando minhas costas.
— Diga que é minha! — Comecei a meter, indo cada vez mais fundo.
— Sou... Sua... Oh... Ed... — Fechou olhos.
Agarrei seus pulsos, puxando-os para cima e os segurei acima de sua cabeça. Melanie abriu os olhos e arfou. Ondulei os quadris, girando-os e apertei seus pulsos. Nossos corpos se chocavam com as minhas investidas rápidas e fortes.
[...]
Caí ao seu lado esgotado, pingando de suor, muito ofegante. Fitei o teto branco. Não sei quanto tempo se passou. Quando olhei para o lado. Não a encontrei mais ali.
Levantei e fui para o banheiro. Vi sua silhueta embaçada pelo vidro do box. Adentrei o box e ela se afastou quando me aproximei.
— Mel... — Estendi a mão, tentando tocá-la.
— Por quê você tem o prazer em me machucar? — Sua voz saiu rouca. Desliguei o chuveiro.
— Me perdoa. — Meus olhos começaram a lacrimejar.
Melanie mostrou os pulsos marcados, avermelhados.
— Por quê, Edward? — Seu rosto estava vermelho, ela chorava.
— Me perdoa. Me perdoa. Me perdoa. — A puxei para os meus braços. Ela começou a se debater.
— Me solta. Me deixe ir. Não toque em mim... Por favor, eu preciso de um tempo... — Implorava.
— Você jurou... — Solucei.
— E você me machucou de novo... — Desabamos juntos.
— Eu me odeio... — Doía tanto. Ela precisava saber.
— Não, não fale assim, você só precisa se controlar... Precisa de ajuda... Precisa se tratar! — Segurou meu rosto. Afastei suas mãos.
— VOCÊ NÃO ENTENDE! NADA VAI MUDAR O QUE ACONTECEU! NADA! EU TE MACHUQUEI, MELANIE! EU ME ODEIO POR ISSO! — Gritei. — Eu te amo... — Sussurrei.
— Eu te perdoo. Eu também te amo. Vamos levantar e tomar banho, amor. Vamos esquecer isso... — Ainda estávamos de joelhos no chão.
Melanie realmente me amava, mas até quando o amor dela iria durar?
[...]
No dia seguinte...
P.O.V Da Sam
— Bom dia, flor do dia! — Braços fortes me envolveram. Fui abraçada por trás.
— Bom dia. — Olhei para trás.
Freddie me roubou um selinho. Sorri e voltei atenção para as panquecas.
— Como estão as minhas garotas favoritas? — Acariciou minha barriga.
— Estamos famintas. — Respondi.
Ele riu cheirando o meu cabelo e se afastou.
— Deixem um pouco para mim também. — Brincou.
— Estou cozinhando para três. — Avisei risonha.
Apaguei o fogo, coloquei mais uma panqueca na pequena pilha de panquecas e joguei a calda de chocolate por cima.
— Hoje a mesa está bastante farta. — Reparou na mesa posta.
— Hoje acordei com vontade de cozinhar. — Expliquei.
— Ou seria com vontade de comer? — Prendeu o riso.
— Também. — Me sentei.
— Gosta de vitamina de banana com morango? — Perguntei cortando uma fatia de bolo integral.
— Gosto. — Colocou café numa xícara pequena.
— Do que você não gosta? — Perguntei.
— De mingau de aveia. — Fez careta para a minha tigelinha.
— Ah, é? — Abri um sorriso e coloquei a fatia de bolo no prato dele.
— É... — Me olhou desconfiado.
— O que foi? — Lhe lancei meu melhor olhar de inocente.
— Você vai me fazer tomar mingau de aveia todas as manhãs de agora em diante, né? — Indagou me olhando com aquela carinha de coitado.
— Bingo! — Exclamei para o horror dele.
— Por quê? — Choramingou.
— Já que não posso tomar café. A doutora proibiu. Você e a Carly não me deixam tomar nem um golinho, agora eu vou ter meu troco. — Sorri satisfeita.
— Uau! Que vingativa! — Fez drama colocando a mão no peito.
— Eu vou ter o prazer de te dar mingau na boquinha. — Avisei.
Minutos depois...
— Já está quase acabando... Só mais uma colherada, abra a boquinha... — Eu estava me divertindo.
Freddie fez careta e abriu a boca, dei a última colherada, bastante cheia de mingau de aveia. Acabei o lambuzando e comecei a rir. Ele enguliu e fez mais caretas.
— Admite logo, estava bem gostoso. — Lambi o dedo sujo de mingau.
— Não estava tão ruim, o que você colocou? — Limpou a boca com um guardanapinho de papel.
— Coloquei mel. — Levantei e comecei a recolher a louça.
— E se eu fosse alérgico a mel? — Indagou. — Eu tenho alergia a abelha. — Falou.
— Me faça uma lista das coisas que você tem alergia. — Pedi, eu não queria mandar ele para o hospital.
— Tá. — Concordou.
— Você tem alguma alergia? — Perguntou vindo me ajudar com a louça.
— Não que eu saiba... — Dei de ombros.
— Que bom. — Afastou meu cabelo e beijou meu rosto.
— Deixa que eu lavo. — Liguei a torneira. — Freddie... — Seu nariz deslizou por meu pescoço. — Você está me desconcentrando. — Fechei os olhos, sentindo minha pele arrepiar.
Sua boca encostou na pele sensível do meu pescoço. Arfei, seus braços estavam ao meu redor. Segurei suas mãos, pendi a cabeça para o lado, dando acesso para ele beijar meu pescoço.
— Ah... — Gemi baixinho, apreciando sua boca em minha pele.
Fomos interrompidos pelo toque do celular. Freddie me soltou e eu me segurei na pia, atordoada, sentindo minhas pernas trêmulas.
— É o seu. — Avisou.
Respirei fundo, me virei devagar e passei por ele, sem olhar em seu rosto, indo pegar o celular que tocava em cima da bancada.
Era a minha irmã.
— Oi, Mel! — Atendi.
"- Sam, maninha! — Ela parecia bastante eufórica. — Sinto sua falta. É tão bom ouvir sua voz. — Disse abaixando o tom."
— Digo o mesmo. — Sorri sentindo meus olhos marejarem.
"- Quero tanto te ver. Te dar um abraço bem apertado. — A voz dela começou a embargar."
— Eu também... — Fechei os olhos.
"- Precisamos tanto conversar. Quero te ver logo. Tocar sua barriguinha. — Ela estava tão emocionada quanto eu."
Nunca fomos o tipo de irmãs próximas. A distância entre nós era grande. A gente se via três vezes por ano. Nós falávamos apenas por mensagem ou por telefone. Melanie estudava num internato em outro estado enquanto eu estudava em Seattle numa escola pública.
— Quando você vem pra Seattle? — Perguntei.
Pam havia feito questão de se gabar pra mim dizendo que a Mel havia sido aceita numa faculdade em Milão.
"- Na verdade, eu já estou em Seattle, Sam. — Contou."
— Está na casa da mamãe? — Indaguei.
"- Não. Faz tempo que não falo com a mamãe, ela nem sabe que eu estou aqui. — Disse hesitante."
— Melanie, você devia estar em Milão, certo? — Logo estranhei aquilo.
"- Sim. É uma longa história... Eu prometo te contar tudo, mas não por telefone. Que tal a gente se encontrar hoje? — Sugeriu."
— Acho uma boa ideia. — Concordei.
"- Quero te apresentar o meu namorado. Tenho certeza que você vai adorar ele. — Disse um pouco mais animada."
— Também tenho uma pessoa muito especial para te apresentar. — Olhei para o Freddie e ele sorriu para mim.
"- O pai do bebê? — Ela perguntou soltando um gritinho empolgado."
— Sim. O pai do meu bebê! — Respondi e sorri para o moreno.
Combinamos de jantar no apartamento dela e do namorado, ela admitiu que nenhum dos sabiam cozinhar, mas ela prometeu que iam ligar para um bom restaurante e pedir algo especial para o jantar.
— Minha irmã nos convidou para jantar com ela e com namorado dela hoje à noite. — Avisei após encerrarmos a ligação.
— Legal! Já estou ansioso para conhecê-la. — Sorriu.
— Ela com certeza vai gostar de você. — Voltei para a pia.
— Vai me apresentar como... — Hesitou.
— Você é o pai da minha filha. A Melanie não precisa saber de mais nada. Estamos juntos, não estamos? — Fitei seus olhos castanhos.
— Estamos! — Confirmou.
Nos aproximos quase ao mesmo instante, fechei os olhos e entreabri os lábios. Passei os braços ao redor do seu pescoço, ficando nas pontas dos pés e ele me segurou com cuidado. Beijar aquele homem maravilhoso era tão bom. Eu me sentia nas nuvens.
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