Northern Lights
4 Chapter 4
Notas iniciais
O tempo pareceu voar e de pronto já era madrugada. Cada ondulação da lona vermelha, empurrada pelo vento gélido do Ártico que soprava fora, parecia marcar o compasso de um mundo que só existia dentro daquela barraca, onde risos misturavam-se ao som úmido dos lábios se unindo e dos gemidos enquanto faziam amor ali mesmo.
A aurora boreal, que já durava horas, continuava a projetar reflexos mágicos sobre os rostos de Kate e Garrett, que agora a assistiam através da pequena abertura da barraca, enroscados um no outro. Garrett deitava-se com a cabeça apoiada na mochila de Kate, que servia de travesseiro improvisado, enquanto seus braços envolviam o corpo de Kate. Sua mão esquerda repousava firme na lombar dela e seus dedos traçavam círculos preguiçosos com os dedos nas costas dela enquanto sua mão direita deslizava suavemente pelo braço esquerdo dela para fora da manta que os cobria, traçando pequenas carícias que faziam Kate relaxar em seus braços.
Kate, que por sua vez, descansava a cabeça no peito nú de Garrett. Seus olhos estavam fechados e seus braços enroscavam-se ao redor do torso de Garrett, ao mesmo tempo que suas pernas se entrelaçavam debaixo da manta. Os olhos de Garrett agora pousavam sobre Kate, demorando-se em cada detalhe. Seus lábios se curvavam em um sorriso, observando como o rosto angelical dela se iluminava com as cores da Aurora Boreal e como os cabelos loiros espalhavam-se sobre o braço dele para fora da manta.... Kate era perfeita em todos sentidos, pensava Garrett em seu íntimo.
-Eu estou feliz que você tenha vindo com a gente para o Alasca — Kate murmura, aconchegando-se ainda mais nos braços de Garrett, e deposita beijos pela clavícula dele, fazendo Garrett sorrir.
-Não tinha nem perigo. Eu viria de qualquer jeito atrás de você — Garrett brinca e deposita um beijo na testa de Kate, que sorrindo, abriu os olhos e ergueu a cabeça do peito de Garrett, sorrindo para ele. As cores verde e violeta que dançavam fora da barraca iluminavam seu rosto — eu seria um idiota se tivesse te deixado escapar... — Garrett murmura, olhando nos olhos dela. Kate sorri.
-E eu te daria um choque em alta intensidade e nem pense que seria fácil de você conseguir me conquistar, por mais que eu te ame muito... — Kate brinca, arrancando um riso de Garrett. Nesse momento, a mão esquerda de Garrett deixa o braço de Kate por um instante e toca o rosto dela, fazendo ela fechar os olhos por um instante.
-Eu vivi tanto tempo em vão... até encontrar você — Garrett confessou em voz baixa, deslizando suavemente o polegar pela bochecha dela. Kate voltou a abrir seus olhos para olhar para ele, com um sorriso surgindo nos lábios — você agora é o meu propósito e pra sempre será...
-Às vezes eu me pergunto se você faz a mínima ideia do quanto eu te amo, Garrett — Kate levou a mão direita até o rosto dele, traçando a linha de seu maxilar. Ele, sorrindo para ela, segurou a mão dela suavemente e a levou aos lábios, beijando os dedos com ternura. A ponta dos dedos de Kate deslizavam pelos lábios de Garrett e ela sorria.
-Eu sinto, Kate. A cada olhar, a cada toque. E se eu tivesse um milhar de vidas, em todas elas eu te encontraria — Garrett murmura e fecha os olhos ao beijar a mão dela novamente. Kate riu baixinho, emocionada. Se fosse humana, já estaria chorando de emoção. Então Garrett abriu os olhos e se inclinou, colocando sua mão no rosto dela, assim que seus lábios se tocaram.
O beijo era preguiçoso, cheio de uma ternura que não exigia pressa. Suas línguas se buscavam, explorando-se como se tivessem todo o tempo do mundo. As mãos de Kate subiram até a nuca de Garrett e seus dedos se perdem nos fios castanhos e desgrenhados, puxando-o mais para si. Garrett respondeu com intensidade, deixando a palma de sua mão afundar nos cabelos loiros dela, enquanto a outra mão repousava firme em sua lombar, mantendo-a colada contra si.
A barraca permanecia aquecida pelo calor dos beijos, muito embora eles não produzissem calor próprio, em contraste com o frio cortante do Ártico do lado de fora. O céu, filtrado pela lona fina, ainda deixava entrever o brilho suave da aurora boreal, que lançava reflexos coloridos no interior do espaço reduzido.
O corpo de Kate estremecia sob cada toque de Garrett, e ela deixava escapar gemidos abafados contra os lábios dele, um som doce que aquecia o peito de Garrett. Seus lábios se apartaram por alguns segundos quando Garrett ergueu seu torso e a cabeça e se inclinou sobre Kate, apoiando parte do seu próprio peso no cotovelo esquerdo. Sua mão direita, no entanto, pousa na cintura de Kate, que se deitou sobre a colcha de cor clara que forrava o fundo da barraca, sentindo o peso delicioso do corpo de Garrett sobre si. Seus cabelos dourados espalharam-se, criando uma imagem etérea dela. Seus dedos se enredavam nos cabelos castanhos de Garrett, como se ela estivesse se agarrando à certeza de que o tinha ali, só dela, e que nada poderia arrancá-lo de seus braços.
-Alguma vez já te disseram que você é perfeita? — com seus olhos fixos nos de Kate, Garrett murmura e Kate sorri para ele.
-Já, mas ouvir isso vindo de você é bem melhor.... — Kate responde sorrindo e suas mãos deslizam até o rosto dele, o que fez Garrett sorrir antes de voltar a beijá-la.
Cada carícia era lenta, pensada, como se Garrett quisesse memorizar cada milímetro do corpo de Kate. Kate estremeceu quando Garrett deixou seus lábios escaparem dos dela para traçar um caminho pela linha delicada da mandíbula, descendo até o pescoço. De olhos fechados, Kate arfou suavemente ao sentir a boca quente contra sua pele fria. Cada beijo no pescoço era como uma promessa silenciosa, um convite para se perderem um no outro.
Kate se viu abrindo as pernas sem pensar, entregando-se completamente à ele sem hesitar ao sentir a mão de Garrett deslizando suavemente pelo seu corpo, partindo de sua cintura até sua intimidade. Por debaixo da manta que os cobria, Garrett toca no seu ponto mais fraco, o clítoris, e ali começa a desenhar círculos lentos. Sua mente se encheu de lembranças súbitas. Depois de séculos acreditando que não havia espaço para o amor em sua eternidade, agora ali estava ela, rendida à Garrett, como se tivesse esperado por esse encontro durante toda sua existência.
O corpo de Kate reagia ao toque de Garrett com pequenos espasmos que percorriam seu corpo. Sua barriga contraía-se instintivamente. Sua respiração, próxima à orelha de Garrett, se tornava entrecortada, arfante, e os gemidos, cada vez mais intensos, escapavam de sua garganta num crescendo inevitável, carregados de desejo e entrega, deixando evidente como ela se rendia por completo às sensações que ele lhe provocava. Kate ainda movia os quadris sútilmente em direção à ele.
Contra o pescoço dela, Garrett sorriu antes de erguer a cabeça e voltar a capturar os lábios de Kate enquanto seus dedos trabalhavam para propiciar prazer à ela. Ao sentir os dois dedos de Garrett, o indicador e o do meio, a penetrarem e iniciarem um movimento lento de vai e vem, enquanto o polegar dele continua a massagear seu clitóris, os olhos de Kate se entreabriram, e por um momento ela conseguiu vê-lo sob a luz suave da Aurora Boreal que atravessava a lona vermelha da barraca.
A expressão dele era de desejo, como a sua. Com seus lábios unidos aos dela, Garrett franzia o cenho, concentrado em aumentar gradativamente a velocidade e intensidade do movimento de seus dedos, ao mesmo tempo que seus lábios se moviam com uma mistura de urgência contida e devoção, como se Garrett quisesse, ao mesmo tempo, venerá-la e se perder nela. Kate já tinha vivido muito, mais do que ele, e tinha estado com tantos homens que isso o atormentava. Garrett tinha medo de que fosse apenas "mais um", e esse medo se misturava ao desejo ardente que Kate despertava nele.
Essa insegurança que Garrett tentava esconder era percebida por Kate toda vez que eles faziam amor. Kate percebia através do modo como Garrett a tocava, como a beijava de forma quase possessiva. Em resposta, quando faziam amor, Kate buscava mostrar para ele através de gestos que não haveria mais ninguém que ela quisesse além dele.
Agora, suas mãos acariciavam sua barba e contornavam o rosto com ternura misturada ao desejo. Seus gemidos saíam mais fortes, mais cheios, quase como um chamado que dizia, sem palavras, que era apenas ele quem ela queria, apenas nele que se perdia. A cada investida, a cada carícia dele, ela se arqueava contra seu corpo, deixando claro o quanto a intensidade que sentia vinha unicamente dele.
Bastou alguns segundos na intensidade que Garrett movia seus dedos dentro dela para que Kate atingisse o ápice do seu prazer com uma intensidade avassaladora. Seu corpo arqueou sob o de Garrett e começou a tremer incontrolavelmente em convulsões suaves enquanto as ondas de seu prazer a percorriam. Garrett sentia cada contração dela ao redor de seus dedos, mas não parou com o vai e vem de seus dedos enquanto os gemidos abafados de Kate preenchiam o espaço da barraca.
-Garrett... — Kate deixa escapar um gemido abafado pela boca dele colada à sua enquanto ela se agarrava ao rosto dele, como se quisesse prendê-lo ali para sempre. O som do prazer dela ecoava pela pequena barraca, e Garrett, sentiu seu peito se encheu de orgulho, mesmo que, lá no fundo, ainda houvesse insegurança. No entanto, cada contração dela, cada gemido desesperado pelo toque dele, era a prova viva de que ela o queria por inteiro, e isso o consumia, o inflamava e o fazia querer levá-la ainda mais longe.
Garrett então abriu os olhos ao apartar seus lábios para contemplá-la sob a luz da Aurora Boreal que filtrava-se através da lona da barraca, mas mantém seus rostos a milímetros de distância e seus narizes ainda roçavam. Os olhos de Kate também se abrem para olhar para ele e ela sorri ao se derramar nos dedos de Garrett. Ele sorri de volta.
O corpo de Kate arqueou sob o de Garrett, um gemido alto e profundo escapando de seus lábios enquanto ela se agarrava ao rosto dele, como se quisesse prendê-lo ali para sempre. Os músculos de seu ventre se contraíram em espasmos intensos, e Garrett sentiu cada pulsação apertando-o ao redor de seus dedos, como se ela o sugasse para dentro de si. O som do prazer dela ecoava na pequena barraca, e ele, tomado por aquela reação tão intensa, ficou dividido entre a reverência e o êxtase.
Seu peito se encheu de orgulho e de desejo renovado, mesmo que, lá no fundo, ainda houvesse a sombra da insegurança — mas cada contração dela, cada gemido desesperado pelo toque dele, era a prova viva de que ela o queria por inteiro, e isso o consumia, o inflamava e o fazia querer levá-la ainda mais longe. Ele manteve os dedos dentro dela por um momento, sentindo os últimos apertos quentes e intensos que a percorriam, antes de acariciar sua intimidade com um toque mais lento e delicado, quase reverente. Garrett a envolveu com o outro braço, sustentando-a como se fosse preciosa demais para soltar, enquanto a respiração dela, ainda irregular, se misturava ao som do vento que batia contra a barraca, criando um contraste íntimo e arrebatado.
-Você é muito linda... — ele murmura baixinho no momento que seus dedos deslizam para fora dela, com cuidado. Mantinha-se apoiando parte do seu próprio peso no cotovelo esquerdo e sua mão direita voltou ao seu lugar original: a cintura de Kate.
Kate deixa escapar uma risada. Seus dedos permaneciam no rosto de Garrett, acariciando suavemente os lábios macios enquanto os olhos dourados desciam, fixando-se neles com uma mistura de ternura e brincadeira. A respiração dela ainda vinha irregular, misturando-se com o vento que batia contra a lona da barraca, criando um contraste arrebatador entre o frio lá fora e o calor entre eles.
-E você é perfeito... — murmurou, num fio de voz, e continuou, com um sorriso travesso — e é só meu e de mais ninguém, entendeu? — com seus olhos fixos na boca de Garrett, Kate o ameaça de brincadeira. Seus dedos afundavam de leve no rosto dele, Garrett não conteve a risada baixa que escapou de sua garganta. Seus olhos, fixos em Kate, brilham.
-Só seu, é? — entrou na brincadeira, apertando levemente a cintura dela. Kate riu, assentindo com a cabeça, e ergueu olhar para olhar nos olhos dele — E você é de quem? — ele pergunta de brincadeira
-Só sua e de mais ninguém — Kate respondeu com um sorriso doce, como se cada palavra fosse uma promessa silenciosa, e Garrett se sentiu derreter por dentro e a beijou.
O beijo rapidamente evoluiu para um mais intenso. Não havia nada no mundo que apagaria o desejo mútuo que crescia entre eles. Quando Garrett subiu nela, com seus braços envolvendo o corpo de Kate, os braços de Kate rodearam seu pescoço e suas mãos pousaram na nuca dele, com seus dedos afundando-se nos cabelos castanhos.
Garrett abre os olhos ao afastar o rosto do rosto de Kate e afastar seus lábios. Os olhos de Kate também se abrem e eles se observavam em silêncio no momento que Garrett desliza para dentro dela.
Os dedos de Kate se fecham nos cabelos dele e suas pernas rodearam a cintura dele. Garrett une suas testas, mas permanece de olhos abertos ao começar a mover-se com ritmo firme, sentindo como o corpo de Kate se moldava ao seu. Kate também mantinha seus olhos abertos, fixos nos dele. Seu corpo arqueava-se sob Garrett e seus dedos enroscavam-se nos cabelos dele a cada estocada a medida que Garrett aumentava a velocidade delas, como se quisesse que ele ficasse ali, totalmente presente, compartilhando cada sensação. Seus gemidos misturavam aos gemidos dele enquanto a respiração de ambos se tornava rápida e ofegante.
Não demorou para que Kate tivesse mais um orgasmo. Seu corpo, mais uma vez, convulsionou sob o corpo dele. Garrett a beijou, sentindo cada contração do corpo de de Kate envolvendo-o e isso o levou a um ponto de êxtase impossível de segurar. Seu corpo se arqueou sobre o dela, e um grunhido profundo escapou de seus lábios no instante em que atingiu seu próprio clímax, sentindo-se consumido pelo prazer que ela provocava.
Depois de gozar dentro de Kate, Garrett deu as últimas estocadas antes de parar e de deslizar para fora dela com cuidado. No entanto, permaneceu sobre ela e então afundou seu rosto no pescoço dela ao mesmo tempo que seus braços a envolviam com firmeza. Com suas pernas envolvendo a cintura dele, Kate afundou o rosto no ombro de Garrett.
Os dois ficaram ali, enquanto suas respirações entrecortadas se normalizavam. Garrett começou a traçar movimentos suaves com a ponta dos dedos pelas costas de Kate, como se quisesse memorizar cada curva de seu corpo. Kate, por sua vez, depositava beijos no ombro de Garrett e acariciava a nuca e os cabelos dele com a ponta dos dedos.
Imersos um no outro, Kate e Garrett não perceberam que as horas avançaram mais depressa do que eles gostariam que fosse. Quando o amanhecer começou a chegar devagar, com a luz pálida do sol começando a rasgar o véu do horizonte, a aurora boreal começou a se dissipar lentamente, como se o céu cansado recolhesse suas cortinas de cor depois de um espetáculo que parecia ter sido preparado apenas para os dois. A fogueira, lá fora, agora não passava de um amontoado de brasas adormecidas sob a neve fina que começava a cair outra vez.
A manta cinza os cobria de forma descuidada, revelando o suficiente para deixar evidente a intimidade entre eles. Kate agora mantinha sua cabeça encostada no peito nú de Garrett, com o rosto afundado no pescoço dele. Seus braços envolviam o torso dele e seus olhos estavam fechados, como se estivesse dormindo. Seus cabelos espalhavam-se sobre o peito de Garrett como ouro líquido enquanto era envolvida pelo braço esquerdo dele.
Garrett, por sua vez, voltou a encostar a cabeça na mochila de Kate, que servia de travesseiro, de modo que ele ficava um pouco mais erguido. A mão esquerda repousava na lombar de Kate por debaixo da manta e com a ponta dos dedos, ele desenhava círculos imaginários na pele macia dela, enquanto sua mão direita repousava sobre o emaranhado de fios dourados que se espalhavam por seu peito e seus dedos traçavam movimentos circulares no couro cabeludo de Kate, além dos beijos que ele depositava nos cabelos dela, o que fazia Kate sorrir. Os lábios de Garrett estavam colados aos cabelos de Kate no topo da cabeça dela e seus olhos estavam fixos nela.
Garrett acariciava os fios dourados de Kate em silêncio. Ele então fechou os olhos, permitindo que o calor dela e o calor de sua própria imaginação os levassem, juntos, para um mundo que existia apenas dentro de seus pensamentos. Imaginava a vida que ele e Kate poderiam ter tido juntos se fossem humanos, com todas as possibilidades que a imortalidade tirou deles.
Seria exatamente assim que Kate dormiria em seus braços enquanto ele a embalaria a noite toda? Garrett imaginou os dois acordando juntos, enroscados nos braços um do outro depois de uma noite de amor, onde ele sentiria o calor do corpo de Kate e o calor do seu corpo a aqueceria nas noites frias do Alasca. Depois de uma sessão de beijos matinais, ele então iria para a cozinha e prepararia o café da manhã com tudo o que Kate mais gostasse e levaria para ela na cama.
Garrett sorriu com o pensamento e pressionou um beijo no topo da cabeça de Kate, contra os cabelos loiros dela, enquanto seu olhar se ergue para a entrada da barraca, através da qual ele podia ver o Sol nascer tímido por entre as montanhas. É quando Garrett percebeu que estava na hora de irem embora.
-Bom dia — ele murmurou baixinho e olhou para Kate. Ela abriu os olhos ao erguer a cabeça e olha para ele, sorrindo.
-Bom dia — Kate murmura preguiçosamente. Garrett sorriu para ela e depositou um beijo em sua testa, gesto que fez o sorriso de Kate crescer.
-Temos que voltar pra casa... — ele sussurra e o sorriso de Kate se desfaz. Ela amava sua família e sua casa, mas estava tão gostoso estar assim com Garrett que ela não queria sair dali.
-Eu não quero sair daqui... — ela resmunga preguiçosamente e faz um biquinho, o que acaba arrancando uma risada de Garrett. Ele então depositou um selinho em seus lábios, gesto que fez o sorriso de Kate voltar aos seus lábios.
-Por mim, ficaríamos aqui pra sempre, mas temos que voltar para casa antes que achem que te sequestrei e antes que a Tanya venha atrás de nós — ele brinca e deposita um selinho nos lábios dela. Kate riu contra os lábios de Garrett e estendeu seu braço direito, deslizando sua mão para o pescoço dele, o puxando para mais um beijo, assim querendo adiar o fim daquele momento.
-Eu não me importo nem um pouco se acharem que você me sequestrou — ela brinca e Garrett ri, novamente depositando mais um beijo nos lábios dela.
-Mas eu prometo que teremos muitos outros momentos como esse. Vamos voltar mais vezes e fazer amor sob a Aurora Boreal todas as vezes que você quiser — Garrett murmura contra a boca dela, com seus olhos fechados.
-Promete? — também de olhos fechados, Kate murmura contra a boca dele. Ela sorria com a promessa dele. Essa noite foi de longe mais perfeita do que ela havia pensado que seria.
-Eu nunca quebro as minhas promessas — ele deposita mais um selinho nos lábios dela antes de se afastarem e se sentarem para então vestirem com suas roupas que estavam todas espalhadas pela barraca.
Depois de um tempo, os dois já estavam vestidos com as roupas do dia anterior e se preparavam para deixar o local onde passaram a noite. Garrett desmontava a barraca enquanto Kate, com sua mochila nas costas, dobrava a manta que serviu como cama ao seu lado. Depois, enquanto Garrett levava a barraca para o carro e a colocava no porta malas, Kate ajoelhou-se na neve, diante do que restava da fogueira, e jogou neve em cima da brasa quase adormecida para apagá-la totalmente. Seu cabelo loiro balançava com o vento gélido.
Kate então se levanta e alcança Garrett com velocidade vampiresca. Ele terminava de colocar a barraca no porta-malas e Kate aproveita para jogar a manta e colocar sua mochila também. Ele sorri para ela e ela sorri de volta ao fecharem o porta-malas do carro juntos, antes de Garrett prender Kate entre ele e a traseira do carro, agarrando-a pela cintura. Kate, rindo, coloca as mãos nos ombros de Garrett e eles trocam um beijo rápido antes de se afastarem e andarem em direções opostas para rodear e entrar no veículo.
-E ai? Gostou da nossa aventura? — Kate pergunta, puxando seu cinto, mas seus olhos dourados não deixam Garrett, que olhava para enquanto também puxava o cinto.
-Eu nunca tinha visto uma Aurora Boreal que durasse a noite toda — respondeu Garrett enquanto afivelava o cinto. Ele ainda estava pegando a prática, mas estava se acostumando rápido com sua nova vida e com todos elementos que englobavam estar ali com Kate. Garrett então olha para ela — tampouco tinha feito amor dentro de uma barraca no meio do Ártico sob as luzes de uma — ele confessa em voz baixa e com um sorriso que faz Kate rir.
-Acredite ou não, eu também não — Kate confessa e Garrett franze o cenho, sem acreditar que Kate, logo ela que era uma das criadoras do mito succubus, nunca tinha experimentado fazer sexo dentro de uma barraca no meio do Ártico -É serio? — ele pergunta desacreditado e Kate assente, sorrindo.
-Sério — Kate confirma e Garrett sorri — Digamos que é o meu lugar secreto, pra onde venho quando quero ficar sozinha, mas a partir de agora, se você quiser, pode ser o nosso esconderijo quando quisermos ficar sozinhos — ela propõe e dá uma picadela, com um sorriso divertido em seus lábios. Garrett, sorrindo, então se inclina na direção dela, apoiando seu cotovelo esquerdo sobre o descanso de braço entre os assentos, e faz um biquinho igual Kate ao que fazia quando queria um beijo. Ele já estava pegando as manias dela e estava amando cada detalhe. Kate ri pela imitação e também se inclina, aproximando seu rosto do rosto dele. Kate então coloca as mãos no rosto de Garrett no momento que seus lábios se unem em um beijo breve, mas terno.
-Então esse vai ser o nosso esconderijo a partir de agora — Garrett sussurra, unindo suas testas, e Kate sorri, inclinando seu rosto para roçar seu nariz no nariz de Garrett, que sorria.
-Definitivamente temos que repetir mais vezes — Kate brinca e roça seus lábios nos lábios de Garrett, fazendo ele rir.
-Nós vamos... definitivamente — Garrett responde entre risos e eles trocam um selinho antes de se afastarem. Kate se endireita no assento do motorista, assim como Garrett se endireita no assento do passageiro, e então Kate coloca a mão esquerda no volante enquanto que com a direita, encaixa a chave na ignição e a gira para ligar o motor que ronca suave. Kate então pisa no acelerador, fazendo o carro deslizar pela neve fofa.
-Oba — ela responde animada e vira o volante todo para a esquerda para dar a volta e voltarem por onde vinheram.
Garrett sorri para ela e então estende seu braço esquerdo até o painel para dar play em alguma música, gesto que ele tinha aprendido ao observar Kate fazendo isso. Ela olha de relance, sorrindo ao ver como Garrett se acostumava aos poucos com sua nova vida. "Waterloo" do Abba começa a tocar.
-Deixa essa e aumenta um pouco — Kate pede, concentrada com as mãos no volante enquanto desciam o caminho íngrime que levava ao local onde passaram a noite. Garrett olha por um instante para os botões do sistema de áudio, confundido e sem saber onde apertar. Kate percebe ao olhar de relance e sorri ao ver a confusão dele — é esse botão redondo. Gire ele para o seu lado — ela explica, apontando para o botão, e Garrett faz o que ela disse. O volume aumenta e ele então abaixa o braço antes de olhar para ela, sorrindo. Já no primeiro verso, Kate começa a cantarolar a letra baixinho e suas mãos batem no volante ao ritmo das batidas.
"My, my
At Waterloo, Napoleon did surrender
Oh, yeah
And I have met my destiny in quite a similar way"
Garrett observava em silêncio como Kate cantarolava Waterloo sem se preocupar se acertava as notas ou não. O cabelo loiro dela balançava com o balançar da cabeça dela, um ou outro fio escapando e se iluminando com o dourado suave do sol que atravessava o vidro do painel. Ela sorria enquanto cantava, e às vezes deixava escapar uma risada breve quando errava o ritmo.
"Waterloo
Promise to love you forevermore
Waterloo
Couldn't escape if I wanted to
Waterloo
Knowing my fate is to be with you" — cantarolando, Kate então olha para Garrett ao cantar o último verso, mostrando à ele que o destino dela era estar com ele.
Garrett sorria ao ver a animação dela com a música e foi quando se deu conta de que nunca tinha visto Kate assim, tão despreocupada. Quando a conheceu, o ambiente ao redor deles era carregado tensão, incerteza e medo com a ameaça dos Volturi pairando sobre todos. Depois, veio a morte de Irina, a qual ainda Kate e o restante da família estavam superando aos poucos...
Mas agora, ali, descendo a montanha com Waterloo ecoando alegremente pelo carro, Garrett via uma Kate completamente diferente. Pela primeira vez ele a via sem preocupações. Era simplesmente Kate, a mulher que ria de si mesma quando errava a letra ou desafinava, a que batucava o volante no ritmo da música, que deixava o cabelo voar ao mexer a cabeça... Essa era a mulher por quem ele se apaixonou.
"Waterloo,
I was defeated, you won the war
Waterloo,
promise to love you forevermore
Waterloo,
couldn't escape if I wanted to
Waterloo,
knowing my fate is to be with you"
Cantando, Kate estende seu braço direito em direção à Garrett e toca a nuca dele. Seus olhos dourados permanecem grudados na pista cheia de neve e sua mão esquerda segurava firme o volante. Sem conseguir tirar os olhos dela, Garrett ria com a empolgação dela. Se a felicidade tivesse um som, seria exatamente a voz de Kate cantando Waterloo sob o sol nascente.
Garrett pega na mão direita de Kate com sua mão esquerda, entrelaçando seus dedos, e leva a mão dela até seus lábios para depositar um beijo no dorso. Kate olha para ele e sorri. Garrett só podia sorrir de volta, uma pena que ela estava dirigindo e ele não poderia agarrá-la com beijos.
Após uma curva acentuada que vira a direção do carro, os colocando de frente para o Sol que se elevava acima das montanhas, um feixe de luz dourada ilumina o rosto de Kate através do vidro do painel, fazendo sua pele brilhar como se cada fio de cabelo e cada curva fossem feitos de diamantes. Garrett percebeu, surpreso, que nunca a tinha visto sob o sol antes.
Sem ele perceber, Garrett também refletia a luz, e Kate, vendo como sua mão esquerda brilhava sobre o volante, desviou o olhar da estrada por um instante e olhou para Garrett. Kate esqueceu da música. Waterloo continuava tocando, alegre, mas o som se tornou distante, abafado, como se o mundo tivesse diminuído só para que ela o observasse. Ele era perfeito — pensou ela.
Um sorriso involuntário se formava em seus lábios ao vê-lo sob a luz dourada do sol. Garrett estava com o rosto parcialmente voltado para ela, e seus olhos laranja escuro pousavam sobre ela. O sol, filtrado pelo vidro dianteiro, o envolvia em uma luz quente, quase líquida. A pele dele parecia capturar cada raio dourado, devolvendo-o em um brilho suave que a fazia lembrar o reflexo do sol sobre o gelo.
Pouco tempo depois, eles chegaram em casa. Kate estacionou do lado de fora, em frente à garagem, e desligou o motor. Ela e Garrett saíram do carro juntos e fecham as portas ao mesmo tempo. O vento gelado batia em seus rostos e fazia seus cabelos voarem. Garrett contorna o carro, passando pela dianteira, e ao chegar ao lado de Kate, que segurava a porta traseira aberta da esquerda e colocava sua mochila no ombro, ele beija o topo do da cabeça dela, o que faz ela olhar para ele e sorrir.
Garrett a ajuda a pegar a manta que levaram para o acampamento e a entrega para Kate, que a pega. Eles então se afastam do carro e caminham de mãos dadas até a porta, trocando olhares cúmplices e risadas bobas. O ar quente e acolhedor do interior os envolveu assim que Kate empurrou a porta. O contraste com o frio cortante lá de fora fez ambos suspirarem, e por um instante ficaram ali, de pé, apenas saboreando o conforto do lar que estava silencioso demais. O único som era o rangido suave do piso de madeira sob suas botas, que deixam rastros de neve trazida nas solas.
Kate anda até a sala e olha ao redor a procura de algum sinal da irmã e de Eleazar e Carmen enquanto Garrett permaneceu mais atrás, fechando a porta atrás dele. Foi ali no hall de entrada que algo chamou sua atenção: o que parecia ser um pequeno bilhete dobrado sobre o aparador que ficava diante da porta. Ele se aproximou, inclinando-se um pouco para ver o que era aquilo.
-"Para Kate e Garrett" — Garrett leu em voz baixa as palavras escritas em caligrafia impecável que ele não fazia ideia a quem pertencia. Desde a sala, Kate tirava a sua mochila das costas quando se virou para olhar para Garrett. Ela então deixa sua mochila e a manta sobre um dos sofás e se aproximou em velocidade vampírica, parando ao lado dele.
-O que é isso? — ela franze o cenho ao ler seus nomes escritos no papel. Kate reconhecia a caligrafia de Tanya, óbvio que sim, mas não entendia.
-Eu não sei, mas tem nossos nomes — Garrett olha para Kate e lhe entrega o papel.
Kate olha para Garrett e hesita por alguns segundos antes de pegar o bilhete da mão dele. Assim que o faz, Kate então olha para baixo e desdobra o papel com cuidado. O perfume leve de lavanda de Tanya escapou do papel e Kate sorriu ao reconhecer a caligrafia da irmã e começa a ler o recado em voz alta, segurando o papel com as duas mãos. O último trecho, no entanto, faz Kate e Garrett rirem.
"Eu e Carmen saímos para caçar alguns ursos-cinzentos aos arredores do Parque Nacional do Lago Clarke. Não voltaremos antes do início da noite. Quando estiverem lendo esse bilhete, Eleazar já deverá ter ido para a Universidade, de onde não deve voltar antes do fim da tarde, então aproveitem a casa somente para vocês.
Com amor, Tanya.
Observação: Só peço que não transem nos sofá das sala igual a Irina e o Laurent fizeram aquela vez, por favor. Nos poupem."
- Estamos sozinhos... — Kate olhou para Garrett com o canto da boca se curvando num sorriso divertido. Garrett, que ao lado dela também lia o recado, com as mãos na cintura, levantou os olhos do papel e olhou para Kate, com um sorriso lento se formando em seus lábios.
-Acho que Tanya e Carmen nos fizeram um favor ao deixar a casa só pra gente por algumas horas — Garrett responde em tom de brincadeira e Kate riu. As mãos de Garrett então deslizaram pela lateral do corpo de Kate até encontrarem a curva de sua cintura e então ele a puxou suavemente para si, envolvendo-a por completo, os dedos repousando firmes e quentes na lombar dela, por cima da jaqueta que Kate vestia.
-Uhum.. — com um sorriso sereno, Kate murmura enquanto erguia os braços e os passa ao redor do pescoço de Garrett, que ria, olhando para ela. Suas mãos pousam sobre as escápulas dele, sendo que ela segurava o bilhete entre os dedos da mão direita, amassando-o levemente sem perceber. Os olhos dele estavam fixos nos dela e vice-versa.
-Soa perfeito, né? — Garrett diminui o volume de sua voz ao aproximar seu rosto do rosto de Kate e roçar seus narizes, fazendo Kate sorrir ainda mais. Seus olhares fixos no olhar do outro.
-Mais do que perfeito — Kate murmura e então ergueu-se na ponta dos pés e esticou o pescoço, fazendo um biquinho com os lábios. Garrett soltou uma risada baixa e então, levou a mão direita à nuca dela, enterrando seus dedos nos cabelos dourados dela, e uniu seus lábios aos de Kate. Os dedos de Kate, adornados por anéis dourados, deslizam pela nuca de Garrett e afundam nos cabelos castanhos dele. Em resposta, Garrett a segurou com mais firmeza com sua mão esquerda na lombar dela, como se quisesse prolongar aquele instante o máximo possível.
O beijo terminou em uma sequência de selinhos lentos e brincalhões, que arrancaram risadas dos dois. Kate manteve seus dedos, adornados por anéis, mergulhados nos cabelos castanhos e desgrenhados de Garrett, que, por sua vez, a segurava com firmeza pela lombar, com a mão esquerda ancorada ali como se tivesse medo de soltá-la.
-Agora, que história foi essa da Irina e do Laurent transarem no sofá? — Garrett pergunta e Kate explode em risadas. Os braços de Garrett não se apartam do corpo de Kate e nem as mãos dela deixam seus cabelos.
-A Carmen e o Eleazar tinham viajado para a Espanha, como eles fazem todo ano, e eu e Tanya fomos caçar e deixamos a Irina e Laurent sozinhos em casa. Os dois acabaram fazendo amor aqui mesmo na sala e depois foram para o quarto da Irina, que virou o quarto do Laurent também. Quando eu e a Tanya voltamos pra casa, as roupas dos dois estavam espalhadas pela sala e os sofás estavam fora do lugar — Kate responde entre risadas e Garrett olhava na direção dos sofás com um meio sorriso, misturado entre espanto e divertimento ao imaginar a cena.
-Meu deus — Garrett murmura e olha de volta para Kate, que ria ao se lembrar, mas ao mesmo tempo que ela ria, Garrett notava uma certa tristeza na voz de Kate. Ela sentia muita falta de Irina e isso era visível. Mesmo eles se divertindo e mesmo que ela risse, em alguns momentos ao lembrar de Irina, Kate se entristecia. Os olhos dourados dela agora apontavam para baixo, uma tentativa de esconder de Garrett sua tristeza. No entanto, ele percebeu — mas se supostamente a gente fizesse isso aqui, não deixaríamos a prova do crime como sua irmã fez — ele brinca para divertí-la. Funcionou, pois Kate ergueu seu olhar e olhou para ele com uma nova risada escapando de sua garganta. Garrett ri e, com a mão direita ainda na nuca dela, a puxa para mais um beijo.
-Você teria gostado da Irina... e ela teria gostado de você — ao falar sobre Irina, a voz de Kate carregava uma emoção densa. A saudade a consumia em ondas silenciosas, mas junto, vinha também a doçura das lembranças. Kate sentia um misto de felicidade de ter tido a sorte de viver um milênio ao lado de Irina, mas por outro lado, sentia tristeza por não poder viver mais outro.
Garrett observava Kate em silêncio e um sorriso suave surgiu em seus lábios. Ele via como os olhos de Kate brilhavam entre a dor e a lembrança, e compreendia que aquelas memórias eram tanto um consolo quanto uma ferida aberta. O que ele mais queria era ser o porto seguro que Kate precisava sempre que o luto se fazia presente.
-Pelo que escuto de vocês, a Irina parece ter sido uma pessoa legal...
Kate ergueu os olhos para Garrett, com um meio sorriso surgindo em seus lábios. Irina tinha sido especial, e Kate desejava com cada parte de si que a irmã tivesse voltado para casa com eles....
-Minha irmã era uma pessoa maravilhosa... Irina tinha um brilho que iluminava todos e tudo ao redor dela, mas a morte de Laurent fez ela sair completamente do eixo... — Kate murmura e em seu íntimo, não pôde evitar pensar em como agora compreendia Irina mais do que nunca. Kate sabia que sairia do eixo se perdesse Garrett — eu não a julgo... Eu até acho que faria a mesma coisa se te perdesse....
Os olhos de Garrett se prenderam nos olhos dourados de Kate, que olhava para ele. Isso fez seu coração se apertar e com um movimento lento, Garrett deslizou a mão direita até a nuca dela, enterrando os dedos firmes nos fios loiros e sedosos, puxando-a com delicadeza em direção ao seu ombro, como se quisesse abrigá-la em si mesmo. Kate encostou sua cabeça no ombro de Garrett e fecha os olhos, sentindo o cheiro amadeirado dele.
-Você nunca vai me perder, ouviu? — ele sussurrou, deslizando sua mão esquerda pelas costas de Kate enquanto sua mão direita permanece na nuca dela. Kate se aninhou contra ele, como se aquele gesto fosse o único lugar seguro no mundo. As mãos dela agora pousavam nos ombros de Garrett e ela pressionava a ponta de seus dedos ali por cima da jaqueta preta que ele vestia. Garrett inclinou-se e pressionou os lábios contra a testa dela. Com a ponta dos dedos, Garrett acariciava o couro cabeludo dela com massagens circulares.
-Promete? — erguendo a cabeça para encará-lo, Kate deixou escapar um murmúrio baixo, quase trêmulo. Garrett sorriu, abrindo os olhos em seguida, e tirou a mão direita da nuca de Kate para colocar delicadamente uma mecha da franja dela por trás da orelha dela. Kate sorri com o gesto.
-De mim você não se livra facilmente, mulher — seu comentário brincalhão, em tom mais baixo que o que ele costumava falar normalmente, fez Kate afundar o rosto no peito dele, escondendo o riso que surgiu em sua garganta. Garrett riu junto, apertando-a mais forte contra si, como se nunca fosse deixá-la escapar de seus braços, e fechou os olhos ao colar seus lábios nos cabelos de Kate, sentindo o cheiro deles. A mão direita de Garrett pousava na lateral da cabeça dela, a pressionando levemente contra sua boca.
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Instantes depois, ao abrirem a porta do seu quarto, o ambiente os recebeu com uma penumbra, iluminada apenas pela luz fraca do sol que entrava através das cortinas. Kate entrou primeiro enquanto Garrett segurava a maçaneta para ela passar, e acendeu a luz antes de caminhar até a cama, onde largou a mochila e a manta dobrada. O clique seco da porta se fechando ecoou no silêncio do cômodo.
Kate levou as mãos na cintura e ficou olhando para as montanhas nevadas através da janela. Admirando o céu azul que parecia ser tocado pelos cumes nevados, Kate nem percebeu que Garrett já estava atrás dela antes do peito dele colar-se às suas costas. Ela sorri quando Garrett afastou seus cabelos para o lado e enterrou o rosto na curva do seu pescoço, aspirando seu perfume, ao mesmo tempo que os braços dele a envolveram, firmes e possessivos, e as mãos deslizaram até repousarem sobre o abdômen dela, em um gesto ao mesmo tempo protetor e íntimo.
Kate sorriu, fechando os olhos ao sentir o toque dele. A cabeça tombou para trás, encontrando o peito de Garrett, e um suspiro escapou-lhe dos lábios dela quando os beijos dele começaram a percorrer o seu pescoço. A mão direita de Kate pousou sobre a mão direita de Garrett, que descansava em sua barriga, entrelaçando os dedos nos dedos dele. Já seu braço esquerdo se ergueu sobre o ombro dele e sua mão pousou na nuca dele, com seus dedos se enroscaram nos cabelos de Garrett.
Garrett deixou escapar um riso baixo contra o pescoço de Kate e então espalhou beijos lentos ali enquanto suas mãos repousavam na barriga de Kate. Ela suspirou, sorrindo, e deixou o corpo amolecer entre os braços dele. Garrett a puxou ainda mais para perto, como se quisesse senti-lo fundir-se a ela, e encheu de beijos no pescoço e no rosto, arrancando um riso dela e a fazendo encolher os ombros de cócegas.
-Você não faz ideia do quanto eu te amo — Garrett murmurou, pressionando sua boca contra a bochecha dela. Então ergueu o rosto e abriu os olhos para observá-la. Os cabelos loiros de Kate refletiam a luz suave que filtrava-se através das cortinas, espalhando reflexos dourados que pareciam brilhar contra sua pele pálida.
-Será que eu não sei? — com um sorriso divertido surgindo em seus lábios, Kate o desafia e abre os olhos para olhar para ele. Garrett soltou uma risada breve, antes de capturar os lábios dela com um beijo lento, que parecia conter tudo o que palavras não poderiam dizer. Novamente de olhos fechados, Kate riu contra os lábios de Garrett e virou-se nos braços dele para ficar de frente. Sua mão direita agora pousa na linha da mandíbula de Garrett enquanto a esquerda permanece na nuca dele. As mãos de Garrett agora se fechavam no meio das costas de Kate e a ponta dos cabelos dela roçava à medida que ela movia a cabeça e seus cabelos balançavam.
Seus lábios se separaram por um instante e Garrett uniu sua testa à testa de Kate, que abriu os olhos ao mesmo tempo que Kate abriu os olhos dela. Ambos riram e seus risos preencheram o silêncio do quarto.
-Você não sabe o tanto que eu te amo desde o primeiro segundo que te vi — murmurou Garrett, antes de novamente prendê-la em mais um beijo. Seus braços em torno dela a puxam contra ele e Kate, por sua vez, sorria contra a boca de Garrett. O corpo de Kate se moldava ao corpo de Garrett enquanto seus dedos mergulhavam nos seus cabelos castanhos e sua mão direita pousa na mandíbula dele, com seus dedos acariciando a barba dele.
-Eu também te amo desde o primeiro segundo — Kate ainda sorria enquanto murmura contra a boca dele. Seus narizes roçam e Garrett, sorrindo, pressionava sua testa contra a testa de Kate enquanto deixou suas mãos deslizam pelas costas dela suavemente, uma pousando na lombar e a outra subindo até a nuca dela, mergulhando nos cabelos loiros dela. Kate, por sua vez, deslizou a mão direita pelo peito de Garrett enquanto sua mão esquerda permanecia enlaçada na nuca dele.
Com um movimento suave, Garrett deitou Kate de costas na cama e se deitou sobre ela. Garrett apoiava o peso do seu corpo com um dos braços pressionando o colchão enquanto sua mão direita deslizava pela lateral direita do corpo de Kate, desde a curva do quadril até a cintura, contornando o corpo dela com dedos firmes, possessivos, que a faziam estremecer. Em um instante, a mão dele subia pelas costas dela, sentindo a respiração acelerada, e no seguinte voltava a apertar-lhe a cintura por cima da jaqueta dela, trazendo-a ainda mais contra ele.
As pernas de Kate estavam abertas, dobradas para cima com seus pés sobre a cama, sem se importar se as solas de suas botas sujavam a colcha. Garrett posicionava-se entre elas. A mão esquerda de Kate permanecia enlaçada na nuca de Garrett e seus dedos, adornados pelos anéis dourados que refletiam a luz da janela, se enredavam nos cabelos castanhos de Garrett, puxando-os levemente a cada momento em que o desejo crescia dentro de si, enquanto sua mão direita deslizava pelo peito firme dele até alcançar sua cintura e se prender ali, como se não quisesse deixá-lo escapar.
O beijo se alternava entre urgência e doçura. Ora seus lábios se pressionavam e as línguas se enroscavam em um ritmo quase voraz para depois eles virem com selinhos que se demoravam, o que arrancava pequenos risos abafados dos dois. Um selinho se transformava em outro e depois outro, dessa vez mais longo e mais intenso que o anterior, e mesmo quando se afastaram por um instante para respirar, os olhares continuaram a falar tudo o que não precisava ser dito em palavras.
Algumas horas depois, a noite retornara ao Alasca como uma cortina espessa que se fechava sobre o estado congelado. Era inverno e a escuridão parecia infinita dada as poucas horas de luz solar que brilhavam durante o dia inteiro. Kate e Garrett estavam trancados dentro do quarto desde que chegaram em casa e nem estavam interessados em saber se Tanya, Carmen e Eleazar tinham chego em casa. O quarto estava mergulhado em um escuro confortável e reinava o aconchego. A única luz vinha da televisão ligada, que lançava um brilho azulado sobre os rostos deles.
Kate segurava o lençol contra o corpo, cobrindo sua nudez, enquanto seus olhos seguiam cada detalhe do episódio de Black Mirror que ela já conhecia de cor. Estava sentada na cama, com as costas apoiadas nas almofadas encostadas na cabeceira e as pernas dobradas sob as coberta, e mantinha seus olhos dourados fixos na tela da televisão. Seus cabelos loiros, soltos, deslizavam sobre seus ombros e pelo seu colo, refletindo a luz da TV, assim como o colar que ela levava no seu pescoço. Se tratava de um amuleto que Kate, Tanya e Irina usavam para simbolizar sua união e irmandade. Os três colares se diferenciavam um pouco, mas tinham o mesmo pingente metálico de inspiração tribal eslava. O de Kate tinha uma corrente dourada com algumas contas brancas em madeira que circundavam o pingente.
Garrett, deitado de bruços ao lado dela, no entanto não dava a menor importância para o que acontecia na tela. O olhar dele estava preso em Kate, como se nada no mundo fosse mais digno de contemplação do que ela. Seus braços fortes estavam dobrados debaixo de sua cabeça, e seus cabelos castanhos caíam sobre sua testa, bagunçados de um jeito que Kate achava irresistível. As cobertas o envolviam apenas até os quadris, revelando a extensão das costas nuas que reluziam sob o clarão azulado da televisão.
-Ainda não entendo como você pode gostar de séries britânicas… — depois de alguns minutos de silêncio, Garrett quebrou a quietude com a voz baixa, carregada de ironia. Kate soltou uma risada, balançando a cabeça, e virou o rosto para ele. A expressão de Garrett estava séria, mas o tom no fundo denunciava a provocação.
-Tanta implicância com os ingleses… — ela disse em tom baixo, mas divertido, e Garrett ergueu a cabeça e apoiou melhor o queixo sobre os braços cruzados, fingindo um ar entediado.
-Só o sotaque já é insuportável — ele resmunga e Kate mordeu o lábio inferior, tentando segurar o riso, e então voltou a olhar para a televisão, tentando se concentrar na série. Garrett soltou um suspiro de tédio e se sentou na cama, encostando as costas na cabeceira. Ele então dobrou os braços, os passando por trás da cabeça, e fica em silêncio, olhando para a televisão, embora não estivesse prestando atenção. Garrett fecha os olhos, como se estivesse dormindo, pra ver se o tempo passava mais depressa e o episódio acabava logo para eles fazerem alguma coisa juntos — Falta muito pra acabar? — ele resmunga, quebrando a quietude com a voz baixa.
-Shhh — concentrada, Kate tampa a boca dele com a mão direita. Garrett abre os olhos para olhar para ela.
Sem aviso, Garrett a tomou pela cintura e a puxou para baixo, a deitando. Os cabelos loiros de Kate se espalharam pelos travesseiros de fronha clara e ela soltou um gritinho, imediatamente seguido por uma risada abafada enquanto Garrett se posiciona sobre ela, a mantendo presa debaixo dele, segurando sua cintura com firmeza. Nesse momento, o lençol que cobria o corpo de Kate era a única barreira existente entre eles. A parte que o cobrira havia caído com o seu movimento, deixando sua nudez masculina totalmente à mostra naquele momento.
A mão de Kate que ainda estava na boca de Garrett, calando-o, deslizou para a bochecha dele e ali pousou para a acariciá-la por cima da barba, enquanto a outra mão, que antes segurou o lençol contra seu peito, subiu para repousar no ombro dele, mantendo algum controle sobre a posição dele.
Garrett fechou os olhos ao roçar os lábios nos dela, sorrindo de lado. Kate também fecha os olhos, sorrindo com o roce — isso é muito melhor do que ouvir esse sotaque chato, não acha? — ele murmura e sem esperar pela resposta dela, chupou levemente o lábio inferior de Kate, mostrando exatamente o que queria dizer. Kate soltou um gemido baixo, misturado de surpresa e prazer. Quando os lábios de Garrett desceram até o pescoço dela, alternando entre beijos e mordiscadas, Kate revirou os olhos, deslizando as mãos para a nuca de Garrett e enterrando seus dedos adornados de anéis nos cabelos castanhos dele, causando nele um arrepio que percorre todo seu corpo. Kate então abriu os olhos novamente e rindo, esticou o pescoço para tentar ver a série por cima do ombro de Garrett.
-Deixa eu terminar de assistir — ela reclama entre risos. Garrett sorriu contra o pescoço de Kate e pressiona seu corpo levemente contra o dela ao mesmo tempo que seus lábios voltam para a linha da mandíbula dela, onde ele mordisca, beija e contorna a mandíbula de Kate com a ponta da língua. Kate vacila em manter seus olhos abertos e volta a fechá-los. Seus dedos apertam os cabelos de Garrett, fazendo ele mordiscar a mandíbula dela em resposta — Garrett.... — sua voz sai como um gemido.
-O que tem de tão especial nessa série que seja melhor do que isso — ele provoca, pressionando a boca contra a mandíbula dela. Sua língua roçava na pele de Kate enquanto ele depositava beijos úmidos bem no osso da mandíbula dela, fazendo Kate soltar um suspiro baixo. Cada toque dele fazia tornava impossível manter a concentração na TV que lançava sobre eles o seu brilho azulado.
Quando a boca de Garrett chegou novamente aos lábios dela, Kate abriu os olhos e tentou voltar a assistir a série, mas era inútil. Cada roçar de lábios ou mordiscada suave, apagava toda a atenção que ela tentava manter. Kate soltou um pequeno gemido entre o beijo, antes de fechar os olhos novamente, rindo da própria incapacidade de resistir.
-Você não vai mesmo me deixar assistir, né… — ela virou o rosto ligeiramente, mas foi interrompida quando a mão de Garrett tocou no seu rosto e a boca dele tocou o canto da sua.
-Não mesmo — ele murmurou contra o canto da boca dela, conduzindo-a de volta para a boca dele. Kate sorri quando seus lábios se encaixam aos lábios dele novamente, e coloca as mãos no rosto de Garrett. Ora Garrett mordicava o lábio inferior de Kate, ora sua boca descia até o pescoço dela, mas suas mãos não deixam a cintura dela. Seus dedos pressionam de leve, lembrando-a de que ele estava ali, decidido a não deixá-la se concentrar na série. Quando sentiu a boca de Garrett na curva do seu pescoço, descendo para seu ombro direito, Kate desistiu de tentar voltar para sua série e se entregou.
Suas bocas se encontravam em um beijo cheio de entrega e amor, como se o tempo tivesse parado fora daquele quarto. Suas línguas se tocavam, se entrelaçando em um duelo lento e faminto, cada movimento respondendo ao do outro em perfeita sincronia. O som úmido e ritmado do beijo preenchia o quarto, ecoando suave contra as paredes e misturando-se com o áudio distante da série que ainda passava na televisão e que já não tinha importância alguma para Kate, completamente alheia ao que acontecia fora daquele instante.
As mãos de Kate deslizam pelo rosto de Garrett, passando pela barba, antes de escorregarem pelos ombros largos dele. A ponta dos dedos dela traçava caminhos lentos pela pele de Garrett, arrancando-lhe um arrepio involuntário, um estremecimento que percorria seu corpo inteiro. Ele, em resposta, mantinha as mãos firmes em sua cintura e seus dedos pressionavam de leve o local, como se quisesse lembrá-la a cada segundo de que ela estava ali, presa entre seus braços e segura nele.
Em um gesto repentino, Kate tomou para si o controle ao empurrá-lo com delicadeza, fazendo Garrett cair de costas sobre o colchão. Sem descolar seus lábios dos lábios dele, Kate ergueu-se e subiu encima dele, encaixando-se sobre os quadris dele com o corpo inclinado para a frente. O lençol escorregou com o movimento, deslizando até um pouco mais abaixo da cintura de Kate, revelando mais do corpo dela. Além disso, o membro enrijecido de Garrett agora roçava contra a intimidade de Kate e o que os separava era somente o lençol fino. O que se seguiu foi uma risada abafada dos dois, que ainda tinham os lábios unidos até o último segundo antes de se separarem.
Os olhos laranja escuro de Garrett se abriram ao mesmo tempo que Kate abriu os dourados dela. Com um sorriso cúmplice e apaixonado, ele a observa em puro deleite, descendo seus olhos pelos seios e pela barriga dela, como se cada detalhe fosse um presente que ele não se cansava de receber. Os cabelos loiros de Kate caíram ao redor do seu rosto caíam pelos ombros dela, escondendo os seios dela debaixo dos fios dourados, As mãos de Kate ainda repousavam sobre os ombros de Garrett e ela sorria para Garrett, estranhamente se sentindo envergonhada diante do olhar dele. Ela, que no passado amava ser venerada pelos homens, estava completamente rendida pelo patriota revolucionário que conheceu a menos de um mês.
Uma das mãos de Garrett voltou para a cintura de Kate enquanto a outra puxou o lençol que ainda criava uma barreira entre eles. Depois de fazer isso, Garrett usou sua mão para conduzir seu membro até a entrada dela. Kate, por sua vez, se levanta um pouco sobre ele e o ajuda a encaixar o membro dentro dela antes de deslizar para baixo.
-Você é maravilhosa... — Garrett murmura entre gemidos e pousou as mãos na cintura dela, deixando o resto com ela. Kate sorri para ele e jogou seus cabelos para trás ao começar a mover-se sobre ele, devagar ao princípio.
-E você é perfeito — sem tirar os olhos dos dele, Kate sussurra com um sorriso safado e morde o lábio inferior ao inclinar-se ligeiramente para a frente. Nesse momento, as mãos de Kate pousam no peito nú de Garrett para apoiar-se e conduzir o ritmo das estocadas, deixando-se levar pela onda de prazer que crescia a cada instante dentro dela.
Os movimentos de Kate foram ficando mais intensos e Garrett a segurava firme pela cintura, como se o mundo fosse desmoronar se ele a deixasse escapar. Pequenos estalos e suspiros ecoam pelo quarto, preenchendo o ar com a própria respiração deles. Cada gemido baixo de Kate faz Garrett arrepiar-se, e os sons dele provocam nela uma reação quase automática de prazer, arrepiando cada fio de cabelo e cada nervo da pele.
O ritmo continuava a aumentar e cada movimento de Kate sobre Garrett era preciso, alternando pressões suaves e lentas com pequenas acelerações que faziam ambos estremecerem. Os gemidos baixos se misturavam ao som da respiração ofegante, ecoando pelo quarto e criando uma música íntima só deles.
Quando o prazer atingiu seu ponto máximo e se condensou em uma explosão arrebatadora, as mãos de Garrett deslizaram meio das costas de Kate no momento que ela se debruçou sobre ele e pousou as mãos no rosto dele para beijá-lo. Seus lábios colados aos dele, sugando e roçando em beijos profundos, abafam os gemidos que escapam de suas gargantas.
Instantes depois, os dois estavam deitados, ainda absorvendo a intensidade do que haviam compartilhado momentos antes, cada um se recompondo no calor do abraço do outro. A televisão permanecia ligada, mas sequer prestavam atenção. Seu brilho azulado iluminava suavemente os contornos de seus corpos nus entrelaçados na cama, criando sombras delicadas que dançavam sobre a pele pálida deles.
A cabeça de Garrett repousava sobre os travesseiros que deixavam-o levemente erguido, e seus braços envolviam Kate de forma protetora. Suas mãos deslizavam suavemente pelas costas nuas dela, percorrendo cada curva, enquanto sua boca, unida à boca de Kate, distribuía beijos preguiçosos. Sorrisos escapavam de ambos entre um beijo e outro.
Kate, por sua vez, mantinha a cabeça no ombro direito dele enquanto seu braço direito envolvia o torso dele e seu braço esquerdo dobrava-se entre seu corpo e o corpo de Garrett para que sua mão esquerda tocasse no rosto dele. Seus cabelos loiros espalhavam-se sobre o braço direito de Garrett, formando uma cortina dourada que emoldurava o rosto dela e caía em mechas soltas por suas costas. Ela sorria contra a boca dele e também depositava beijos preguiçosos nos lábios dele enquanto as pernas se entrelaçavam e o pé direito de Garrett roçava levemente a panturrilha esquerda dela.
Conforme os minutos passavam, os toques foram se tornando mais preguiçosos. O silêncio reinava no quarto, quebrado apenas pelo ritmo tranquilo da respiração de ambos. A mão direita de Kate agora estava entrelaçada à mão esquerda de Garrett, repousando sobre o peito dele, e o polegar dele deslizava lentamente pelo dorso da mão dela. Sua mão esquerda tocava o rosto dele enquanto o braço direito de Garrett a envolvia com cuidado, com sua mão pousada nas costas dela, como se quisesse absorver cada pedacinho de sua presença.
As testas se tocavam levemente, e seus olhares se encontravam em um instante silencioso de cumplicidade. Um sorriso surgia nos lábios de cada um, pequeno, íntimo, carregado de ternura e afeição. Naquele momento, não havia pressa, nem palavras necessárias — apenas a sensação de estarem completamente conectados, compartilhando um instante de proximidade e calma que parecia eterno.
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