Norfolk
8 Capítulo 7
Capítulo 7
Meses se passaram e a prisão preventiva de Armand Merlows foi finalmente decretada. O loiro tinha plena consciência que, sem o peso que o ducado de Norfolk possuía, ele não teria como continuar a esconder as provas que fatalmente o incriminariam. Ele não sabia como o maldito do filho de Nicholas havia conseguido tantas informações e ainda um meio de tornar as provas lícitas. Tinha verdadeiro ódio do homem e, com isso, seu ódio pela atual duquesa de Norfolk tornava-se cada vez maior.
Foi com espanto que o jovem recebeu a notícia que exatamente o homem responsável por toda sua desgraça o estava aguardando na área de visitas. Pensou em dizer que não receberia o visitante, mas acabou por decidir ir ver o que ele poderia ter para lhe dizer.
Armand se sentou em frente ao aristocrata sem conseguir disfarçar seu ódio.
— O que quer aqui, Norfolk, veio constatar que agora sua ensossa esposa pode circular livremente sem que eu a ameasse? Lembra-se do que me disse no nosso último encontro? Que não importava onde eu me esconderia você me acharia? Pois bem, digo o mesmo, Katrina nunca terá paz enquanto eu existir, tenho meus contatos e muito dinheiro para mantê-los fiéis. Quero que tenham uma vida infernal!
— Espero que não esteja blefando, Merlows, pois conto estes seus... Serviços. — No instante em que o duque disse essas palavras sua fisionomia mudou por completo e em seu lugar surgiu um rapaz de cabelos rosados cortados bem curtos e olhos verdes. O homem tinha um olhar perverso, era bastante alto e muito musculoso.
— Não se assuste, nesse momento as pessoas que estão nos vigiando estão diante de uma ilusão e vendo apenas o lhes convém ver.
— Quem é você?
— Meu nome é Ian Guston e, assim como você, quero infernizar a vida desse dileto casal, na verdade, queremos nos livrar deles, não é mesmo?! Mas, acredite, seus "contatos" não podem fazer nada contra Camus, ele é um homem muito, muito poderoso. Contudo, dizem que a inteligência sempre supera a força, não que ele não seja um homem muito sagaz, porém homens como ele confiam demais no próprio poder a acabam sendo negligentes. Eu posso lhe dar as armas de que necessita para enfrentar não apenas a ele, mas também os seus companheiros...
— Você é como ele? São aberrações... — Merlows não conseguia conter seu pânico ao se lembrar da dor alucinante que perdurou dias quando teve aquele último encontro com o duque.
— Não somos aberrações, somos deuses, controlamos o poder do universo que existe em nós... Mas assim como os homens aprenderam a controlar a criação divina, uma criatura ordinária como você também pode vencer um deus. Vou lhe mostrar como poderá vencer seu oponente, mesmo não tendo nem um milésimo do poder que ele possui. Vou tirá-lo daqui e você irá me mostrar tudo que preciso saber para ocupar o lugar de atual duque, e em contrapartida, posso de oferecer uma nova vida, longe da cela que vem ocupando, para que gaste seu dinheiro com coisas mais interessantes que perseguir a minha adorada esposa. Mas espero que compreenda que eu também preciso que me deixe viúvo e sobre mim não pode incorrer qualquer suspeita, senão a de que minha alma está verdadeiramente destroçada pela morte violenta da minha duquesa...
À Armand pouco importava quem era aquele homem, apenas sabia que ele era resposta perfeita para seu problema. Com todas as acusações que pesavam sobre si, a rainha, com certeza, retiraria o título caso o atual duque morresse sem deixar herdeiros. Não poderia se apegar mais a ideia de ser duque, queria apenas recuperar sua liberdade e se vingar daqueles que lhe tiraram o que era seu por direito. Os dois homens selaram o acordo entre sorrisos malignos e a certeza do triunfo.
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Katrina sentia o peso do corpo quente do marido sobre si. Ele se movia com força e graça e os dois não conseguiam conter os gemidos prazer. Quando a satisfação chegou, ela veio com o regozijo de sempre, não havia dúvidas que se completavam plenamente. Camus sentiu o último jato de gozo se depositar e beijou a testa da esposa.
— Precisa do travesseiro para se elevar?!
Mesmo que estivesse muito feliz com o casamento e não tivesse a menor pretensão se encerrá-lo quando a jovem desse a luz a um herdeiro, ele não podia negar que ter um filho deixou de ser uma mera conveniência para se livrar de uma união indesejada para se converter num desejo real, queria muito ter uma família com a mulher que definitivamente havia entrado e se instalado em seu coração.
Katrina sorriu diante da pergunta, embora seu coração estivesse apertado de angústia, como ele receberia a notícia?!
— Não vamos mais precisar disso, My Lord!
Camus a olhou entre o susto e a expectativa.
— Quer dizer que...
— Estou grávida!
— Isso é maravilhoso, meu amor! – Camus estava prestes a dar na esposa um beijo apaixonado quando viu os olhos castanhos marejados. — O que houve, Katri?!
— Repete o que disse!
— Que é maravilhoso que esteja grávida? Claro que sim! Estávamos ansiosos por isso...
— Não! A parte que me chamou de “meu amor”, isso é verdade, Louis?! Nunca me disse nada assim... Me desculpa, estou sendo um boba... Eu.... – Estava arrependia do que tinha dito, mas ficou tão feliz coma declaração espontânea que não conseguiu se conter e agora estava apavorada com a reação que ele poderia ter.
Camus passou a mão com suavidade sobre o rosto delicado secando as lágrimas que teimavam em vir.
— Te amo, — Um beijo foi depositado na ponta do nariz. – Te amo, — Mais um beijo em uma das bochechas. – Te amo, — E a outra bochecha também foi beijada, — Te amo, te amo, te amo... – A cada declaração um novo beijo. A morena começou a gargalhar enquanto o cavaleiro distribuía selinhos rápidos sem permitir que a esposa saísse de baixo dele.
A carícia travessa aos poucos se tornou urgente, desejosa, e ele, que nem ao menos havia saído dela, voltou a se mover sensualmente, a estocando com suavidade, amor, ternura, e logo estavam novamente entregues ao êxtase não apenas físico; a felicidade havia, enfim, sorrido para eles.
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— Não gosto nada da ideia de deixá-la sozinha em Sussex...
— Armand está onde deveria estar, Louis, precisamos seguir com nossas vidas. Não pode se afastar tanto do Santuário e eu preciso mesmo continuar meus estudos e não quero perder a oportunidade que o prefeito do condado me deu em dar aulas na escola local.
— Sei disso, mas, não deixo de me preocupar, Merlows tem cúmplices e... Não saber onde Ian está e quais são seus planos... Isso me deixa louco!
Katrina sorriu para o marido no momento em que o jato particular aterrissava na propriedade ducal.
— Não se preocupe, meu amor, ficaremos bem! – Ela disse enquanto alisava a barriga que ainda nem existia.
— Você está certa, temos que seguir com nossas vidas, ou esse crápula estará vencendo a batalha. Ficarei para o almoço e mais tarde sigo para o Santuário. Mandarei o jato de volta, para que fique livre para se locomover.
De mãos dadas e sorrindo os dois entraram no castelo onde foram recebidos com júbilo pela notícia de que um bebê estava a caminho. Conforme combinado, ainda naquela tarde, Camus decolou rumo ao Santuário. Chegou a pensar em usar sua ultra velocidade, assim poderia deixar o jato à disposição da esposa para qualquer emergência com a gravidez, mas isso significaria invocar sua armadura, pois o corpo dos cavaleiros era tão humano como qualquer outro e não suportaria a velocidade sem que estivesse protegido, então julgou que estava se preocupando sem motivos, apenas por ser pai de primeira viagem e, afastando a sensação de mal agouro, seguiu viagem.
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Uma forte turbulência atingiu a aeronave, em pânico o piloto tentava manter seu controle, mas não estava tendo êxito. Camus tentava tranquilizar a tripulação, mas quando percebeu que a queda seria inevitável, invocou a armadura de Aquário para tentar salvar a si e aos homens que viajam com ele, mas, ao elevar seu cosmo, sentiu uma fraqueza descomunal, como se todas as suas forças lhe fosse drenadas. Quanto mais tentava elevar o cosmo, maior era a sensação da perda de forças, até que veio um desmaio e a completa inconsciência do porvir.
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O cavaleiro sentiu os sentidos irem lentamente retornando. Se lembrava vagamente do que havia acontecido, se perguntava se havia morrido, devido a sensação de torpor que o invadia, mas quando a consciência voltou por completo se deu conta que estava preso a uma cadeira que muito lembrava uma cadeira elétrica, seus braços de pernas estavam presos e era inútil tentar se soltar, pois mais uma vez percebeu que bastava elevar seu cosmo para sentir sua energia ser-lhe sugada.
Olhou em volta, estava numa sala toda feita de metal, quase não havia ar circulando e ele tinha muita dificuldade em respirar. A sala possuía aquele espelho típico dos locais de investigação criminal, de forma que ele tinha certeza que estava sendo observado. Assim que seu olhar se focou no espelho uma luz surgiu revelando a figura de Ian Guston do outro lado da superfície refletora.
— Seja bem vindo, Aquário? Feliz em me ver?
Camus se negou a responder a provocação.
— Que tal um pouco de clichê?! Vamos ao momento em que o vilão explica para o mocinho seu plano perverso, mas, diferentemente do que acontece nos filmes e romances, você irá perceber que não existem meios para que o final não seja outro que não o meu final triunfante.
O aquariano sorriu com desdém, todo psicopata tinha a mesma estúpida característica de se achar invencível e que seus planos são imunes de falhas. A ele restava apenas ouvir o que Ian tinha para dizer e tentar tirar dali o máximo de informações com pudesse.
— Ao contrário do que pensava, meu objetivo nunca foi vender informações do Santuário, embora isso de fato tenha sido necessário para me capitalizar. Eu desejo o próprio Santuário e todo o poder que ele pode me proporcionar, serei, de fato, um deus! Essa sala tem a capacidade de absorver todo o seu cosmo, quanto mais o elevar, mas ela irá drená-lo, até que sua vida se extinga junto com seu poder. Mas, não se iluda, sinta a fraqueza que te domina. Você pode apenas escolher se sua morte será rápida ao não, pois ela irá sugar seu poder de qualquer forma. Demorei anos para avançar em minhas pesquisas e apenas nos últimos meses alcancei o resultado que de fato desejava, serei você, Camus de Aquário, quando a drenagem terminar me apoderarei do seu cosmo e de suas técnicas, que Clarisse tem gentilmente me ensinado a dominar, e com a minha capacidade de assumir qualquer forma humana tomarei seu lugar no Santuário e na influência no governo inglês, um dos líderes da OTAN e ONU. Todos os cavaleiros de ouro logo terão o mesmo fim que você e eu vou formar um novo Santuário com meus próprios servos. Aquela garota que se diz Atena é uma fraca estúpida e nada poderá fazer para me impedir.
Ian não conseguia conter a própria raiva com a indiferença de Camus com a narrativa de seus planos. Será que não percebia que estava perdido?! Se pudesse o mataria logo, mas precisava que o roubo do cosmo ocorresse por completo.
— Também vou possuir sua mulher antes de acabar com a vida dela!
Camus sorriu de lado.
— Está com medo, Ian...
O Vilão riu, mas a gargalhada não conseguiu disfarçar a insegurança, aquele maldito agia como se estivesse no controle da situação, mesmo estando em absoluta desvantagem.
— Pensando melhor, acho que vou entregar sua linda esposa para que Merlows possa fazer com ela o mesmo que fez com a amiga ruivinha, qual é mesmo o nome, Juliet...
— Não fará nada disso! Tenho certeza que nesse momento, com o meu desaparecimento, minha esposa já está sob a proteção de um cavaleiro, provavelmente um cavaleiro de ouro, pleno de seu cosmo e poder. Katrina não me preocupa, logo estarei fazendo amor com ela novamente, apenas homens inseguros e incapazes possuem mulheres, eu sou desejado!
Camus sentia seu coração bater de forma desesperada, tinha total consciência do risco que Katrina estava vivendo, embora acreditasse de fato que o Santuário lhe estenderia sua proteção. Estava com muito, muito medo, nunca havia sentindo nada parecido, temia por ela e pelo filho que esperavam, mas tinha que se manter do controle psicológico daquela situação. Ian revelava sua insegurança, o que indicava que seu plano tinha falhas e ele já havia percebido uma. Quanto mais calmo ficava, sem permitir exaltações, menos fraqueza sentia.
Há anos havia convencido Shaka e ensiná-lo sua técnica de concentração de cosmo e, pelo que estava percebendo, quando conseguia segurar em si seu poder a drenagem perdia efeito. Se conseguisse fazer como o virginiano, concentrar plenamente seu cosmo dentro de si através da privação do sentido da visão poderia provocar uma explosão tal que superaria a capacidade de drenagem daquele ambiente. Quando estivesse frente a frente ao ex-cavaleiro de Taça, esse lamentaria o dia do próprio nascimento.
Ao ver o cavaleiro de ouro fechar os olhos, ignorando por completo suas ameaças, Ian, sentiu o sangue ferver em fúria, sempre odiou a presunção daquele homem, ele se considerava intocável, mas queria ver se sua indiferença e altivez se manteria quando estivesse diante do corpo dilacerado da esposa. Assim esperava que Merlows fosse capaz de realizar sua parte do plano.
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Katrina descia as escadas feliz coma visita que recebia, também ria do excesso de cuidado do marido. Apenas isso poderia justificar a presença de Rômulo no castelo de Arundel. Abraçou firme o amigo, mas ao sentir a tensão quando ele lhe retribuiu o abraço, a jovem chegou a sentir as penas falharem, sendo imediatamente amparada pelo canceriano.
— O que aconteceu? – Perguntou demonstrando que não queria rodeios.
— Katri, ainda não sabemos ao certo o que aconteceu, não quero te deixar excessivamente preocupada, mas o avião sofreu uma pane e...
Máscara da Morte se conteve ao ver os olhos castanhos inundados e o corpo pequeno e delicado ser tomado por tremores incontroláveis.
— Tente se acalmar, não deve perder as esperanças, os destroços ainda não foram localizados e Camus não é um homem comum, não podemos descartar a possibilidade de que ele esteja bem... – Ainda não queria dizer a ela que o fato da armadura de Aquário não ter ido ao encontro de seu cavaleiro era um péssimo indicativo.
— Por que todas as pessoas que eu amo, me são tiradas?! — Disse num sussurro se sentando no sofá abraçando o ventre, tentando se apegar a aquele serzinho em formação que seria, talvez, seu único companheiro pela vida.
— Não conhecemos de pronto as artimanhas do destino, Katrina, mas temos que confiar na Providência Divina. – O cavaleiro se sentou ao lado da jovem permitindo que ela se encostasse em seu ombro, reconfortando-a.
— Obrigada por ter vindo...
— Vou leva-la para o Santuário onde ficará segura!
— Não quero sair daqui, não quero voltar a me sentir presa, lá não terei o que fazer e essa dor vai acabar comigo...
Ele não respondeu, mas entendia a escolha dela, Saori já havia previsto essa reação e lhe autorizado a ficar com Katrina pelo tempo que fosse necessário. Estavam muito desconfiados do suposto acidente e temiam que o ex-cavaleiro de Taça e até mesmos Armand Merlows estivesse por detrás do evento. Enquanto a situação não fosse totalmente esclarecida, Katrina sempre estaria escoltada por um cavaleiro de forte poder.
Os dois ficaram ali sentados até que a jovem se sentiu esgotada pelo choro. Rômulo a levou para o quarto e a olhou com tristeza. Ele podia sentir a alma que se unia ao bebê em formação e conseguiu sorrir, ao menos ela teria uma bela lembrança do aquariano.
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Hyoga desligou o telefone com profundo pesar. Nem mesmo de seu ao trabalho de conter as lágrimas que corriam livremente pelo belo rosto do loiro. Era revoltante pensar que um cavaleiro de ouro perdesse a vida de uma forma tão estúpida.
— Qual o problema?
Ele teve ganas de matar Clarisse ao ouvir a voz insuportável. Os dois continuavam os treinamentos na Sibéria e a convivência estava cada vez mais insuportável, apesar de, por vezes, seus desejos de homem e a longa abstinência o levassem a pensar em ceder à tentação e seduzir a bela mulher, especialmente agora que tinha completa certeza que Camus estava muito feliz com seu casamento.
— Camus sofreu um acidente aéreo e, ao que parece, ele não sobreviveu.
Clarisse sabia que o aquariano ainda estava vivo, mas que logo seu cosmo e sua vida seriam totalmente absorvidos por Ian. Não conseguia entender o que estava sentindo. Devia se sentir vingada, mas, ao contrário, sentia apenas a culpa correndo cada uma de suas células ao ver os lindos olhos do cavaleiro de cisne tomados pela dor.
Ela não sabia dizer quando aquilo havia acontecido, quando a antipatia se tornou interesse, o interesse desejo e o desejo paixão. Hyoga, ao mesmo tempo em que era tão implacável quanto Camus durante os treinamentos, era bem mais gentil e educado nos momentos de descaso, ainda que fosse mais irônico. Não consegui tirar dos lábios o sabor do beijo dele quando em um dia de treinamentos físicos os dois foram parar no chão com ela em cima dele. Naquele dia não conseguiu resistir à atração que sentia e o beijou. Ele retribuiu ao beijo com desejo e fome, como nem mesmo Camus havia respondido as suas investidas, mas logo ele parou o beijo e empurrou sem antes dizer que não seria o refugo de ninguém, que não serviria de distração agora que ela não mais contava com o cavaleiro de ouro.
Sabia qual seria seu destino quando os planos de Ian se concretizassem, teria poder, seria até mesmo a primeira mulher a ocupar o posto de amazona de ouro, mas, de repente, aquela conquista lhe parecia boba e irreal, não se deve conquistar uma armadura através de artimanhas, mas por capacidade e determinação. Queria poder, queria provar que uma mulher pode ser tão capaz quanto um homem, mas com isso apenas conseguiria mostrar sua incapacidade em conseguir o que queria com os próprios méritos.
— Ele não está morto, não ainda, sei onde ele está e se não chegarmos lá logo, poderá de fato ser tarde demais, tanto para ele, quanto para todo o Santuário!
Hyoga olhou surpreso para a loira, ainda sem acreditar nas palavras dela.
— Do que está falando, Clarisse?!
— Sou uma espiã, me aproximei de Camus para manter o ex-cavaleiro de Taça sempre informado...
A amazona sentiu o pescoço envolvido pelas fortes mãos do cavaleiro de bronze que a olhava com fúria.
— Se me matar, não conseguirá ajudar seu mestre... – Disse com dificuldade.
— E como vou saber se não me está armando uma armadilha? – Ele disse apertando ainda mais o pescoço feminino.
— Não tem como saber, terá que confiar em mim...
Ele a soltou e sem encará-la falou:
— Se aprontar não terei qualquer piedade!
— Sim, mas, se eu provar que estou sendo verdadeira me deverá um favor!
— Não vou dever nada a uma traidora!
Em resposta a postura do cavaleiro a jovem apenas se sentou no sofá com um sorriso sedutor que o aquariano não entendeu.
— Então pode me matar, pois não vou ajudar se não tiver minha contra partida.
Hyoga bufou, não tinha como saber se ela estava blefando, mas se estivesse certa ele lamentaria eternamente não ter ajudado seu mestre.
— O que quer, Clarisse?
— Você!
CONTINUA
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