Norfolk
6 Capítulo 5
Capítulo 5
Foi com tristeza que Katrina percebeu que toda a cumplicidade, leveza, espontaneidade e afeição sumiram do semblante do marido assim que puseram os pés no Santuário. Ali estava de volta o cavaleiro de gelo, o homem frio e apático com quem mal conviveu no tempo em que esteve hospedada em Aquário.
Os dois subiam as escadas das doze casas sem se olharem. Ele até mesmo ia um pouco à frente dela como se a ignorasse. Mesmo sabendo que o comportamento do homem durante o casamento era apenas uma fachada para os convidados ela não conseguia deixar de sentir o coração se apertar pensando qual seria o verdadeiro Camus? O homem amoroso e gentil com quem esteve em Sussex ou o cavaleiro frio e distante que habitava a Décima Primeira Casa? O que mais a deixava angustiada era a quase certeza de que ele preferia ser o cavaleiro, mesmo que em essência fosse o mocinho de romance; terno e sexy.
Fato era que ele queria manter uma distância emocional dela, como para deixar clara a realidade daquele casamento. Não era uma relação amorosa, era uma questão de conveniência e ele assim manteria. Quando passavam pela escadaria entre Leão e Virgem se encontraram com o grupo dos cinco cavaleiros de bronze que há pouco haviam retornado de missões externas. Katrina não conhecia nenhum deles e ficou surpresa com a animação dos cumprimentos entre o marido e um jovem loiro muito bonito.
Os dois passaram a conversar sobre treinamentos e evolução de jovens na Sibéria enquanto a jovem e o resto dos cavaleiros esperavam com uma certa impaciência, Katrina quase fuzilando o marido que nitidamente a ignorava e se recusava a apresentá-la aos desconhecidos.
— Vossa Graça! – Falou um tom mais alto forçando a olha-la. – Estou cansada, será que podemos seguir para nos apresentar à senhoria Saori?
Camus olhou raivoso para jovem por chamá-lo de maneira formal, não queria tratamentos cerimoniosos no Santuário, ali ele era um igual e não queria ser visto como uma aberração pelos companheiros.
— Claro, My Lady! – Enfatizou a palavra mostrando seu desagrado com o tratamento.
Nesse instante todos se olhavam e as apresentações foram inevitáveis.
— Cavaleiros, essa é Katrina Rovena, Duquesa de Norfolk. Katrina, esses são Seiya, Shun, Ikki, Shiryu e Hyoga, que é meu discípulo.
Os rapazes fizeram uma pequena reverência sem saber como realmente se portar perante uma duquesa. Katrina apenas sorriu dizendo ser um prazer conhecê-los, mas a raiva por Camus estava latente na rigidez do cumprimento.
— Obviamente presumo que eles saibam quem é o Duque, não é mesmo, Vossa Graça?!
— Já lhe pedi para evitar esse tratamento, aqui não sou nada além do Cavaleiro de Aquário – Ele disse ríspido próximo ao ouvido dela, embora a tensão dos dois fosse claramente percebida pelos rapazes.
— Claro, cavaleiro! – Ela disse mordaz – Então devemos refazer as apresentações. Boa tarde rapazes, sou Katrina Rovena, esposa do Cavaleiro de Aquário... Peço que desculpem meu marido, apesar da educação primorosa ele ainda tropeça nas regras básicas de etiqueta. – A voz da morena agora era suave, quase angelical, disfarçando a ironia ferina.
Surpresos com a notícia os jovens cumprimentaram o casal pelo casamento enquanto Katrina olhava triunfante para um Camus altamente irritado. Os dois se despediram e seguiram pelas escadarias.
Saori ficou feliz com a novidade e até mesmo sugeriu que fizessem uma festa para que todo Santuário pudesse comemorar aquela união. Camus imediatamente negou a oferta de forma polida, deixando claro a precariedade daquela união. Katrina sentia cada célula do corpo em chamas pela raiva, ele realmente precisava deixar claro para todas as pessoas com quem ela forçosamente teria que conviver que aquele casamento era uma fraude? Que ele estava lhe fazendo um favor pelo qual ela deveria ser eternamente grata e complacente? Era humilhante!
Ficou ali, com um sorriso falso no rosto enquanto recebia os igualmente falsos desejos de felicidade tanto da representante de Atena como do mestre Shion. Ao menos sentia que a simpatia de senhorita Kido por ela era real, nela teria uma amiga e alguém com quem passar parte do tempo.
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Após a apresentação os dois seguiram para a Décima Primeira casa em silêncio.
— Suas coisas foram colocadas no quarto de hóspedes, acredito que queira ter sua privacidade preservada. – Ele disse seco assim que chegaram ao templo zodiacal.
— Acho que é o mais adequado tendo em vista a natureza da nossa relação...
— Conversei com Máscara da Morte e Milo, eles lhe faram companhia sempre que possível ao longo desse mês, eu já havia acordado um ida minha à Sibéria para acompanhar a evolução dos jovens que vêm sendo treinados por Hyoga. Espero que compreenda que minhas obrigações com o Santuário continuam sendo prioritárias...
Katrina desviou o olhar e se virou de costas para ele, não queria que ele percebesse que, por mais que aquele casamento fosse apenas uma solução temporária, o afastamento dele era lhe doído.
— Sei o quanto nossa situação lhe é desconfortável e que a mim não é dado reclamar sobre nada. Sou grata por tudo e não quero atrapalhar ainda mais sua vida!
— Também não quero que veja nosso casamento como um sacrifício ou algo do tipo, logo estarei de volta, será apenas um mês, peço apenas que não se afaste das doze casas desacompanhada, não sei ainda quem são os traidores informantes de Ian. O avião para Sibéria sai ainda esta tarde.
— Faça uma boa viagem! – Disse ríspida, mesmo não querendo. Nem mesmo consumariam aquele casamento idiota! Não que quisesse ir para cama com ele, naquele momento até mesmo pensar nos toques dele a deixavam raivosa, mas casamentos devem ser consumados para terem validade, ou será que ele estava tão avesso ao contanto, apesar das demonstrações anteriores de desejo, que não se lembrava desse pequeno detalhe?!
Ela já estava quase chegando ao segundo andar quando ouviu uma movimentação na parte de baixo do templo, indicando que Camus havia se encontrado com alguém, um alguém com voz de mulher! A jovem deu meia volta a tempo de ver a mesma loura que ela já havia visto com ele quando era hóspede na casa pendurada em seu marido e prestes a beijá-lo. Ele, ao menos, teve a decência de impedir a carícia.
— O que houve?
— Precisamos conversar, as coisas mudaram...
— Teremos muito tempo para conversar na Sibéria, estou com saudade, desde que aquela menina chegou que você anda estranho comigo. Fiquei sabendo que ela fugiu. Ingrata! Depois de tudo que tem feito por ela, já a encontraram?
— Já sim! – A resposta não veio do cavaleiro.
Clarisse não conseguiu conter sua surpresa ao ver a jovem inglesa à sua frente! Como?! Ela deveria ter sido entregue ao tal de Merlows, como poderia ter escapado? O Ex-Cavaleiro de Taça havia garantido que o serviço estava feito e que ninguém desconfiaria de nada! Tinha que se conter, não podia demonstrar muita indignação, do contrário, poderia se entregar.
— Ainda não fomos apresentadas, a senhorita é...
— Katrina, esta é Clarisse Noblat, Amazona de Lebre. – Camus fez a apresentação tentando não mostrar seu constrangimento.
— Prazer senhoria, sou Katrina Rovena Camus Stonehaven! Esposa do cavaleiro de Aquário! Viu, querido, como já não mais não me refiro a você como o duque do Norfolk?! – Katrina deu dois beijos no rosto de uma petrificada Clarisse! Em seguida se colocou ao lado do marido cruzando um dos braços com o dele. Sorrindo elegantemente para a amazona que parecia estar diante de uma assombração. – Nos casamos esta manhã, estamos tão apaixonados que mal podíamos esperar! Imagina, nem ligamos para os comentários, sabe, as pessoas são maldosas, podem achar que estamos querendo esconder uma indiscrição!
Camus tentava conter o riso, a cara de Clarisse era impagável! Lógico que ele estava chocado com o comportamento da Katrina em se fazer de desentendida, era evidente que ela havia percebido que havia algo entre ele a amazona, mas era absurdamente educada para fazer um escândalo, mas o cinismo nobre estava ali, quase que palpável!
— Nossa! Felicidades aos noivos! Bem devo entender que a viagem foi cancelada...
— Ah, claro que não, querida, sei das responsabilidades do meu marido! Mas você compreende que um casal recém-casado também não pode esperar por todo um mês para voltar a ficar junto! Eu também vou com vocês para Sibéria!
Katrina lançou um olhar mortal para Camus, deixando claro que sua decisão em ir com ele era incontestável!
— Vou subir, querido, tenho que terminar de fazer as malas e acredito que tenham que decidir os detalhes da viagem. Mais uma vez, foi um prazer, senhoria!
Saiu tão elegante como sua educação a permitia ser, deixando Camus com a amazona furiosa.
Mal Katrina havia sumido da vista de ambos, Camus se viu segurando um dos braços de Clarisse no ar, impedindo o tapa que ela pretendia lhe dar.
— O que pensa que iria fazer?! Bater em um cavaleiro de ouro?!
— O que pensa que eu sou?! Acha que pode se aproveitar para depois de descartar como lixo?!
— Quem está se pondo nessa condição é você – Disse com desprezo a empurrando para longe.
— Como pode se casar com essa pirralha?! Chega a ser ridículo me comparar a ela...
— Nisso concordamos, Katrina tem uma elegância e uma inteligência ferina que você nem sonha ter! Sério, Clarisse, não me venha fazer o papel de mulher traída, nunca lhe prometi nada, nunca assumi nada que pudesse te fazer imaginar que algo entre nós fosse nada além de sexo, e você sempre concordou com isso! Nossa proximidade se deu apenas por ser uma amazona que controla o gelo e estarmos ligados ao treinamento dos jovens com essa característica.
— Poderia ao menos ter me poupado a humilhação que ela me fez passar, é uma cínica, estava apenas tripudiando! Camus, pense bem, acha mesmo que essa menina pode te satisfazer como eu faço! Nunca permaneceu tanto tempo com uma pessoa como comigo...
— Meu casamento com Katrina não tem nada a ver com paixão ou satisfação sexual, Clarisse, preciso de um herdeiro e ela precisa da proteção desse casamento! É tudo! Assim que tudo se resolver e ela puder seguir a vida sem correr riscos, estaremos livres de um compromisso que não agrada a nenhum de nós. Mas entenda, não posso manter qualquer vínculo extraconjugal, não sou esse tipo de pessoa, instituições devem ser respeitadas!
A jovem estonteante, dona de uma beleza incomparável, se aproximou de forma sensual do cavaleiro, que não negou a aproximação, queria mesmo que Clarisse lhe mostrasse que seus desejos de homem não estavam concentrados na esposa que logo não mais teria. Sabia que estava sendo covarde, poderia perfeitamente cancelar aquela viagem, mas seu comportamento ao longo do coquetel havia lhe mostrado o grande potencial que Katrina tinha em minar suas defesas. Talvez se afastar da esposa antes mesmo de passarem a primeira noite juntos fizesse com que recuperasse o controle sobre si mesmo. Mas agora não teria como impedi-la de acompanha-lo na viagem e ele simplesmente não sabia o que fazer.
Buscando provar a si mesmo que poderia ser indiferente à inglesa, permitiu a carícia e o toque sensual da língua da amazona no lóbulo da orelha. Seu corpo correspondeu, como era esperado, o que lhe deu um certo alívio, não estava correndo nenhum risco com aquele casamento.
— Faça logo um bebê naquela fedelha, vou ficar esperando, mas saiba, caso ela não consiga te satisfazer, o que estou certa que ela não conseguirá, estou onde sempre estive! – Terminou o diálogo com um beijo na boca do cavaleiro, sem se importar que pudessem ser vistos e ele correspondeu, mas não permitiu que este se aprofundasse.
Ela se despediu dizendo que o encontraria na hora de pegarem a jato para Sibéria. A cabeça do cavaleiro rodava, como conseguiria controlar as duas mulheres numa cabana pequena do meio do nada?!
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Ao subir o guardião da casa se viu diante de uma Katrina pronta para viagem e já completamente agasalhada, afinal a décima primeira casa não estava muito longe do clima siberiano. A jovem, elegante como sempre, estava sentada no sofá ao lado das malas já prontas. Ela mexia no celular, nem levantou os olhos para vê-lo.
— Nem tente me convencer a não ir nessa viagem, sou antes de tudo uma dama, mas sou capaz de fazer um escândalo de for necessário! Não sou burra e sei perfeitamente qual a natureza da sua relação com a senhoria Noblat. Como disse, não pretendo atrapalhar sua vida, ambos sabemos que esse casamento é apenas uma união formal, contudo não vou permitir que minha imagem seja maculada. Não me importo que mantenha sua relação com sua amante, suas necessidade masculinas deve ser satisfeitas por alguém e comigo ocorreram apenas as relações indispensáveis para que tenhamos o bebê, portanto sempre lhe avisarei quando estiver no período adequado. Peço apenas que seja discreto nos seus encontros com a senhoria Noblat e uma viagem para Sibéria no mesmo dia do seu casamento não se encaixa muito com meu conceito de discrição.
O Cavaleiro estava atônito com a frieza que emanava da figura pequena e delicada, nem ele mesmo conseguiria ser tão pragmático, nem ao menos conseguia formular qualquer resposta. Com dificuldade ele apenas disse que compreendia a posição dela e informou que iria arrumar suas coisas para viagem, mas antes que ele seguisse para o quarto ela ainda complementou:
— O casamento tem que ser consumado! Hoje! Não posso correr o risco que você morra e me deixa com um casamento que não vai me servir de nada! Espero que compreenda!
Dessa vez ele não disse nada e sumiu no corredor sem ver as lágrimas silenciosas que escorriam pelo rosto aparente indiferente.
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Katrina se perguntava se aquele dia tinha tido apenas 24 noras, em um único dia havia se casado, voltou para a Grécia e agora estava num pequeno quarto de uma cabana no meio do nada na Sibéria. Como os aviões do santuário viajavam numa velocidade descomunal o grupo havia aterrissado na Sibéria ainda no princípio da noite daquele dia. Fato é que estava ali, já de banho tomado e alimentada, apenas esperando que Camus viesse para consumarem o casamento. Vestia uma camisola de algodão simples, se recusando a por a linda peça de seda que suas empregadas haviam separado para noite de núpcias, não queria romancear aquela noite.
Ouviu as batidas na porta, correu para apagar as luzes e se deitar na cama para autorizar que o marido entrasse. Camus não esperava pela completa escuridão do quarto, não conseguia enxergar nem um palmo a frente do nariz. Respirou fundo, ela realmente estava disposta a tornar aquilo uma desgraça.
— Katrina! Não consigo enxergar nada!
— Pensei que cavaleiros de ouro possuíssem olhos super-humanos...
— Quer que eu me guie pelo cosmo? Vai ficar mais frio que lá fora!
— Já deu tempo dos seus olhos acostumarem com a escuridão...
— Não acha isso ridículo?! Já te vi nua antes!
— Não estou nua, estou usando uma camisola, só tem fazer o que veio fazer!
Camus bufou, aquilo era muito mais que ridículo, era quase cômico!
— Se não está nua, por que temos que ficar no escuro?!
— Não quero te ver! Eu nunca te vi nu! E não pretendo ver!
O cavaleiro respirou fundo, se despiu e foi até a cama, ele de fato já conseguia enxergar o vulto pequeno o centro do colchão. Se deitou sobre ela, lhe abrindo as pernas, começou o passar a mãos pelas pernas delgadas, porém firmes, mas recebeu um tapinha nas mãos.
— Sem carícias! Não quero que nossas relações sejam movidas por qualquer tipo de sentimento, gostaria que respeitasse minha decisão!
— Katrina, não sou um robô, um homem precisa de um mínimo de estímulo!
— Bem, entendo seu problema, então sugiro que se prepare para próxima vez.
Pelos deuses, ele não estava com vontade de transar com ela, estava com vontade de estrangulá-la! Ele jurava que ela estava se divertindo com aquilo. Com seu embaraço, sua dificuldade em atuar. Ela era maquiavélica! Como se sentir excitado com aquilo? Era mais fácil ter relações com uma boneca inflável! Ao menos não reclamaria das carícias!
— O que foi? Não sinto nada!
— Somos dois!
— Poderia usar a imaginação...
— Homens não são imaginativos, são visuais e sensíveis ao toque! Tudo o que não permite!
Camus podia sentir que ela se continha para não gargalhar! Sádica! Ele não ia continuar com aquela palhaçada! Se levantou e acendeu a luz.
— O que pensa que está fazendo?! – Disse quase engasgada perante a visão do corpo perfeito que ele exibia.
— Vamos consumar esse maldito casamento e vai ser do mau jeito!
— Pretende me forçar?!
— Ok! Vou ali fora, buscar por uns estímulos com Clarisse e já volto para fazer tudo como quer!
— Não vou transar com um homem que acabou de estar com outra, é nojento, inclusive não deve fazê-lo nos dias destinados a mim!
Ele avançou sobre ela, que nem o viu se movimentar, tamanha rapidez, mas assim que se se aproximou ele impôs vagar aos próprios movimentos. Ele a puxou para si, a pondo de joelhos sobre a cama o que permitiu que ficassem frente a frente. Com uma leveza torturante ele lambeu lentamente o lábio inferior da jovem que sentiu o corpo todo tremer de antecipação, mas não permitiu que o beijo avançasse, então ele tornou a carícia externa ainda mais provocante, língua, lábios, dentes, até que ela sucumbiu e abriu a boca para recebê-lo num beijo luxurioso.
— Louis! — Ela tentava falar entre os lábios — Não foi o que combinamos! — Conseguiu dizer enquanto ele avança com os lábios pelo seu pescoço, a língua hábil lambendo cada centímetro de pele que alcançava ao mesmo tempo em que pequenas e arrepiantes mordidas marcavam a pele sedosa.
— Me chama de My Lord! – Ele sussurrou no ouvido, lhe retirando a camisola deixando as mãos passearem pelo corpo feminino até que o tecido passou pela cabeça da jovem confusa pelas sensações que ele provocava.
— Que?! – Ela mal conseguia raciocinar.
— Fico completamente excitado, quando me chama assim, My Lady! — Ele dizia enquanto lambia e sugava o lóbulo de uma das orelhas fazendo-a suspirar.
— Pensei que odiasse! — Ela tentava a todo custo voltar a ter controle da situação!
— Odeio mesmo! Justamente por ser sexy! — Ele respondeu se aproximando dos seios, para abocanhar um sem o menor pudor, o monte macio quase completamente coberto pela boca sedenta.
Katrina deu o grito de excitação! Sentiu o corpo arquear para trás para facilitar o trabalho dele, mesmo sabendo que deveria fazer justamente o contrário.
— Vossa Graça, pare com isso! Está descumprindo com sua palavrar!
— Isso! — Ele disse levando a mão dela ao membro pulsante! – Consegue sentir o que faz comigo! Agora me chama de Duque de Norfolk! Todos meus títulos ficam deliciosos pronunciados pelo seu sotaque britânico! — Ele voltou a beijá-la, penetrando a língua em sua boca com a mesma profundidade com que queria estar dentro dela ao mesmo tempo em que lhe mostrava como a mão dela deveria agir.
Vencida ela começou a corresponder às carícias passeando com uma das mãos pelas suas costas enquanto a outra estimulava o falo rijo. Em meio aos gemidos os corpos unidos foram se deitando sobre o colchão enquanto ela se abria para ele se colocar no meio de suas pernas.
Sem mais conseguir esperar, ele a penetrou tão lentamente quanto pode, satisfeito ao sentir pouca resistência, a feminilidade úmida se apertando a sua volta quase o lavando ao êxtase. Assim que se afundou completamente dentro dela, a jovem o envolveu pela cintura com as pernas.
— Norfolk! – Ela gritou ao se sentir romper com a presença dele, a dor completamente subjugada pelo prazer.
Foi o que bastou para atiçá-lo por completo, a estocava com uma fúria e desejo incontroláveis, os quadris se movendo como se serpenteasse sobre ela, fazendo com que cada avanço do mastro sobre o corpo dela estimulasse o sensível ponto feminino. Incontido pelo prazer de finalmente tê-la ele logo chegou ao clímax, mas sabia que ela precisaria de mais.
Ele voltou a beijá-la, descendo com lábios pelo pescoço, o vale entre os seios, a barriga até se ver diante dos fios negros que marcavam a entrada sensível. Com vagar ele passou a sugá-la, e para aumentar sua ação sobre o grão nevrálgico ele usou os dedos para afastar os grandes lábios de forma que sua boca e língua atingiam apenas o povo sensível, alternando entre beijos, lambidas ousadas e leves mordidas. A jovem pegou um travesseiro e pôs na frente do próprio rosto para abafar os gritos de prazer! Aquilo era alucinante! Como podia haver uma coisa ainda mais maravilhosa que a sensação dele dentro dela?!
Ela sentiu o corpo inteiro tremer num prazer inenarrável, as pernas institivamente se fecharem sobre ele. Terminados os espasmos ela foi acometida por uma grande sensação de moleza como o se não tivesse músculos, ossos, nada além daquela sensação de absoluto relaxamento. Após satisfazê-la por completo ele voltou a fazer o mesmo caminho de beijos pelo ventre, os seios, pescoço até voltar aos lábios avermelhados pela mordida que ela mesma se deu quando atingiu o máximo do prazer.
Ele lhe deu um beijo suave, sem qualquer intenção que não o carinho.
— Não deveria ter feito isso!
Ele viu que os olhos dela de encherem de lágrimas e sentiu péssimo! Sabia que não havia sido justo, ela não queria se envolver com ele e ele a seduziu apenas pensando em seu prazer, bem, não apenas no dele, queria que fosse prazeroso para ela também, e sabia que tinha sido, mas qual seria o custo emocional daquele do momento de paixão?!
— Katrina, me desculpe, não era minha intenção, você ficou me provocando e se divertindo com meu constrangimento! Eu sei que não é justificativa, é até pior, parece que fiz por vingança!
Ela o empurrou para que saísse de cima dela e depois se virou de costas para ele, deixando as lágrimas rolarem livres.
— Me deixa sozinha!
— Katrina, por favor, não faz isso! — Ele sentiu o coração se apertar, não queria mesmo magoa-la, tinha até mesmo vontade de chorar!
— Sei que colaborei para o desastre de hoje, mas, por favor, vá embora! E Vamos seguir o plano original, assim que estiver ovulando eu lhe aviso.
—Não vou fazer isso!
Ela se virou para ele raivosa.
— Me deve um filho! O bebê e um dos principais motivos de nossa união!
— Não sou um reprodutor, Katrina! Não vou conseguir entrar aqui e fingir que meu sangue não ferve quando estou próximo a você!
Ele se levantou e começou a se vestir, também estava com raiva.
— Tem Clarisse!
— Ela também não merece que faça isso com ela!
— Então é melhor desistirmos de ter um bebê, afinal, que garantia que temos de que eu vá engravidar e de que ainda por cima será um menino?!
— Que seja! Também prefiro assim! O casamento está consumado, você está garantida! Que fique claro que é você que está fazendo de mim um homem livre! Mas, como prometido, não farei nada que possa comprometê-la!
— Obrigada!
Ele terminou de se vestir e saiu fechando a porta com força, fazendo o quarto vibrar.
Ela ficou olhando a porta se amaldiçoando. O que ela estava tentando impedir ao afastá-lo de si?! Estava apenas se enganando, pois não tinha mais nada a ser feito, já estava completamente apaixonada por ele e, agora, de forma irremediável!
CONTINUA
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