Noites Sombrias
20 Plano em Ação
Notas iniciais
James voltava para a Base secreta dos caçadores. Ele entrava em uma sala ao encontro com seu chefe, que estava sentado, á espera de novidades, tomando uma xícara de café e com uma arma sob a mesa. O Líder dos caçadores senta-se e tira o pequeno dispositivo de seu bolso.
Seu chefe parecia estar curioso sobre o que aquilo podia fazer ao mesmo tempo em que achava que James havia pirado em pagar tanto dinheiro, em troca de uma coisa tão pequena.
–E então, o que você quer me mostrar? –Pergunta ele
–O senhor não vai acreditar no que isso faz. –James explicava com o dispositivo em mãos. Ao apertar este botãozinho aqui do lado, ele emite um raio de 6 km, enviando uma onda sonora para todo tipo de ser sobrenatural e eles desmaiam por duas horas. É aqui, que poderemos caçá-los e pega-los.
–Você está brincando com a minha cara? Eu não vou deixar você usar esse treco, como pode ter certeza de que atinge apenas nos seres do mundo sobrenatural? E se botarmos pessoas em perigo, como ficaremos?
–Vai dar tudo certo, eu sei disso. Hoje mesmo iremos botar esse plano em ação e... –James é interrompido por seu chefe
–Hoje? Eu não vou permitir que você use isso. Não, enquanto estiver no meu grupo.
–Só que eu não estou pedindo permissão. –James pega rapidamente a arma que estava sob a mesa e aponta para a cabeça de seu chefe.
–James, fique calmo, nós podemos conversar. Até que não é uma má idéia.
–Tarde demais, patrãozinho. Cansei de seguir suas ordens.
O Caçador não pensa duas vezes antes de atirar na cabeça de seu chefe, matando-o. Ele pega o corpo e esconde dentro do armário da sala, fechando-o com cadeado. Logo em seguida, manda reunir todos os caçadores para dar um anúncio.
–Muito bem, agora sou eu que irei comandar esta operação.
–Mas, o que eu houve com o chefe? –Pergunta um deles
–Digamos que ele foi tirar umas férias bem longe daqui e não deverá voltar tão cedo.
Em Collsville, Iran acordava, estava na casa de Hiendi, na cama dela, e a vampira estava ao seu lado. Por um momento ele achava que era um sonho. O Bruxo alisava seus cabelos e a garota se virava para ele.
–Não sabia que você estava acordada. –Diz
–Seu bobo, eu nunca durmo. –Responde
–Eu Te Amo muito. –Diz o bruxo
–Eu também.
–Muito lindo isso, sério mesmo. –O casal olhava para a porta e encontrava Ana os encarando.
–Ana... –Dizia a vampira
–Olha, eu não me importo de vocês dois terem um caso, não mesmo. Mas custava me dizer que estava vindo para a casa? Eu já estava achando que você tinha sumido igual da última vez.
–Sentimos muito... Mesmo. –Dizia Iran. — Isso não vai mais acontecer.
–Eu acho bom mesmo. Podia me ligar né? –Depois de dizer isso, Ana saia do quarto e fechava a porta. O Casal não agüentou a risada e logo após, davam outro beijo.
A Campainha tocava, Ana abria a porta. Era uma garota, perguntava sobre Iran. A Vampira a deixa entrar e dá as orientações para o quarto. A porta se abria e o casal voltava a sua atenção para ver quem tinha aberto.
–Droga... –Dizia Iran
– O que foi? –Perguntava Hiendi
–Olha, você podia pelo menos se vestir né? Não vou conversar com ninguém pelado. –Era Krystal
–Escuta aqui garota, eu já lhe agradeci pelo o que você fez. Mas isso não te dá à ousadia de vir até a minha casa e querer conversar comigo... –A Vampira era interrompida por Krystal
–O Meu assunto não é com você. É com ele. –Apontava para Iran
– O que? Que assunto? –Hiendi encarava Iran, que alisava o cabelo.
–Bom isso deve ser briga de casal. Vou deixá-los a sós. Espero-te lá embaixo. E essa daí também. –Ela fechava a porta do quarto e descia as escadas.
–‘’Essa daí’’? – Pode começar a me explicar.
–É uma longa história...
–Eu tenho toda a eternidade.
Enquanto isso, a lua já podia ser vista no céu. Longe dali, Dalila saía debaixo da árvore, dando graças a Deus por isso. Ela percebera que Jack estava meio Triste e decide confortá-lo.
–Me deixe adivinhar. Nadia. –Diz Dalila
–Como você...
–Me poupe Jack, essa garota só véu aqui para arrumar confusão. Olha só o que ela está fazendo com você. Por que não a expulsa de uma vez do grupo?
–Eu não posso. Eu preciso dela.
–Você precisa de quem lhe faz bem. Seus amigos. Olhe só o Alberto, ele não é mais o mesmo desde que essa garota chegou. Perdemos nosso amigo para ela.
–Dalila. –A Vampira virava-se e encontrava Angeline a encarando. –Me deixe falar com o Jack, a só, por favor.
–Eu não vou obedecer a uma criancinha...
–Dalila, por favor. –Pedia Jack
–Está bem, já que você prefere assim. Vou estar observando o novo casalzinho.se precisar de mim,é só chamar.
Dalila se levanta e se afasta do local. Angeline sentava-se ao lado de Jack e o abraçava.
–Eu não gosto de ver você assim. Dá-me um sorriso. –Jack sorria falsamente e Angeline percebia. –Não, é um sorriso de verdade.
Jack sorria verdadeiramente desta vez. -Só você mesmo pra me fazer sorrir pequena.
–Eu nunca mais quero te ver triste, ouviu bem?
Dalila observava Nadia e Alberto. Eles estavam em um clima de romance. Em Collsville, James colocava seu plano em ação. Os caçadores já estavam espalhados e escondidos, como combinado. O Líder dava o sinal e um dos caçadores apertava o botão. Uma onda sonora era transmitida por toda Collsville e um a um, todas as espécies sobrenaturais sentiam uma dor de cabeça incontrolável e desmaiando logo em seguida. Alberto aproximava seus lábios dos de Nadia, mas antes que pudessem se beijar, eles entraram em um sono profundo. A mesma coisa aconteceu com os outros seres.
–Olhem meninas, vocês estão vendo? O que é aquela luz rosa? –Perguntava Raven. Hanna caía no chão,em seguida Ana Júlia,e antes que Raven pudesse gritar,o mesmo acontece com ela.Os caçadores saíam de seu esconderijo e iam á caça aos seres.
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