Noites Escuras
1 Prólogo.
A noite estava fria e escura enquanto ainda andava, as horas o relógio não mostrava, o vento soprando feito louco e o coração saltava do peito a cada som mal interpretado.
Ela não tinha ideia de o porquê de estar tão assustada assim. Porque estava? Era a mesma cidade desde os seus dois meses de idade, sempre morara ali. Conhecia a cidade como a palma da mão, sempre passava ali à noite quando saia da casa de amigas, então... Porque estava tão assustada? Não tinha razão nenhuma!
Enquanto passava em frente à igreja que sempre frequenta escutou um barulho, algo estranho, como se fosse um sussurro, mas não querendo ser interpretado. Deu a volta na igreja e não encontrou nada. Apenas avistou o antigo cemitério. Percebeu que o som vinha de lá.
Ela sempre foi considerada a mais corajosa de todas as amigas, a “menos feminina” como seu irmão dizia, mas ela não se importava. Gostava de tudo o que fazia. Andava de skate, dançava balé, ia pra a escola de tênis, colocava o boné de seus amigos. Fazia coisas de meninos, mas mesmo assim não deixava de ser menina. Sempre saia bem arrumada, não dispensava vaidade.
Como não estava aguentando manter a curiosidade foi verificar. Quando chegou à porta do cemitério percebeu dois corpos se movendo como se estivessem brigando por algo que estava no chão e quando deu por si viu o que estava no chão.
Era um corpo humano. Percebeu, pois viu os pés da pessoa e por incrível que pareça estava viva (o). Porém, estava em seus últimos suspiros...
Carol ficou bastante assustada e quando percebeu que uma das pessoas que estavam de pé a encarava ela saiu em disparada. Os cabelos voando no rosto, o coração palpitando disparadamente e na mente a pergunta: Quem são eles?!
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