Noite Escura
1 Recebo uma visita perigosa
Notas iniciais
Acordei com uma sensação estranha. Levantei-me mais cedo do que o habitual e como todos os meus irmãos e irmãs ainda dormiam, resolvi sair e fazer uma caminhada para aliviar a sensação que revirava dentro de mim; olhei para trás para o chalé 6, e de repente tive a sensação de que não veria meus irmãos tão brevemente. Sou filho de Atena, a deusa da sabedoria, mas naquele momento não conseguia nem ao menos pensar direito.
Andei um pouco pelo acampamento, deviam ser por volta das seis horas da manhã, horário em que eu geralmente estava em um sono profundo, mas hoje não. Algo fazia com que eu me incomodasse e andasse na direção da Casa Grande.
Quando cheguei a mansão azul, reparei que as luzes da varanda estavam acesas e Quíron tinha uma visitante, ele estava na forma humana, ou seja, na cadeira de rodas; pensei em voltar mais tarde para falar com ele, mas algo naquela mulher me atraía para mais perto. Seus cabelos eram negros e estavam em um coque apertado, ela usava um terno preto justo e óculos, mas assim que me percebeu em pé atrás dela, ela se virou graciosamente em minha direção e um brilho fraco irradiou de seu corpo, em instantes eu olhava uma mulher com vestimentas gregas, o cabelo negro pendendo em uma trança e entendi que olhava Atena,a deusa da sabedoria...e também minha mãe.
– Marcos. — disse ela, não em tom de pergunta e sim de afirmação, sua voz tinha um leve tom emocionado.
– Mãe — minha voz tremeu um pouco, mas me recuperei e disse: — o que faz aqui?
Ela me encarou com tristeza por um instante, em seguida se estabilizou.
– Tenho algo importante para lhe contar. Sente-se.
Obedeci e me sentei ao lado de Quíron. Todos nos encaramos por um momento, até Atena dizer:
– Você partirá em uma missão.
– Como é? — engasguei com a notícia.
– Temos rastreado uma espécie de magia maligna vinda de um certo colégio, você partirá em missão e descobrirá a fonte dessa magia.
– Porque eu? — foi a única coisa que respondi.
– Não posso explicar ainda. Se você voltar conversaremos.
Se você voltar, pensei naquelas últimas palavras e me preparei para perguntar, mas então Atena desapareceu, deixando apenas uma coisa: uma adaga de trinta centímetros, com um bilhete anexado: Use-a com Sabedoria.
Sabedoria. Foi o nome que escolhi para a adaga que a partir de hoje faria companhia a minha espada: Labareda de Dragão.
Notas finais
A opinião de vocês é muito importante para mim.
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