Noite Escura

2 Ganho um pai por um dia


Notas iniciais
Espero que gostem,já estou planejando algo muito bom e surpreendente para os capítulos finais.

Pelo menos em algo minha sensação ruim estava errada, voltei a ver meus irmãos, mas foi muito brevemente enquanto arrumava minhas coisas para a missão, despedi-me dos que tinha mais amizade e conversei um pouco com os outros também.

– Que os deuses lhe guiem irmão — uma voz feminina disse para mim.

Agradeci,mas não consegui identificar totalmente de quem era a voz,apesar de ter uma leve suspeita.

Quando apresentei-me na Casa Grande, Quíron também tinha uma mala arrumada e informou que iria me acompanhar, tentei argumentar e dizer que não precisava, mas não teve jeito.

Argos,o chefe da segurança nos arrumou um carro e fomos levados até o colégio, cujo nome era Norma's Institution. Quem por Zeus era Norma, eu não sei.

Assim que chegamos ao local, Quíron se apresentou como meu pai, apresentou até mesmo um RG falso, onde dizia-se que eu era filho dele, quase gargalhei com a mentira, se a situação não exigisse seriedade extrema.

Já o diretor era um homem sinistro; quando entramos em sua sala ele fez questão de lançar um sorriso diabólico em nossa direção, seus olhos eram calmos e astutos, além de hipnoticamente negros. Senti um pavor desesperado ao encará-lo, na época não sabia ainda dizer o porque, e então me obriguei a sentar em frente a mesa da sua sala, Quíron se juntou a mim.

Em um segundo o sorriso falso havia desaparecido, ele assumiu uma posição rija e continuou a estudar-me, até que me senti terrivelmente exposto e no momento daria qualquer coisa para sair daquele lugar.

– Então esse é seu pai, garoto? — ele se dirigiu a mim. Fiquei congelado de pânico por um momento, mas me recompus e respondi:

– É sim, — acrescentei — senhor diretor.

Ele murmurou algo e em seguida começou uma conversa monótona com Quíron, sobre o estilo de ensino experimental da escola, os alunos, professores e outras coisas que não dei a mínima.

Minha hiperatividade fez com que não ligasse para toda aquela baboseira, em vez disso me concentrei na sala do diretor, o lugar era terrível e perturbadoramente organizado; as paredes pintadas de branco ficavam em contraste com os móveis negros da sala, o que percebi assim que entrei; a estante onde repousavam alguns livros era negra, a mesa do diretor era negra e até mesmo uma armadura medieval completa parada em um canto, era de uma cor preta brilhante. Pareciam — se com algum material vagamente familiar.

Foi então que reparei algo desorganizado ali, uma pequena mancha vermelha no sapato também negro do diretor, fiquei mortificado por alguns segundos até recuperar a calma e me controlar, pois acabara de ver uma mancha de sangue, brilhantemente vermelho, o que indicava uma coisa: era bem recente.