Noite Deslumbrante
2 1st Act
Notas iniciais
1st act
Ele finalmente saiu, e estava caminhando em direção ao carro.Droga. Não estava nos meus planos que ele tivesse um carro, quer dizer, ele faz vasos, não é uma coisa que dá tanto dinheiro hoje em dia, a não ser que seja um vaso velho chinês de uma dinastia antiga pra caramba. Vida de desastrado não é fácil, sem querer derrubei um trequinho que estava pendurado no muro dele.
Se eu fui seguir ele correndo?até parece. Tentei roubar a bicicleta de um molequinho que estava brincando com um buzina.
– Me empresta a sua bicicleta?
– não, minha mãe não deixa.
– por favor, eu sou da polícia e estou seguindo um bandido perigoso!
– o bandido perigoso é o tio que está atrás de você?
Olhei para trás e o vi me olhando com a maior cara de psicopata. Quase gritei, só não gritei porque ele é bonitinho.Minto. BONITÃO. Isso mesmo, caps lock na palavra toda. Ele tinha o cabelo comprido de uma cor estranha, tenho certeza que é loiro, mas era muito claro, olhos azuis bem vívidos, nariz um pouco fino. Ele parecia um daqueles personagens de jogos, os elfos. E como era alto, quer dizer, eu não era exatamente alta, porém, ele era MUITO alto. Só para dar uma noção, se eu quisesse dar um peteleco na testa dele, precisaria de um banquinho.
Enfim, ele se aproximou com uma cara brava, se tentasse engolir a minha cabeç, conseguiria numa boa.
– Por que você fez isso? — ele perguntou com os olhos queimando de raiva.
– Errrm, é que você é um ceramista certo? Entã-
– E por a caso você pensou que só porque sou ceramista poderia consertar o vaso que você quebrou?
–pois é... Peraí, o que? O que eu fiz?
– Quebrou meu vaso.
– E quando foi isso?
– Segundos atrás. Aquele vaso é, aliás, era muito importante para mim. Vamos, você vai ter que me recompensar de alguma forma.
Ele me arrastou até a sala de estar da casa dele, e começou a falar um monte de coisas.Tentei raciocinar o que estava acontecendo enquanto ele dava sermão, foi aí que ele tocou no assunto, então, sabe o "trequinho" que estava no muro dele, que eu quebrei? Pois é, esse mesmo, aquilo simplesmente valia uns 2000 euros. E eu não tinha como pagar, meu pai só me mandava dinheiro suficiente para comprar comida e livros, nenhuma moeda a mais.
- Se o vaso era tão caro e importante assim, por que o penduraria no muro?
- Porque eu quis.
- Bela resposta, e se alguém roubasse?
– Pague.
- Ficou sem argumentos né, patetão?
- vou ignorar isto, agora pague.
– Impossível. — disse simples.
–Pague.
–Já disse, impossível.
–Pague.
– VOCÊ É SURDO? Não tem como eu pagar tudo isso! Só tenho dinheiro o suficiente para comer este mês!
–Arranje um jeito.
– Que jeito?
–Sei lá, tenta roubar um banco.
–Aham, boa ideia, vou hoje de noite, mato o vigia e arrombo o cofre, e te trago o dinheiro.
–Certo.
– Eu não vou roubar um banco.
– A escolha é sua.
– Eu NÃO vou roubar um banco.
– Então, você pode trabalhar de assistente para mim.
–Assistente?
Então ele me explicou que eu ajudaria ele a amassar argila, fazer o esmalte, vigiar o forno, etecétera e tal. Seria duas coelhadas num cajadado só ( ou quase isso) , além de pagar a minha dívida ainda realizaria meu sonho de aprender a fazer vasos. Que Sorte!
Era o que eu gostaria de dizer, mas esse cara é um demônio,depois de uma semana com "Olívia faça isso, aquilo e aquilo outro.", "Pega aquele negócio em cima daquele coiso perto daquele treco.", "Vai lá no 'Mc dounis' e traz um sundae para mim", demônio da argila. Não para quieto por nenhum segundo, pede mil e uma coisas, e até agora nada de vasos. Se ao menos ele pedisse tudo isso, mas trabalhasse também, era outra história.
Além de não trabalhar direito é um pervertido. Quando eu voltei do "Mc dounis" com o sundae dele, não o achei, procurei na casa toda, e por último a suíte. Por que, meu Deus? Ok, cheguei lá, não o achei de primeira, fui vasculhar o quarto, não achei ele, entrei no banheiro — aí você pensa " mas não é você a pervertida? E se ele estivesse tomando banho?" Foi impulso- também não estava lá, quando saio do banheiro que me viro para a porta do quarto, o vejo só de roupão. Aí ele começou a fazer uma dança estranha.
– O que diabos você está fazendo?
– Te seduzindo.
Quase disse "você parece estar querendo invocar alguma coisa e não me seduzir", mas ao invés disso eu disse " não precisa imitar uma galinha dançando macarena para me seduzir". Meu erro.
Notas finais
Uma vez minha professora estava ditando um texto e falou " não sei o que blá blá blá,nhe nhe nhe"
Aí eu falei " psôra, vírgula tem acento?" <~ nossa que engraçado ( isso também já aconteceu com crase, "e ela mandou flores a craseado tia".
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