Notas iniciais
Todos esses capítulos, eu escrevo das 8 até as 10, 10:30 da noite, rezando para que minha mãe não acorde, desculpinha pelos erros? "A parte emocionante já começa agora?" Veremos.

2nd Act

Depois daquele dia, ele não parou mais de me infernizar. Começou com brincadeiras idiotas, por exemplo, ontem eu estava fazendo uma vitamina de morango, e ele estava comendo um sanduiche, até aí tudo bem, então ele pegou o ketchup, passou nos lábios e lambeu de maneira sexy. Como se não bastasse, a cada mordida no sanduíche ele soltava um gemido.

Fiz o que qualquer pessoa faria, imitei ele. Obvio. Ele estava fazendo competição de quem é mais nojento, não é? No fundamental tanto os meninos quanto as meninas fugiam de mim ( menos meus amigos que já estavam acostumados com a minha "porquisse"), não é algo que eu queira me gabar, ser nojenta é minha especialidade ( ser babaca também mas isso não vem ao caso) e eu me lembro que teve um ano que nas férias eu fui para a casa dos meus tios, e eles são bastante rígidos, com os filhos DELES, então eles deixavam eu fazer o que quizesse. Passei um mês sem lavar nem pentear o cabelo. Quando cheguei em casa e minha mãe viu meu blackpower inovador e loiro, quase teve um treco, e passou quase que o dia todo tentando pentear meu cabelo ( fora que estava com um cheiro tão ruim, que parecia que tinha um gambá morto dentro).

Enfim, além de não trabalhar agora teríamos show de porquisses by Olivia &... E... Ah! ainda não disse o nome dele, mas, pensando bem, eu não lembro, sei que perguntei quando ele parou de tentar beber refrigerante com um canudo no nariz, mas realmente não lembro o nome dele.

E quando eu achei que tudo estava perdido, ele me pediu uma coisa útil! Pediu para eu fazer o esmalte do novo vaso que iria fazer, legal cara, mas eu não sabia fazer esmalte! Então eu fui pedir para ele me ensinar, e me ensinou bem direitinho que pegava a água destilada e tal. Ele era um cara até legal, eu ria muito quando fazíamos o concurso de quem era mais porco. Fora o lado ceramista incompetente, ele era realmente uma boa pessoa, quer dizer, ele era bonito, alto, forte, e parecia um elfo ( por favor pensem em elfos bonitos, estilo senhor dos anéis, e não elfos estilo Harry Potter, desculpa dobby você é feio), para mim qualquer cara que eu ache parecido com um elfo, é bonito.

Eu lembro bem, antes disto acontecer, ele disse que se eu queimasse flores na fornalha, o vaso ficaria com cheiro de flores. Fiquei super feliz, pensei " eu quero um vaso que cheire a flores", ele falou que a vizinha, uma velhinha simpática, tinha um lindo jardim, com flores tão cheirosas que deixaria qualquer um bêbado, " são essas flores que eu preciso" . Não pensei duas vezes, fui bater na porta da dona Lorena. Ninguém atendeu, bati novamente, chutei a porta, apertei a campainha e nada dela. Voltei para a casa dele.

Falei que talvez ela não estivesse em casa e seria bom esperá-la.

- Sem chance.

- Por que?

- Bom, eu espero, mas o forno não.

- Então, o que faremos eu queria que esse vaso ficasse com um cheiro especial.

- Pula o muro.

- O quê?

- É, vai lá pega as flores e volta, depois eu digo que eu fui lá e peguei.

- Ela não vai ficar brava?

- Sei lá, nunca fiz isso.

Resolvi pular o muro, teria sido uma boa ideia se o muro não fosse tão alto. Peguei uma escada encostei no muro e me pus a subir. Chegando no topo do muro, me senti um alpinista. Mas tinha outro problema, se eu pulasse com certeza me machucaria, e mesmo se não me machucasse como voltaria? Não consegui nem pensar nisso, quando vi já estava despencando.

Bem, isso é tudo que eu lembro de antes de vir parar aqui. Na realidade não sei bem onde é "aqui", é um lugar muito diferente de onde eu estava antes, as construções lembram algo antigo, casas de tijolos não pintadas, outras de madeira, os bares, mercados e hospedarias são estranhas também, e o que é muito mais estranho: ainda não vi nenhum letreiro luminoso, e faz mais ou menos 1 dia que já estou aqui. as pessoas por aqui tem o cabelo colorido, azul, rosa, verde... Será que eu vim parar no Japão? Nah, impossível. Vi na televisão que o Japão é cheio de placas luminosas, letreiros e prédios altos, aqui os "prédios" mais altos que achei tinham 2 andares ( térreo, primeiro e segundo), fora que as pessoas andam armadas e com roupas cheias de panos , adereços, correntes e capas. Algumas também andam com cintos com vários saquinhos pendurados, será que tem comida dentro? Estou com fome, eu quero um x-burger! Eu falei sobre capas, mas não são muitas pessoas que as usam não, só vi umas três pessoas de capas, e por incrível que pareça, todas elas tinha uma tatuagem no pulso. Que lugar estranho para se fazer uma tatuagem...

Estou com tanta fome que sou capaz de mendigar, aliás, é isso que eu vou fazer, eu não conheço esse povo mesmo.

— Alguém por favo me alimente!!!

Na mesma hora enfiam uma maçã na minha boca. Foi um cara de cabelo azul todo espetado e olhos também azuis com uma roupa azul...chinesa? E ele está com uma menina linda, ela tinha um cabelo rosa bebê e olhos azuis, e usa um vestido longo rosa claro e que tinha um capuz.

Claro que eu estou me perguntando por que ele fez isso, mas não quero discutir, estou com muita fome. Essa maçã é tão pequena, mais duas mordidas e acabo.

— Você ainda está com fome? — perguntou a menina de cabelos rosados.

Faço que sim com a cabeça, dane-se estou com fome, comer vem primeiro, educação vem depois.

- Vamos levá-la para a guilda? Além de lá ter comida de "graça" eu não tenho dinheiro aqui. — Perguntou a moça rosa ao rapaz azul.

- Eu também não tenho dinheiro, mas aparecer do nada com essa criatura que nem conhecemos?Para mim já foi caridade demais ter que dar uma das minha preciosas maçãs!

- Para a sua informação, eu prefiro morangos! — Me meto na conversa sem pensar- e o que significa guilda?

- A guilda é um lugar onde pessoas com interesses em comum se reúnem.

- Tipo uma gangue?

- Não, tipo uma comunidade. — responde o carinha azul, dando um tapa na própria cara.

- Mas me diga qual é o seu nome? O meu é Rivet e ele se ch-

- Kleen, não é um prazer tão grande te conhecer — a Rivet chutou o pé dele depois disso.

- Me chamo Olivia. Agora que já me conhece pode me levar para essa tal guilda, certo?

- Certo. — respondeu sorridente a garota de rosa.

-Errado. Só porque sabemos seu nome não significa que confiamos em você.

- Eu confio.

- Silêncio Rivet, você confia em qualquer um. Ok, nós te levamos por hoje, assumo a responsabilidade, mas não lhe garanto outros dias, certo? É uma guilda, não uma estalagem, depois de hoje você se vira. Entendeu?

- Sim senhor!

Começamos a andar em direção a um bar, bem feio mesmo, feito de madeira, a placa "bar" estava pendendo, se caísse em uma pessoa, adeus. O lado de fora é realmente um lixo, sério, tem garrafas de cerveja e canecões jogados por todo lado, fora o cheiro forte de álcool.

Quando entro, quase não acredito no que vejo.

Notas finais
Por favor, vírgulas não.