Notas iniciais
eu arrumei o capitulo 12 ok

Ar... nold....

Ela abre os olhos lentamente.

Enfermeira: oh, que bom que esta acordando, seu caso não era tão grave.

Helga: grave? Onde eu to? Cadê o Arnold?

Enfermeira: ah, esse é o nome dele? Esta na UTI... opa, não deveria ter dito isso... Nem que era grave.

Helga: UTI??? Ai meu Deus. O que foi que eu fiz

Enfermeira: vocês sofreram um acidente e...

Helga: não, isso eu me lembro... Eu estava brincando e... Acelerava muito pra assustar o Arnold... foi minha culpa... eu quero vê-lo.

Enfermeira: desculpe mais você deve repousar enquanto seu amigo é examinado

Helga; você disse ser grave, grave o quanto?

Enfermeira: lamento, não tenho essas informações.

Helga: PRECISO VE-LO, AGORA.

Ela grita pulando da cama e arrancando as agulhas de seu braço

NÃO, você não pode sair muito menos entrar na UTI, ALGUEM... POR FAVOR...

Dois médicos entram e seguram-na enquanto a enfermeira aplica um calmante enquanto ela se debate e aos poucos adormece.

Após horas e horas de sono ela acorda e ainda atordoada sai à procura do loiro. Se escondendo dos médicos ela entra em uma sala onde ficam as roupas de enfermeiros e se disfarça de um.

Ela olha vários quartos ate encontrar o dele...

Doutor: o que esta fazendo, enfermeira?

-ahh, eu... am... só estou checando e vendo se esta tudo certo..

Doutor: ahh sim, mais já fizeram isso.

-claro, mas é sempre bom ter certeza sabe.

Doutor: sim, sim, esta certa, você parece bem competente, continue por favor.

-ahh obrigada “que mané hahahaha”

Ela entra no quarto onde ele se encontra o aparelho onde marca o coração esta a deixando louca, sem paciência e com medo.

-a-arnold.... o que foi que eu fiz.... eu, eu não mereço o seu amor... primeiro as ofenças, agora o acidente... eu vou acabar matando você...voce não merece isso. Eu deveria estar no seu lugar, sofrer no seu seu lugar e se preciso for, morrer no seu lugar.

Doutor: enfermeira, já terminou? Há outros pacientes

-sim, eu já vou

Ela toca em sua mão e se despede silenciosamente.

Sim, naquela noite ela havia ido embora, apesar das dores do acidente, nada se compara com a dor que ela sentia por te ferido seu amado.

E todas as noites ela voltou, o visitou e chorou muito ao lado do homem que não acordava. Já fazia duas semanas sem nenhuma reação, em todas as noites ela fazia o mesmo pedido: “acorde por favor” e com as mesmas lagrimas ela o molhava enquanto ele, imóvel a vários dias não demonstrava resposta. Até uma noite, em uma de suas visitas, segurando a mão daquele homem sentiu um leve movimento, não parecia nada, mas era tudo para helga naquele momento.

-acorde... acorde por favor... voce é tudo pra mim.... tudo.

Derramando mais lagrimas parecia que, com essas palavras o coraçao de arnold batia mais forte a cada instante

Doutor: ei, você não pode ficar aqui, não tem credencial e nem é hora de visita

-tudo bem, eu já vou...

Doutor: o que esta acontecendo, o coração dele esta rápido demais, ele vai enfartar, PRECISO DE MEDICOS AQUI RAPIDO!!!! Tem que sair daqui, rápido

-mais o que houve???

Doutor: ANDA SAIA....

Helga: fui arrancada daquele quarto, enquanto entram varias pessoas ao qual não quero saber quem eram, quero apenas saber o que aconteceu... se ele vai viver... se? Viver? E se ele morrer? Não posso pensar nisso, mas... há possibilidade...ele já pode ter... o coração dele pode ter parado.... e se ele morrer... não haverá razão para minha existência... assim como Julieta terei que ser a bainha de um punhal que ira juntar nossos cosmos enquanto leva meu corpo a morte.

Meu Deus, posso ouvir o barulho daquele tal de desfibrilador... quanto tempo ficarei nesta agonia? Quanto tempo será que temos de “vida”?

Só me resta esperar... e chorar um pouco mais.

Ela esperou e chorou ate que daquele quarto saiu um homem, um dos médicos, e ela o agarrou e o encarou como se quisesse sua vida de volta.

-e então, o que houve?ele esta bem?

Doutor: precisamos esperar os resultados, mas acho que agora esta tudo sobre controle

Ela o solta e com um sorriso tímido no rosto deixa o hospital esperando a próxima noite.