Noite De Lua Cheia
14 hospital
Notas iniciais
Ar... nold....
Ela abre os olhos lentamente.
Enfermeira: oh, que bom que esta acordando, seu caso não era tão grave.
Helga: grave? Onde eu to? Cadê o Arnold?
Enfermeira: ah, esse é o nome dele? Esta na UTI... opa, não deveria ter dito isso... Nem que era grave.
Helga: UTI??? Ai meu Deus. O que foi que eu fiz
Enfermeira: vocês sofreram um acidente e...
Helga: não, isso eu me lembro... Eu estava brincando e... Acelerava muito pra assustar o Arnold... foi minha culpa... eu quero vê-lo.
Enfermeira: desculpe mais você deve repousar enquanto seu amigo é examinado
Helga; você disse ser grave, grave o quanto?
Enfermeira: lamento, não tenho essas informações.
Helga: PRECISO VE-LO, AGORA.
Ela grita pulando da cama e arrancando as agulhas de seu braço
NÃO, você não pode sair muito menos entrar na UTI, ALGUEM... POR FAVOR...
Dois médicos entram e seguram-na enquanto a enfermeira aplica um calmante enquanto ela se debate e aos poucos adormece.
Após horas e horas de sono ela acorda e ainda atordoada sai à procura do loiro. Se escondendo dos médicos ela entra em uma sala onde ficam as roupas de enfermeiros e se disfarça de um.
Ela olha vários quartos ate encontrar o dele...
Doutor: o que esta fazendo, enfermeira?
-ahh, eu... am... só estou checando e vendo se esta tudo certo..
Doutor: ahh sim, mais já fizeram isso.
-claro, mas é sempre bom ter certeza sabe.
Doutor: sim, sim, esta certa, você parece bem competente, continue por favor.
-ahh obrigada “que mané hahahaha”
Ela entra no quarto onde ele se encontra o aparelho onde marca o coração esta a deixando louca, sem paciência e com medo.
-a-arnold.... o que foi que eu fiz.... eu, eu não mereço o seu amor... primeiro as ofenças, agora o acidente... eu vou acabar matando você...voce não merece isso. Eu deveria estar no seu lugar, sofrer no seu seu lugar e se preciso for, morrer no seu lugar.
Doutor: enfermeira, já terminou? Há outros pacientes
-sim, eu já vou
Ela toca em sua mão e se despede silenciosamente.
Sim, naquela noite ela havia ido embora, apesar das dores do acidente, nada se compara com a dor que ela sentia por te ferido seu amado.
E todas as noites ela voltou, o visitou e chorou muito ao lado do homem que não acordava. Já fazia duas semanas sem nenhuma reação, em todas as noites ela fazia o mesmo pedido: “acorde por favor” e com as mesmas lagrimas ela o molhava enquanto ele, imóvel a vários dias não demonstrava resposta. Até uma noite, em uma de suas visitas, segurando a mão daquele homem sentiu um leve movimento, não parecia nada, mas era tudo para helga naquele momento.
-acorde... acorde por favor... voce é tudo pra mim.... tudo.
Derramando mais lagrimas parecia que, com essas palavras o coraçao de arnold batia mais forte a cada instante
Doutor: ei, você não pode ficar aqui, não tem credencial e nem é hora de visita
-tudo bem, eu já vou...
Doutor: o que esta acontecendo, o coração dele esta rápido demais, ele vai enfartar, PRECISO DE MEDICOS AQUI RAPIDO!!!! Tem que sair daqui, rápido
-mais o que houve???
Doutor: ANDA SAIA....
Helga: fui arrancada daquele quarto, enquanto entram varias pessoas ao qual não quero saber quem eram, quero apenas saber o que aconteceu... se ele vai viver... se? Viver? E se ele morrer? Não posso pensar nisso, mas... há possibilidade...ele já pode ter... o coração dele pode ter parado.... e se ele morrer... não haverá razão para minha existência... assim como Julieta terei que ser a bainha de um punhal que ira juntar nossos cosmos enquanto leva meu corpo a morte.
Meu Deus, posso ouvir o barulho daquele tal de desfibrilador... quanto tempo ficarei nesta agonia? Quanto tempo será que temos de “vida”?
Só me resta esperar... e chorar um pouco mais.
Ela esperou e chorou ate que daquele quarto saiu um homem, um dos médicos, e ela o agarrou e o encarou como se quisesse sua vida de volta.
-e então, o que houve?ele esta bem?
Doutor: precisamos esperar os resultados, mas acho que agora esta tudo sobre controle
Ela o solta e com um sorriso tímido no rosto deixa o hospital esperando a próxima noite.
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