Noite De Lua Cheia
15 pacto de sangue
Helga estava em casa, era de manhã, ela pega a credencial que os avós do loiro a concederam e sai rumo ao hospital novamente.
Era um dia escuro, ela caminhava sem animação alguma, mais como um zumbi pelas ruas...
Todas as folhas estão marrons
E o céu está cinzento
Eu saí para um passeio
Num dia de inverno
Parei dentro de uma igreja
Pela qual eu passei ao longo do caminho
Bem, eu fico de joelhos
E finjo rezar
Se eu não esperasse por ele
Eu poderia partir hoje
Sonhando com você
Num dia assim de inverno.
Cada passo que ela dava doía na alma, e ela caminhava feito uma louca, a imagem do acidente nunca sai de sua mente, sentia vontade... Vontade de ver sua própria morte.
Seu corpo acabou virando a esquina, ao contrario do caminho do hospital que era direto, andava já sem rumo, sua mente se encontrava distante, talvez nem se encontrava mais. Novamente seu corpo por conta própria se move entrando em uma loja, a procura de algo que nem ela mesma sabe. Em um certo local da loja ela pega uma navalha, de barbear, esconde no bolso e sai.
Ela volta para o caminho do hospital, com lagrimas escorrendo pelo seu rosto, sem muita demora a garota chega lá, e rápido também ela corre para o quarto do loiro.
Helga: Arnold... já faz três semanas. Você ainda não acordou né... (ela seca suas lagrimas com uma das mãos) estava pensando em algo, eu nunca me vi longe de você... claro, antes de nos conhecermos.... passei minha vida ate os 4 anos sem voce e isso foi uma merda... depois daquele dia no pré-primário eu fiz de tudo pra ficar mais perto de você, e não te perder... hehe, eu sempre me frustrava com meus planos maquiavélicos pra não deixar você escapar de mim... e naquele dia que eu realmente me entreguei a você... eu acabo te distanciando pela minha burrice... eu realmente... realmente não mereço você... mais eu te amo tanto... e se você morrer... (ela tira a navalha do bolso e faz um corte em seu próprio dedo) eu morro com você... é um pacto de sangue.
Ela vê algo que já tinha visto uma vez. O mesmo barulho, o mesmo medo.
Helga: o coração... não de novo não
Ela corre pra fora do quarto pedindo ajuda
-ALGUEM POR FAVOR... ELE TA PASSANDO MAL...
Entra alguns médicos no quarto, com tanta pressa que nem retiram a loira do local, eles usam tantas coisas estranhas, tantos aparelhos, tanto barulho, aquele terror todo passando pelos olhos de Helga ela segura com força o lamina que havia roubado e tremendo sua mão leva-a para perto de seu pescoço. Ela chorava e tremia... ouvindo um som parecido com a linha de um telefone.
TUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
Medico: esta sem reação, preparar o desfibrilador mais uma vez... 1, 2, 3...
Helga: não quero ouvir, não quero...
A lamina encosta em sua pele.
Medico: MAIS UMA VEZ... 1, 2, 3...
Notas finais
banda: the mamas and the papas
(mas parece com beatles)
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