Noite

5 Loira Chiclete


Notas iniciais
Hey, meus lindos leitores! Mais um capítulo pra vcs!!!
Boa leitura!!! :3

_Ainda no dia 25 de Janeiro_

— Ah, oi! E você, é...? — perguntou a alguma-coisa-Icia. Não me levem a mal, posso até ter guardado o timbre irritante da voz dela na minha cabeça, mas isso não inclui o nome.

— Tabhita, prazer. — a Tabhita disse com um de seus sorrisos Colgate.

— Hmm... Você é o que do Felipe, Tabhita?! — ela disse se sentando ao meu lado, à mesa.

— Eu... — dizia Tabhita com as sobrancelhas meio franzidas e o nariz sujo de farelos de pão, quando a interrompi:

— A que devemos sua presença?

Sobre a alguma-coisa-Icia, ela é uma daquelas criaturas que param seu coração de tão lindas. Com aqueles cabelos loiros – tudo bem que são terrivelmente artificiais – e aqueles olhos castanhos muito bem delineados.

Acho que na primeira vez que a vi, fiquei encarando-a com cara de pateta, mas o que é bom, dura pouco. No caso da alguma-coisa-Icia, meus 5 segundos de estupor passaram-se, quando ela abriu a boca. Juntando a voz enjoada, o by Text-Enhance\">perfume doce e o cérebro de chiclete... FIM. Voltei a ser o mesmo eu chato e mal humorado de sempre.

— Ah, Felipe... — ela começou a fazer bico — fiquei curiosa e estava com saudades! — ela disse sorrindo, com seus perfeitos dentes brancos.

— Sua namorada? — perguntou Tabhita já sabendo a resposta e com um sorriso mal disfarçado, o que não me ajudou a ficar menos irritado. Na verdade, acho que ela disse isso, para que eu não reparasse que ela já estava comendo o meu sanduíche de mortadela, também!

— Bem, eu e o Felipe... — começou a dizer a alguma-coisa-Icia. Por que raios a criatura estava corando?! Falando sério, eu estava tentando suprimir no meu cérebro a ideia de que essa individua estava afim de mim. Mas ter ela me encarando daquela forma não ajudava... E a Tabhita... A Tabhita estava tossindo como uma louca para disfarçar suas risadas mal contidas. Aff.

— Não. — eu disse com mais ênfase do que pretendia. Saco! Nem me arrependo!

— Ahhh. — murmurou Icia.

— Hummm — Tabhita deixou escapar seguido de um assobio by Text-Enhance\">baixo.

— Acho que já vamos, então... — eu comecei a dizer, depois de um minuto inteiro de silêncio, enquanto as duas me fitavam — tenho que ir em um lugar com a Tabhita...

— Já?! Eu ainda estou com fome...

— Você não está, não... — eu disse cerrando os dentes, em um tom meio murmurado.

— Estou sim!

— ela afirmou me lançando aquele sorriso cara de pau. O que ela queria? Tornar-me uma das experiências de seus livros?! Aff.

— Não quer, não! Você está gorda. — eu disse pausadamente. Ok! Fui malvado! Mas ainda não tenho escrúpulos o suficiente para negar que foi terrivelmente bom. Tabhita teve uma reação hilária. Ela abriu e fechou a boca duas vezes e depois olhou para si mesma e voltou a me encarar com uma expressão assassina.

— Hmm, bem... — comecei a dizer, botando as engrenagens do meu cérebro para funcionarem. — vamos, ok, Tabhita?! — eu disse me levantando, até que a alguma-coisa-Icia – cara, dá preguiça escrever alguma-coisa-Icia cada vez que eu for me referir a loira chiclete – segurou meu braço e disse:

— Hmm... Queria só avisar que meu primo, Zeca, falou pra você passar lá depois. Ele não está muito legal, você sabe... Com a morte da Marcinha.

— Ok. — eu disse — Obrigado.

Segui até o balcão e paguei à Sra. Daura. Também comprei um daqueles mini sonhos e enfiei na boca da Tabhita antes que ela começasse a reclamar.

— Aonde vai me levar agora? — Tabhita perguntou de boca cheia, enquanto eu a arrastava pra fora. — hein, garanhão da cidade! — ela disse engasgando quando começou a dar risada.

— Ei, perdeu a graça! Ok, smurf?! — eu disse parando e encarando-a, meio descabelada e com aquele riso idiota. Por que eu não consigo ficar com raiva? Por que, hein?! Eu deveria ficar com raiva!

— Que tal você pegar o Joy pra mim, agora? — eu perguntei sem me importar muito. Meu cérebro estava girando em cima da Marcinha e do Zeca. Ela tinha morrido semana passada.

Suicídio.

Quanto ao Zeca, o irmão dela, ele era um daqueles tipos que se apegam rápido e eu acho que um dia poderei considerá-lo um amigo. Enfim, a garota morreu e ele está numa barra. Sou péssimo em tentar consolar alguém, então tentei não atrapalhar. Quero dizer, eu sou do tipo que diz brilhantemente: “Oh, pelo menos ela deixou uma carta!” ou “Ela escolheu quando seria sua própria morte!”.

Aff.

Anotei mentalmente que iria falar com o Zeca amanhã, quando ele estivesse no trabalho de meio período dele. Apesar de não ser muito apropriado, não acho que seria uma boa ideia eu ir na casa dele. Tive péssimas experiências quando fui lá.

— Isso é trapaça, você nem me mostrou nada! Falar nisso, quem era aquela tal de Felícia? — Tabhita indagou, interrompendo meus devaneios.

— Hum?! Felícia?!... Oh, é mesmo! — eu disse tendo um deja vú — Espera! Como você sabe o nome dela?!

— Ué?! Ela estava usando uma pulseira com esse nome.

— Ah. — eu disse me sentindo estúpido. Com certeza, dificilmente eu repararia nisso.

— Mas... Fala aí, Lipe! Já conhece a cidade inteira, néh?! Sempre achei que você fosse do tipo: antissocial!

— Me erra Tabhita!

Depois disso, arrastei-a para ver a praça da cidade, o hospital da cidade, a pré-escola da cidade, o mercado da cidade – sim, tudo no singular! Fiz a Tabhita andar até ela pedir clemência e voltarmos pra casa. Nessas horas me acho ingênuo. Quando no mundo que a Tabhita iria perder a oportunidade de me extorquir o máximo possível enquanto estivesse com o Joy, hein?! Por isso, cá estou eu... Indo pra casa do Wagner.

Aff.

Notas finais
Gostaram do capítulo?! Deixem sua opinião!
Bjuus, até o próximo!!! =)