Noite
7 A Carta
Notas iniciais
Coisas macabras como: provas, trabalhos e relatórios estão acontecendo na minha vida! T.T
Enfim, espero que gostem do capítulo pessoas!
Obrigada por todos os reviews que têm deixado, adoro lê-los!!! *o*
P.S.: Foi mal repostar o capítulo, mas essa porcaria fica dando bug e desformatando meu texto! *veias dilatadas*
_26 de Janeiro_
(de madrugada)
Depois que eu briguei um monte com meu vizinho que era um daqueles gordinhos que usam uma regata branca manchada de suor e bebem tanto que chegam a babar, voltei pisando forte para o meu quarto. Tentei não pensar muito na minha ida à casa do Zeca, ou Wagner... Sei lá! Acho que ele me considera um amigo, para ter me chamado só para dizer que iria embora.
Fiquei encarando a parede por um bom tempo. Mais cedo, antes de ir brigar com o gordinho, esbarrei com a Tabhita no corredor. Ela estava encostada na parede, lendo pela milésima vez “O Poderoso Chefão”. Vestia uma camisa azul e um short branco que mal era visível sob a camisa que batia em seus joelhos. Eu achei que poderia ficar fitando-a por um tempo indeterminado... Mas não demorou nem meio minuto para que ela desprendesse sua atenção do livro e me lançasse um de seus olhares indagativos, com aqueles olhos castanhos.
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos... Castanhos...*
Devo ter ficado encarando a Tabhita em silêncio. – só espero que não tenha parecido um psicopata como o Wagner! Urgh! Isso seria nojento! – Depois de alguns segundos, que pareceram bem longos, ela fechou o livro e andou com passos suaves até parar à minha frente. – Aliás, por que alguém leria no meio do corredor?!
— Seu pai já foi falar com o vizinho. — ela disse suavemente.
Tudo bem que eu detesto brega, mas eu sou tão transparente assim? Eu nem disse nada e a garota já sabia o que eu iria fazer!
— O som não parou. — eu disse objetivamente.
— É, não parou. — ela deu de ombros.
— Hmmm... Não está com sono?
— Não. — ela disse sem tirar seus olhos dos meus. — estava te esperando para propor uma última chantagem antes de te devolver o Joy.
— Oh, você é insaciável, Hein?! — eu disse sem conseguir evitar um sorriso. — e o que quer dessa vez?
— Tchrammmm! — ela exclamou, tirando um bilhete de dentro do livro.
— Hmmm? O que é isso? — eu disse pegando o bilhete e lendo: “74° Festival da by Text-Enhance\">Batata”. — Festival... Hmmm... Da by Text-Enhance\">batata? — eu disse franzindo minhas sobrancelhas, meio incrédulo.
— Huhum! — Tabhita confirmou arrancando o bilhete da minha mão. — Vamos, hein?! Tem direito a acompanhantes e poderíamos chamar o Zeca e hmm... Até mesmo aquela loirinha, a Felícia!
— Para o Festival da batata? — Pior! Ir com a Felícia no Festival da Batata?!
— Não é QUALQUER Festival da Batata, é o septuagésimo quarto Festival da Batata!
— Ahhh... — Como se isso mudasse alguma coisa!
— Vai ser no domingo, um dia antes das aulas começarem. — ela disse com uma expressão séria. — Vai aguentar ficar sem o Joy por todo o ano?
— A sua chantagem só se estende!
— Eu fico com o bilhete! — Tabhita continuou, ignorando o que eu disse. — Não vou correr o risco de deixar você perdê-lo. — ela certamente quis dizer: causar um catastrófico assassinato ao bilhete. Tabhita é sábia, não posso negar.
— A propósito... — ela disse com um ar mais sério. — tenho algumas especulações para a causa da morte da Márcia e da tal menina devorada por um urso. Certamente, não é coincidência!
— Oh, não?! E o que é, então?! Um urso que come uma menininha e depois faz outra escrever uma carta de suicídio antes de afogá-la no rio?
— Lipe. — ela disse, me encarando sem nenhum traço de seu sorriso habitual. — Tenho certeza que você sabe tanto quanto eu que NÃO é coincidência. — e depois de dar ênfase em cada palavra, ela virou-se e foi para o quarto que minha mãe havia preparado.
Eu realmente tinha achado estranho, duas mortes tão simultâneas e por motivos tão improváveis, mas tinha ignorado a indagação que parecia boba. Tabhita era detalhista... Talvez eu devesse repensar a coisa toda. Aff. E cá estava eu em mais uma das empreitadas da Tabhita!
O triste resultado, foi que quando eu – FINALMENTE – fui reclamar com o vizinho, que continuava a tocar o bregão, não depositei toda a irritação que eu estava sentindo por ter que ouvir brega até quase meia noite! Aliás, aonde fora parar meu pai que, supostamente, tinha ido mandar o cara desligar a droga do som?!
Enfim, o gordinho falou um monte e babou um monte também. Não me lembro do que ele disse, estava ocupado demais cogitando se seria muito indelicado pedir ao Zeca para que me mostrasse a carta de suicídio da irmã dele. Algo simples, eu diria, para um cara que é um mestre na arte da consolação. Agora era SÓ eu, sutilmente, pedir a carta de suicídio da irmã do cara! — pelo menos, na arte de ser cara de pau, eu já tenho alguma experiência.
Aff.
P.S.: Mandar a Tabhita calar a boca antes de começar a falar;
P.S. 2: Mandar a Tabhita separar ficção da realidade (proibi-la de ler Agatha Christie);
P.S.3: Descobrir como se pede uma carta de suicídio de alguém que morreu há uma semana, sem ser indelicado.
Notas finais
E aí, pessoas?! Estão gostando do rumo da história?? O.o
Bjuus
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