Noir
5 As Torres
Celine:
Acordei com uma mão sobre a minha. Uma mão que eu havia conhecido há pouco tempo, mas que se tornara muito presente. Mais do que deveria.
Minha boca parecia cheia de água. Eu falei, com dificuldade:
— Jesse? – Então eu abri os olhos e os olhos dele rapidamente se encontraram com os meus. Eu nunca havia notado, mas ele tinha olhos lindos. Rasos, deixam as emoções transparecer rapidamente. No momento, era óbvio que ele estava alegre por mim, mas algo me dizia que havia mais alguma coisa nos olhos dele. Culpa, acho. Por mais que ele tivesse o corpo e a alma de um jovem, tinha os olhos de um bebê. Ele se inclinou e me abraçou:
— Ah Celine, graças aos deuses você acordou... Achei que fosse ficar em coma para sempre... – Disse ele, com os olhos lacrimejando. Eu não sei como eu e ele podia ter desenvolvido um vínculo tão grande em tão pouco tempo. Mas ele me passava segurança.
— Onde... Eu... – Comecei.
— Na Casa Grande. Eu lhe segui quando você entrou na floresta, você sabe. Mas demorei para te encontrar. O suficiente para te encontrar caída na floresta. Deuses, eu achei que você pudesse ter morrido. Corri para o acampamento. Quíron e os médicos de Apolo trabalharam duro em você, você sabe. Caso contrário estaria morta. Você ficou desacordada por três dias. Bem, e tem essa marca na sua barriga, que não parece um machucado normal, ao menos para mim. Havia veneno aí.
— Foi... Victarion... – Minha cabeça estava explodindo.
— Victarion? Quem é esse?
— Não importa. Jesse... Tem algo que eu quero muito te falar. Eu não queria falar isso nesse estado, mas não posso esperar. É urgente. – Eu estava começando a formar frases completas, embora minha cabeça doesse muito quando eu falava.
— Sim, mas é tão sério assim?
— Mais do que você... Imagi... – Então eu me virei para o lado e vomitei.
— Celine, acho melhor você dormir... Aqui. Engole isso. – Ele me ofereceu um copo.
— Não, obrigado... Eu tenho que te falar isso, Jesse. Não pode ficar só comigo.
— Então fala rápido, me corta o coração te ver assim.
— Eu... Eu acho que eu te amo. – Disse eu, ardendo em febre, e com a cabeça explodindo. Eu acho que pude ver um sorriso se desenhando pelo rosto perfeito dele... E que marca roxa era aquela? Pus a mão na face dele. – Jesse... Fui eu? Bem... Convenhamos, você mereceu. – E um sorriso se desenhou pelo meu rosto também.
Jesse me fazia tão bem. Acho que eu poderia ser chamada de pessoa que tentou amar por mais de uma vez, e por mais de uma vez foi machucada. Eu já devia ter desistido de amar, mas Jesse resgatou o amor de mim. Em apenas poucas horas... Digo, se eu não contasse os dias que passei desacordada, eu já havia tentado loucamente deixar de amar Fael, conhecido Jesse e me apaixonado por ele. É isso o que chamam de amor à primeira vista?
— Mereci. – Riu ele. Quando ele riu, pude ver perfeitamente a marca que eu havia deixado no rosto dele. Uma marca roxa. Não o deixava menos bonito. – Mas, quem é Victarion?
— Foi ele quem matou a minha mãe. Então eu o segui... Ele não me parecia culpado. Pelo contrário... Quando eu olhei para ele eu... Eu me senti diferente. Não era raiva. Não mesmo. Ele até me deu a capa e... Jesse, cadê a capa? – Perguntei, desesperada.
— Está no seu quarto. Foi por causa dela que eu te achei. Ela brilhava na floresta. Havia algo com ela?
— Bem... Eu não queria perde-la. Foi um presente, de qualquer jeito... Havia algo mais?
— Uma flecha. Quíron a analisou. Havia algo como um número serial gravado nela. Q33 NY WGDNS.
— Espere. Só UMA flecha? – Jesse fez que sim. – Ele me entregou um arco e uma aljava cheia delas!
— Bem, vasculhamos o lugar onde lhe achamos, e só achamos a flecha. Foi ela que te cortou?
— Não, foi uma adaga.
— E como era essa adaga?
— Parecia feita de... Vidro. É tão importante assim?
— Sim. Eu nunca vi uma adaga assim. Logo, se acharmos uma adaga de vidro, há uma grande chance de ser Victarion. Entendeu?
— Entendi... Jesse, quero dormir... Minha cabeça está me matando... — Pedi.
— Hm... Bebe esse copo. E, Celine... Será que eu... Eu realmente não sei como dizer isso, mas... Será que eu poderia... Hm... – Ele ficou vermelho. Então eu entendi o que ele queria.
— Pode, sim. – Sorri. Eu bebi o líquido no copo, e minhas pálpebras começaram a ficar pesadas.
Então ele se inclinou e me beijou. E eu retribuí o beijo, até que eu não mais aguentasse e caísse no sono.
Eu tive um sonho muito esquisito. Eu sonhei com a mãe de Jesse, Afrodite, e meu pai, Eros, brigando. Afrodite não tinha cara de quem iria brigar, ela parecia comigo. Só que em uma versão mais... Mais... Fofa, feminina, poderosa.
— Bebê, você não devia ter mandado eles para o vale da morte! Olha o nome! – Disse ela, desesperada.
— Eu não sou seu bebê!
— É sim! – Disse ela, brava. Eu nunca tinha pensado que uma pessoa tão fofa pudesse ser tão medonha.
— Ok, sou. – Disse Eros, se dando por vencido, e com raiva. – Mas eu ainda não me arrependo de ter mandado eles para o Vale.
— Filho, você é muito idiota.
— Mãe. Eu não vou admitir que um filho do Apolo chegue sequer PERTO do meu bebê!
— E por isso fez com que minha neta e meu filho namorassem. Gênio você. Parabéns.
— Mãe, você não pode mandar em mim desse jeito!
— Sim, eu posso. E você não pode odiar Apolo desse jeito. Se o Hefesto não tivesse se casado comigo talvez eu me casasse com Apolo, sabia?
— Eu não deixaria.
— Você não tem que deixar nada. E depois, Apolo é um cavalheiro. Ao contrário de você!
— Mãããe!!!
Então eu acordei. Jesse estava ainda ao meu lado.
— Acordou outra vez? – E sorriu para mim. Honestamente, ele não tinha cãibras na bochecha de tanto sorrir? Mas dessa vez não era o sorriso lindo de sempre. Era um sorriso forçado. Esquisito.
— Não, imagina. – Disse, irônica.
— Celine... Tem algo que querem lhe falar. Mas eu exigi que fosse eu a lhe dizer. Bem...
— É a minha mãe. Ela não... Não resistiu, não é?
— Eu realmente sinto muito. – Então ele me abraçou. – Mas não tinha jeito. Quíron insistiu que tentar curá-la só iria prolongar o sofrimento. Não teve jeito, foi um tiro muito bem dado. De um profissional, ou mais que isso.
— Eu tenho que encontrar Victarion.
— Celine, não faça isso. Pode ser perigoso. Por favor. – Ele tocou meu rosto com delicadeza.
Eu me levantei da cama com dificuldade. Eu ainda estava toda doída.
— Cadê a flecha?
— Na prateleira.
Fui até a prateleira e busquei a flecha. Q33 NY WGDNS... Onde eu já havia visto isso? Tenho certeza que em algum lugar... Bem, não devia ser importante. Olhei para o calendário, para ver que dia era. Estávamos em Abril. Em um ponto do calendário havia uma legenda: Páscoa. Easter. Easter...
Easter Eggs. Era isso. Eu havia visto na internet uma vez. Easter Eggs do Office. Do Word.
— Jesse, você tem um computador?
— Hm, não. Eu não trouxe o meu para o acampamento. Mas tem alguém que tem...
— Preciso de um computador com o Office. Word.
— Hm... Ela provavelmente tem o Word. Mas eu duvido que você ela vá deixar você tocar naquele laptop. Vou chama-la, espere aqui. Eu esperei por uns 10 minutos. Então Jesse voltou com uma mulher loira de olhos cinzentos como a tempestade.
— Jesse, acho bom você me dar um bom motivo para me tirar do chalé de Atena assim. Eu estava ocupado com os projetos de Dédalo!
— É, e você trouxe ele, pelo visto. Celine tem algo à te falar.
— Você é Celine, então. Hm... Eu sinto muito pela sua mãe... Mas por que queria que eu viesse?
— Nesse laptop você tem o Word?
— Bem... Sim. Por quê? – Disse a garota, desconfiada.
— Preciso do Word. É só um minuto.
— Mas para quê? – Ela ergueu uma sobrancelha.
Expliquei para ela, detalhe por detalhe. Então eu mostrei a flecha e o “código”.
— Devo admitir que você é bem inteligente. Bem, vamos logo à isso. Eu tenho atividades à fazer.
Eu abri o Word, e digitei lá “Q33 NY”, e mudei a fonte para Wingdings. WGDNS. Apareceu o que eu imaginei. Um avião, duas torres e uma caveira.
— Mas o quê... Celine, o que é isso?
— Quadra 33, New York. Onde as Torres Gêmeas ficavam.
— Deuses, tudo faz sentido agora! – Disse Annabeth, surpresa. – Celine, você é um gênio. Eu não descobriria o significado desse código nunca! Quíron tem que ser avisado!
— Não, espere. O que faz sentido agora? – Perguntou Jesse. Annabeth suspirou:
— Acho que eu posso contar para vocês. Bem, há uns dois dias atrás, um garoto foi até o Monte Tamalpais, onde Atlas segura o céu.
— Desculpe, o quê? – Perguntei
— Ah sim, ainda não lhe explicaram. Bem, resumidamente, quando o centro da política e economia passou a ser os Estados Unidos, os deuses da Grécia se ocidentalizaram também. O Olimpo é no topo do Empire State, por exemplo.
— Ahn... Ok, continue.
— Bem, quando ele chegou lá, por algum motivo, conseguiu convencer Atlas a largar o céu, e o venceu em uma luta. Mas antes disso, Afrodite, como boa fofoqueira que é, seguiu eles... Não sei pra quê. Mulher louca. Bem, o que importa é que Victarion conseguiu resistir ao charme dela. Isso não é humano, acredite.
— Victarion? – Jesse e eu nos olhamos. Annabeth nos ignorou. Sorte, seria difícil explicar.
— Bem, continuando. Assim que ela tentou o convencer, ele, não sei como também, a convenceu a segurar o céu. Então ela o segurou por dois dias, durante os quais ele e Atlas lutaram continuamente. Então Victarion ganhou. E cometeu o ato mais nojento em éons. Ele atacou Afrodite, indefesa, enquanto ela segurava o céu. Então ela caiu, e o céu caiu também. Na Califórnia, já está escuro desde que o céu caiu. E o céu está escurecendo, partindo da Costa Oeste, para o resto do mundo. Mas ele não escureceu na Quadra 33 de New York. Pelo contrário, está claro como nunca. Mas a escuridão está se espalhando, deve chegar aqui em menos de dois dias. Celine, Jesse. O Armageddon começou. Sinto muito, devo voltar ao meu chalé. Tenho que me arrumar, devo sair com Percy para uma missão de reconhecimento no Monte Tam. – Ela pegou o laptop e se dirigiu à porta
— Annabeth. Tenho uma pergunta. – Me apressei.
— Seja rápida, por favor
— Se Afrodite está desaparecida, como eu tenho recebido mensagens dela através dos meus sonhos? Digo, nelas ela está até mesmo conversando com outros deuses.
— Bem, é complicado. Deuses podem dividir sua consciência entre os lugares. Raramente estão em um só lugar ao mesmo tempo. Achávamos que Afrodite estava, excepcionalmente, em um só lugar... Mas parece que não. Bem, se me permite, vou voltar ao meu chalé. Até mais.
Ela foi embora. Eu e Jesse passamos um longo tempo calados. Então eu me virei para ele.
— Jesse, será que eu posso voltar para o meu chalé?
— Sim, Quíron disse que pode.
— Hm... Será que eu posso te pedir uma coisa extremamente infantil e vergonhosa?
— Hm... Talvez. – Ele olhou, desconfiado?
— Me carrega de volta para o meu chalé? Eu não vou aguentar andar... – Claro que era mentira, mas ele é tão bonitinho... Não pode fazer mal me aguentar por um tempinho. Ele riu.
— Só se você prometer ficar quieta! – Ele pediu.
— Mas você vai me carregar, né? – Falei. Ele Me pegou no colo. Eu me agarrei ao pescoço dele. Ele é tão lindo... Ele me carregou até o chalé de Eros. Claro que no caminho muitos curiosos cochicharam, mas eu não estava nem aí. Quando chegamos no chalé, ele me colocou no sofá.
— Jesse... Tem algo que eu quero falar com você.
— Sim.
— Se nós tivermos que ir até o World Trade Center, você vem comigo?
— Celine... Tem uma coisa que eu gostaria de te falar, também. Eu não quero estar naquele lugar.
— Por quê? Más memórias?
— Péssimas. Meu pai trabalhava lá... Em um dos últimos andares. Ele não teve nem tempo de sair de lá... O corpo nunca foi achado. Provavelmente estava nos escombros. – Jesse começou a chorar. – E então eu fui enviado para um orfanato. Eu ainda era uma criança. Bem... Não que eu fosse maltratado ou afins, eu não era. Nunca. Mas bem... Eu não conseguia suportar a ideia de que minha mãe estava em algum lugar por aí, enquanto eu estava no orfanato e meu pai estava morto. Bem, até hoje não entendo... Se os deuses não podem cuidar dos filhos, por que os têm? Eu acho que nunca perdoei a minha mãe por isso... – Então eu o beijei. Não queria que ele continuasse o assunto, mas também não queria interrompê-lo de modo rude. E foi um beijo com gosto de lágrimas.
Então Jesse se levantou e foi embora. Sem dizer uma palavra. Será que ele havia ficado bravo?
Me levantei. Pareceu um castigo por ter pedido à Jesse para me carregar, porque assim que me levantei, minhas pernas começaram a doer. Mas não importava. Eu corri até ele, meio que sem saber o que estava fazendo, mas meio que sabendo. Parece que a mãe de Jesse estava me dando um empurrãozinho...
— Jesse! – Gritei. Ele se virou, surpreso, mas ainda chorando. Então eu corri até ele à toda a velocidade que eu consegui, e pulei nele. Ele caiu no chão, mas eu não me importei. Eu o beijei assim mesmo. E passei o que deviam ser uns 10 minutos o beijando. Um meio-termo entre um beijo e um sorriso. Quando nós finalmente nos desgrudamos, estávamos deitados, os dois, na grama, rindo como idiotas, olhando para o céu. Então ele se virou e colocou a mão no meu rosto:
— Eu te amo, ok? E não deixe ninguém falar outra coisa à você. – Então eu ouvi um suspiro da “plateia”. Ih, esqueci que estávamos em público. Mas não demorou muito até eles se dispersarem. – Eu vou com você até as Torres. Vou até o Tártaro, se for preciso.
— Quando nós partimos?
— Temos que falar com Quíron... – Jesse mal havia dito aquilo e alguém o havia interrompido.
— Não é necessário, Annabeth já me avisou sobre as suas descobertas. – Era Quíron. Há quanto tempo ele estava lá? Bem, eu fiquei meio... Constrangida. – Vocês podem partir agora. Jesse, você já dirige?
— Não, eu tenho 15. – Ele respondeu.
— Ah, sem problemas. Nós já resolvemos isso, de qualquer jeito. Você irá com Celine até New York. E de lá, vocês começam a missão. Não temos tempo a perder. Hm... digamos que Piper já conseguiu um carro para vocês... E com um motorista. E eu já alterei a névoa, nenhum mortal verá a real placa do carro, para que não notem que foi... Hm... Roubado. Vocês têm 20 minutos para se aprontar.
Jesse e eu fomos aos nossos chalés sem contestar. Eu abri a mochila e coloquei todas as roupas que eu tinha por lá. Após ter acabado com o meu rosto e meu cabelo em um ataque de raiva, eu estava irreconhecível. Logo, nada de paparazzi atrás de mim por causa de minha mãe, que era uma atriz famosa. Eu devia estar triste pela minha mãe. E estou. Mas não tenho tempo para chorar. Não tenho tempo para nada. Em 10 minutos eu estava pronta, então fui até o chalé de Afrodite procurar por Jesse. Entrei e ele ainda estava no banho. Ele saiu com uma bermuda xadrez, e sem camisa. Por mais que ele fosse meu namorado, ele ainda tinha vergonha de si mesmo. Ele se enrolou na toalha.
— Por acaso a porta te dá choques? Bata na porta da próxima vez! – "Pediu" ele. – Hm, bem vinda ao meu chalé. – O chalé dele parecia uma casa da Barbie. Coitado. – É meio constrangedor mas é confortável. – Ele pegou um pacote de biscoitos, colocou uma camisa branca lisa, e me ofereceu biscoitos: – Quer um?
— Não, obrigada. Vamos logo? – Pedi. Ele assentiu e nós fomos em direção à Casa Grande, onde Quíron nos aguardava.
— Ah, que bom que chegaram agora. Cada minuto é precioso. O carro está Colina abaixo. Hm, acho que vocês não devem precisar de dinheiro, visto que Belle era uma atriz famosa. Bem, acho que você deve levar isso, Celine. – E ele me entregou a capa dourada e a flecha de Victarion. Ele nos deu tchau, e eu e Jesse entramos no carro. Jesse falou com o motorista, e ele deu a partida.
— New York é muito longe daqui?
— No máximo três horas.
— Ah sim.
Eu não conseguia tirar os olhos da capa e nem da flecha. Por que Victarion havia me entregado tudo aquilo? Que adaga era aquela? Quem era ele?
— Eu não me importo de ficar sozinho, se você quiser dormir.
— Jesse, quanto tempo eu passei desacordada?
— Três dias.
— Tem notícias de Fael e de Jake?
— Não... Nenhuma.
— Eu vou dormir um pouco. – Avisei
— Durma bem. – Ele sorriu para mim.
Eu tive um pesadelo. Um pesadelo terrível. Eu sonhei que eu estava no Vale da Morte junto com Fael e Jake. A areia escaldava meus pés, o Sol queimava minha face, meu corpo implorava por descanso, meu estômago implorava por comida. Era terrível. Então o sonho mudou. Eu estava em um tipo de montanha, conversando com Victarion.
— Eu sinto muito por ter feito isso. Foi necessário. Eu tinha de me vingar dele. Tinha que me vingar de Fael. – Começou Victarion. – Eu nunca perdoarei o que ele fez.
Eu acordei com Jesse me sacudindo.
— Chegamos. Você estava tendo pesadelos?
— Sim, alguns fragmentos de pesadelos. Poucos. – Decidi não contar nada sobre meus pesadelos à Jesse. Falar sobre meu ex com ele é uma má ideia. – Onde ficavam as torres? – Jesse estava olhando pelo vidro do carro, incrédulo. – Que foi?
— Isso... Isso não devia estar aí. – Ele apontou para frente. E eu não teria acreditado se não houvesse visto com meus próprios olhos.
As Torres Gêmeas se erguiam, imponentes, logo à nossa frente.
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