Despertei como quem acorda de um pesadelo, estremecido na cama.

Ainda podia sentir o canino acravar meu pescoço.

Levei a mão até o local.

Olhei ao redor, estava em meu quarto, ainda não havia amanhecido.

Levantei-me da minha cama e corri até a janela aberta. O vento frio da noite me arrepiou.

Busquei uma lamparina e a joguei sobre a penteadeira, diante do espelho.

Meus dedos roçaram a pele pálida do pescoço e sob a luz bruxuleante vi as duas marcas.

Afastei-me do espelho, derrubando tudo no chão.

Conforme amanhecia, minha visão sumia, assim como a incerteza do meu futuro.

Notas finais
É gente, ta vindo