No Tempo Dos Marotos
74 Transformação em Animagas - 6ª Parte
Notas iniciais

''Ninguém presta atenção no céu até se apaixonar.''
Autor Desconhecido
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POV Alice Jackson
– Alice, ainda tem chance de desistir. — diz Remus olhando para mim.
Frank, que está ao lado de Remus, me olha com uma cara pidona.
– Acho que já sabe a minha resposta, Remus. — digo, decidida.
Ele suspira e Frank faz cara emburrada e vem até mim.
– Por que você quer tanto fazer isso? Viu o que suas amigas passaram? — pergunta, segurando meu rosto com as duas mãos.
– É exatamente por isso que irei fazer. Elas já passaram por isso, todas concordamos em nos tornar animagas e não é agora que vou desistir. — respondo.
Ele fecha os olhos e encosta a testa na minha.
– Sei que vou me arrepender de te dar permissão de fazer isso. — murmura.
Sorrio debochada.
– Desde quando eu preciso da sua permissão para fazer alguma coisa? — pergunto, arqueando a sobrancelha.
Ele ri, ao mesmo tempo que revira os olhos.
– Você é minha, tenho que me envolver em suas decisões também. — responde sorrindo, enquanto segurava minha mão.
– Se envolver nas minhas decisões, não me dar permissão. — digo.
Ele revira os olhos e me beija.
– Pare.de.tornar.as.coisas.mais.difíceis. — diz entre beijos.
Suspiro.
– Só estou deixando claro que eu sou livre para fazer minhas decisões. — digo.
Ele ri e me dá um selinho.
– Boa sorte. — diz, enquanto soltava minha mão, e ia se sentar junto aos outros, nos pufes.
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(Motörhead — Enter Sandman)
Suspiro. É agora ou nunca! Remus me olha compreensivo, me encaminho até ele, que coloca as correntes em mim.
– Nossa! Que peso! E eu achando que as garotas estavam fazendo fiasco. — digo, surpresa com o peso das correntes.
As garotas riem sarcásticas e colocam as línguas para mim. Ri.
– Infantis. — digo.
Elas reviram os olhos.
– Está pronta, Lice? — pergunta Remus.
– Já nasci pronta, Remus. — respondo, divertida.
Ele revira os olhos rindo e se põe parado na minha frente.
– Vou começar. — diz.
Assenti, suspirando nervosa.
– Animagus Transformation. — diz Remus apontando a varinha diretamente para mim.
Imediatamente sou preenchida por um vazio e uma dor horrível, como se minha alma estivesse sendo sugada de meu corpo. Sinto uma dor horrível na cabeça, que parece estar diminuindo de tamanho e se desfigurando. Meus ombros começam a ficar pesados, meus cotovelos começam a se torcer e os braços diminuírem.
Um estralo e meus joelhos se torcem, minhas pernas falham e caio no chão com tudo, batendo a cabeça no piso gelado de mármore.
– Alice! — escuto ao longe.
Meu corpo inteiro está dolorido, minha visão está embaçada e alguma coisa molhada está escorrendo de dentro de meus ouvidos. Tento levar a mão até eles, mas não consigo me mover. Olho para elas e vejo que elas estão tremendo e parece que possui bolhas, ou bichos dentro da pele. Entro em desespero quando minha garganta começa a se fechar, fazendo ficar difícil de respirar.
– AAAH! — grito ao sentir fincadas em minha barriga, como se alguém estivesse me esfaqueando.
Me viro, ficando de barriga para cima e levanto a camisa, vendo diversas marcas roxas na barriga.
– Frank... — murmuro e em seguida dou um grito, ao sentir minhas costelas esmagarem meus pulmões e o ar me falta.
Minhas unhas ficam mais afiadas e meus dedos mais curtos. Meu queixo se torce em um estalo e grito, mesmo não obtendo volume algum, pela falta de ar.
Meu nariz se contorce e meus olhos parecem estar sendo puxados para os lados. Fecho-os com força, ao mesmo tempo que segurava o nariz com uma mão e o queixo com a outra.
Uma fincada forte em minha espinha e meu corpo se arqueia. Abro os olhos e sinto tudo rodar. Meu corpo dá uma última fisgada e a dor para. Sinto cheiro de sangue e meu corpo se levanta rapidamente, contra minha vontade, minha audição ficando aguçada. Olho para os lados e enxergo tudo em preto e branco.
– Mas o quê? — arregalo os olhos ao notar que o que saiu de minha boca foram rugidos.
Olho para os garotos e as garotas, que estão me olhando sorrindo e Frank está com marcas de lágrimas no rosto. Ele vêm até mim e se senta na minha frente, me abraçando desajeitadamente.
– Você conseguiu, você conseguiu. — murmura, ainda me abraçando.
Sorrio, ou melhor, mostro os dentes amigavelmente e tenho certeza que estou igual a Lenne quando fez isso.
– Minha leoa. — diz Frank divertido, enquanto acariciava minhas orelhas.
Depois de um tempo brincando com meus amigos e mordendo Frank, carinhosamente, é claro, Remus diz que já está na hora de voltar a minha forma humana. Fico de frente para ele, que aponta a varinha para mim e uma luz emana dela. (N/A Autora: Sério, agora não maliciem u.u)
Sinto uma fisgada e tudo começa a girar. Caio no chão com uma sensação de cansaço. Frank vêm até mim e me pega no colo, se sentando nos pufes.
– Você foi perfeita, Lice. — ele diz, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos.
Me sento de frente para ele, ainda no seu colo, com as pernas em volta de sua cintura e seguro seu rosto com as duas mãos e beijo cada uma de suas lágrimas.
– Não chora. — murmuro.
Ele ri e me beija. As lágrimas já estavam ardendo em meus olhos também. Nos separamos sem fôlego.
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(Talking Heads — Psycho Killer)
– E finalmente, chegamos ao fim da transformação. — diz Remus, parado em pé, de frente para nós, que estávamos todos sentados nos pufes.
Nos levantamos e começamos a bater palmas, ao mesmo que tempo que gritavamos ''uhuuu'' e nos abraçávamos. Eu e as garotas estávamos chorando e os meninos estavam com os olhos vermelhos. Depois de muitos abraços, lágrimas (da parte das meninas) e palmas, voltamos a nos sentar nos pufes, rindo.
– Ah, acabei de me lembrar de uma coisinha. — diz Lily, olhando diretamente para James.
Olho para ele, que está encarando-a com os olhos arregalados, provavelmente já entendera tudo.
– Sabe que eu também, Lily?! — diz Lenne, olhando para ela sorrindo maligna e em seguida olhando para Sirius, que a encarava também, com os olhos arregalados.
– Eu também. — digo olhando para Frank, que está nervoso.
– E... E o que vocês lembraram? — pergunta Sirius, temeroso.
– Que vocês fizeram uma coisa que nós não gostamos muito. — diz Lily, olhando suas unhas despreocupadamente.
– E o que foi? — pergunta James e Frank, juntos.
– Vocês sabem muito bem! — acusa Lenne, perdendo a paciência.
Eles engolem em seco.
– Sabe, nós realmente não gostamos daquilo e bem, tivemos uma ideia e queremos que concordem. — digo.
– Que ideia? — perguntam os três, com os olhos arregalados.
– Iram ter que pular no lago pelados. — diz Lily.
– O QUÊ?! — os três se levantam, com os olhos mais arregalados ainda.
Seguro a vontade de rir.
– CALADOS! SENTEM A BUNDA NO PUFE AGORA! — grita Lily, enquanto se levantava furiosa.
Os três se sentam rapidamente, nervosos, seus olhos quase saltando das órbitas.
– Está frio. — diz Sirius.
– E? — pergunta Lenne arqueando a sobrancelha.
– Iremos congelar! — exclama James.
– Vai servir de aprendizado. — diz Lily.
– Podemos morrer com choque térmico! — exclama Frank.
– Acredite Frank, coisa ruim não morre fácil. — diz Lily, olhando para ele com um sorriso divertido e maníaco.
Realmente, até eu estou com medo dela agora.
– Não, eu não vou fazer isso! — exclama James e Sirius juntos.
Lily e Lenne se entreolham sorrindo malignas e voltam a olhar para eles.
– Tudo bem. — diz Lily despreocupadamente.
Os garotos suspiram aliviados.
– A partir de agora, não tem beijos, sexo, sem andar de mãos dadas, sem conversas, sem nada, fingiremos que não nos conhecemos por um mês. — diz Lenne olhando para Sirius.
– O QUÊ?! — os três gritam.
Escuto os risos abafados de Remus e Dorcas.
– É pegar ou largar. — diz Lily dando de ombros.
Os garotos olham para elas desesperados e em seguida bufam, dando-se por vencidos.
– Está bem, quando? — pergunta James, olhando para nós.
– Sério?! — perguntamos juntas.
– É, agora falem logo quando é essa porcaria. — diz irritado.
– Agora. — respondemos despreocupadamente.
– AGORA?! MAS ESTÁ DE NOITE! — gritam os três juntos.
– CALEM A BOCA! SÓ NÓS PODEMOS GRITAR AQUI! ESTAMOS COM A RAZÃO! — grita Lily enfurecida.
Os três engolem em seco e se aquetam.
– Andem, levantem essa bunda gorda daí e vamos logo, antes que amanheça. — diz Lily.
– Faltam três horas para amanhecer. — diz James.
– Levanta. JÁ! — diz Lily irritada, enquanto se levantava do pufe e seguia para a porta.
Eles resmungam alguma coisa e se levantam, indo atrás dela. Eu, Lenne, Doe e Remus seguíamos eles, enquanto nos segurávamos para não rir.
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POV Lilian Evans
(Guns N' Roses — Welcome To The Jungle)
Sorrio maligna, ao mesmo tempo que caminhava em direção ao lago. Todos caminhavam atrás de mim, os garotos resmungando a cada passo dado.
– Se vocês não calarem a boca, eu vou fazer vocês pularem pelados na frente de todos os alunos de Hogwarts. — digo alto o bastante para que eles escutassem.
Eles se calam na hora. Meu sorriso se amplia. Olho para os lados e vejo que não tem ninguém, atravesso o corredor sendo seguida pelos outros e atravesso o jardim. Levo os braços ao redor do corpo, está muito frio. Me surpreenderia se eles não pegassem uma gripe das fortes por cair nesta água gelada, mas, bem... Trato é trato.
Paro em frente a pequena ponte e faço sinal para que eles fossem. Eles passam por mim e me olham com uma cara do tipo ''Você me paga''. Meu sorriso debochado se amplia e um brilho maníaco passa pelos meus olhos e pelo das garotas.
Eles caminham até o meio da ponte e começam a tirar as roupas. G-suis me abana! Que isso! Parece que estou no paraíso dos tanquinhos!
Dá para ver que eles estão tremendo de frio. (N/A: Não, de calor ¬¬') Eles olham para nós só de cueca e começam a tirá-las. PELO AMOR DE MERLIN! O QUE É ISSO?! G-suis, eles são ENORMES! Sinto um calor vindo de meu baixo ventre e sinto minhas bochechas corarem. As garotas não estão muito diferentes.
Eles começam a correr até o final da ponte, o pênis batendo nas bolas e se atiram dentro d'água.
– UHUU! — gritam as garotas do meu lado, enquanto Remus ria que nem condenado.
Fico com os olhos arregalados. Nunca, em nenhuma circunstância, peça para um garoto correr pelado, realmente, é muito estranho e tenho certeza que a imagem vai ficar repassando na minha cabeça por pelo menos uma semana.
Corremos até o final da ponte e olhamos os garotos nadando que nem loucos para cá. Começamos a gargalhar, ao mesmo tempo que segurávamos a barriga. Eles se apoiam no assoalho de madeira e sobem na ponte.
– Accio Toalhas! — exclamo apontando a varinha para o castelo.
Logo três toalhas veem em nossa direção e os garotos pegam rapidamente, enrolando elas na cintura. Atiramos as roupas para eles, que começam a vesti-las, sem nem se importarem em se secar, enquanto eu, as garotas e o Remus continuávamos rindo que nem condenados.
– Não teve graça. — diz James, tremendo de frio.
– É claro que teve! — exclamo, indo abraçá-lo.
Sério, os coitados estavam roxos de frio. Ele me abraça como se a vida dele dependesse disso e seguimos para dentro do castelo.
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(The Beatles — And I Love Her)
Fomos para a sala comunal da grifinória e os garotos se atiram em frente as lareiras, enquanto eu, as garotas e Remus ríamos mais um pouco.
Depois que eles já estavam secos, cada um subiu para o seu dormitório, sobrando só eu e James na sala.
– Você me deve uma. — diz.
Ri.
– Ah, não devo não! Ninguém mandou ficar olhando a mulher dos outros pelada! — exclamo ainda rindo, enquanto me atirava ao seu lado no sofá e ele me abraçava.
Ele sorri e me beija. Seus lábios gelados se juntando com os meus quentes, tornando o beijo mais delicioso ainda.
Nos separamos sem fôlego e ficamos nos olhando. Não me aguento e começo a rir novamente.
– Não teve tanta graça assim. — diz fazendo bico.
– Ah, teve sim! — digo.
Mordo seu bico e ele sorri, me beijando.
– Anda vamos dormir! — exclamo me levantando, enquanto estendia o braço em direção a ele.
Ele pega minha mão e se levanta. Fomos até a escada dos dormitórios e nos beijamos.
– Boa noite. — brinco.
Ele ri, contra meus lábios.
– Boa noite, princesa. — diz, me beijando mais uma vez e indo para o dormitório dos meninos.
Fico olhando ele subir as escadas e em seguida subo atrás, indo para o dormitório das meninas.
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