No Tempo Dos Marotos
75 Noite de Lua Cheia
Notas iniciais

''Se você tem medo da escuridão... Você tem medo da sua própria alma.''
Autor Desconhecido
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POV Lilian Evans
(Linkin Park — Numb)
Estamos todos sentados na sala comunal conversando sobre banalidades. Já se passaram das 23h da noite e todos os alunos já estão em seus devidos dormitórios.
– Não cara, olha essa: Estava no meu quarto e a lampada explodiu, tadinha, não suportou o meu brilho. — diz Sirius, rindo.
Todos começamos a rir.
– A questão é: Que brilho, Black? — pergunta Lenne, arqueando a sobrancelha.
Não aguento e solto uma gargalhada cruel, seguida pelos outros.
– Boboca. — resmunga Six.
Lenne ri e se levanta da poltrona onde estava sentada e vai até Six, se inclinando e lhe dando um selinho.
– Resmungão. — diz Lenne rindo.
Six sorri, revirando os olhos e puxa Lenne para o seu colo. Remus olha o relógio e em seguida olha para James, Sirius e Frank fazendo uma cara desesperada.
Eles começam a conversar através de olhares e eu e as garotas olhamos para eles curiosas e confusas. De repente os quatro se levantam e vão em direção a saída.
– Ei! — chamo, me levantando, junto com as garotas.
Os quatro param, virando para nós.
– Sim? — pergunta James.
Fico observando os quatro, que estão nervosos.
– Onde estão indo? — pergunto.
James suspira, Sirius revira os olhos e Frank olha para Remus, que está roendo as unhas.
– Lua cheia. — responde James.
Arregalo os olhos.
– Mas... É hoje? Como... Eu... — balbucio.
– Esqueceu de olhar no calendário? — pergunta Sirius divertido.
Reviro os olhos.
– Cale a boca, Six, agora não é hora para brincadeiras. — resmungo. — Esperem um minuto, vou pegar um casaco.
Vou em direção as escadas para os dormitórios.
– Pra quê? — pergunta James.
Reviro os olhos, me virando para eles.
– Para ir junto? — pergunto irônica.
– Não! É perigoso demais! — exclamam os quatro juntos.
– Não, nem vem! — exclama Lenne vindo até onde estou.
– É, garotos, nem comecem! — exclama Alice, vindo para o nosso lado, seguida de Dorcas.
Eles reviram os olhos.
– Já falamos que é perigoso. — diz James, se virando e saindo da sala comunal, seguido pelos garotos.
Bufo e vou até eles, seguida pelas garotas e saio da sala comunal, vendo os três caminhando apressadamente pelo longo corredor deserto. Vou atrás e puxo James pelo braço.
– Nós vamos junto e vocês não tem que falar nada! Afinal, não foi para isso que nos tornamos animagas? — pergunto arqueando a sobrancelha e as garotas assentem atrás de mim.
Eles bufam.
– Ok, vamos logo! — eles exclamam.
Sorrimos e seguimos para fora do colégio. Atravessamos o gramado e tento acompanhar os passos de James, mas o mesmo está caminhando rápido demais. James anda estranho, realmente estranho. Acho que está me escondendo alguma coisa. Puxo ele pelo o braço e faço-o parar.
– Que é? — pergunta rudemente.
– Que issu joven? Que agressividade é essa? — pergunto divertida.
Ele revira os olhos, bufando.
– Fala logo, Lilian. — resmunga.
Wow, desde quando eu sou Lilian?! Cadê o ''Lily'', ''Lírio'', ''Ruiva'', ''Ruivinha''?
– Jay, o que... Porque está sendo rude? — pergunto sem jeito, enquanto sorria sem graça.
– Eu estou agindo normal. — responde.
– Olha, se esse é o seu normal, me desculpe, mas, eu realmente não te conheço. Pelo menos não esse James. — digo.
Ele revira os olhos.
– Agora não é hora para DR's Lilian, o Aluado precisa de nós. — diz, enquanto tornava a andar.
Fico parada com cara de taxo, enquanto olhava para James, sem acreditar no que acabei de ouvir.
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POV Meredith Vane
(Sunshine ft. M.I.A. — Rye Rye)
~Horas Antes~
Vejo James saindo da sala de poções sozinho e sorrio maliciosamente. Vou rapidamente para dentro do armário de vassouras e observo-o caminhando nesta direção. Aproveito o momento que ele estava prestando atenção em algo no seu livro e o puxo para dentro do armário.
– Mas, que droga. — ele murmura.
Tranco a porta e o encaro.
– Meredith? O que você... — ele começa a perguntar, mas interrompo.
– Shhh... Fica quietinho... — digo encostando o dedo em seu lábios.
Ele franze o cenho e dá um tapa em minha mão.
– O que você quer? — pergunta seco.
– Ai, isso é jeito de tratar a sua namorada? — pergunto, fazendo biquinho.
Ele bufa, revirando os olhos.
– Ex-namorada, você quis dizer. — diz.
Reviro os olhos.
– Não me intitule, querido, posso ser bem mais que sua ex. — digo sorrindo maliciosa, enquanto apertava seu membro por cima da calça jeans.
Em um movimento rápido, ele me prende na parede e sua respiração bate contra minha orelha. Ofego.
– Uau, Jay, você continua com pegada. — digo sorrindo maliciosa.
Ele aperta meus pulsos e olha para mim, irritado.
– Não chegue perto de mim e muito menos da Lily, você entendeu? — pergunta entredentes.
Arregalo os olhos, a raiva me corroendo por dentro.
– Por que você gosta tando dessa vadia? — pergunto irritada.
Ele aperta mais meus pulsos e seus olhos só faltam prender fogo de tanta raiva que inala deles, até escuros ficaram.
– Não chama a Lily de vadia porque ela não é, a única vadia aqui é você e eu não gosto dela, eu amo ela. — diz entredentes.
Reviro os olhos.
– Calminha garanhão, não vou chegar perto da cenoura, eu quero você, não ela. — digo, segurando seu rosto.
Ele se afasta e tenta sair do armário de vassouras, mas eu havia trancado a porta.
– Ops, está procurando isto? — pergunto, levantando a chave.
Ele revira os olhos e tenta pegar a chave, mas coloco ela no vão de meus seios que estavam amostra pela camiseta e sorrio maliciosa.
– Quer? Pega. — digo.
Ele fica me encarando, seu maxilar trincado.
– Me dá a chave, Meredith. — pede tentando manter a calma, enquanto se mantinha distante de mim.
– Pega, ué. — digo dando de ombros, ao mesmo tempo que revirava os olhos.
Ele bufa, enquanto balançava a cabeça levemente e encarava a porta.
– A chave está aqui, James. — digo, calmamente.
Ele não me dá ouvidos e começa a procurar algo na porta. Reviro os olhos.
– Não tem como abrir, o único jeito é com a chave. — digo.
– Então quer fazer o favor de me dar a chave? — pergunta irritado.
Coloco a mão sobre o peito, enquanto tentava ao máximo me fazer de ofendida.
– Isso é jeito de falar comigo, Jay? Cadê a delicadeza? A educação? — pergunto.
– Não sou educado e muito menos delicado com vadias, agora faça-me o favor de me entregar a chave. — responde.
– Não tente esconder seu lado galinha, James, eu sei que ele ainda está em algum lugar ai dentro de você. — digo, sorrindo maliciosa.
Ele abre a boca para responder, mas em um movimento rápido, colo meus lábios aos dele em um beijo selvagem.
– Porra, Meredith. — ele diz, me empurrando depois de um tempo.
Ele limpa a boca com as costas da mão e me encara. Me escoro na parede e olho para ele mordendo o lábio inferior, enquanto enrolava a ponta do cabelo.
– Não adianta fingir que não gostou, meu amor, eu sei que gostou. — digo.
Ele revira os olhos, bufando. Sorrio convencida e pego a chave do vão de meus seios e vou até a porta.
– Você é meu e não daquela vadia ruiva sem sal e sem açúcar, guarde bem essas palavras. — digo, enquanto girava a chave na fechadura e abria a porta.
Viro para olhá-lo, e vejo que ele está me encarando. Sorrio e me inclino, roubando um selinho dele e saindo em seguida.
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POV Marlene McKinnon
(The Civil Wars — Barton Hollow)
~No Exato Momento~
Sirius, Frank e Remus estão caminhando apressados e eu e as garotas acompanhamos. Lily e James ficaram para trás. Vou até Sirius e caminho ao seu lado.
– Como é as luas cheias? — pergunto.
– Cansativas. — diz olhando para mim e sorrindo divertido.
Ri.
– Imagino, mas... Não pode entrar em detalhes, não? — pergunto, sorrindo.
Ele ri e balança a cabeça levemente.
– Digamos que você só vai correr bastante, tentar fazer com que o Aluado não saia da casa dos gritos e se ele sair, não deixá-lo chegar perto dos terrenos de Hogwarts e nem machucar ninguém. — responde. — Ah, e também tem que cuidar para não se machucar, lobisomens não tem o mínimo senso de compreensão quando estão transformados.
– Só isso? — pergunto irônica, enquanto arqueava a sobrancelha.
Ele ri.
– Só quero ver como vai ser... — murmuro, enquanto seguia caminhando ao seu lado, em direção a casa dos gritos.
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POV Dorcas Meadowes
Caminho ao lado de Remus, que está caminhando apressadamente.
– Ei, calma, vai ficar tudo bem. — digo sorrindo, tentando tranquiliza-lo.
– Por que acha que vai ficar tudo bem? Aliás, por que você está aqui? Pode se machucar e não quero ser o causador. — diz rapidamente, sem parar de caminhar.
– Fala sério, vai começar. — resmungo.
– É sério, isso é falta de noção, querer domar um lobisomem. — ele ri sem humor. — Como se fosse a coisa mais normal e fácil do mundo.
Bufo, revirando os olhos.
– Dá pra parar de ser negativo? — pergunto irritada.
– Só estou sendo realista. — responde dando de ombros.
– Então esqueça o realismo por enquanto e lembre dele amanhã. — resmungo, enquanto caminhava mais rápido, ultrapassando-o.
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POV Lilian Evans
(Lifehouse — It Is What It Is)
Volto a caminhar e faço questão de esbarrar no ombro de James, quando ultrapasso o mesmo. Ele me encara por um tempo e continua a andar. Suspiro. Okay, o que eu fiz de errado desta vez?
Dorcas vem para o meu lado e começa a falar comigo, mas a única coisa na qual estava prestando atenção, era em James, que me ultrapassou há alguns segundos e está caminhando um pouco a frente de mim, conversando com Alice e Frank.
Suspiro, enquanto sentia as lágrimas arderem em meus olhos. Porra, Lilian! Por que está com vontade de chorar? Nem ao certo sei o porquê de ele estar sendo rude comigo.
– Ei, Lily! — chama Dorcas, estralando os dedos em frente ao meu rosto.
– Ahm? — murmuro, perdida.
Ela bufa, revirando os olhos.
– Você não escutou nada do que eu estava falando, não é? — pergunta, suspirando.
Balanço a cabeça negativamente. Ela bufa.
– Okay, eu estava falando que essa noite vai ser uma experiência nova... — ela começa a tagarelar novamente, mas a única coisa na qual eu realmente prestava atenção era em James que está rindo de alguma piada que Frank contara.
Por que você me odeia, Merlin?! Me diga porque e eu juro que tento concertar o meu erro! Sério, sempre quando estou feliz, alguma coisa acontece e estraga tudo. Tudo.
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POV James Potter
Eu realmente não queria estar sendo rude com a Lily, mas, eu sei que a Meredith vai tentar fazer alguma coisa. E não quero que a Lily se machuque quando isso acontecer.
Caminho ao lado de Frank e Alice e forço uma risada quando ele acaba de contar uma piada sobre um tal de mamute irlandês. A verdade, é que eu realmente não sei qual foi o fim da piada, pois a única coisa que está me chamando atenção, me preocupando e que realmente eu quero pensar agora, é na Lily.
– Hey, James! — escuto alguém me chamar.
Olho para frente e vejo Aluado e Almofadinhas olhando para mim.
– Que é? — pergunto.
– Como é que vamos entrar pela passagem? — pergunta.
– É só... — minha voz morre ao me ligar que não tínhamos o Rabicho para imobilizar o salgueiro.
Olho para os meus bolsos preocupado e noto que não trouxe minha varinha.
– Merda. — resmungo, enquanto olhava para os lados preocupado.
– Argh, sai da frente! — diz Lily irritada, enquanto me empurrava para o lado e sacava a varinha. — Imobbilus!
O salgueiro para de se mexer e olhamos sorrindo para Lily. Ela revira os olhos, e entra na passagem.
Okay, acho que ela deve ter ficado brava com o jeito que estou tratando-a.
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POV Sirius Black
(Richie Kotzen — You Can't Save Me)
Entramos na casa dos gritos e fomos direto para o quarto onde estão as correntes para prender o Aluado. Ele entra rapidamente e pega as correntes, prendendo-as nos pés.
– Lembrem-se, quando eu arrebentar as correntes, fechem a porta e não deixem eu passar de jeito nenhum. — diz, olhando para cada um de nós.
Assentimos. Eu e James fomos até Remus ajudá-lo com as correntes, enquanto Frank explicava tudo as meninas.
– Por que que elas quiseram vir? — pergunta Remus, baixinho.
– Não faço a mínima ideia, só quero que esta noite passe rápido e o ano também. — responde James, enquanto prendia uma das correntes no pulso esquerdo do Aluado.
Olhamos para ele com o cenho franzido.
– Por que? — pergunto, desconfiado.
Ele suspira.
– Meredith. — responde, sem nos olhar.
– Francamente, essa vadia voltou a incomodar? — pergunto irritado.
– Sim. — responde.
Prendo uma corrente no pescoço de Remus.
– E o que o fim do ano tem haver com isso? — pergunta Remus.
– Quanto mais cedo acabar, menos tempo ela tem para machucar a Lily. — responde James.
Paro de mexer nas correntes e olho para James.
– O que a Lily tem haver com tudo isso? — pergunto preocupado.
– Meredith não aceitou o fato de nosso namoro ter acabado e está fazendo de tudo para voltarmos e tenho certeza que isso vai acabar magoando a Lily. — responde James.
– Ah, qual é, Pontas? A Lily é mais forte do que você pensa, no fim ela vai acabar matando a vadia se ela mexer com você. — digo divertido.
James balança a cabeça negativamente e volta a atenção as correntes.
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POV Dorcas Meadowes
Observo os garotos, que estão conversando baixinho. Vou até eles e os mesmos param de conversar.
– Então, quando que assumimos nossa forma animaga? — pergunto, olhando diretamente para o Remus.
– Quando o Aluado começar a se transformar. — responde Sirius.
– Hum. — murmuro.
– Deixem que eu fico na forma humana para fechar a porta, desta vez. — diz James, enquanto puxava as correntes prendidas a parede, para ver se estavam firmes.
Todos assentimos.
– Dois minutos pra meia noite. — diz Lily, olhando o relógio de bolso.
Assentimo, e nos afastamos de Remus. Começamos a contar os segundos, e quando bateu meia noite, a luz da lua cheia invadiu o quarto e os olhos de Remus ficaram vermelhos, ao mesmo tempo que ele ficava desesperado.
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POV Remus Lupin
A luz da lua cheia adentrou o quarto, e meus olhos caíram sobre ela através da imensa janela. Imediatamente sinto meu rosto queimar e uma dor horrível se apoderar de meu corpo, que começou a tremer violentamente. Caio de joelhos no chão e arqueio o corpo para trás, enquanto sentia meus pés rasgarem o tênis e meu corpo começar a desfigurar.
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POV Lilian Evans
(Rachel Diggs — Hands Of Time)
Remus cai no chão, ainda na forma humana e começa a tentar arrancar as correntes. O braço dele se volta para trás e ele grita. As lágrimas começam a arder em meus olhos, só de vê-lo se contorcer de dor, dá vontade de ficar no lugar dele. Os ossos dele começam a aparecer nas costas e começam a se torcer. Ele grita, com o rosto colado no chão, ao mesmo tempo que lágrimas desciam livremente por seu rosto, ele soluçava.
Em um impulso, ele se levanta, ainda na forma humana e com uma força surpreendente, arranca a corrente da parede. Arregalo os olhos, indo para trás.
– AGORA! — grita Sirius.
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POV James Potter
Todos assumem sua forma animaga e eu vou em direção a porta. Remus corre atrás de mim, ainda na sua forma humana e vou para o lado, escapando dele. Os olhos de Remus assumiram a cor dourada e seus caninos cresceram. Ele se levanta e imediatamente suas costas se curvam para trás e ele grita. Aproveito o momento e corro até a porta, trancando-a. Remus grita caindo no chão, e as veias de sua perna saltam, seu pé se desfigurando. Ele grita novamente e seus dentes grandes ficam visíveis, assim como sua gengiva, que está preta. Assumo minha forma animaga, ao mesmo tempo em que Remus se torna lobisomem.
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POV Meredith Vane
Vejo os Marotos, e as vadias amigas da puta da Lilian correndo para fora dos terrenos de Hogwarts. Vou atrás. Eles passam pelo salgueiro lutador e entram em um buraco. Caminho receosa até lá, ao mesmo tempo que olhava para o salgueiro, esperando ele se mexer há qualquer momento. Entro no buraco, escorregando e caindo com tudo no chão.
– Argh. — murmuro, me levantando.
Limpo minhas vestes e vou em direção a uma escada velha, caindo aos pedaços. Não, aqui não pode ser...
– A casa dos gritos! — exclamo assustada.
Fico encarando a escada, decidindo se iria subir ou não e por fim desisto. Dou meia volta para sair do local, mas paro ao escutar gritos masculinos vindo do andar de cima. Subo as escadas correndo, preocupada com o que poderia estar acontecendo com James e se aquela vadia ruiva estaria fazendo algo contra ele.
Me deparo com várias portas, mas vou em direção a que está aberta, na qual está vindo os gritos. Me escondo atrás da parede e olho para dentro do quarto. Tem um garoto caído no chão, gritando.
– Remus. — murmuro horrorizada, ao mesmo tempo que levava as mãos a boca.
Me escondo ao ver James vindo em direção a porta, dou mais uma olhada a tempo de ver James se esquivar de Remus, que estava correndo como um... Animal.
Meu coração se acelera e volto a me esconder atrás da parede. Escuto o barulho da porta se fechando e desço as escadas correndo. Dumbledore precisa saber disso!
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