No Tempo Dos Marotos

38 Sorry for having mistreated you, all these years.


Notas iniciais
Cap novo! Espero que gostem!

''Cubra-me, afaga-me, beije-me.''

Ed Sheeran

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No capítulo anterior:

Saio da biblioteca e começo a caminhar em direção a sala comunal da grifinória. A dor piora.

Me encosto na parede com a mão na cabeça. Sinto meu corpo ficar leve.

A varinha cai da minha mão, junto ao meu corpo que vai ao chão, tudo vai ficando escuro as poucos, a última coisa que vejo é a varinha caída no chão com a luz ainda ligada.

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POV James Potter

(Kings Of Leon — Beach Side)

5:30 da manhã. Perdi totalmente o sono. Merda. Me levanto e vou ao banheiro. Tomo um banho quente e coloco uma roupa qualquer. (N.A: O primeiro Look)

Desço até o salão comunal e encontro o Almofadinhas sentado em um dos sofás, olhando pra lareira.

– O que está fazendo aqui? — pergunto.

Ele olha pra trás.

– Estou esperando a Lily. — responde.

– Esperando a Lily? — pergunto confuso.

– Ela foi a biblioteca e até agora não voltou. — responde.

– E você não foi atrás dela? E porque ela foi na biblioteca a essa hora? — pergunto indignado.

– Não sei, ela parecia abalada e seus olhos estavam vermelhos. — responde.

– Co-Como assim vermelhos? — pergunto.

– Parecia que tinha chorado. — responde.

– Droga! — exclamo.

– O que houve? — pergunta.

– É culpa minha! — exclamo.

– O que é culpa sua? — pergunta confuso.

– Ela estar chorando. — respondo.

– Porque? — pergunta ainda confuso.

– Ah! É muita coisa pra explicar. — respondo.

Ele arqueia a sobrancelha.

– A que horas ela foi a biblioteca? — pergunto.

Ele olha pro relógio.

– Vai fazer umas cinco horas. — responde.

– O QUÊ? — pergunto indignado.

– Eu... Eu não fazia a mínima ideia de que fazia tanto tempo. — responde.

– Anda! Vamos logo atrás dela! — exclamo.

Saímos da sala comunal e corremos em direção a biblioteca.

– Lumus! — exclamamos juntos.

Tudo ficou iluminado. Entramos na biblioteca, procurando por tudo.

– Merda! Onde ela está? — pergunto preocupado.

– Ela não está aqui. — responde Almofadinhas.

– Ela não voltou pro dormitório? — pergunto.

– Não. — responde.

– Tem certeza? — pergunto.

– Sim, certeza absoluta. — responde.

Puta Merda!

– Anda! Vamos procurar pelo castelo! — exclamo.

Corremos pelos corredores.

– Ela não está em lugar nenhum! — respondo apavorado levando as mãos a cabeça.

Continuamos procurando. Entramos em várias salas de aulas, procuramos pelo Grande Salão, na cozinha, no campo de quadribol, nas estufas, entre outros lugares, mas não achamos ela.

– Espera! — exclama Almofadinhas.

– O quê? — pergunto confuso.

– O que é aquilo ali caído no chão? — pergunta.

Olho pro lado e vejo cabelos ruivos. Imediatamente ilumino o local e vejo Lily caída no chão.

– LILY! — exclamo.

Me atiro no chão ao lado dela, segurando ela em meus braços.

– Ela está desacordada! — exclamo apavorado.

– Rápido! Vamos leva-la pra sala comunal! — exclama Almofadinhas.

Corremos de volta pra sala comunal com Lily em meus braços. Passamos pelo quadro da mulher gorda. Coloco ela no sofá e Almofadinhas começa a abana-la com uma almofada.

– Vamos Lily! Acorde! — exclamo empurrando seu braço de leve.

Ela nem se mexe.

– Lily! Acorde! Por favor! — peço apavorado.

– Lily! — chama Almofadinhas.

– Lily! — chamo.

Ela leva a mão a cabeça.

– Ai... Que dor... — murmura.

– Lily! — exclamo.

Ela abre os olhos.

– James? Six? Onde... Onde estou? — pergunta se levantando rapidamente.

– Na sala comunal da grifinória! O que aconteceu? — pergunto preocupado.

– Eu... Eu não sei... Eu não lembro. — murmura.

– Está sentindo algo? — pergunto preocupado.

– Muita dor de cabeça e no corpo. — responde.

– Vou te levar pra enfermaria! — exclamo a pegando no colo.

– Não... Eu não quero ir... — murmura.

– Vai sim! — exclamo.

– Não... — murmura.

– Almofadinhas, avise a Dorcas. — mando.

Ele assente e começa a chamar a Dorcas pela escada do dormitório das meninas.

– Não... Por favor... — pede Lily.

Saio da sala comunal caminhando em direção a enfermaria.

– James... Por favor... Não me leve a enfermaria... — pede Lily.

– Vou leva-la, sim. — falo.

– Não... Eu não quero. — diz.

– Lily! Eu não posso perdê-la! Entendeu? — falo.

Ela fica me olhando.

– Eu... Eu não... Eu não quero ir... — murmura.

– Isso não é sua decisão. — falo.

Ela me olha indignada.

– Mais é claro que é! — exclama e logo depois leva a mão á cabeça gemendo de dor.

– Viu! — falo e continuo o caminho para a enfermaria.

– James... Me larga no chão... Agora. — manda.

– Não, você desmaiou e isso não é brincadeira. — falo.

– Se você não me largar eu vou ficar brava com você pelo resto da minha vida! — exclama indignada.

Suspiro e olho pra ela.

– Então que fique, mas prefiro salva-la, mesmo você não querendo mais falar comigo, do que deixa-la doente. — falo voltando a olhar pra frente.

Ela deita a cabeça em meu peito.

– Madame Pomfrey! — chamo ao entrar na enfermaria.

Logo ela sai de uma porta, amarrando um robe.

– O que houve queridos? — pergunta vindo até nós.

– É a Lily! Ela desmaiou! — respondo.

– Coloque ela nessa maca. — diz.

A coloco na maca indicada pela madame Pomfrey.

– Isso foi a quanto tempo? — pergunta.

– Não sei... Ela acordou a pouco tempo atrás. — respondo.

– Foi lá pele meia-noite. — responde Lily.

Madame Pomfrey leva as mãos a boca.

– Céus! Cinco horas desacordada! — exclama.

Engulo em seco.

– O quê... Porque está acontecendo isso com ela? — pergunto preocupado.

– Como eu já disse Sr.Potter, deve ser por causa da maldição cruciatus. — responde.

– Isso não tem nada haver com a maldição cruciatus! Pare de falar merda! Se não sabe não responde! — exclamo indignado.

Ela me olha assustada.

– Que modos são esses, Sr.Potter? — pergunta indignada.

– Você sempre diz a mesma coisa! Meus pais são aurores, conheço bem os efeitos da maldição cruciatus! — respondo indignado.

Ela volta a olhar pra Lily fingindo não ouvir o que eu falei.

– Acho bom leva-la pro dormitório, ela precisa descansar. — murmura.

– E você não vai fazer nada? — pergunto indignado.

– Não tem o que fazer, senhor Potter. Posso dar a ela um remédio pra dor. — responde.

– Então dê logo! — exclamo indignado.

Madame Pomfrey vai até um ármario e pega uma garrafa e deposita o conteúdo em um copo, entregado a Lily logo depois. Lily toma o remédio.

– Pronto, logo a dor vai passar. Leve-a para se deitar. — diz.

Pego Lily no colo e saio da Enfermaria.

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(Limp Bizkit — Behind Blue Eyes)

Chegamos na sala comunal e a coloco no sofá, me sentando ao seu lado.

– Está passando a dor? — pergunto.

– Sim. — murmura.

Suspiro aliviado.

– Jay... Me desculpe... — murmura.

– Pelo quê? — pergunto confuso.

– Por ter te maltratado esses anos todos. — responde.

Suspiro.

– Não foi nada. — murmuro.

– Eu... Eu não sei porque eu fazia isso. — diz.

– Lily... Deixa pra lá, ok? — peço.

– Não, eu fui muito má. — murmura.

Seguro seu queixo, fazendo-a olhar em meus olhos.

– Esquece isso Lily, já passou, okay? — peço.

Ela assente ainda me olhando nos olhos. Olho pros seus lábios rosados. Volto a olhar pros seus olhos e vejo que ela também está olhando pros meus lábios.

Chego um pouco mais perto de seu rosto. Ela volta a olhar pros meus olhos, corando.

– Desculpa. — murmuro olhando pros seus lábios.

– Pelo quê?- pergunta confusa.

– Por isso. — respondo colando meus lábios aos seus.

Notas finais
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