No Tempo Dos Marotos
39 Grinning like a fool
Notas iniciais

''Se esse é o melhor que posso ser, então eu seria mais uma memória. Posso ser a única esperança pra você? Pois você é a única esperança pra mim.''
My Chemical Romance
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No Capítulo Anterior...
Chego um pouco mais perto de seu rosto. Ela volta a olhar pros meus olhos, corando.
– Desculpa. — murmuro olhando pros seus lábios.
– Pelo quê? — pergunta confusa.
– Por isso. — respondo colando meus lábios aos seus.
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POV James Potter
Nos separamos. Ela fica olhando pra mim com as bochechas levemente avermelhadas.
– Eu... — murmuro.
Ela puxa meu rosto, fazendo nossos lábios se encontrarem novamente em um beijo calmo. Seguro seu queixo enquanto ela puxa de leve meus cabelos, fazendo eu ficar mais colado a ela.
Nos separamos sem fôlego. Fico olhando pra ela surpreso.
– Desculpe. — murmura.
– Eu... — murmuro, sem saber o que falar.
– Eu sinto muito mesmo por tudo. — diz.
– Por tudo o quê? — pergunto confuso.
– Pelo jeito que eu te tratei todos esses anos. — responde.
– Lily, não... — começo.
– Deixa eu falar, James Potter. — manda.
Fico quieto, olhando pra ela.
– Eu sempre te tratei daquele jeito porque eu sempre te enxerguei como o galinha idiota e eu tinha medo de ser só mais uma na sua lista. — diz.
– Você nunca vai ser só mais uma. — falo.
Ela sorri.
– Espero que possamos nos dar bem. — murmura.
– Já não estamos nos dando bem? — pergunto, arqueando a sobrancelha.
Ela ri.
– É, acho que sim. — responde.
– A não ser que beijar a outra pessoa seja uma forma de você brigar com ela. -brinco.
Ela ri me empurrando.
– Seu bobo. — diz.
Sorrio.
– Desculpe por ter sido um galinha idiota. — murmuro.
Ela ri.
– Não se desculpe, você só estava aproveitando a sua vida. — diz.
– Eu estou aproveitando mais a minha vida agora. — murmuro olhando em seus olhos.
Ela cora e olha pra baixo para tentar disfarçar. Dou uma risadinha.
– Você fica linda corada. — murmuro.
Ela cora mais ainda e sorri de leve.
– Obrigada. — murmura.
Sorrio.
– Sabe que, no primeiro dia que eu te vi, eu jurei que iria me casar com você? — falo.
Ela parece um pimentão de tão vermelha, fazendo-me rir.
– Eu... Eu não sabia. — murmura.
– Pois é verdade... Pergunta pro Almofadinhas. — falo.
Ela ri.
– Olha que eu pergunto mesmo. — diz ainda rindo.
– Pode perguntar. — falo.
– Não sei como você me aguentou todos esses anos. — fala.
– Há, admito que com certo esforço e muito amor. — falo rindo.
Ela ri.
– Porque mesmo eu te dando vários foras e brigado com você todos esses anos, sendo insuportável, você ainda corre atrás de mim? — pergunto.
– Porque eu te amo. — falo.
Ela cora mais ainda, se é que isso é possível.
– Ok. Bom, eu... Eu vou dormir. — diz.
– Ah, tudo bem. Afinal, já vai ser seis da manhã. — falo.
– Verdade. — diz.
Me inclino para lhe dar um beijo na bochecha, mas ela vira o rosto fazendo com que meus lábios toquem nos seus.
– Desculpe. — murmura corando e olhando pro lado.
Sorrio.
– Não se desculpe. — falo.
Ela sorri e se levanta.
– Boa noite. — diz.
– Boa noite. — falo sorrindo.
Ela sobe pro dormitório das meninas e eu vou pro dos meninos, sorrindo feito um bobo apaixonado.
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