No Tempo Dos Marotos
57 Festa do Clube do Slugh
Notas iniciais

''Cuidado com o destino ele brinca com as pessoas.''
Charlie Brown Jr.
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POV Lilian Evans
Já se passou uma semana, as provas já começaram e devo admitir que estão muito difíceis. Nesse exato momento estou me arrumando para ir pra festa do professor Slughorn. James vai ser meu acompanhante (óbvio) e com certeza já deve estar super irritado por estar me esperando no salão comunal há algum tempo. Termino de passar a maquiagem e faço os últimos ajustes no vestido. Pronto.
– Vamos Lily? — pergunta Lenne.
– Vamos. — falo seguindo Lenne, Lice e Dorcas até o salão comunal.
Chegando lá, vejo James, Six, Frank, Remus e Marcos sentados nos sofás nos esperando. Eles se levantam ao nos verem, e veem até nós. Lene vai ir acompanhada de Six, Alice de Frank (óbvio), Remus vai ir com uma garota chamada Bertha Jorkins e Dorcas vai ir acompanhada de Marcos. Ela pediu ajuda pro Marcos para causar ciúmes no Remus, o que eu achei uma idiotice.
– Está linda, lírio. — sussurra James no meu ouvido, me fazendo ficar arrepiada.
– Você também, baby. — sussurro em seu ouvido, fazendo-o ficar arrepiado.
Ele ri e morde o lóbulo de minha orelha, me fazendo ficar mais arrepiada ainda, e em seguida, segura minha mão.
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(2AM Club — Worry About You)
Seguimos para a sala do professor Slug, que era onde iria acontecer a festa. Ao chegarmos, ficamos boquiabertos, a sala foi ampliada. Tinha um espaço enorme no meio, na qual tinha um tapete daqueles de pista de dança (nem lembro o nome). Havia varias mesas com cervejas amanteigadas, guloseimas da Dedos de Mel, entre outras coisas.
Entramos na sala e já somos cumprimentados pelo professor Slug sorridente.
– Ah, que bom que vocês vieram! É uma honra tê-los aqui! Andem, aproveitem a festa! — diz o professor Slug sorrindo de orelha a orelha.
Sorrimos e nos sentamos em uma mesa mais pro canto da sala.
– Nossa, quantos alunos que jogam quadribol… — murmuro.
– Já imaginava que iria ter. — murmura James.
– Óbvio, né? Ele não perde ninguém que tem algum talento se quer. — diz Six.
Reviro os olhos.
– Vamos dançar? — pergunto pro James.
– Essa música? — pergunta fazendo careta.
– O quê que tem? Eu adoro essa música! — respondo.
– Mas não tem como dançar. — diz.
– Óbvio que tem, anda! — digo me levantando e puxando James pro meio da pista de dança.
– Não tem ninguém dançando Lily! — diz James.
– E daí? Vamos ser os primeiros então! — digo colocando as mãos em volta de seu pescoço.
Ele ri, revirando os olhos, e coloca suas mãos em volta de minha cintura. Começamos a nos balançar no ritmo da música.
~ And so she told me I was her center
Nothing would tempt her ~
– É… Até que dá pra dançar… — murmura James.
Ri.
– Óbvio que sim, essa música é demais! — falo.
Ele ri.
– É, ela é boa. — murmura.
Arqueio a sobrancelha.
– Okay, okay, eu adorei, satisfeita? — pergunta.
Ri.
– Muito. — digo lhe dando um selinho.
Ele sorri e me puxa mais para perto.
~ I won´t say you´re wrong
But you know that I´ll worry about you ~
Logo muitos casais se levantaram e foram para o meio da pista dançar também.
– Não falei que logo todos iriam começar a dançar? — falo rindo.
– É! Agora estou mais aliviado, já que tem bastante gente dançando, ninguém vai ver que eu não sei dançar. — diz James.
– Como assim não sabe? Você dança muito bem! Perto de você eu pareço uma lombriga com cãibra. — digo.
Ele começa a rir.
– Lombriga com cãibra? — pergunta divertido.
Dou de ombros rindo.
– Minha louquinha. — diz bagunçando meus cabelos.
– Ei! — exclamo rindo enquanto arrumava meus cabelos novamente.
~ Everything in love is light
But where was I last night
And why don´t you feel right ~
– Legal da sua parte pedir pro Marcos ajudar a Dorcas, alguém precisava fazer o Aluado ver o que perdeu. — diz James.
– É, sabe, eu não aguentava mais ela choramingando ''Ai, o Remus não dá bola pra mim'', ''ai, eu não sou o suficiente pra ele''. — digo tentando imitar a voz de Dorcas.
James ri.
– E eu já não aguentava mais ficar escutando ''Ai, a Dorcas está brava comigo'', ''Ai, eu sou muito perigoso pra Dorcas'', mas agora eu tenho que ficar escutando ''Eu não acredito que ela vai ir com o Marcos na festa do professor Slughorn'' ou ''Eu fui muito burro em ter terminado com ela''. — diz James tentando imitar a voz de Remus.
Começo a rir.
– Que foi? — pergunta James.
– Você parecia um gay com essa voz. — digo rindo.
– Gay? — pergunta James arqueando a sobrancelha.
– Sim, Gay.- respondo ainda rindo.
– Você vai ver o gay daqui a pouco. — sussurra no meu ouvido.
Sinto um arrepio passar por todo o meu corpo e fico totalmente ansiosa.
– Uh, mal posso esperar para esse momento chegar… — sussurro no seu ouvido.
Ele se arrepia e me olha com os olhos arregalados.
– Quem é você e o que fizeram com a Lily Evans? — pergunta arqueando a sobrancelha.
Começo a rir.
– Seu bobo. — digo empurrando seu ombro.
Ele ri.
– Não, sério, eu tô namorando uma pervertida! — exclama.
Ri.
– Retardado. — digo ainda rindo.
Ele ri.
– Correção: Seu retardado. — diz sorrindo maroto.
– Meu retardado. — digo sorrindo.
Ele aproxima seu rosto do meu e começamos um beijo calmo e apaixonado.
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POV Dorcas Meadowes
(The Police — Every Breath Take )
Eu e Marcos estamos sentados em uma mesa mais afastada da pista de dança.
– Então… Você e a Lily, em? Ela tem dono… — começo arqueando a sobrancelha.
Marcos ri.
– Eu sei, eu e a Lily só somos amigos, nada mais do que isso. — diz.
– É, porque o James acabaria com você, ele batalhou muito pra conquistar a Lily. — digo.
Ele ri novamente.
– Eu sei da história. — diz olhando as pessoas dançando.
– Sabe, é? — pergunto arqueando a sobrancelha.
Ele olha pra mim com um sorriso divertido.
– A Lily me contou. — diz.
– Contou, é? — pergunto arqueando a sobrancelha mais ainda.
– Contou. — responde voltando a olhar pra pista de dança.
Olho para onde ele está olhando e vejo vários casais dançando alegremente, entre eles está Lily e James.
– Eles ficam lindo juntos, não? — pergunto observando a Lily e o James dançando.
Marcos da uma risada leve enquanto olhava eles também.
– Digamos que eu não sou muito de observar casais e ficar dizendo que eles são lindos juntos… — diz.
Sinto minhas bochechas esquentarem.
– Ahm… Certo… Desculpe. — murmuro.
Ele me olha.
– Pelo quê? — pergunta arqueando a sobrancelha.
– Bem, você é um… Como eu posso dizer… ''bad boy''. — digo.
Ele ri.
– Sou, é? — pergunta divertido.
Minhas bochechas estão queimando.
– Ahm… É… ''bad boys'' são os pegadores, eles não gostam de ''namorar''. — digo.
Ele me olha com um sorriso torto.
– Eu gosto de namorar. — diz.
Certo, agora eu me sinto uma idiota por ter falado aquilo, eu devia ter ficado quieta desde o começo. Merda.
– Entendo… — murmuro voltando a olhar pra pista de dança, tentando esconder minhas bochechas extremamente vermelhas.
– O que houve entre você e o Lupin? — pergunta Marcos.
É óbvio que ele iria me perguntar isso. Suspiro e olho para ele.
– Nós é… Namoramos por um tempo… E dai aconteceu umas coisas lá e bem, ele terminou comigo. — respondo.
– Hum… Ahm, sem querer me intrometer, mas… Que coisas aconteceram? — pergunta.
– Ah é… Besteiras. — respondo.
Ele arqueia a sobrancelha.
– Você fez alguma coisa? — pergunta.
– Não! Foi mais uns problemas dele, dai ele não queria me meter neles e terminou comigo, mesmo eu dizendo que não me importava. — respondo.
– Ah. — murmura voltando a olhar pra pista de dança.
– E Você e a Lily… Ahm… Como se conheceram? — pergunto.
– Umas garotas estavam confrontando-a na biblioteca — diz rindo — Daí eu fui lá e ajudei a ruiva.
Ah, vadia! Ela não me contou isso! Okay… Mais tarde eu questiono ela.
– Ela não gosta que a chamem de ruiva, se ela ouvisse ela te esgoelaria. — digo.
Ele ri.
– Eu sei, por isso eu a chamo assim, ela fica vermelha. É engraçado. — diz.
Ri.
– Vocês são bons amigos mesmo. — digo.
– Ela é a minha melhor amiga. — ele diz me olhando nos olhos.
Sorrio.
– Deu pra ver o quanto ela é importante pra você. — digo.
– Ela me entende, sabe? Com ela eu posso ser eu mesmo, sem restrições. — diz sorrindo abobado.
Sorrio.
– Entendo. — murmuro.
– Vou pegar uma bebida, quer? — pergunta se levantando.
– Ahm… Quero, mas nada forte, por favor. — respondo.
– Tudo bem. — diz sorrindo enquanto caminhava até a mesa de bebidas.
Suspiro. Sério, adorei esse garoto. Lily sortuda.
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POV Marlene McKinnon
(U2 — Vertigo)
Eu e Sirius ficamos sentados na mesa enquanto nossos amigos foram dançar.
– Uh… Até que essa festinha tá legal… — murmuro.
– É, bem legal. — murmura Six bocejando logo depois.
Ri.
– Quem sabe… Ahm… Nós não podemos fazer nossa própria festa? — pergunto.
Ele arqueia a sobrancelha.
– Hum... Que pergunta tentadora Srtª.McKinnon. — diz sorrindo maroto.
Sorrio também. Ele se aproxima.
– Então acho que devemos sair daqui, não? — sussurra no meu ouvido.
Fico totalmente arrepiada.
– Também acho. — digo.
Ele sorri maroto e se levanta, segurando minha mão. Saímos da sala e começamos a andar pelos corredores.
– Só temos que cuidar para não sermos pegos, já está tarde. — digo.
Ele sorri maroto.
– Conheço um ótimo lugar. — diz e começa a me puxar.
Logo estávamos no quinto andar, no topo da torre do relógio.
– Uh, é lindo aqui. — digo olhando através do grande relógio todo o terreno de Hogwarts.
– Verdade. — diz Six me agarrando por trás e beijando meu pescoço.
Fico arrepiada. Me viro para ele e começamos a nos beijar. Um beijo quente e envolvente. Escuto passos. Me separo de Sirius e olho ao redor.
– Escutou isso? — pergunto olhando pros lados.
– Deve ser alguma coruja, algumas vêm aqui pra cima. — diz beijando meu pescoço.
Suspiro e puxo os cabelos de Sirius e começamos a nos beijar novamente.
– Ora, ora, ora. Alunos andando pelo castelo á essa hora da noite. Se preparem para uma detenção merecida. — alguém fala.
Eu e Sirius nos separamos rapidamente e olhamos ao redor. Filch está parado no topo da escada com um lampião na mão e sua gata, a Madame Nora, no colo.
– Merda. — murmura Sirius baixinho.
– Andem! Vocês tem muito o que explicar para a McGonagall. — diz Filch.
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POV Lilian Evans
(Kelly Clarkson — Breakaway)
Depois de ter dançado um monte com James. Nos sentamos em uma das mesas mais afastadas.
– Vou pegar uma bebida. — digo.
– Okay. — murmura James se espreguiçando.
– Cansou, é? — pergunto divertida.
– Nunca dancei tanto na minha vida. — diz.
Ri e me inclinei para lhe dar um beijo. Ele sorri, sorrio de volto e vou até a mesa de bebidas. Pego um copo de cerveja amanteigada e tomo um gole olhando ao redor. Vejo Marcos saindo sozinho da sala. Franzo o cenho. Dou uma rápida olhada na mesa na qual James está e o vejo conversando com Remus que está junto com a Bertha. Deixo o copo de cerveja amanteigada na mesa e vou atrás de Marcos. Logo o encontro andando sozinho pelos corredores.
– Ei! — chamo.
Ele olha pra trás e sorri ao me ver.
– Olá, Lily. — diz.
– Aonde vai? — pergunto caminhando ao seu lado.
Ele dá de ombros.
– Dormir. — responde.
Franzo o cenho.
– Por que? — pergunto.
– Porque estou com sono. — responde dando de ombros.
Arqueio a sobrancelha.
– Torta de Limão. — diz Marcos parado em frente ao quadro da mulher gorda.
O quadro se abre. Ele entra e eu entro atrás.
– Aconteceu alguma coisa? — pergunto.
– Porque acha que aconteceu alguma coisa? — pergunta ele divertido.
– Você está saindo cedo demais da festa. — respondo.
– Lily, são 3h da manhã. — ele diz rindo.
– Sério? — pergunto surpresa.
– Sério. — responde ainda rindo.
– Ei, não ria de mim. — falo lhe empurrando o ombro, enquanto fazia biquinho.
Ele ri mais ainda.
– Okay, ruiva. — diz.
Fecho a cara.
– Não me chame de ruiva. — falo.
Ele ri.
– Adoro quando fica brava. — diz. — Suas bochechas ficam vermelhas e você franze o nariz, é engraçado.
– Eu não franzo o nariz. — digo.
– Ah, franze sim! — diz rindo.
– Não franzo não. — digo rindo.
Ele ri e aperta meu nariz de leve. Ri.
– Okay, pequena. Você não franze o nariz. — diz.
Reviro os olhos.
– Vocês garotos e essa mania de me chamar de pequena. — digo.
Ele ri.
– Mas você é pequena. — diz.
– Mas vocês me fazem parecer mais! — exclamo indignada.
Ele ri.
– Ok, grandona. — diz. — Boa noite.
– Não, grandona não! — digo fazendo biquinho.
Ele ri.
– Ok, Lily. Boa noite. — diz.
– Ah, assim está melhor. Boa noite. — digo.
Ele ri e se inclina me dando um beijo na testa. Sorrio. Ele se vira e sobe as escadas do dormitório masculino. Me viro ainda sorrindo e saio da sala comunal e vou caminhando de volta pra festa.
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POV Dorcas Meadowes
(Colbie Caillat — I Won’t)
Eu e Marcos conversamos algum tempo sobre eu e Remus. Ele me deu várias dicas e falou que é pra eu seguir o meu coração, que no final tudo vai acabar bem. A Lily é muito sortuda em ter ele como amigo, eu adorei ele.
E foi depois dessa conversa que eu resolvi procurar o Remus e falar para ele tudo o que tá entalado na minha garganta há meses.
– Remus… Ahm… Eu posso falar com você? — pergunto ao encontrá-lo sentado conversando com James e a vadia da Bertha.
Ele me olha confuso.
– Ahm… Está bem. — responde se levantando.
A vadia da Bertha me olha irritada. Sorrio maldosamente pra ela e puxo Remus pela mão para fora da sala.
– Onde estamos indo? — ele pergunta.
– Já vai ver. — respondo.
Logo chegamos no Jardim que Remus havia me mostrado uma vez.
– Ah. — ele murmura sorrindo ao ver o jardim.
Nos sentamos de frente a um chafariz.
– E então? O que você quer falar comigo? — ele pergunta.
– Ahm… Eu é… Eu não sei bem como começar… — respondo meio sem jeito.
Ele sorri.
– Eu… Eu não vou fazer o que você disse. — digo.
Ele me olha confuso.
– Eu não vou deixar de sentir o que eu sinto por você e não vou esquecê-lo. — digo.
Ele fica em silêncio me olhando.
– Eu não quero começar de novo e não quero fingir que não gosto de você. — continuo.
Ele engole em seco, ainda me olhando em silêncio.
– Eu não vou ficar fingindo que você é apenas meu amigo, porque não é a verdade. Nós dois sabemos que nós não fomos feitos para ser somente amigos. — continuo.
– Eu… É… — ele começa.
– Não fala nada. Deixa eu falar tudo antes que eu perca a coragem. — corto.
Ele para de falar e fica me olhando, esperando eu continuar.
– Bom, eu as vezes fico pensando, talvez você não seja o certo para mim. E eu sei que isto é difícil de ver, porque eu fico perdida na sua beleza e na sua personalidade incrível, seu jeito de dizer ''Ei, Dorcas, tudo bem, eu estou aqui do seu lado, e vou te proteger'', e eu simplesmente paro de questionar. Porque você tomou o meu coração de um jeito que ninguém nunca conseguiu e quando você terminou comigo eu… Eu desmoronei.
Ele fica me olhando com pena evidente em seus olhos.
– Quando você terminou comigo, você disse que é mais fácil terminarmos cedo, para não sofrer depois. Disse que nós não daríamos certo por causa que você é um lobisomem, que poderia me machucar. Mas eu digo que você perde quando você desiste do que ama. Eu sei, que você me ama, e não adianta você fingir que não. Se não me amasse, não teria ficado bravo ao ver eu e o Amus nos beijando, e não estaria fingindo não me conhecer, porque qualquer casal que termine e o garoto realmente não goste da garota, ele vai continuar falando com ela, porque ele não sente nada por ela. Agora quando você sente algo por alguém e vocês terminaram, fica aquele constrangimento. E bem… Eu tenho vivido minha vida sem você por tempo demais. — falo.
Ele sorri de canto.
– Então… Eu... Eu sei que era pra você estar me perguntando isso, mas como você é uma criatura que não toma atitude, deixa que eu tomo então. — digo.
Ele me olha confuso e divertido. Suspiro.
– Remus Lupin você que voltar comigo? — pergunto.
Ele fica me olhando e em seguida sorri.
– Sabe… Você me deixou bem constrangido agora. Porque eu não sou lá muito bom com palavras, por isso não tenho um discurso feito pra te falar. — começa.
Fico olhando pra ele ansiosa.
– E como eu já disse… Não sou bom com palavras. — diz se aproximando de mim e me beijando.
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POV Marlene McKinnon
(Lenka — Trouble Is A Friend)
Ótimo! Perfeito! Agora eu estou ferrada! F-E-R-R-A-D-A²! Eu e Sirius seguimos o maldito do Filch e a sua gata desgraçada em silêncio. Logo chegamos na sala da Minerva.
Ela nos olha confusa ao entrarmos em sua sala.
– Sr. Black e Srtª. McKinnon? O que estão fazendo aqui? — pergunta confusa.
– Pegos em flagrante! Se agarrando na torre do relógio! — responde Filch por nós.
– Acho que a pergunta não era para você. — digo irritada.
Sirius me dá um cutucão. Filch me olha indignado.
– Não pense que vai sair impune Srtª. McKinnon, se fosse eu, você e o Black já estariam fazendo as malas. — diz ele irritado.
Reviro os olhos.
– Pois é, mas você é só o zelador, que pena. — digo.
Ele semicerra os olhos.
– Okay, Sr.Filch, obrigado, eu cuido da situação a partir daqui. — diz a professora Minerva.
O Filch sorri maldosamente para nós e em seguida sai da sala, fechando a porta.
– Muito bem, eu não queria fazer isso, mas vocês irão ficar em detenção. — diz Minerva.
– Merda. — resmungamos eu e Sirius.
– É, deviam ter pensado nas consequências antes de ficarem zanzando pelo colégio depois do horário. — diz a professora Minerva.
– Era a festa do professor Slughorn. — diz Sirius.
– Sim, eu sei. Mas era para vocês terem ficado na festa e depois ir para os seus dormitórios. A torre do relógio não estava incluída nisso. — diz a professora Minerva.
Reviro os olhos.
– E quando vai ser a detenção? — pergunto impaciente.
– Bem… Eu iria dar a detenção pra esse sábado… — começa a professora Minerva.
Eu e Sirius olhamos pra ela com os olhos arregalados.
– Mas… Como terá o jogo da Grifinória contra a Sonserina e eu não quero que a minha casa perca, eu vou deixar a detenção para amanhã a noite. — continua.
Eu e Sirius suspiramos aliviados.
– Obrigado/a. — dizemos juntos.
– De nada, agora, vão para a sala comunal de vocês. — diz a professora Minerva encerrando o assunto.
– Okay. — murmuramos nos virando para sair da sala.
– Ah… É… — ela começa.
Nos viramos novamente.
– E se quiserem fazer… Ahm… Essas "marotagens", peço que ahm… Usem preservativo. — diz a professora Minerva corada.
Eu e Six prendemos o riso. Sério, nunca vimos ela corada e muito menos esperávamos ela falar alguma coisa desse tipo.
– Ahm… Obrigada, ahm… Pelo aviso. — murmuro sem saber ao certo o que falar.
– De nada, agora voltem pra sua sala comunal. — diz ela constrangida.
Nos viramos e saímos da sala dela.
– O que foi isso? — pergunto já fora da sala.
Sirius ri.
– Não faço a mínima ideia. — diz ainda rindo.
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POV Lilian Evans
(Satisfaction — Benny Benassi)
– AAAAAAAH EU AMO ESSA MÚSICA! — grito.
James me olha assustado, mas logo sorri.
– Temos isso em comum! — grita por causa do barulho da música.
Nos levantamos e fomos pro meio da pista e começamos a dançar que nem retardados mentais. Olho ao redor enquanto danço e vejo um grupo de garotos dançando que nem lombrigas com cãibra, como se tivessem tomando um choque. Ri. Vejo se conheço algum e na certa conheço todos, eles são da grifinória. Olho bem e vejo Marcos junto com eles. Franzo o cenho.
– Ahm… James… Eu já volto. — digo.
– Onde você vai? — pergunta.
– Eu vou resolver uma coisa, me espere aqui. — respondo.
Ele me olha confuso, mas assente. Caminho até o grupo de garotos, sentindo o olhar de James em mim.
– Marcos? Você não ia dormir? — pergunto segurando seu braço.
Ele me olha e vejo que está completamente bêbado.
– Culpa desses lesmolóides aí, eles que me arrastaram até aqui. — diz rindo que nem delinquente.
– Não acredito que está bêbado! — exclamo irritada.
– Ah, Lily… Qual é? Eu não estou bêbado! — exclama rindo.
– Não! Imagina… — ironizo.
– Ah! Olha! Um patinho! — exclama apontando pra um de seus amigos.
Todos caem na risada e vejo que todos estão igualmente bêbados. Reviro os olhos.
– Vem comigo. — falo lhe puxando.
– Não! Eu quero dançar. — resmunga batendo o pé e fazendo biquinho.
Não me segurei e comecei a rir.
– Anda boboca, acabou a festa. — digo.
– Não Lily… Eu quero dançar. — resmunga.
– Não tem de não Lily, amanhã tem aula e você tem que dormir, aliás, vai acordar com ressaca e quanto antes você se deitar, mais tempo eu tenho pra me esconder de você. Na certa sou eu que vai ter que aguentar seus resmungos de dor de cabeça. — falo.
– Aaaaaaah... — ele resmunga caminhando atrás de mim.
Caminho até o James.
– Amor, eu vou largar essa criatura no salão comunal e já volto, okay? — falo.
James olha para Marcos com cara feia.
– Ele está bêbado. — diz James.
Ri.
– Eu sei. — digo.
– E se ele tentar alguma coisa com você? — pergunta James ainda olhando de cara feia pro Marcos.
Reviro os olhos.
– Ele não vai tentar nada. Mal consegue ficar de pé. — falo.
James suspira.
– Se ele fizer alguma coisa, você me diz. — manda.
Reviro os olhos novamente.
– Okay, Sr.Ciumento. — brinco.
Ele se inclina e me dá um selinho. Sorrio. Caminho para fora da sala, arrastando Marcos pela mão.
– Olha ali! Um avestruz! — exclama Marcos apontando para um quintanista.
Ri.
– Desculpe, ele está bêbado. — digo pro garoto que nos olhava bravo.
– Um hipogrifo pequenino, queria voar, tentava e tentava e não podia voar… — Marcos começa a cantar.
Reviro os olhos.
– Uma corvinha sua amiga, tentou ajudar... E do quinto andar, fez ele pular. O que aconteceu? — continua a cantar Marcos.
– MERDA! O HIPOGRIFO VIROU MERDA! — cantamos juntos.
Todos olhavam pra nós assustados e alguns riam.
– Um hipogrifo pequenino, queria fumar, tentava e tentava e não podia fumar… — continua Marcos.
– O Testrálio, seu amigo, tentou ajudar... E 500 cigarrinhos, fez ele fumar. O que aconteceu? — continuo.
– CÂNCER! O HIPOGRIFO TEVE CÂNCER! — eu e Marcos cantamos juntos.
Logo chegamos em frente ao quadro da mulher gorda.
– Torta de Limão. — falo.
O quadro se abre e nós entramos.
– Okay, Sr. Hipogrifo, vai dormir. — falo.
Marcos me mostra a língua e começa a subir as escadas pro dormitório masculino, só que o animal tropeça em um dos degraus e desce a escada rolando. Começo a rir.
– Retardado! — exclamo ainda rindo.
Ele sorri pra mim, ainda caído no chão e se levanta meio tonto.
– Deixa que eu te ajudo. — falo ainda rindo.
Juntos subimos as escadas do dormitório masculino. Deixo o Marcos ir pro seu quarto sozinho, só que o animal para e fica encarando um dos vasos de flores do corredor.
– Ei? Marcos? O que você está fazendo? — pergunto divertida.
– Lily! Cresceram flores na sua cabeça! — exclama ele colocando as mãos na cabeça assustado.
Reviro os olhos e vou até ele o tirando da frente do vaso de flores.
– Eu estou aqui, mané. — digo.
– Aaaah. — ele murmura.
Reviro os olhos.
– Não tem flores na sua cabeça. — diz sorrindo abobalhado.
– É claro que não. — falo rindo.
– Que bom… Se não você ia ter que regá-las. — diz.
Suspiro.
– Vai logo pro seu quarto! — mando.
Ele abre a porta do quarto dele e entra. Vou me virar para ir embora quando escuto ele gritar. Entro dentro do quarto.
– O que foi? — pergunto preocupada.
– Minha cama! Ela sumiu! — exclama jogando as mãos pro alto em desespero.
Reviro os olhos.
– Está ali a sua cama, boboca! — exclamo apontando pra cama.
– Aaaah… Assim sim. — diz fazendo uns sinais com a mão.
Reviro os olhos rindo.
– Boa noite. — digo.
– Boa noite! — ele diz se atirando na cama sorrindo abobalhado.
Reviro os olhos rindo e fecho a porta. Desço as escadas até o salão comunal e saio pela passagem do quadro e vou novamente pra festa, buscar meus amigos para irmos dormir.
Pelo menos não tinha ninguém dentro do quarto do Marcos, se não eles iriam acordar assustados com o grito que ele deu. Ri sozinha me lembrando do Marcos bêbado.
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POV James Potter
(Rachael Yamagata — Be Be Your Love)
Depois de um tempo a Lily volta e eu, ela, Alice, Frank, Dorcas e Remus voltamos pro salão comunal da grifinória. A Dorcas e a Alice sobem pro dormitório das meninas e o Frank e o Remus pro dormitório dos meninos.
– Cadê a Lenne e o Six? — pergunta Lily.
– Não faço ideia. — respondo.
– Será que eles… — começa Lily.
– Acho que sim. — falo rindo.
Ela ri.
– Isso me lembra uma coisa. — começo colocando a mão no queixo pensativo.
Ela me olha divertida.
– O quê? — pergunta confusa.
– Me lembra que você me chamou de Gay e eu havia lhe prometido mostrar que não sou. — respondo com um sorriso pervertido.
Ela ri.
– E quando você pretende me mostrar? — pergunta colocando os braços em volta de meu pescoço.
– Agora. — respondo lhe beijando.
Ela começa a caminhar pra trás sem atrapalhar o beijo e se deita no sofá. Subo por cima dela.
– Acho melhor trocarmos de lugar, uh? Sou pesado. — falo.
Ela assente e se vira trocando de lugar comigo. Eu ficando por baixo e ela por cima. Recomeçamos os beijos. Minha mão foi subindo até chegar em seus seios. Deixo a mão sobre seu seio enquanto a outra descia por sua cintura.
– Oh Merlin! Façam isso em outro lugar! — exclama Alice parada nos olhando.
Eu e Lily olhamos pro lado assustados e ficamos encarando Alice em choque. Ela estava olhando para um determinado ponto com os olhos arregalados. Sigo seu olhar e vejo que ela está olhando pra minha mão que está nos peitos da Lily. Tiro a mão dali e a Lily sai de cima de mim rapidamente ajeitando sua roupa.
– Ahm… Foi mal. — murmura Lily.
– Não se desculpe Lily, só faça isso em um lugar mais reservado. — diz Alice rindo.
A Lily fica mais corada ainda.
– Ahm… Então… Acho que eu já vou dormir. — diz Lily se levantando.
– Aaah… — resmungo.
– Não tem de aah, eu acho que é melhor eu dormir. — diz me dando um selinho e indo pras escadas do dormitório das meninas.
– Desculpe ter atrapalhado. — diz Alice.
– Nem esquenta… — digo me levantando do sofá. — Boa noite.
– Boa noite. — ela diz sorrindo marota.
Subo as escadas do dormitório dos meninos e vou pro meu quarto. Entro e vejo todos dormindo e vejo que o Almofadinhas também já está dormindo, então com certeza a Lenne também deve está no seu dormitório. Tomo um banho e depois me atiro na minha cama.
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