No Tempo Dos Marotos
83 Acampamento Part.5
Notas iniciais

''Nada te sufoca mais do que os acontecimentos humanos de cada dia''
(The Fight Song — Marilyn Manson)
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POV Dorcas Meadowes
(Evanescence — Sweet Sacrifice)
Um grito fora escutado vindo da floresta e todos os alunos saíram de suas barracas, curiosos. A professora Minerva se levantou e andou em direção á floresta, mas parou quando passos abafados pela grama foram escutados. O silêncio predominava o acampamento.
Uma sombra pequena apareceu no meio das árvores e em poucos segundos conseguimos ver quem era: Professor Flitwick.
Ele correu até a professora Minerva, tropeçando em seus próprios pés e parou á sua frente, balbuciando palavras desconexas.
– Professor Flitwick. — pediu a professora Minerva, preocupada. Mas o professor continuou com os olhos arregalados, balbuciando. — Professor Flitwick, acalme-se e nos conte o que aconteceu.
– Lá, lá. — ele disse, apontando para a floresta. — Pedaços... Pedaços... Árvore...
Olhei para Remus que estava ao meu lado e percebi que eu não era a única confusa por ali. Todos estavam olhando para o professor Flitwick como se fosse louco.
– Madame Pomfrey, leve o professor Flitwick para a enfermaria e acalme-o. Professores, me sigam até a floresta. — mandou Minerva.
Quando Flitwick entrou na barraca com a Madame Pomfrey e os professores começaram a seguir Minerva até a floresta, todos os alunos começaram a correr em direção á eles, empurrando uns aos outros, procurando entender o que se passava.
– Alunos, fiquem aqui! Pode ser perigoso! — gritou Minerva, mas ninguém prestou atenção, estávamos curiosos demais.
Depois de alguns minutos caminhando pela floresta, os professores pararam de caminhar do nada, fazendo vários alunos se baterem uns nos outros e foram ouvidos gritos das garotas.
Eu, Remus, Lily, James, Sirius, Marlenne, Alice e Frank nos apressamos para passar pelos outros, chegando aonde os professores estavam. Arregalei os olhos, sentindo o sangue fugir de meu rosto.
– Oh, meu deus! — exclamou Minerva, se segurando no professor Slughorn para não cair.
Meus olhos marejaram e me escondi atrás de Remus. Aquilo foi a pior coisa que eu vi na minha vida.
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POV Sirius Black
(Marilyn Manson — Personal Jesus)
Quando finalmente chegamos onde os professores estavam, arregalei os olhos. Havia sangue para tudo que é lado. Um corpo estava totalmente mutilado, os membros pendurados nos galhos de árvores, a cabeça fincada em uma estaca no chão, a mordaça na boca, os olhos saltados. Era uma garota e eu a conhecia. Bridget Singer, corvinal.
Marlene se agarrou á meu braço, se escondendo em meu peito e a abracei, observando tudo com os olhos arregalados. Várias garotas gritavam, outras choravam. Alguns garotos abraçavam-as, outros conversavam e outros, como Amus Diggory, chutavam alguma parte do corpo no chão, enquanto obtinha um sorriso suspeito no rosto.
– Oh, meu Merlin! — exclamou o professor Slughorn segurando a professora Minerva em seus braços. Ela havia desmaiado.
E tudo começou a acontecer rápido demais. Alguns alunos corriam pela floresta, enquanto outros vomitavam, gritos eram escutados por todas as partes, pessoas desmaiando, chorando. E enquanto tudo isso acontecia, Diggory ficava observando as partes mutiladas da garota. Tocava em uma parte aqui, outra ali enquanto fazia expressão de interesse e maldade. Ele não estava nem um pouco preocupado com aquilo tudo, muito pelo contrário, estava até se divertindo.
– Uh, que pena... Ela era realmente gostosa. — murmurou, ao ver o tronco da garota pendurado no galho de uma árvore.
Senti o sangue ferver em minhas veias e fechei as mãos em punhos.
– Mas era uma sangue-ruim, mereceu. — disse Malfoy rindo, ao lado de Amus.
Agora eles eram amiguinhos, é?
– Não falei que não havia merecido. — murmurou Amus, voltando a prestar atenção no corpo da garota.
– Então para vocês isso tudo é engraçado? — perguntei em alto e bom som, enquanto me aproximava dos dois.
Eles viraram para me encarar e se entreolharam, sorrindo maldosamente.
– Black, Black, Black... É claro que iria se meter, não é? Não é o protetor dos bons e inofensivos? Não é o... Como se diz... — falou Malfoy, colocando a mão no queixo e fingindo que estava tentando lembrar de algo. — Herói da Grifinória?
– Cala a boca, Malfoy. — disse James, parando ao meu lado.
Os dois riram, debochados.
– Então o Potter acha que manda... — murmurou Diggory, enquanto chutava uma parte do corpo da garota que se encontrava no chão.
James resmungou algo ao meu lado, enquanto Lúcius ria abertamente, atirando as partes do corpo da garota no lago. Só estávamos nós três na floresta, os professores haviam ido ajudar Minerva e os alunos estavam em pânico.
– Chega! — viramos para o lado e vimos Peter parado enquanto nos encarava.
Amus e Lúcius reviraram os olhos, enquanto resmungavam alguma coisa e eu e James olhávamos para Peter, confusos. De onde ele tirou toda essa autoridade?
– Se não estivesse com a vagina praticamente explodida, daria uma boa foda. — disse Amus rindo, enquanto tocava no que sobrou do corpo da garota, que estava pendurado no galho da árvore.
Lúcius gargalhou e posso jurar que ouvi um som de risada vindo de Peter, mas poderia ser somente impressão.
– Pratica necrofilia agora, Amus? — pergunta James, arqueando a sobrancelha.
– Uma foda é uma foda, Potter. — respondeu Amus, sorrindo maliciosamente.
– Claro, já que você é tão necessitado assim... — murmurei.
Amus fechou a cara, me encarando.
– E como anda a Marlenne, Black? Ainda dá pro gasto ou aqueles seios fartos já estão caídos? Aliás, sim, eu já transei com ela, para a sua informação. — disse Diggory, me encarando com um sorriso debochado.
Fechei as mãos em punhos, meu sangue borbulhava de raiva.
– Cala a porra da sua boca, seu filho da puta! — vociferei e ele riu.
– Nossa, Black, estou impressionado com o seu vocabulário... Ultimamente você tem estado de um jeito tão... Gay, que acabei achando que estava gostando de purpurina. — debochou Amus.
– Gay é o meu pau na bunda da tua mãe, seu cuzão. — xinguei.
Lúcius soltou uma risada, mas Amus lhe deu uma cotovelada no estômago, fazendo-o se arquear para frente, sem ar.
– Está se achando muito, não está? — perguntou Amus, se aproximando de mim até que ficássemos cara a cara.
– Eu não me acho, eu sou. — respondi com um sorriso maroto.
Amus revirou os olhos e Peter se aproximou.
– Okay, agora chega. — resmungou, empurrando Amus para o lado e me impressionei pelo mesmo não tê-lo xingado. — Vamos voltar para o acampamento, devem estar dando falta de nós.
– Claro, acabaram de ver uma garota massacrada e estão dando falta de nós. — murmurou Lúcius, debochado.
Revirei os olhos e observei os três voltarem para o acampamento. Lúcius atirou algumas folhas com sangue em cima de nós, enquanto Amus ria e fazia sinais masturbatórios e Peter só observava, rindo um pouco.
– Idiotas. — resmunguei.
James parou em frente a cabeça da garota, que estava com a estaca atravessada na mesma e uma mordaça na boca.
– Quem é que teria coragem de fazer isso? — perguntou para ninguém específico. — É tão... Brutal.
– A pergunta é: Ele está entre nós? — rebati e James me encarou confuso.
– Não consigo pensar em ninguém que teria coragem o bastante para fazer isto. — respondeu James, franzindo o cenho.
Levantei as sobrancelhas, surpreso.
– Não consegue mesmo? — perguntei.
Ele bufou.
– Fala sério, Padfoot... — murmurou, rindo um pouco. — Amus, por mais idiota e insuportável que seja, não teria coragem de fazer isto, ele é um covarde.
– E Lúcius? — perguntei, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans escura. — Ele é um comensal da morte.
James gargalhou e fiquei encarando-o, tentando achar algo de engraçado naquilo.
– O Lúcius? — perguntou incrédulo. — Fala sério, Padfoot! O cara é um frangote! Ele se caga só em ouvir falar no próprio mestre.
Revirei os olhos.
– Então o assassino não está entre nós? — perguntei.
– Não falei que não está. — respondeu James, ficando sério. — Pode ser qualquer um, até mesmo eu.
Gargalhei, jogando a cabeça para trás e James me acompanhou.
– Claro, Claro... — murmurei.
– Okay, agora falando sério. — disse James, se recuperando do ataque de risos. — Temos que descobrir quem foi. Lily, Lenne, Dorcas e Alice podem estar em perigo.
– Não só elas, como todas as garotas do acampamento. — falei.
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