No Tempo Dos Marotos
84 Acampamento Part.6
Notas iniciais
POV Lilian Evans
(Halestorm – Familiar Taste Of Poison)
Estávamos todos reunidos na barraca de Minerva enquanto ela conversava baixinho em um canto com o resto dos professores.
— O que acha que foi? – perguntou Lenne ao meu lado.
Dei de ombros.
— Um animal? – chutei.
Lenne revirou os olhos, suspirando.
— Lily, pensa bem, — começou, virando-se de lado para mim. – um animal nunca conseguiria pendurar um corpo em uma árvore e cravar uma estaca na cabeça de uma garota amordaçada.
Eu teria rido da minha burrice se não estivéssemos em uma situação tão assustadora quanto esta.
— É, você têm razão. – murmurei, deixando os ombros caírem. – O que você acha?
— Eu? Bem... Foi uma pessoa, é claro... – respondeu ao mesmo tempo em que ria nervosamente. – Lúcius?
Franzi o cenho e corri os olhos por todos os alunos naquela barraca, até achar Lúcius em um canto conversando com Amus.
— Eu não sei... – murmurei, fazendo uma careta. – Lúcius não é corajoso o suficiente...
— Amus? – indagou Lenne e senti um arrepio passar por meu corpo.
— Quem sabe. – respondi.
Ela olhou para Amus e Lúcius ao mesmo tempo em que James sentava ao meu lado, segurando minha mão e dando um beijo em minha bochecha esquerda.
— Olá, lírio. – sorriu.
— Olá, amor. – sorri de volta, enquanto lhe beijava castamente.
Ele sorriu e olhou para Lenne, para logo depois se aproximar de meu ouvido.
— Que é que a senhorita Mckinnon não consegue desgrudar os olhos daqueles três, em? – perguntou, rindo baixinho.
Três?
Me virei para encarar Amus e Lúcius, notando que Peter se juntou á eles. Eles estavam conversando de forma aproximada, como se ninguém pudesse escutá-los e não pude deixar de ficar curiosa.
— Estamos pensando na possibilidade de ser um deles. O que acha? – me virei para encarar James novamente.
Ele fez uma careta.
— Não sei, Lily. – respondeu, parecendo estar desconfortável com a situação. – Por quê vocês não deixam esse assunto de lado, em?
Franzi o cenho.
– Mas, James... Isso aconteceu ontem, não tem como deixar isso de lado! – respondi incrédula.
Ele deu de ombros, enquanto se encostava na cadeira e olhava em direção aos professores.
— Só não quero que fique preocupada. – deu de ombros novamente.
Balancei a cabeça não acreditando no que estava escutando.
— Como você quer que eu não fique preocupada? – indaguei. – Uma garota foi massacrada perto do nosso acampamento e você quer que eu fique feliz com isso?
Ele revirou os olhos.
— Não quero que fique feliz por ela ter sido massacrada e sim que você se esqueça disso. Não quero que fique procurando problemas. – respondeu.
— Então eu simplesmente vou ficar sentada sem fazer nada, enquanto todos aqui corremos perigo? – perguntei irritada.
— Exatamente. – respondeu sorrindo, enquanto passava o braço por volta de meus ombros e me puxava para mais perto.
Bufei, cruzando os braços ao mesmo tempo em que olhava para frente.
— O que é que está acontecendo? – perguntei sem olhar para ele.
— Nada, oras. – respondeu rindo. – Por quê acha que aconteceu alguma coisa?
Revirei os olhos, mesmo sabendo que ele não iria ver.
— Você não é o James que conheço. – respondi, apertando mais os braços em volta de mim.
Escutei-o soltar um risinho e logo senti seu nariz tocar meu pescoço, onde ele suspirou, fazendo-me estremecer.
— E como é o James que você conhece? – perguntou baixinho.
Reprimi um suspiro. Ele não iria vencer, não iria o deixar.
— O James que conheço iria querer saber quem está por trás disso tudo. – respondi, olhando para os professores ainda conversando.
Ele apertou meu ombro gentilmente.
— Eu não disse que não queria saber. – falou.
Bufei, finalmente virando-me de modo á ficarmos com os rostos aproximados.
— Então me diga o que está acontecendo. – supliquei.
Ele olhou diretamente em meus olhos e fiz o mesmo, esperançosa.
— Já falei que não é nada. – respondeu por fim.
Fiquei encarando-o ainda por alguns segundos e por fim, me levantei, fazendo com que ele me olhasse confuso.
— Tudo bem, não conte então. – falei, me dirigindo para o banco ao outro lado de Lenne. – Só volte a falar comigo quando for para me falar a verdade, fora isso, não irei dar ouvidos.
Escutei-o bufar e cruzar os braços irritado, enquanto voltava á encarar os professores, que por sua vez estavam parados em frente á todos. Me sentei ao lado de Lenne e me pus a prestar atenção.
— Boa tarde, alunos. – começou Minerva, bastante abalada. – Ontem esta floresta foi um verdadeiro palco de horrores, e creio que todos devem estar se perguntando quem foi que teve coragem de cometer uma brutalidade daquelas.
Todos começaram a cochichar entre si, dando suas próprias opiniões sobre o assunto.
— Eu entendo que é assustador, — continuou, fazendo com que o silêncio voltasse a predominar a barraca. – e sei que querem uma explicação, mas... Infelizmente nenhum de nós, professores, sabemos quem estava naquela floresta junto com a senhorita Singer. Só pedimos que tenham paciência e extremo cuidado enquanto investigamos o caso.
Suspirei, já esperando por aquilo. É óbvio que ninguém iria encontrar o assassino tão rápido assim, muito menos Minerva que estava totalmente fragilizada e abalada depois da cena.
— Temos uma regra nova e é bom que todos á cumpram, pois é para o bem de vocês. – continuou. – Nenhum aluno terá permissão para ir até a floresta, muito menos á noite, na qual, depois das nove horas, todos deverão estar em suas devidas barracas, em segurança.
Todos começaram a resmungar, enquanto a professora fechava os olhos e respirava profundamente.
— Eu entendo que vocês estavam esperando que esse acampamento fosse o melhor de todos, mas, juntos, poderemos colocá-lo de volta aos eixos. Só peço paciência. Estão dispensados.
Todos começaram a se levantar e se direcionar para a saída da barraca e eu fiz o mesmo, seguida por Lenne. James fez menção de falar comigo, e quando eu ia parar para escutá-lo, ele simplesmente saiu com Sirius. Suspirei e segurei o braço de Lenne, puxando-a para fora da barraca.
— x —
POV James Potter
(The Used – I Come Alive)
— E então, o que vamos fazer? – perguntou Padfoot, enquanto se sentava no tronco mais próximo.
Eram 16h da tarde e eu, Padfoot e Moony estávamos um pouco afastados do acampamento conversando sobre o assassinato e tentando bolar um plano para achar o assassino. Fiz uma careta por causa do sol que batia contra meu rosto e baguncei os cabelos, voltando á olhar para Padfoot, que encarava á mim e á Moony esperando uma resposta.
— Eu não sei... – murmurei, franzinho o cenho. – Quais são as opções?
— Até agora... – começou Padfoot. – Lúcius e Amus.
Moony fez uma careta e chutou uma pedra no chão, coçando a nuca.
— Não podemos jogá-los na parede e perguntar se foram eles ou não... Precisamos de provas. – falou.
Padfoot riu e Moony o encarou com a sobrancelha arqueada.
— Está rindo do quê? – indagou.
— A reação deles diante ao assassinato já não é o bastante? – perguntou Padfoot, sorrindo debochado.
Moony revirou os olhos.
— Eu concordo que a reação deles fora bastante esquisita, mas nós não podemos acusá-los sem no mínimo ter uma prova. – respondeu Moony.
Padfoot bufou, enquanto dava de ombros.
— Pra mim já é prova o suficiente. – murmurou.
— Acontece, Padfoot, que só nós vimos aquilo, ninguém mais notou. – me pronunciei.
Ele bufou novamente.
— Okay, então o que deveremos fazer, em? – perguntou, rendido.
— Esperar. – respondeu, Moony e até mesmo eu o encarei confuso.
— Esperar? – indaguei. – Moony, se ficarmos sentados sem fazer nada, o assassino pode matar mais alguém!
Ele fez uma careta como se dissesse que sabia e deu de ombros.
— Não podemos procurar sem ter no mínimo algo que possamos investigar. – falou.
Chutei uma pedra no chão e levei as mãos á cabeça.
— Então é isso, iremos ficar sentados sem fazer nada, enquanto o assassino está á solta? – perguntei, me voltando para ele.
Ele bufou.
— Nós iremos investigar, okay? Mas primeiro temos que esperar para saber o que ele pretende com tudo isso. – respondeu Moony.
— Então iremos deixar ele matar mais alguém, é isso? – perguntou Padfoot, furioso.
— Exatamente. – respondeu Moony decidido e estremeci.
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