Notas iniciais
Heeeey, baby! Quanto tempo, né? Desculpem a demora, mas meu not deu pani e no fim eu fiquei viciada no SS. Bem, se quiserem dar uma olhadinha no meu perfil, aqui está o link: http://socialspirit.com.br/remire14 Anyway, esse capítulo é pequeno, mas foi o que deu UEHEU' Músicas: https://www.youtube.com/watch?v=yZOmtPR_MTU https://www.youtube.com/watch?v=9i8nj9NePKA ~Enjoy It~

POV Lilian Evans

(Halestorm – Familiar Taste Of Poison)

Estávamos todos reunidos na barraca de Minerva enquanto ela conversava baixinho em um canto com o resto dos professores.

— O que acha que foi? – perguntou Lenne ao meu lado.

Dei de ombros.

— Um animal? – chutei.

Lenne revirou os olhos, suspirando.

— Lily, pensa bem, — começou, virando-se de lado para mim. – um animal nunca conseguiria pendurar um corpo em uma árvore e cravar uma estaca na cabeça de uma garota amordaçada.

Eu teria rido da minha burrice se não estivéssemos em uma situação tão assustadora quanto esta.

— É, você têm razão. – murmurei, deixando os ombros caírem. – O que você acha?

— Eu? Bem... Foi uma pessoa, é claro... – respondeu ao mesmo tempo em que ria nervosamente. – Lúcius?

Franzi o cenho e corri os olhos por todos os alunos naquela barraca, até achar Lúcius em um canto conversando com Amus.

— Eu não sei... – murmurei, fazendo uma careta. – Lúcius não é corajoso o suficiente...

— Amus? – indagou Lenne e senti um arrepio passar por meu corpo.

— Quem sabe. – respondi.

Ela olhou para Amus e Lúcius ao mesmo tempo em que James sentava ao meu lado, segurando minha mão e dando um beijo em minha bochecha esquerda.

— Olá, lírio. – sorriu.

— Olá, amor. – sorri de volta, enquanto lhe beijava castamente.

Ele sorriu e olhou para Lenne, para logo depois se aproximar de meu ouvido.

— Que é que a senhorita Mckinnon não consegue desgrudar os olhos daqueles três, em? – perguntou, rindo baixinho.

Três?

Me virei para encarar Amus e Lúcius, notando que Peter se juntou á eles. Eles estavam conversando de forma aproximada, como se ninguém pudesse escutá-los e não pude deixar de ficar curiosa.

— Estamos pensando na possibilidade de ser um deles. O que acha? – me virei para encarar James novamente.

Ele fez uma careta.

— Não sei, Lily. – respondeu, parecendo estar desconfortável com a situação. – Por quê vocês não deixam esse assunto de lado, em?

Franzi o cenho.

– Mas, James... Isso aconteceu ontem, não tem como deixar isso de lado! – respondi incrédula.

Ele deu de ombros, enquanto se encostava na cadeira e olhava em direção aos professores.

— Só não quero que fique preocupada. – deu de ombros novamente.

Balancei a cabeça não acreditando no que estava escutando.

— Como você quer que eu não fique preocupada? – indaguei. – Uma garota foi massacrada perto do nosso acampamento e você quer que eu fique feliz com isso?

Ele revirou os olhos.

— Não quero que fique feliz por ela ter sido massacrada e sim que você se esqueça disso. Não quero que fique procurando problemas. – respondeu.

— Então eu simplesmente vou ficar sentada sem fazer nada, enquanto todos aqui corremos perigo? – perguntei irritada.

— Exatamente. – respondeu sorrindo, enquanto passava o braço por volta de meus ombros e me puxava para mais perto.

Bufei, cruzando os braços ao mesmo tempo em que olhava para frente.

— O que é que está acontecendo? – perguntei sem olhar para ele.

— Nada, oras. – respondeu rindo. – Por quê acha que aconteceu alguma coisa?

Revirei os olhos, mesmo sabendo que ele não iria ver.

— Você não é o James que conheço. – respondi, apertando mais os braços em volta de mim.

Escutei-o soltar um risinho e logo senti seu nariz tocar meu pescoço, onde ele suspirou, fazendo-me estremecer.

— E como é o James que você conhece? – perguntou baixinho.

Reprimi um suspiro. Ele não iria vencer, não iria o deixar.

— O James que conheço iria querer saber quem está por trás disso tudo. – respondi, olhando para os professores ainda conversando.

Ele apertou meu ombro gentilmente.

— Eu não disse que não queria saber. – falou.

Bufei, finalmente virando-me de modo á ficarmos com os rostos aproximados.

— Então me diga o que está acontecendo. – supliquei.

Ele olhou diretamente em meus olhos e fiz o mesmo, esperançosa.

— Já falei que não é nada. – respondeu por fim.

Fiquei encarando-o ainda por alguns segundos e por fim, me levantei, fazendo com que ele me olhasse confuso.

— Tudo bem, não conte então. – falei, me dirigindo para o banco ao outro lado de Lenne. – Só volte a falar comigo quando for para me falar a verdade, fora isso, não irei dar ouvidos.

Escutei-o bufar e cruzar os braços irritado, enquanto voltava á encarar os professores, que por sua vez estavam parados em frente á todos. Me sentei ao lado de Lenne e me pus a prestar atenção.

— Boa tarde, alunos. – começou Minerva, bastante abalada. – Ontem esta floresta foi um verdadeiro palco de horrores, e creio que todos devem estar se perguntando quem foi que teve coragem de cometer uma brutalidade daquelas.

Todos começaram a cochichar entre si, dando suas próprias opiniões sobre o assunto.

— Eu entendo que é assustador, — continuou, fazendo com que o silêncio voltasse a predominar a barraca. – e sei que querem uma explicação, mas... Infelizmente nenhum de nós, professores, sabemos quem estava naquela floresta junto com a senhorita Singer. Só pedimos que tenham paciência e extremo cuidado enquanto investigamos o caso.

Suspirei, já esperando por aquilo. É óbvio que ninguém iria encontrar o assassino tão rápido assim, muito menos Minerva que estava totalmente fragilizada e abalada depois da cena.

— Temos uma regra nova e é bom que todos á cumpram, pois é para o bem de vocês. – continuou. – Nenhum aluno terá permissão para ir até a floresta, muito menos á noite, na qual, depois das nove horas, todos deverão estar em suas devidas barracas, em segurança.

Todos começaram a resmungar, enquanto a professora fechava os olhos e respirava profundamente.

— Eu entendo que vocês estavam esperando que esse acampamento fosse o melhor de todos, mas, juntos, poderemos colocá-lo de volta aos eixos. Só peço paciência. Estão dispensados.

Todos começaram a se levantar e se direcionar para a saída da barraca e eu fiz o mesmo, seguida por Lenne. James fez menção de falar comigo, e quando eu ia parar para escutá-lo, ele simplesmente saiu com Sirius. Suspirei e segurei o braço de Lenne, puxando-a para fora da barraca.

— x —

POV James Potter

(The Used – I Come Alive)

— E então, o que vamos fazer? – perguntou Padfoot, enquanto se sentava no tronco mais próximo.

Eram 16h da tarde e eu, Padfoot e Moony estávamos um pouco afastados do acampamento conversando sobre o assassinato e tentando bolar um plano para achar o assassino. Fiz uma careta por causa do sol que batia contra meu rosto e baguncei os cabelos, voltando á olhar para Padfoot, que encarava á mim e á Moony esperando uma resposta.

— Eu não sei... – murmurei, franzinho o cenho. – Quais são as opções?

— Até agora... – começou Padfoot. – Lúcius e Amus.

Moony fez uma careta e chutou uma pedra no chão, coçando a nuca.

— Não podemos jogá-los na parede e perguntar se foram eles ou não... Precisamos de provas. – falou.

Padfoot riu e Moony o encarou com a sobrancelha arqueada.

— Está rindo do quê? – indagou.

— A reação deles diante ao assassinato já não é o bastante? – perguntou Padfoot, sorrindo debochado.

Moony revirou os olhos.

— Eu concordo que a reação deles fora bastante esquisita, mas nós não podemos acusá-los sem no mínimo ter uma prova. – respondeu Moony.

Padfoot bufou, enquanto dava de ombros.

— Pra mim já é prova o suficiente. – murmurou.

— Acontece, Padfoot, que só nós vimos aquilo, ninguém mais notou. – me pronunciei.

Ele bufou novamente.

— Okay, então o que deveremos fazer, em? – perguntou, rendido.

— Esperar. – respondeu, Moony e até mesmo eu o encarei confuso.

— Esperar? – indaguei. – Moony, se ficarmos sentados sem fazer nada, o assassino pode matar mais alguém!

Ele fez uma careta como se dissesse que sabia e deu de ombros.

— Não podemos procurar sem ter no mínimo algo que possamos investigar. – falou.

Chutei uma pedra no chão e levei as mãos á cabeça.

— Então é isso, iremos ficar sentados sem fazer nada, enquanto o assassino está á solta? – perguntei, me voltando para ele.

Ele bufou.

— Nós iremos investigar, okay? Mas primeiro temos que esperar para saber o que ele pretende com tudo isso. – respondeu Moony.

— Então iremos deixar ele matar mais alguém, é isso? – perguntou Padfoot, furioso.

— Exatamente. – respondeu Moony decidido e estremeci.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Quero comentários, em? Kisses