Saskia foi para casa e colocou para assistir o DVD, que Géssica deu na despedida da banda. E o dia passou. De noite, ela pediu pizza e foi tocar. Já eram quase 22h, quando o telefone tocou.

– Alô?

– Sah eu posso dormir aí hoje?

– Não sei Jaciara. Hoje você estava estranha.

– Eu sei. Desculpe pela grosseria. Eu quero conversar contigo.

– Se você já estiver mais calma, pode dormir sim. Você já está vindo?

– Ainda não, daqui a uns 30 minutos. Eu vou fechar o café.

– Tudo bem, eu te espero. Tchau.

– Bye.

Saskia deu uma ajeitada na casa, pois não tinha guardado a bagagem ainda e estava tudo uma bagunça. Jaciara chegou 22h:20min e levou o seu teclado.

– Até que você não demorou tanto.

– Enquanto Allan fechava o Café Music, eu arrumava as coisas para trazer. Então ele foi me buscar em casa e me trouxe para cá.

– Hum. Legal.

Saskia ainda estava chateada, então o clima entre elas estava meio tenso.

– Eu trouxe o meu teclado!

– É, estou vendo. Só não entendi o motivo.

– Ué, para tocarmos juntas.

– Jaciara qual é a tua? De manhã você estava toda estressadinha e agora você me procura, como se não tivesse acontecido nada. Você nem sabe por tudo que eu passei nos países que morei, e daí diz que eu vivo em um conto de fadas.

– Desculpe Sah. Eu não queria dizer nada daquilo. Eu fiquei irritada com a visita de Helena.

– Por quê? Vocês já se conheciam?

– Não. Eu nunca me esbarrei com ela.

– E então? Por que você ficou irritada?

– Eu nunca quis o fim da banda, assim como Lucy, porque eu sabia que nós ficaríamos separadas e eu queria que nós quatro fossemos amigas para sempre. E de repente, cada uma estava seguindo o seu próprio caminho e eu estava sozinha. Aluguei um apartamento, queria a minha independência, e foi aí que eu percebi que eu não podia passar as tardes tocando, eu tinha, quer dizer, eu tenho contas para pagar. Pensei em vender o teclado, mas não consegui, eu precisava daquelas lembranças, nem que fosse só para mim.

– Entendi, por isso, você deixava o teclado trancado. Aqueles bons momentos te deixavam triste, não é?!

– Sim. E aí quando Helena chegou com aquele papo de tocarmos na festa, eu perdi a cabeça. Eu não queria tocar de qualquer jeito, então precisaríamos dispor de tempo para ensaiarmos. Desculpe por tudo que eu te disse. E também, eu quero tocar contigo, por isso, eu trouxe o meu teclado.

Saskia deu um abraço apertado em Jaciara. Depois perguntou.

– E o que te fez mudar de ideia?

– Lembrei-me da inauguração. Eu me diverti tocando com você. E no fundo, eu sei que nenhuma de nós quatro, queria o fim da banda.

– É verdade. Agora me sinto mais confiante em relação à Gess.

Jaciara ficou séria.

– Sah, eu já te disse, Géssica não é mais a mesma. E nem digo pelo físico, mas sim pelo caráter.

– De qualquer forma, eu quero vê-la e falar com ela. Amanhã é domingo, pensei em lhe fazer uma visita. Você pode ir comigo?

– Eu não faço questão de visitá-la, mas se é tão importante para você, podemos ir pela manhã. Porque aos domingos, o Café Musica vai funcionar a partir das 12h.

– Tudo bem. Amanhã saímos umas 7h e chegamos lá por volta das 8h:30min.

– É cedo para ela. Melhor sairmos às 8h.

– É pode ser.

– Sim, agora vamos combinar nossos horários de ensaio.

Saskia e Jaciara passaram a noite conversando e no fim, estavam cansadas para tocar alguma coisa. Na manhã seguinte, elas saíram com o carro da mãe de Saskia. Elas chagaram na casa de Géssica 9h:15min e o mordomo foi recebê-las. Géssica estava no jardim.

Notas finais
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