Notas iniciais
Inicialmente, esse era para ser o último capítulo. Mas não estava me sentindo muito inspirado hoje, então decidi adiar o final, para que a história fiquei bem explicada e bem construida. No próximo capítulo (que provavelmente será o último) vou trabalhar no desfecho. De acordo com as regras da aposta, esse desfecho terá que conter menos de 2500 palavras, então vou tentar fazer o possivél para fechar com chave de ouro, e ligar todos os pontos da história de uma só vez. É uma idéia audáciosa? Muito! Pode acabar dando terrivelmente errada? Com certeza! Mas os melhores resultados, são OS MAIS OUSADOS! *-* Ps: Boa sorte Júlia. :v Obrigado por me permitir fazer isso Carol! ♥

continuação direta do último capítulo.

—Apaguem todas as luzes, depressa!! – Minha mãe gritou desesperadamente.

Então, Lana e eu começamos a apagar todas as velas e desligar todas as lâmpadas da casa. Logo depois, corri para ver como Caroline estava. Minha mãe havia corrido com ela para o quarto de hóspedes.

Meu Deus! Havia um assassino a poucos metros de nossa casa!

—Lana, Cartman, fiquem aqui com ela, eu preciso fazer uma ligação!

As enormes janelas de madeira e vidro, estavam se abrindo e fazendo as cortinas se soltarem por causa do grande vendaval que estava lá fora. Enquanto pedras de granizo, aos poucos começaram a cair. Aquela era uma tempestade das fortes. E para ajudar, um assassino estava tentando matar a todos nós!

Quando cheguei ao quarto e pude abraçar reconfortantemente Caroline, me dei conta de que ela estava com os olhos sem fundo, uma expressão de quem acabará de ver um fantasma. Ela estava totalmente branca! Pálida como neve. Tudo que pude fazer foi dar os ombros enquanto ela desbulhava em lágrimas.

Não entendia qual o motivo dela estar daquele jeito, não poderia ser somente pelo fato de ter alguém tentando nos matar. Eu não entendi o que havia acontecido momentos antes. Tudo que vi foi minha mão puxa-la para dentro e depois fecha a porta com toda a força.

—Minha mamãe está lá fora, Cacázinho, temos que ir ajudá-la! – Disse a garota, não sei o que se passava pela cabeça dela, mas provavelmente não havia caído a ficha de que sua mãe acabará de ser assassinada diante de seus olhos.

—Tudo bem, vamos lá! – Respondi sem saber o que realmente tinha acontecido.
Quando Lana chega e nos dá um forte abraço.

—Sua mãe não vai voltar, o soldado pegou ela, Carol...olhe pra mim! Você precisa ser forte, pessoas vão morrer, e você terá que aprender a lidar com isso!

Caroline caiu de joelhos no chão, ela estava completamente em choque. Eu também havia ficado paralisado! Me negava a acreditar nas palavras que saiam da boca de Lana.

—Mentira, mentira, Mentiraaaa!!! – Disse Caroline, se negando a crer no que tinha acontecido.

Sua pequena explosão de pânico e dor, foi interrompida por um tapa em seu rosto. A autora daquele tapa, era Lana. Todos ficaram paralisados por alguns breves segundos. E Caroline mantia a cabeça baixa, olhando para os próprios pés, que estavam descalços, já que anteriormente havia sido puxada fortemente para dentro da casa, e havia perdido seus calçados.

—Pessoas são horríveis... – Murmurou a menina, mas agora ela estava com uma expressão diferente, como se sentisse prazer ao dizer aquelas palavras. Imediatamente me veio a cabeça quando eu lhe disse "Armas são horríveis".

Já na sala, que estava escura, já que todas as luzes da casa já não se encontravam mais acesas, minha mãe pegou o telefone e ligou para alguém. Provavelmente era a mesma pessoa que mais cedo, havia ligado momentos depois do estrondo sentido por todos.

O que eu ainda não sabia, era que aquela pessoa, era um homem rico, um alemão que se relacionava com o governo e que era um grande amigo de meu pai e de nossa família.

Por sorte, ele estava fazendo negócios em Paris, e não estava muito longe de nossa casa.

—Alô, senhor? Eu preciso de ajuda agora! Tem um deles lá fora...ele acabou de matar uma amiga! Estou desesperada! – Disse ela ao telefone, mantendo um tom de voz alto, porém não tão alto ao ponto de atrair o soldado. –Está a caminho? Ótimo!

O temporal que estava lá fora, foi aos poucos cessando, e agora ficava mais fácil de saber o que acontecia do lado de fora da casa. Porém, várias janelas se abriram por causa do vento fortissimo que estava momentos antes.

—Cartman, Lana, peguem suas coisas e arrumem suas malas, vamos sair desta casa!! – Falou aliviada.

Então Lana e Cartman subiram no andar de cima da casa. Foram o mais rápido que podiam. Primeiro entraram no quarto de Cartman, que era o primeiro quarto à direita no corredor. Colocaram as roupas na pequena maleta rapidamente.

Depois foram para o quarto dos pais de Cartman, que era logo mais a frente, do outro lado do corredor, para pegar as roupas de Verônica. Entraram, porém o comodo estava um caos! Janelas abertas, o carpete estava todo molhado e as roupas estavam esparramadas pelo chão. Tive um mau pressentimento.

Colocamos as roupas que estavam secas numa outra mala que achamos ao lado do guarda roupas, que era grande e de madeira avermelhada, cor cenoura.

—Pronto, vamos descer e sair dessa casa, vamos lá em baixo com mamãe e Carol – Falei com um certo receio de que algo pudesse dar errado no último minuto.

—Tudo bem, mas antes vamos ao quarto do Giovani, ele pode ter deixado algo importante lá, e se pudermos achar, podemos devolver, quando ele voltar!

Assenti com a cabeça.

Então nós saímos do quarto dos meus pais, cada um com uma maleta em uma das mãos, eu com as minhas roupas, e Lana com as roupas da minha mãe.

Fomos em direção ao quarto de Giovani, que era o último do corredor. E para nossa surpresa, e a confirmação de meus pressentimentos, quem estava lá? O Soldado!!

Óh, Céus, será que não se pode fazer as malas em paz nessa história?

—CORRA CARTMAN!! – Gritou Lana, desesperada.

Largamos as malas e descemos as escadas correndo, e o homem começou a nos seguir, não correndo, mas andando normalmente.

Quando percebeu o que estava acontecendo, minha mãe correu para o quarto de hóspedes, pegou Caroline entre os braços e nos saiu correndo em direção a porta, quase tropeçando no Mr.Tiggles, que estava jogado ali no chão, próximo a porta de entrada.

Eu e Lana também corremos em direção a porta.

—Ei Lana, espere. O Mr.Tiggles ficou para trás!

—Deixe esse maldito urso lá! Você não vai arriscar sua vida por esse ursinho! – Retrucou ela.

—Nunca! Aquele ursinho é a única lembrança da mãe que a Carol tem agora!!!

Voltei para dentro da casa e corri para pegar o urso que estava caído não muito longe da porta.

Meu Deus! Eu não devia ter voltado!

Me abaixei para pegar o urso, e no momento em que estava me levantando, senti o barulho da arma sendo recarregada! Ele estava ali, com a arma engatilhada e com o cano colado em minha testa!

Nunca senti um pavor tão grande! Naquele dia, eu fui apresentado ao "pânico".

Eu senti minha breve vida passando diante dos meus olhos, a morte era certa.

Não, espere! Eu não poderia morrer logo agora que havia feito a promessa de sempre estar ao lado da Caroline, não agora que tinha coisas importantes para proteger, e também tinha que devolver o Mr.Tiggles para ela!

Sem pensar, segurei o urso bem firme, me virei para trás e sai correndo pela porta.

Ele poderia ter facilmente atirado em mim, mas por alguma razão, não atirou.

Do lado de fora da casa, o tão falado amigo de nossa família estava com o carro estacionado lá. O modelo do carro era um Studebaker-Gaford B. Minha mãe já estava nos bancos de trás, enquanto Lana gritava desesperadamente para que eu entrasse logo.

Logo que entrei, o motorista acelerou. Todos estávamos abalados, mas finalmente, havia a sensação de segurança.

—Muitíssimo obrigado Senhor...é, bem...qual era seu nome mesmo? – Perguntou minha mãe.

—Não tem de quê, senhora. Fico honrado em conhecer a família de meu grande amigo, seu marido. – Disse o homem, que era baixo, tinha um cabelo liso e penteado para o lado direito, e que passava a mão repetidas vezes em seu pequeno bigode, enquanto dirigia. – Ah sim, e a propósito, meu nome é Adolf!

Ele nos levou para a casa que estava morando em sua passagem por Paris. Era uma casa enorme, porém, que ele dividia com mais alguns homens, e sua esposa.

Quando amanheceu...

Nos levantamos da cama, todos ainda abalados com a noite anterior. Havia sido um terror para todos. Eu mesmo nunca fui o mesmo depois daquela noite. Pela primeira vez tive coragem para encarar a vida, e para ajudar a Caroline, estava feliz por aquilo. Aquela noite realmente havia mudado algo em mim...eu não seria mais o mesmo menino obeso, covarde e que sempre dependia dos outros para ser salvo ou ajudado. Ter uma arma apontada para a cabeça não é uma experiência nada boa, eu vi a morte de perto! Um dedo escorregando no gatilho, e eu não estaria aqui.

Novamente fui acordado com o som de uma conversa. Dessa vez era do senhor Adolf, e de minha mãe.Eles estavam na cozinha, e o quarto onde eu estava ficava no andar de cima, com varíos outros quartos ao lado, era um verdadeiro palácio. Fui até a beira da escada que dava no salão principal.

Vi Adolf e minha mãe conversando no salão principal, e conseguia ouvir o que eles falavam.

—Hoje cedo, chegou essa carta, e é do seu marido... – Disse ele.

—Ele está bem!!?? – Perguntou ela, que estava surpresa e contente pelo fato daquilo significar que o marido provavelmente estava bem.

—Não sabemos...mas provavelmente sim! Ele deve estar bem, pois ainda não faz muito tempo desde o início da Guerra.

Guerra? Eu tinha ouvido direito? Estávamos em Guerra?

Cara, agora tudo fazia sentido! As escolas fechando, as pessoas sendo proibidas de sair as ruas, aquele avião vermelho...

—Ótimo! O que diz a carta? – Continuou ela.

—Por quê não abre e leia você mesma? – Perguntou esticando a mão para dar a carta a Verônica.

—Está bem!...Diz aqui que está carta veio da Alemanha...uma semana atrás...vejamos o que está escrito... – Dizia ela enquanto abria delicadamente o envelope.

"20 de Agosto de 1914 — Frankfurt — Alemanha"

"Hoje completam 21 dias desde que cheguei aqui. A viagem foi longa, eu e Giovani nos separamos no começo,então ele pegou outro trem, pois nos atribuíram missões diferentes, já que como sou mais velho, tenho mais experiência, e vou atuar em missões mais arriscadas. Então fiz essa carta, pois pode ser a última coisa que falarei para ti. Também quero lhe alertar sobre perigos importantes. Primeira: NÃO confie em ninguém, pois muitos soldados inimigos estão entrando em países adversários (inclusive na França), e se passando por aliados. Segundo: NÃO saia as ruas, tenho um amigo bastante rico e poderoso que está de passagem por Paris, deixei o número dele anotado atrás do telefone. E por último mas não menos importante: Um dos nossos soldados foi corrompido por forças (dinheiro e promessas) alemãs, e voltou para Paris, fique atenta, pois há um inimigo vagando pela cidade! Espero que estejam todos bem! Avise ao Cartman que minha perna já está totalmente recuperada, e de um beijo nele por mim. Amo vocês. Ah, e quase ia me esquecendo, o nome de meu amigo, é Sherlock, desconfie de qualquer um que não tenha esse nome. Adeus"

Quando acabou de ler a carta, seu coração começou a acelerar.

Meu Deus, ela estava cara a cara com um impostor! O que ele havia feito com o Sherlock verdadeiro? Quais seriam as intenções dele?

Mas antes que ela pudesse se fazer mais alguma pergunta, Adolf pergunta:

—Então, o quê a carta diz? Algum problema?

— Não! – Disse ela, sem perceber que acabará de dar um grito.

Nesse momento, um sorriso sínico surge no rosto de Adolf. E antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, ou que eu continuasse a observar, senti uma pancada em minha cabeça, e logo tudo ficou escuro.


Era uma armadilha!

Notas finais
O próximo será o último T-T Entenderam a referência? :) Era pra esse cap já começar a finalizar a história, mas eu não tive tempo, nem estava inspirado, e eu não quero fazer um final mal feito, quero fazer o melhor que eu puder! Se eu for perder essa aposta, VOU PERDER DANDO MEU MÁXIMO! Agradecimentos especiais: Carol (pq vc é linda maravilhosa, e compreende que eu preciso de mais tempo ♥), Júlia (Por ser humilde e não me humilhar) e ao Matheus (por estar dando um apoio moral bacaninha xD)