Notas iniciais
Bom, este é o desfecho da minha humilde história. Que foi criada a partir de uma "Batalha de escrita". Será que este final vai ser digno de campeão? Descobra agora em No One Can: Stop Me , o possível final da saga de Cartman! Este final, não poderia ultrapassar o limite estipulado de 2.500 palavras, então não coloquei tudo que queria que tivesse, mas vou atualizar o capitulo em breve... Boa Leitura Boa Sorte Júlia Boa Leitura Carol

Berlim, Alemanha.

Passados quase quatro anos desde a última vez que estive na França, e que podia ser livre, agora eu já não era mas uma criança obesa, ou melhor, adolescente obeso, já tinha completado 14 anos a poucos meses. Depois daquela manhã em Paris tudo mudou. Fomos nocauteados, depois colocados a força num trem de carga e em seguida trazidos para Berlim. Quando chegamos aqui, fomos mantidos em cativeiro por um longo tempo, eu, mamãe, Lana e Caroline. Adolf era um desgraçado e covarde! Ele se revelou. Era um Austríaco, que lutava ao lado do Eixo! E tem mais! Ele havia matado Sherlock, enganado meu pai e meu irmão, alias ele sequestrou Giovani, no momento em que ele e meu pai se separaram na carruagem que, em teoria os levaria para as bases generais, ele interceptou-a e enganou a todos os guardas, se passando por uma autoridade, ele era um mestre desses jogos mentais. Mas porque ele havia escolhido Giovani em meio a tantos outros? O que ele teria de especial? E a pergunta mais importante é: Se Giovani não estava nos campos de batalha, onde ele estaria?

Ser mantido dentro de uma cela sozinho por quatro anos, é uma experiência desumana, deixando as pessoas a beira da loucura. A única coisa que me impedia de surtar, era que praticamente uma vez quase todo mês, nós mudávamos de Prisão, por conta da Tríplice Aliança, que achavam bases e prisões Alemãs com muita facilidade, e as dominavam. Nesse período de transição de cidades, e de uma prisão a outra, nos colocavam no mesmo vagão do trem. Passei a aprender admirar e aproveitar cada momento ao lado de minha mãe, Caroline e Lana. A única coisa que tínhamos era um ao outro. Tenho pena de Caroline, ela havia acabado de perder a mãe, e na manhã seguinte é sequestrada e mantida presa durante quatro anos...mas de alguma forma, ela apresentou uma recuperação bem rápida, e essa recuperação se resume a duas palavras: "Desejo de Vingança" .

Ela estava disposta a achar e matar com as próprias mãos o soldado assassino que matou sua mãe.

No tempo que passava sozinho na minha sela, comecei a treinar e malhar, para que não fosse só um gordo inútil, mas sim alguém que poderia proteger todos os outros. E com as flexões, abdominais e outros treinos compulsivos, finalmente obtive resultado. Agora o velho Cartman, havia mudado totalmente! Tinha amadurecido tanto mentalmente, quanto fisicamente! Movido pelo desejo de sair daquelas celas e libertar todas as outras, destruir a cara daquele bigodinho desgraçado, e finalmente reencontrar papai e Giovani.

28 de Julho de 1918 — Berlim, Alemanha.

Tempo desde o início da Guerra: 4 anos (1461 dias)

Dia de Execução!

—Saiam de suas celas, vermes! – Gritou o rabugento velho Jewel, um Guarda alemão que ficava de carcereiro daquela prisão. Ah, como eu odiava aquele velho! – A hora de vocês chegou! Franceses imundos, Hahahaha...cof cof cof – A risada do velho logo se transformou em tosse.

—É Jewel, parece que a sua também esta chegando... – Então eu disse, tirando uma com a cara do velho.

—Como ousa pirralho filho da puta!!? – Disse ele se recompondo da tosse. E como ele cuspia! Parecia que não tinha lábios! Cada palavra era um jato de saliva que atravessava as grades da cela e iam em direção ao meu rosto.

—Aaahh...meu rosto...velho babão!!

Jewel abre a fechadura, e abre a porta da cela.

— Ahh seu muleque, agora eu te pego – Disse ele já com um cassetete embainhado numa das mãos.

Antes que ele desse o primeiro golpe, é interrompido por uma voz no final do corredor de celas.

—Paciência, Jewel! A hora dele já está por vir...

—Céus! Desculpe Senhor Hitler. – Disse o velho, enquanto se afastava de minha cela e fazia uma leve reverencia a Adolf, que acabará de surgir no final do corredor.

—Suma daqui, preciso conversar com esse menino a sós. – Ordenou Adolf.

O velho assentiu e fez um sinal de reverência colocando a mão na testa.

— Sim senhor!

E saiu do bloco de celas.

—Ah, Cartman! Fazia tempo que não via você. Olha só como cresceu...e também perdeu alguns quilos, hein? – Disse ele, se contendo para não rir.

—Perdi...e vejo que o senhor ainda mantém a mesma aparência, não? Continua com mesmo bigodinho de ridículo de sempre, hahaha!

—Vejo que seu senso de humor está bem afinado para alguém que está prestes a morrer, não é mesmo? Ah, e falando nisso, já pensou em qual será sua última refeição? – Indagou ele.

—Ah, estive pensando em muitas coisa que gostaria de comer...mas nenhuma delas supera a vontade de comer a senhora sua mãe! Poderia ser rápido? Não vou ter muito tempo, assim como o senhor disse estou prestes a ser executado...

Fui surpreendido por um soco no estômago, que me fez vomitar.

Cai no chão, e levei as mãos ao estomago, enquanto sucumbia de dor, e em uma posição fetal senti ele cuspindo em mim.

—Que menino audacioso...olha...vou ser bondoso e não vou te matar aqui...aliás, você vai ficar sem comer, até ser executado! Vai morrer de estomago vazio! Vejo você daqui uma hora, e tenho uma surpresinha para você, e também para sua família, hahaha!

— Des...gra... – Senti minha cabeça formigar, e logo depois minha visão apagou, tudo ficou escuro.

uma hora depois...

Quando eu começo a recobrar a consciência, escuto uma voz distante me chamar desesperadamente.

—Cacázinho! Cartman, acorde, acorde por favor!

E eu conhecia muito bem aquela voz, era Caroline!

Havia uma carapuça em minha cabeça, parecia um saco de carregar verduras, desses desses que usam quando não querem que o refém veja o local. Quando a carapuça é retirada, me deparo com vários soldados alemães olhando para mim, era uma plateia! E quando olho ao meu lado esquerdo, vejo Lana, ao meu lado direito estavam Caroline, e ao lado direito dela, minha mãe. Todas de joelhos e com as mãos amarradas atrás do corpo. Todas estavam chorando desesperadamente. O local era uma área cercada de montanhas e elevações, um tipico campo de batalha, só que estava ocupado por uma base alemã. Estávamos em cima de um palco de madeira, igual os que eram utilizados em teatros.

De repente, ouço uma voz familiar atrás de mim.

—Hora hora, o que é que temos aqui? Se não é o gordo inútil que vai virar bacon? Bem, parece que não esta mais tão gordo como era antes, será que foi por causa da ração que usamos para alimentar prisioneiros? HAHAHA

O homem circula sobre nós, dando lentos passos, vindo de frente para nós e de costas para a plateia.

Era Giovani!

—Gi...Giovani??— Perguntaram ao mesmo tempo Lana e minha mãe, ambas incrédulas.

—Ah, minha amada Lana – Disse ele em um tom sarcástico – E... minha amada mamãe – Disse, lançando um breve olhar de desprezo para nossa mãe.

—Era você não era? É, eu sempre soube que você era um merda, mas dessa vez você se superou Giovani. Se vendendo para alemães e traindo o país onde nasceu, e ainda por cima traindo sua própria família? Você não é meu irmão, você é um monstro!

Enquanto isso as outras três que estavam de joelhos não conseguiam compreender o porque dele estar ali, bem a nossa frente.

—Hahahaha, vocês são muito trouxas se acharam que eu ia ficar ao lado daquele país lixo, e perder essa Guerra! Como diz aquele ditado: "O mundo é dos mais fortes" , bom, então serei eu que vai sobreviver! Uma pena vocês não terem se aliado ao Eixo! UAHUHAUAHAU. Ah, e a propósito, FUI EU, EU que matei Danielle!

Nesse mesmo instante, as lágrimas e a expressão de desespero no rosto de Caroline, logo se transformaram em um sorriso. Um sorriso que me deu calafrios!

— HAHAHAHAHAHAHA – Caroline gargalhou. – Cara, você fala muito, para um homem M-O-R-T-O.

—Ah, você era a menininha do ursinho? Eu deveria ter metido uma bala no seu crânio também. Mas tudo bem, já que vou poder fazer isso agora também Hah.... – Sua risada foi interrompida por uma cabeçada em seu quadril.

Surpreendentemente não foi uma cabeçada de Caroline, e sim de Lana, que não aguentou ouvir seque mais uma palavra daquele monstro.

—Desgraçado, você me usou, você é o lixo dos lixos, você vai queimar no fogo do inferno!! Deus tenha piedade de um pedaço de merda feito você!

—Hum, o que temos aqui, hein? Parece que já escolhi quem vai primeiro, Senhor Adolf. – Gritou Giovani para Adolf.

—Temos o dia todo meu amigo, comece quando estiver pronto! Hahaha – Retrucou Adolf, aquelas gargalhada pareciam ser do próprio Satanás.

Giovani saca uma pistola, aponta para cabeça de Lana, e engatilha a arma.

—GIOVANI NÃO FAÇA ISSO, NÃAAO!!! – Gritou minha mãe desesperada.

Pooooooow

Tudo fica vermelho, um mar de sangue para todos os cantos, todos gritaram, e a plateia começou a aplaudir e comemorar.

O corpo de Lana estava caido diante de nós. Com um buraco gigantesco que atravessou seu crânio!

—Você é o próximo,ex-gordo imundo Hahaha!! – Falou Giovani, enquanto engatilhava a arma, e a apontava para minha cabeça. – Quais suas últimas palavras?

— C-H-U-P-A M-E-U P... –Fui interrompido por uma explosão que desimou metade da plateia.

Eis que então surgem tropas Francesas e Russas!

—A cavalaria chegou – Anunciavam os soldados aliados que desceram o morro atirando sobre os alemães.

Todos que estavam em cima do palco se abaixaram para não seres feridos. Giovani é baleado na barriga. E não consegue se mexer de dor

Alguns minutos depois, os alemães que estavam no local são destruídos, e os sobreviventes fogem, inclusive Adolf, que fugiu antes mesmo das tropas da Tríplice Aliança chegarem. Ele provavelmente já sabia do possível ataque surpresa.

O coronel Francês sobe sobre o palco de madeira, onde estavam eu, mamãe, Caroline e Giovani, que sangrava muito. Eles nos desamarraram.

—De onde vocês são? – Perguntou ele.

—Somos civis franceses! Fomos capturados, mantidos presos, e trazidos para execução neste local! – Disse minha mãe.

—Esse homem que sangra fez isso com vocês? Era ele que ia executa-los.

Minha mãe fica com receio de dizer que era, pois no fundo ele ainda era filho dela, e como toda mãe, ela o amava.

—Era sim senhor – Eu respondo.

Então ele aponta se rifle para Giovani.

—NÃO! – Interrompe repentinamente Caroline. – Ele matou minha mãe e ia me matar, permita-me fazer isso, eu lhe imploro, Coronel!

—Você é apenas uma jovem mocinha...tem certeza de que queres fazer isso? Sujar suas mãos de sangue?

—Sim! Tenho toda certeza. – Falou Caroline enquanto pegava o rifle em suas mãos

Ela aponta para Giovani e diz...

—Bom, parece que o jogo virou, não é mesmo? – Um sorriso explendido surge em seu rosto. – Quais são suas últimas palavras? Hahaha. Queime no inferno.

Antes que Giovani conseguisse abrir a boca, seu crânio explode com um tiro certeiro em sua testa!

Giovani, estava morto.

11 de Novembro de 1918

A guerra tinha oficialmente acabado, após a assinatura do Tratado de Versáles.

Fomos trazidos para França, de volta para o que costumavamos chamar de Casa. Após aquele dia, em que fomos resgatados, o exercito Francês nos levou para uma base na Russia, onde ficamos até que a Guerra acabasse.

—Bom dia Cacázinho – Foram as palavras que eu ouvi quando acabei de acordar.

— Que tal uma visita a Torre Eiffel? – Perguntou Caroline, que estava dormindo junto a mim. Estávamos numa mansão fornecida pela embaixada Francesa


—Seria ótimo! – Respondi sorrindo.

Algumas horas depois...

Estávamos num carro, dirigido por mamãe. Estávamos indo para uma visita a Torre.

Quando chegamos lá, começamos a subir as escadas.

Quando chegamos no último andar, encontramos um senhor, de costa para nós. Ele era bem alto, possuía uma bengala preta, e estava com um dos braços enfaixado, e uma perna com gesso.

Ele se virou lentamente para trás e disse as palavras mais belas que eu poderia ouvir.

— "Eu não prometi que voltaria, filho?"

—Fim–

Agradecimentos especiais

Caroline Antônia Freitas Cortezia (Por ser uma ótima jurada e amiga)

Júlia Martins (Por proporcionar uma ótima batalha)

Matheus de Campos Machado (Por acompanhar todos os capítulos, e sempre dar críticas construtivas)

Notas finais
Obrigado a todos que leram até o fim. Pretendo fazer uma continuação desta história em Breve. Provavelmente vai se passar 30 anos depois, na Segunda Guerra Mundial. Obg Júlia, por fornecer a oportunidade dessa competição única! Parabéns Carol, por ser essa Jurada Fabulosa e Brilhante!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!