No Limite da Tentação
3 Burn
Notas iniciais
Okay... Duas vezes em menos de 24 horas. O destino só pode estar de brincadeira comigo, não é? Não que eu esteja reclamando!
–Ai meu Deus, P! – Júlia me puxa dos braços do Sr. Olhos azuis e me abraça forte.
Ela tinha mania de me chamar apenas de P e me dar abraços fortes quando ficava nervosa. Eu ainda estava tremendo quando a abracei de volta.
–Eu estou bem, Jú – sorrio. – Acho que só preciso de um enorme croissant e uma caixa de Macarons.
–Misericórdia, P! Você quase foi atropelada e só está pensando em comida? – Júlia me olha indignada e eu rio, enquanto me afasto dela para falar com o meu salvador.
O Sr. Olhos Azuis agora está com um amigo ao seu lado, mas me olha divertido, enquanto seu amigo seca as pernas da Júlia.
–Hum... Obrigada por me salvar – sorrio e sinto minhas bochechas pegarem fogo.
–Sou um príncipe de cavalo branco, salvo princesas em perigo por ai. O que mais poderia fazer se não te salvar? – Ele arqueia a sobrancelha e sorri sedutoramente.
–Primeiro, você deveria aprender a dar cantadas. Segundo, eu não sou uma princesa. – O olho faiscante. – Mas mesmo assim, muito obrigada por me poupar de uma perna ou um braço quebrado. Tenha um bom dia.
–Não foi uma cantada, mas sim, tenho quase certeza que você é uma princesa. – Seu sorriso se alarga desafiadoramente. – Meu nome é Maxon Cross, a propósito.
Maxon? É um nome forte.
–Sou Phoebe Grey – falo. – Bom, eu tenho mesmo que ir. Foi conhece-lo, Sr. Cross. Obrigada por me salvar.
Não espero por sua resposta e puxo a Júlia para dentro do restaurante comigo. Ela desata a rir enquanto eu vou em direção a uma mesa nos fundos. Sento em um lado e ela no outro.
–Vocês estavam flertando! Você estava flertando, P? – Júlia passa os braços em volta da cintura.
–Eu não estava flertando – franzo a testa. – Você sabe como eu sou horrível nisso! Eu não saberia nem como fazer. – Bufo.
–Ele definitivamente estava – ela ri. – E quando foi que você ficou tão difícil? Você só dava patada, Phoe!
–Eu também não sei, e eu não estava dando patada!
–Uh, ele está sentado com o amigo dele em uma mesa perto da entrada – Júlia informa. – Eles estão olhando ao redor. Procurando alguém? Provável. Quem? Não sei, talvez você, ou nós.
–Podemos apenar comer? – Ri. – Eu estou faminta.
–E pelo jeito que ele estava te olhando, ele está faminto também – Júlia ri.
–Nós provavelmente nunca mais vamos nos encontrar, Jú – reviro os olhos.
–Porque você não quer, mas eu aposto que se você desse um sinal, ele viria correndo pegar o seu número e faria questão que vocês se encontrassem de novo – Jú fala empolgada.
–Por que você não cuida da sua vida amorosa? – Retruco.
–Se você se der bem com ele, talvez eu pegue o melhor amigo – ela sorri maliciosa. – Ele é lindo! Já viu aquela boca vermelha? E a bunda, meu Deus, a bunda, que vontade de apertar!
Um garçom se aproxima e nós fazemos os pedidos. Júlia continuou me falando cada movimento que o Maxon fazia na outra mesa e eu controlando minha vontade de trocar de lugar com ela só para vê-lo.
–Eles estão rindo de alguma coisa que o amigo falou. Droga, eles me viram olhando! – Ela fala.
–Eu vou ao banheiro, sua maluca. Pare de observar eles! Vão achar que você é louca – falo.
Me levanto da cadeira e atravesso o enorme restaurante até os banheiros. Eu não precisava realmente usá-lo, só precisava de uma distração para a descrição da Júlia para cada movimento que ele fazia. Por que ele me afeta assim? Tudo que eu sei sobre ele é que ele tem um par de olhos azuis perfeitos e mexe comigo de uma forma que ninguém faz. Nenhum cara tão bonito (perfeito) já chegou tão perto. Mal trocamos vinte palavras e New York é enorme demais, ontem e hoje, foi pura coincidência. Eu não preciso de um cara agora, apesar dele ser um cara muito, muito gostoso e lindo.
Afasto esses pensamentos da minha cabeça e saio do banheiro. Começo a volta para a mesa, mas paro no meio do restaurante quando vejo Maxon e seu amigo sentados com a Júlia. Aquela vadia! Maxon está sentado na cadeira ao meu lado e o amigo dele com a Júlia. Ela está conversando animada com os dois e quando seu olhar encontra o meu, ela sorri maliciosa. Suspiro e volto a caminhar até a mesa. Os olhos azuis dele se erguem e ele olha diretamente na minha direção. Minhas pernas quase fraquejam, mas eu respiro fundo e continuo seguindo seu olhar até chegar na mesa. Por que eu vim de salto, mesmo?
–Hey, Phoebe – Júlia fala. – Eu convidei os garotos para tomarem café com a gente. Nós estávamos sozinhas demais aqui.
–Ah, tudo bem! – Falo.
Me sento na cadeira vaga ao lado do Maxon e quase estremeço de novo ao sentir seu perfume. Droga, ele é perfeito demais para um homem só!
–Eu estava falando para os garotos que nós somos novas em New York e eles ele se ofereceram para nos dar um tour pela cidade. Não é legal? – Júlia me olha com o seu sorriso diabólico nos lábios.
–Ér... Muito legal da parte de vocês, mas não precisa! Tenho certeza que vocês tem coisas melhores para fazer – digo tentando me livrar deles.
–Ah, vai ser um prazer mostrar a cidade para vocês – O outro homem dá uma secada na Júlia e depois sorri para mim. – Sou Jason.
–Sou Phoebe – sorrio de volta.
–Então, quando vão querer começar o tour? – Maxon pergunta.
Olho para ele e o mesmo está com um sorriso malicioso.
–Hoje á noite seria ótimo. – Júlia fala.
–Nós temos aula amanhã, Ju – rebato.
–Não seria a primeira vez, Phoebe – ela retruca.
Bufo irritada.
–Estudam o quê? – Jason pergunta.
–Eu vou estudar Psiquiatria – Júlia toma um gole do seu chá gelado e sorri.
–Eu... Hum, vou estudar medicina, Pediatria – sorrio.
–Hum... Médica? – Maxon arqueia uma sobrancelha. – Gosto de médicas.
Semicerro os olhos e inclino a cabeça para o lado, o estudando. Não havia reparado ainda, mais ele está usando um terno aparentemente Armani, preto com uma gravata azul claro. E estava muito sexy!
–Também gosto de médicos, por isso eu vou ser uma – respondo.
Seu sorriso se alarga.
–E o que vocês fazem? – Júlia pergunta divertida.
–Estou no penúltimo ano de Fisioterapia – Jason fala.
–Eu me formo no final do semestre em Administração. – Maxon fala firme. – Trabalho na Crossfire, Indústrias Cross.
Eu já havia ouvido falar das Indústrias Cross. Meu pai havia feito negócios com ele há alguns meses. Acabou que meu pai e Gideon Cross haviam virado amigos.
–Você conhece Gideon Cross? – Pergunto e ouço Jason rir.
–Meu pai. Por quê? – Maxon arqueia uma sobrancelha arrogante e se inclina na minha direção.
–É um amigo do meu pai – falo sem ar. Sua aproximação me deixa nervosa.
–E quem é seu pai? – Ele pergunta.
–Christian Grey – digo.
Maxon analisa o nome e sei que o reconhece quando arregala os olhos e me olha.
–Você é a filha do Christian Grey? – Ele cerra os olhos.
–Eu mesma – digo.
Ele não diz nada, apenas toma um gole do seu café e sorri.
...
O dia com os meus pais havia sido ótimo. Teddy havia vindo também e a Júlia conseguiu disfarçar qualquer sentimento que sentisse por ele, já que ele havia vindo com a namorada ridícula. Ele era a o único da família que gostava dela e eu ainda me perguntava o porquê. Eu ainda estava me recuperando do café da manhã com o Maxon. Ele me provocou até a hora de ir embora e Júlia achava graça.
–Phoebe, você já tem roupa para ir? – Júlia entra no banheiro enquanto eu tomo banho e ela já está com cabelo e maquiagem prontos.
–Eu estou tomando banho, Júlia! – A olho indignada.
–Não é nada que eu não tenha, Phoebe – Júlia revira os olhos. – Eu tenho o vestido perfeito para você.
Desligo o chuveiro e me enrolo no roupão. Abro o box e o vapor inunda o banheiro, deixando as paredes de vidro com a vista para a noite de New York, úmidas.
–E que vestido seria...? – A olho desconfiada.
–Já volto! – Júlia sorri empolgada e sai correndo do banheiro.
Ri da empolgação dela e me olho no espelho. Solto meus cabelos presos no coque e começo a me arrumar. Sombra clara com bastante rímel e um batom vermelho fosco. Volto para o quarto e a Júlia está segurando um vestido preto sem alça, com as laterais de renda sem forro, que deixaria minha pele exposta através da renda. É lindo, mas curto demais.
–Eu não vou usar isso! Parece um pedaço de pano, Jú – faço careta.
–Vai ficar perfeito e você, Phoe! Com aquelas meias de seda 7/8, você vai ficar irresistível – ela retruca.
–Eu vou ficar parecendo uma vadia! – Balanço a cabeça.
–Você vai estar gostosa, Phoebe. Coloca, vai! – Júlia faz bico.
Eu bufo e pego o vestido da mão dela. Coloco uma lingerie, o par de meia calças de seda preta, subo nos meus Louboutin e me olho no espelho. Eu não iria me reconhecer se soubesse que era eu. Eu estou gostosa!
–Se eu fosse homem, eu te pegava – Júlia sorri.
Ela está com um vestido prateado de costas nuas e um salto alto vermelho.
–Você também não está nada mal, Juju – eu ri.
–Vamos logo encontrar com eles – ela ri e me puxa pela mão.
...
Saímos do táxi e paramos em frente ao lugar que o Jason falou. A boate Burn é enorme e alta. Júlia está dando pulinhos ao meu lado enquanto me puxa procurando Maxon e Jason. Mas eu sabia que eles estavam por perto. Eu sentia o Maxon antes de vê-lo.
–Ah, olha eles ali! – Júlia me arrasta até eles e eu tenho que olhar para o chão para não tropeçar nos meus próprios pés. – Hey, meninos.
–Olá – Jason fala. – Nossa, vocês estão... Nossa!
Eu finalmente olho para cima quando Júlia para e meus olhos encontram imediatamente os olhos do Maxon. Eu desejaria não ter olhado porque seus olhos estavam em chamas. Eu quase perco o fôlego.
–Vamos entrar? – Maxon pergunta, ainda olhando nos meus olhos.
–Logo! – Júlia se empolga.
...
Eu estava dançando desde que entramos, há duas horas. Júlia havia me abandonada para dançar com o Jason e eu não poderia continuar na mesa com o Maxon me olhando daquele jeito. Eu ficava quente o olhando e eu odeio isso, então eu estou dançando desde que cheguei aqui. As duas taças de Cosmopolitan que eu havia tomado provavelmente deveria ter me ajudado a me agitar. Um monte de homens indesejáveis havia tentando colocar as mãos em mim, mas eu havia afastado todos eles.
–Você está muito bonita hoje – uma voz sussurra no meu ouvido.
–Obrigada – consigo responder.
–Posso dançar com você? – Ele pergunta e me vira para encara-lo.
Maxon é alto. Muito alto. Ele deve ter pelo menos 20 centímetros a mais do que os meus um metro e cinquenta e sete. Meu rosto está no seu peito largo e duro. Eu ergo o rosto para encara-lo e ele está sorrindo.
–Vamos dançar, então – falo.
A música começa na batida agitada e sexy. Ele mantém os braços na minha cintura e me puxa contra o seu imponente corpo. Ele mantém o olhar no meu enquanto dançamos, suas mãos apertam minha cintura e eu sinto um fogo se acumulando dentro de mim. Maxon aproxima seu rosto do meu e seu nariz roça meu no meu pescoço. Eu fico tensa, mas não faço nenhum movimento para me soltar. Nem se eu quisesse eu poderia. Suas mãos sobem e roçam as laterais dos meus seio, mas voltam a descer para a minha cintura e ligeiramente nas minha coxas antes de voltar de novo pra cintura. Sua boca roça no meu pescoço e sobe até minha orelha, ele beija a ponta e depois seus lábios roçam meu queixo e levemente minha boca.
–E... Eu preciso ir ao banheiro – digo.
Eu me solto dele e saio correndo em direção a porta lateral da boate. Vou para a parte da frente da movimentada rua e aceno para um táxi. O carro para e eu entro correndo. Dou o endereço e envio uma mensagem para a Júlia avisando que eu já fui embora.
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