Notas iniciais
Heeey! Gente, eu ia postar na quarta, mas eu tive um problema de saúde e não consegui, desculpa. Leitores novos, bem-vindos, espero que gostem! Esse capítulo é só pra dar o gostinho do próximo, haha. Comentem! Beijos

Acordar não é fácil. Na verdade, dormir não foi fácil. Eu ainda estava com um fogo doloroso alojado no meio das minhas pernas e eu me recusava a ceder e deslizar meus dedos lá. Eu mal consegui dormir! Eu ficava lembrando das suas mãos deslizando em mim e seu cheiro, sua boca... Meu Deus, Phoebe Grey!

Jogo os lençóis para o lado e pulo para fora da cama. O relógio despertador ao meu lado diz que são nove da manhã. Minha primeira aula só começava as onze, então ainda tinha algum tempo. Me levanto e vou até o banheiro. Encho a banheira de água quente, coloco sais de banho, me dispo e entro. Observo a manhã de New York pelas paredes de vidro enquanto relaxo e sinto o efeito da água quente. Saio enrolada no roupão e vou para o closet escolher a roupa do dia. Coloco uma calça jeans escura, uma blusa branca de tecido fino, um cardigã preto e um par de botas de salto que batem no meu joelho.

Passo no quarto da Júlia para acorda-la, mas a cama está vazia e intocada. Suspiro. Pelo jeito ela voltou ontem à noite. Desço para a cozinha pronta para tomar café, mas lembro que ainda não fui ao mercado. Pego logo todas as minhas coisas e vou no Starbucks aqui de baixo.

...

Eu não sei o que eu estava pensando quando eu achei que se eu passasse na livraria antes de vir para a faculdade, depois que eu saísse do Starbucks, eu chegaria a tempo. Seguro a alça da minha mochila fortemente no meu ombro enquanto eu corro com um copo do Starbucks na mão. A minha primeira aula é a de Administração. Meu pai me fez pegar essa aula porque ele disse que me ajudaria no controle do meu futuro consultório. Meu celular começa a tocar no bolso da calça e com a mão livre, eu o tiro do bolso. É a Júlia.

–Onde você está? – Ela pergunta.

–Na faculdade. – Digo, ofegante. – Onde diabos está você?

–Eu estava com o Jason. Por que você está na faculdade?

–Porque eu tenho uma aula agora e estou atrasada para ela! – Começo a correr mais ainda quando vejo o prédio de Administração se esvaziando com todo mundo entrando. – Por que você não está aqui?

–Eu só tenho aula ás 14h – ela fala. – Para onde você foi ontem à noite?

–Jú, eu não posso falar agora. Nos vemos a noite, beijos – desligo a ligação.

Apresso o passo e finalmente chego dentro da sala. Suspiro aliviada ao ver que o professor ainda não chegou e procuro um lugar vazio na enorme sala. Desço alguns degraus e sento em uma cadeira no meio. A sala me lembrava uma sala de cinema. Levanto a mesa de apoio e coloco o meu notebook e o copo do meu Latte em cima dela.

–O que uma garota de Medicina, faz em Administração? – Uma voz rouca e masculina fala ao meu lado.

Eu gelo na mesma hora. Eu reconheço essa maldita voz. Eu não o tinha notado ali quando me sentei. Droga!

–Meu pai sugeriu que eu fizesse ao menos uma aula de Administração, porque iria me ajudar futuramente – digo, olhando diretamente para tela no meu MacBook se iniciando.

–Ele tem razão. – Maxon fala.

Sinto seu olhar em mim, mas não o olho de volta. Argh!

–Ele geralmente tem – retruco.

–Por que você fugiu ontem à noite? – Ele pergunta.

Não consigo resistir e olho para ele. Maxon está com uma camisa branca de botões, assim como eu, um notebook apoiado na sua mesa de apoio e seu cabelo em um topete meio bagunçado ainda úmido do banho. A ideia dele tomando banho me alegra. Maxon nu e molhado. Meu Deus, Phoebe!

–Eu precisava ir para casa – digo e tomo um gole do café.

–Precisava? – Ele arqueia uma sobrancelha. – Ou você só ficou excitada demais para se controlar e se impedir de ir comigo para casa?

Eu arregalo os olhos e me engasgo com o meu café.

–Você é ridículo – falo indignada.

–Bom, não acho que me xingar vai te ajudar a diminuir o seu tesão por mim – ele sorri malicioso.

Mas para minha sorte – ou sorte dele – o professor aparece lá embaixo. Se o professor não tivesse chegado, eu trocaria de lugar, mas agora eu tinha que passar 50 minutos me controlando perto do Maxon. O que ele tinha lindo e gostoso, ele tinha e idiota e convencido.

–Bom dia. Sou o professor Tate Brown, seu professor de Administração Financeira. Novo semestre, novos parceiros. Para os novatos nessa aula, saibam que o ano letivo inteiro, vocês terão um parceiro para trabalhos, estudos e afins. Ano passado a seleção foi feita por sobrenomes. Nossas filas são de 20 lugares e o seu parceiro vai ser a pessoa do seu lado esquerdo.

–Só pode ser brincadeira! – Resmungo de olhos arregalados.

Olho para o Maxon e ele está com um sorriso divertido no rosto. Me dá vontade de bate-lo para tirar aquele sorriso dele... E em seguida beija-lo.

Um ano letivo inteiro, sendo parceira de Administração com ele. Eu estou ferrada!

...

Eu saio da biblioteca da faculdade ás 19h. Depois do que eu vi na minha aula de Biologia e Anatomia I, eu me enfiei na biblioteca desde as 15h. Júlia havia mandado uma sms dizendo que chegaria muito tarde, porque iria sair com o Jason depois da faculdade. A noite está chuvosa e fria. Meu carro ainda não havia chegado em NY e se eu não quiser ficar encharcada e molhar todos os meus livros novos, eu tenho que correr. Mas a chuva começa a cair antes mesmo que eu consiga sair do campus.

–Só podem estar de brincadeira comigo hoje, né? – Choramingo.

Corro pela grama verde até chegar a calçada lotada de estudantes chamando por táxis para irem embora. A minha visão começa a embaçar com a chuva, enquanto eu tento proteger meus livros e acenar para algum táxi. Eu estou ficando encharcada, minha blusa branca e fina já transparente e grudada na minha pele, deixando visível meu sutiã vermelho.

Um Range Rover Evoque preto reluzente com janelas totalmente prestas para bruscamente ao meu lado e eu cambaleio para trás, assustada. A janela se abaixa e um Maxon perfeito aparece ao volante.

–Entra – ele grita.

–Não precisa. Eu já vou pegar o táxi – falo.

É idiota da minha parte recusar uma carona nessa situação, mas... Ele é ele. Eu não gosto de perder o controle sobre mim e ele faz exatamente isso comigo.

–Entra logo! Você tá encharcada, vai acabar doente. Não é hora para fazer ceninha, Phoebe – ele rosna. – Você não vai conseguir um táxi agora.

–Eu vou molhar seu carro inteiro – digo.

–Foda-se meu carro, eu tenho outros, agora entra! – Ele suspira irritado.

Mordo o lábio, agarro os livros com força e entro na porta aberta. O seu carro está com o aquecedor ligado e tem seu cheiro. Uma mistura perfeita para mim que estou morrendo de frio e adoro o seu cheiro.

–O que você ainda estava fazendo aqui? – Pergunto.

–Eu terminei minhas aulas ás 16h, mas tive que voltar para resolver uma coisa – ele fala. – Minhas outras aulas não foram tão interessantes como a primeira. Você não estava lá para me entreter.

Eu havia sentindo seu olhar em mim a aula toda. Ele ficava me olhando e rabiscando coisas em uma folha de papel. Foi bastante difícil me manter concentrada na aula quando eu sentia o calor do seu olhar em cima de mim.

–Hum – digo.

Ele mexe em um botão no painel e a música Demons do Imagine Dragons começa a tocar. Meus dedos involuntariamente começam a batucar na janela do carro enquanto eu olha as ruas passarem.

–Para onde você vai? – Ele pergunta.

–Madison Avenue – digo.

–O que você estava fazendo no campus a essa hora? – Ele pergunta.

–Eu estava estudando – suspiro. – Anatomia I e Biologia, foram o suficiente pra me assustar. Passei a tarde enfiada na biblioteca. Só vi que estava tarde quando falaram que estava fechando. Eu preciso de um banho quente e comida.

–Eu posso resolver os dois problemas para você. Você passa na sua casa, toma banho e depois eu te levo para jantar – ele me olha de soslaio.

–O quê? Jantar? – Arregalo os olhos.

–É, jantar. Uma refeição na parte da noite, pode ser feita em casa, em um restaurante ou qualquer coisa do tipo – ele fala divertido. – Você quer comida. Eu também quero. Eu gosto da sua presença e você ainda não fugiu como você sempre faz.

–Eu sei o que é um jantar – resmungo.

–E então? – Maxon insiste.

–Humm... Okay – digo.

A resposta sai da minha boca antes que possa ao menos pensar. Oh, Deus! Eu vou em um encontro com ele? Isso é um encontro? Por que eu estou parecendo uma pré-adolescente no seu primeiro encontro? Eu não fiquei tão nervosa no meu primeiro encontro. Por que eu ainda estou pensando nisso?

–Meu prédio é ali – aponto para o enorme edifício de vidro meio borrado pela chuva.

Ele entra no estacionamento subterrâneo e para em uma vaga perto do elevador. Nós saímos do carro e vamos até o elevador que já está lá embaixo. Entro no elevador e ele vem logo atrás de mim. Aperto o botão da cobertura e quando as portas se fecham, aperto minha mochila cheia de livros contra meu peito. Sinto o olhar do Maxon em cima de mim novamente. Ele não é sutil, ele quer que eu veja.

–Por que você está me olhando? – Pergunto, olhando para o chão.

–Gosto de olhar para coisas bonitas – ele diz simplesmente.

Meu estômago se revira em resposta a suas palavras e eu agradeço a Deus quando o elevador para no meu andar. Corro para fora e sou seguida pelo Maxon. Me atrapalho pegando as chaves na minha bolsa, mas consigo e abro a porta do hall.

–Pode entrar – digo.

Maxon dá aquele olhar sexy ‘abaixa calcinhas’para mim e entra no meu apartamento. Me controlo para não soltar um suspiro. Entro logo atrás dele e fecho a porta. Jogo minha mochila na poltrona da sala e olho para o Maxon.

–Pode sentar, assistir TV... Sinta-se em casa. Eu vou... Hum, eu vou lá em cima me arrumar. – Digo meio nervosa.

–Okay, Phoebe – Maxon sorri.

Subo correndo para o meu quarto e vou logo tirando a roupa molhada. Apesar do aquecedor no carro, eu estou congelando! Entro no chuveiro quente, lavo o cabelo e gasto a metade do meu óleo de banho de cereja. Enrolo uma toalha na cabeça e coloco um roupão. Vou até o closet e começo a procurar uma roupa. Escolho um vestido vermelho sem alças, um palmo acima do joelho, marcado na cintura e bem apertado nos seios já que não dá para usar sutiã, solto na saia e um decote super cavado nas costas. Coloco um salto peep toe preto e seco o meu cabelo. Passo um gloss de cereja, pego uma bolsa de mão pequena, me olho no espelho mais uma vez e desço as escadas até a sala.

Maxon está em pé em frente as paredes de vidro observando a chuva. Suas mãos estão enfiadas nos bolsos das calças e o paletó que ele está vestindo, abraça perfeitamente seus ombros largos e sua bunda cheia.

–Oi – eu digo.

Maxon se vira para mim e arregala levemente os olhos. Sinto meu rosto corar, quando os seus olhos azuis percorrem todo o meu corpo. Ele já me olhou assim antes. Nós temos que ir! Ele me olhando assim em um lugar público, eu posso lidar, mas não quando estamos sozinhos no meu apartamento.

–Podemos ir? – Ele pergunta.

–Sim – sorrio.

Maxon vem em minha direção e vamos até a porta. Depois de fechar a porta, ele apoia uma mão nas minhas costas nua e me guia até o elevador. O seu toque manda chamas através do meu corpo e eu mordo o lábio.

Nós entramos no elevador e este, está cheio de gente, para minha sorte, ou não, já que Maxon está de frente para mim, muito, muito perto. Suas mãos fazem círculos preguiçosos na parte exposta da minha pele nas costas e seus olhos nunca deixam os meus. O elevador para pra deixar algumas pessoas em um andar e o elevador se esvazia, mas ele não me solta.

–Nós vamos terminar o que começamos ontem, baby, mas não agora. – ele sussurra no meu ouvido e seu hálito quente bate no meu pescoço, fazendo eu me arrepiar inteira.

Vai ser um jantar muito difícil!

Notas finais
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