POV EMMA

– Porque mandou sua mae embora Emma?

– Viu as horas? Está tarde Regina, e precisamos dar um jeito em você. Toda vez que sai é assim?

– Quase todas, mas alguém sempre me tras.

– Ótimo, na próxima te deixo onde estiver. – Falei andando em direção a casa dela, lembrava do caminho até seu quarto.

– Me espera. – Regina disse, ela passou de doida bêbada a carente, respirei fundo e parei a esperando.

Não falamos mais nada, subir as escadas foi uma pequena luta, ela bateu em algumas coisas e cansei de pedir que não fizesse barulho. Quando chegamos no quarto, notei que havia um pijama sobre sua cama, dobradinho, acho eu já preveem que ela sempre volta ruim.

A puxei até o banheiro, coloquei a roupa e a toalha lá e a deixei tomar banho, GELADO.

– Você é ruim! – Ela disse saindo do banheiro passado alguns minutos.

– Tão ruim que estou no seu quarto pela segunda vez cuidando de você. — Falei. Parei pra pensar nisso, porque mesmo eu estava cuidando de Regina?

– Da próxima vez pode ser você a me trazer de novo. – Ela disse se sentando na cama e se enrolando no edredrom.

– Vamos conversar. – Falei séria e ela assentiu. – Eu não tenho escolha, então estou confiando em você. Não conte a ninguém o que sabe.

– Emma ninguém vai falar nada! – Ela disse me olhando indignada, mas ela não entende.

– Quem garante? Você já parou pra pensar que nem todo mundo é exatamente o que demonstra ser quando está com você?

– Você chegou na escola linda e loira e também não é o que parece. – Regina disse dando de ombros.

– Não sou o que? Mulher? – Emma me sentindo ofendida com o que ela. – Não dá pra ter uma conversa com você cara, eu odeio gente assim. Vou embora. – Falei saindo do quarto, minha boa vontade desceu por água abaixo. Não olhei pra tras nem nada.

Desci num vulto.

– Emma pelo amor de Deus, para!- Regina disse antes que eu pudesse abrir a porta.

– Não! Eu já ouvi pessoas me dizendo que não sou mulher Regina, isso dói! – Falei sentindo meus olhos marejarem me lembrando de tudo.

– Eu me expressei mal, desculpa.. – Ela disse pegando minha mão.

– Eu não preciso disso Regina, não preciso passar por tudo aquilo de novo.

– Voê não vai. Olha aqui, desculpa. – Ela disse e pude ver um quase desespero.

– Não tem nem um mês que você entrou na minha vida e a única coisa que me deixa totalmente confusa é isso. O que você quer?

– Eu não sei. – Ela respondeu e pude ver uma sinceridade em seu olhar.

– Ok. Amanha é cada uma por si. Preciso de um quarto.

– Não vai ficar no meu? – Ela perguntou e arqueei a sobrancelha.

– Não!

Ela me levou ao quarto que era ao lado dela, dei boa noite e fechei a porta. Sempre tive muita facilidade em lidar com pessoas, mas Regina é, louca(? Ou quase isso. Ela não deixa transparecer ao certo o que ela quer e isso me incomoda. Ela se mostra durona na escola, mas está bem longe disso, com certeza está.

Deitei, mandei mensagem avisando minha mae que iria embora bem cedo e fechei os olhos. Acredito ter dormido dez minutos e escutei a porta abrir, meu sono é extremamente leve.

– Regina? – Falei a vendo na porta. – Vai dormir, Regina..

– Falei sentando na cama, não tive muito tempo para pensar ela fechou a porta e fez “xiiiii” com a boca, sentou na cama e me beijou. Colocou as duas mãos em meu rosto tocando meus lábios de maneira nada tímida.

– Não. – Falei soltando sua boca.

– Para de resistir. – Ela com a boca quase colada a minha.

– Acho que você fica comigo por curiosidade e não da.

– Isso não é curiosidade! – Ela disse tomando meus lábios novamente.

Deixei de resitir e desci na cama deitando com ela sobre mim. Nossas línguas tinham uma sintonia ótima, cpassei minha mão por seu corpo e pude sentir suas curvas muito bem formadas. Tudo em mim desejou Regina, as mãos delas estavam entre mus cabelos apertando de maneira gostosa. Passei minha mão por baixo de sua blusa, passeando em suas costas.

– Você é doente. – Falei quando ela soltou meus lábios e permaneceu como estava.

– Não gosto de passar vontade. — Falou roçando os lábios nos meus. — agora você não foge..

– Voce sempre faz sexo com estranhos? — Perguntei tirando o cabelo dela que estava caindo em meu rosto.

– Você não é estranha e quem disse que vou fazer sexo com você?

– Seu corpo. — Falei descendo minhas mãos até o meio de suas pernas dando um leve aperto. Ela soltou um gemido. — Mas na verdade não vamos mesmo fazer sexo. Não gosto de coisas assim..

– Assim? — Ela disse saindo de cima se mim e sentando na cama.

– É, sem sentido, sabe?

– Você disse que tem um rolo. E tem sentido? — Ela disse impaciente, fiquei sem entender.

– Tem!

– Ok. — Ela respondeu seca.

–Qual seu problema? Se eu te conhecesse diria que está com ciúmes.

– Mas não conhece. Boa noite. — Falou saindo do quarto.

– Tchau Regina.. — Falei me virando de lado.

Entender exatamente o que houve ali é impossível, nós criamos uma barreira ou criamos outra? Sinceramente não sei. Dormi muito bem e acordei cedinho.

– Obrigada por ter cuidado dela, normalmente trazem ela e a deixam no portão. — Henry disse quando me viu descer.

– Não precisa agradecer, desculpa se acordamos o Senhor de madrugada.

– Desculpa aceita. Venha jantar conosco quando puder. — Assenti e sai.

Minha mãe estava me esperando lá fora, entrei e ela ficou me olhando com aquele ar curioso.

– A noite foi boa? — Ela perguntou em duplo sentido.

– Eu só dormi mãe! — Falei mostrando a língua.

– Dormiu, sei.

– Aliás, vou dormir mais quando chegar em casa. Se alguém perguntar por mim, diz que fui pra Marte.

Chegamos em casa e foi exatamente isso que fiz. Apaguei em minha cama com minhas pelúcias e meu edredom quentinho. Só fui acordar bem depois da hora do almoço, porque meu celular estava apitando com notificação.

Era Killian, tinha mensagem dele desde o dia anterior. As coisas começaram a fixar embaralhadas em minha cabeça. Killian, Regina e tudo mais.