Ninguém é o que parece
3 Capítulo 3
POV EMMA
SWAN APAGA ISSO
QUANDO TIRAMOS ISSO?
JURO QUE TE MATO SE COLOCAR ESSA FOTO EM ALGUM LUGAR
Bom, acordei animada e logo cedo gargalhando, imagino a cara de interrogação dela vendo a foto. Pelo visto ela realmente não se lembrava de nada, graça a Deus. Tomei banho, arrumei meu cabelo, ele era uma das coisas que mais gostava em mim, enormes e loiros. Desci e encontrei minha mãe enfiada no notebook na sala.
– Que vicio! — Falei jogando uma almofada nela.
– Bom dia pra você também! Deixa sua câmera comigo pra eu salvar as fotos Emma.
– Está no criado mudo, não apaga as minhas com Regina, ok? — Falei pegando uma maça e minha mochila. — Tchau momy. — Falei mandando beijo.
Fui para o colégio caminhando e ouvindo musica. Sou fã de musica eletrônica e rock, ando por ai fazendo gestos com as mãos, como se estivesse tocando bateria.
– E ai novata? — Um garoto falou encostando ao meu lado, olhei bem para ele para lembrar quem era. Ele andava com Regina.
– E ai. — Respondi.
– Sou August, prazer. A gente. — Ele disse apontando para o grupo, que estava sem Regina no momento. — Gostou de você, vamos lá, todo mundo quer fazer amizade com você.
– Depois não se arrependam disso. — Falei brincando.
– Ruby, Ariel, Aurora, Robin, Liam, essa é a Emma. Emma, esse é o pessoal. — Ele disse. — E essa é a Regina, você já deve conhecer. — Ela estava chegando.
– Prazer gente. — Falei quase ignorando a presença de Regina que me fuzilava.
Sentei e comecei a conversar com eles, me dei muito bem com Ruby e August, que agora era Gus. Aos poucos eles foram se dissipando até ficar eu, Ruby e Regina.
– Vou pra sala. — Falei me levantando.
– Espera, vou junto. — Regina disse colando do meu lado. — Já apagou aquela foto?
– Não e tem mais. — Falei dando de ombros. — E você quem pediu pra tirar, acredita?
– Nunca faria isso! — Rebateu.
– Bêbada você pode fazer qualquer coisa, querida. — Falei entrando na sala, pude ouvi-la bufar.
A aula seria de história e eu realmente odeio essa matéria, bem como odiei a professora, o nome dela é Guinne e ela parece àquelas pessoas moles, que não passam confiança. Fiquei o tempo inteiro mexendo no celular, totalmente dispersa. A hora voou e fomos para a aula de português.
– Se mexer no celular nessa aula, provavelmente vai terminar sem ele. — Ruby disse me alertando.
Entramos, como podem notar nós mudávamos de sala, e em cada sala eu sentava em um lugar, mas sempre no fundo.
– Vamos fazer um debate hoje. — A professora disse, essa se chama Zelena.
Colocamos as carteiras em forma de circulo, de cara o assunto me interessou, falaríamos sobre preconceito.
– Alguém se manifesta? — Perguntou querendo dar inicio.
– Acho que deveria saber se alguém tem algum preconceito aqui né? — Gus falou e todos negaram. — Ótimo, então eu começo. As pessoas são idiotas, repugno qualquer uma que tenha preconceito. — Ele disse.
– Acho que depende do ponto de vista, eu, por exemplo, tenho preconceito com pessoas que ouvem funk. — Regina disse.
– Na verdade não é preconceito, você não gosta da música, mas poderia falar com a pessoa normalmente. — Falei a olhando. — Agora pensa em um gay, muitas pessoas simplesmente não falam com eles, só porque eles beijam outros homens, como se alterasse alguma coisa.
– Me coloco no lugar de um pai e uma mãe, não deve ser fácil. — Ruby disse.
– De fato, mas pais podem ter preconceitos com os demais, mas com seus filhos é uma questão bem maior, vai de aceitação, respeito, pra uma pessoa que realmente não vai ser o que eles querem. — Falei.
– Uma coisa que eu não entendo, transexual que fica com mulher. Porque na minha cabeça, se você é homem e quer ser uma mulher, porque ainda fica com mulheres? — Regina disse e fiquei indignada.
– É a mesma coisa que uma mulher ficando com outra! — Falei. — É uma mulher como as demais. Sério, esse é o problema do mundo, as pessoas pensam pequeno. — Falei me recusando a olhá-la.
– Ainda sim é complicado. É uma mulher com um pênis. — Ela disse e eu realmente pensei em voar no pescoço.
– É um humano Regina! Vai dizer que se você se sentisse atraída por uma mulher e na hora H descobrisse que ela é trans, você recuaria?
– Eu não sei.
– Engana trouxa querida. Seu próprio corpo reagiria por si só garota.
– Ok, gente. Façam uma redação sobre isso e me entreguem. — A professora disse quando viu Regina ficar sem ter o que falar.
Fiz a redação e entreguei saindo da sala, estava realmente nervosa. Por algum tempo achei que fosse gostar de Regina, mas não.
Sentei na quadra, coloquei os fones e ouvi musica até o sinal bater indicando a hora do intervalo.
– Você e Regina faltam soltar faíscas! — Bell disse sentando do meu lado.
– Ela caiu no meu conceito. — Falei dando de ombros.
– Eu disse que ela é esnobe.
– Não, ela é ignorante.
Fui à cantina comprar um doce e esbarrei com quem?
– Você é brava, já falei isso? — Regina disse andando ao meu lado.
– Já. — Respondi seca.
– Porque está tão nervosa?
– Não importa, da licença. — Falei deixando ela pra trás.
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