Nightingale.

30 You bring out my dark side.


Notas iniciais
EU TO TAO FELIZ QUE AMANHA É NATAL QUE EU TO TIPO FUCK IT ALL THEY NEED IT E eu sei que vcs precisam disso pq amanha é HOT HOT HOT YEAH HOT SCENES HOT THINGS HAPPENED EHOJE TEM HOT TAMBEM SLDSÇKDSDKS GENTE É MEU TERCEIRO CAPITULO PREFERIDO POR MOTIVOS DE RACHAS E PERCABETH NA VEIA SO ÇDLSKDÇSLDKSÇK Só pra dizer que vai ter hot na praia então morram aí rapidinho por favor licença obrigada Ok, enjoy it!! P.S: leiam a fanfic da Poli linda minha esposa maravilhosa cozinheira, eu comecei a ler hoje e eu to tipo gamada mas ela nao sabe disso entao ok http://fanfiction.com.br/historia/427577/Summertime_Sadness/capitulo/1/

"Your mind, your hands, your voice, the way you make me yours, the sexy kind of swag, the best I've ever had"

Rachas era o lugar onde todos os caras que pagavam de fodões se encontravam, onde garotos queriam encontrar drogas ou vadias queriam se divertir.

Eu não entendia o porquê de nós estarmos ali e onde nós nos encaixávamos.

Quero dizer, nenhum de nós se drogava, ok. Ninguém tinha nada para se pagar de fodão. E eu, definitivamente, não queria ser uma vadia. De novo.

Mesmo assim, estávamos sentados em cima de uma picape velha com Coca ao nosso redor, rindo de alguma besteira que algum carinha tinha falado.

– Não, calma... – Thalia tossiu e agarrou a garganta com os dedos – Então, quer dizer, que você realmente quase caiu daquela falésia?

Parecíamos um bando de bêbados pela Coca-Cola rindo de qualquer merda. Percy pulou, ficando do meu lado com um braço ao redor de meus ombros, enquanto eu me encostava em seu peito e dividia minha garrafa com ele.

Olhei ao redor, avaliando nossa situação. Éramos amigos, curtindo nossas férias em Los Angeles, aproveitando tudo que tínhamos de melhor.

Dois carros passaram pela estrada asfaltada em nossa frente, fazendo todos olhares se voltarem à eles até que chegassem a uma faixa branca, ambos grudados. Na verdade, não sei dizer quem venceu, mas o carro vermelho saiu buzinando e então, o motorista pulou com um sorriso no rosto e mãos para cima.

Provavelmente, teria sido ele.

– Estou a fim de dirigir. – Percy disse, esfregando uma mão na outra

– Vai? – Luke arqueou uma sobrancelha

– De novo? – Nico revirou os olhos

– Vai, eu aposto cem dólares no Percy. – Thalia gritou com um sorriso

– Luke, eu confio em você, cara! – Ethan riu, empurrando seu ombro

O carinha que estava conosco riu e balançou a cabeça, como se negasse nosso comportamento.

– E ai, gata, vai pra quem? – o moreno sussurrou em meu ouvido, beijando meu pescoço

– Percy, aposto em você, mate*. – Nico sorriu, levantando cinquenta dólares de seu bolso

– Annabeth, não se deixe levar. Thalia, você é uma traidora. – Luke resmungou, pulando da picape – Vamos, fracassado. Vai ser legal te vencer de novo. – zombou

– Vai ser legal ver você pedindo revanche.

Percy pulou também, seguindo o mesmo cara que estava conosco. Eles pareciam brigar enquanto chegavam ao ponto de início da corrida.

– Não sou obrigada a ver isso. – reclamei, dando goles consecutivos em minha bebida

– Você não é obrigada a ver nada, ei, não, colocaram o Percy no pior carro! – Nico resmungou

– Eu aposto no Luke. – confirmei

– Aí, Annabeth, dá pra parar de ser do contra? – Thalia levantou-se, ficando em pé em cimas de suas botas degastadas enquanto eu repetia seu movimento

– Eu não sou do contra, mas aquele carro não parece tão bom. – comentei

Percy assentiu, parecendo ouvir atentamente o que o cara lhe dizia enquanto lhe entregava a chave do carro. Luke parecia mais confiante com uma mão na nuca e um sorriso sedutor para a mulher de short curto que trazia uma bandeira branca e andava com aqueles saltos absurdamente altos para longe da linha de saída. Por fim, ambos foram colocados em seus carros com sorrisos e ficaram na linha verde pintada no asfalto, ambos os carros sem nenhum ruído.

Na verdade, eu não tinha a mínima ideia de como era o carro de cada um. Tinha certeza que o de Luke era uma Ferrari prateada, mas não conseguia ver a marca do moreno.

O homem levantou uma arma para cima e atirou, então apenas vi um borrão das cores.

Luke estava na frente, buzinava a todo momento enquanto tentava fazer manobras arriscadas e não interessado em chegar em primeiro lugar.

O carro de Percy não parecia tão potente, mas mesmo assim era difícil se concentrar enquanto eles estavam na maior velocidade possível.

– Droga, vou perder cem dólares. – Thalia resmungou

– Pra quem, pra quem? – Ethan comemorou com um sorriso vitorioso, pulando em cima da picape

– Ai, vem cá, me abraça, somos demais! – pulei em cima do ruivo enquanto comemorávamos na frente do casal com tédio

Encarei novamente a pista retilínea e pude ver Luke ajeitar o carro para finalmente vencer e então, o carro verde pareceu acionar um turbo que o direcionou a poucos centímetros de distância do carro prata... E o verde ganhou com um balançar da bandeira branca.

– O quê?!

– Pra quem, pra quem? – Thalia rebolava enquanto erguia sua Coca no ar, sorriso – Eu sei que o Percy é lesado, mas não ao ponto de perder.

– Isso ai, quem perdeu? Ah, eu não ouvi... – Nico comemorou

– Idiotas. – reclamei

– Que tipo de pessoa aposta em uma racha? Só um casalzinho mesmo. – Ethan disse e sentou-se na picape – Não é, loirinha?

– Claro. – sentei ao seu lado, emburrada

Ao longe, pude ver Percy ganhando alguma coisa daquela prostituta e Luke emburrado vindo em nossa direção.

– Annie, banheiro? – Thalia apontou com o queixo para o bar ao lado de onde estávamos

– Melhor do que suportar Luke. Vamos. – segurei sua mão e a puxei para aquele lugar

Quando se vai para uma racha, não tem muita necessidade de entrar no bar já que todos ficam fora vendo os carros correrem. Entretanto, esse bar era enorme e estava lotado. Luzes piscavam e doeu minha visão assim que chegamos, garçons passavam com bandejas cheias de copos vazios, tentando equilibrar-se no meio da multidão e a batida da música – que não era ouvida do lado de fora – era viciante e ensurdecedora. Algo que provavelmente seria Justin Timberlake tocava e os homens vestidos, na verdade, com jeans e correntes de prata com o tórax cobertos por tatuagens sem sentidos ao meu ver junto com mulheres praticamente nuas mexiam seu corpo, atrapalhando a passagem com minha prima.

Eu podia me lembrar vagamente do surto que tive. A boate me era familiar, a música e as pessoas dançantes, entretanto me foquei nas luzes coloridas que embaralhavam minha visão. Eu não podia ter um surto no meio de uma boate, com uma racha ocorrendo lá fora cheia de traficantes.

– Onde é?! – gritei, segurando seu braço, com medo de perder-me naquela multidão e esperando que se eu falasse bastante, a vontade de me perder em minha própria mente passaria.

Thalia apontou com o queixo para o outro lado da boate, mas eu nem tinha ideia como poderia chegar até lá.

Depois do que pareceu um milênio empurrando corpos bêbados o suficiente para nem se darem conta que quase os esmurrávamos, chegamos ao que pareceu uma fila de mulheres bêbadas e seminuas esperando sua hora para adentrar o banheiro.

Fiz uma careta.

– Isso é o banheiro? – resmunguei

– É. – minha prima torceu a boca e revirou os olhos – Deve ter um melhor lá em cima.

– Thals, não somos VIP.

– Nada que seu decote e o meu decote não façam por uma entrada no banheiro.

– Thalia, podemos esperar muito bem aqui em baixo.

No mesmo momento uma menina atrás de nós nos empurrou, andando poucos passos e vomitando tudo que tinha dentro do corpo.

– Acha mesmo?

– Meu decote está ótimo.

Minha prima riu e me puxou para a escada um pouco longe do toalete.

Abaixei minha blusa preta contra meu short rasgado e pulamos os degraus chegando até um segurança alegre com fones de ouvido.

– Ei, moço, podemos usar o banheiro? – passei a mão pelo cabelo com um sorriso

– É rapidinho! Por favor, estamos muito apertadas.

– Eu posso cuidar disso... – o segurança disse com um sorriso nojento

– Bem, só precisamos de um minutinho no banheiro...

– Aqui em cima tem quartos, não é? – Thalia lançou um olhar sedutor e passou a mão pelas pernas, abanando-se logo em seguida

O segurança assentiu, meio desnorteado para onde deveria olhar.

– Pode separar o nosso. – pisquei – Se nos deixar ir ao banheiro, claro.

Rapidamente, ele abriu a curta faixa amarela que nos impedia de atravessar. Passei primeiro e ouvi sua mão estalar contra a bunda de minha prima, não sabia se ficava chocada ou se ria de sua cara surpresa.

– Nos vemos depois, gatas.

Sorri e corremos – o máximo que poderíamos – para chegar ao banheiro.

O primeiro fato é que estávamos perdidas.

Fomos para o corredor da direita, mas depois tivemos que voltar para o da esquerda, nos escondendo pelos sofás lotados para que o segurança não nos visse. E finalmente, chegamos ao banheiro de alta classe.

As mulheres, que eu tinha certeza que eram prostitutas, usavam um vestido menor que tudo e um salto que eu nunca ousaria usar.

Pouco empurra-empurra e conseguimos entrar no banheiro. Um misto de rosa e preto com espelhos enormes e cabines grandes.

Esperei Thalia por uns quinze minutos até que ela lavasse as mãos.

– Temos que sair daqui sem que aquele cara nos veja. – disse, passando a mão pelos cachos do meu cabelo, fazendo uma careta

– Ele é tarado.

– Claro, depois de você ter feito aquilo com o coitado, qualquer um ficaria tarado.

Ela me lançou um olhar raivoso e revirou os olhos. Segurou o braço de uma mulher ao nosso lado, dando um sorriso grande e forçado.

– Onde é a saída de emergência, sabe dizer?

A mulher de olhos castanhos e cabelo loiro oxigenado nos olhou com pouco interesse enquanto enchia seus cílios de uma máscara esverdeada e guardava rapidamente, com medo de que fossemos pedir emprestado, talvez.

– No final do primeiro corredor à direita. Não entrem nas outras portas.

Não perguntamos o porquê, só queríamos sair dali o mais rápido possível.

As pessoas ainda se mexiam no andar superior, porém como o corredor deveria ser dos quartos, poucas pessoas transitavam enquanto passávamos. A última parte de frente para nós fora aberta por minha prima e uma extensa escadaria se ergueu para nós.

– Sinto quando fazíamos treino em Hampshire. – encarei os degraus com certo nojo – Vamos sair suadas, com o cabelo bagunçado e nada sexy. – resmunguei

– Ou você prefere ir para cama com aquele cara.

Fiz uma careta.

– Ah, é, nem eu, priminha.

Bufei e fechei a porta atrás de mim.

Aquele cômodo, se é que poderíamos chamar assim, estava infectado com cheiro de mofo, o que me fazia espirrar toda hora, e muito escuro, talvez a luz dos postes das ruas de fora iluminassem pela pequena fresta da janela. Minutos se passaram até que chegamos o que seria um pouco abaixo do ponto médio e me apoiei na parede oleosa e nojenta.

– Eu preciso descansar. Preciso de água.

Thalia encarou a porta a nossa frente e segui seu olhar. Estava escrito cozinha com letras maiúsculas e só de pensar que ali teria algo para beber, cambaleei até lá abrindo com as mãos espalmadas na porta cheia de poeira.

Provavelmente, ninguém entrava por aquela entrada há muito tempo. Foi preciso o resto das minhas forças para que aquela porta de ferro cheia de ferrugem abrisse com um ruído sinistro e nos deparássemos com uma cozinha meio abandonada em ótimos termos de limpeza.

– Parece que estamos em um filme de terror. – Thalia comentou ao meu lado

– E a culpa é totalmente sua por querer ter ido ao banheiro. Não poderia ter ficado lá embaixo?

– Eu não ia adivinhar que o segurança era um tarado por novinhas e bateu na minha bunda, então estamos quites.

– Não estamos quites. – quase gritei e abaixei meu tom de voz ao perceber que havia outra conversa paralela a nossa

– A mulher disse para não entrarmos em nenhuma das portas, e cá estamos. Não tem medo de morrer?

– Sinceramente? – resmunguei enquanto arrastava meus pés pela cozinha limpa — Não.

Peguei um dos copos bem limpos em cima de uma pia e o enchi com água da geladeira ao lado. Uma geladeira bem generosa, na verdade.

A conversa pareceu mais alta e ninguém pareceu notar que ainda estávamos ali, fazendo barulho e conversando normalmente.

Comecei a seguir o som da conversa, achando que se fossemos sair por ali, talvez, fosse mais rápido do que descer todas aquelas escadas.

Thalia estava ao meu lado, provavelmente, entendendo o que eu estava fazendo. Encontrei uma fresta de uma porta de ferro também que dava uma visão engraçada para dois homens com roupas sociais amarrotadas, fones de ouvido expostos (do tipo que usamos quando fomos aquela festa dos senadores) e enormes caixas espalhadas pelo local.

Um deles falava ao telefone enquanto o segundo contava o dinheiro em cima de uma mesa de plástico.

Muito dinheiro.

Encarei Thalia ao meu lado com os olhos arregalados e ela levou o indicador a boca, pedindo por silêncio.

– Os pacotes já estão aqui, senhor... O quê? Sim, o carregamento chegaria na próxima semana, mas... Não, senhor, mas... Era muito pó, eu achei que... Sim, senhor, sim, senhor. Tudo bem.

– O que aconteceu? – o segundo de cabelos castanhos perguntou, equilibrando o cigarro entre os lábios

– Temos que nos livrar do carregamento. Esse era para enganar a polícia, J.J deixou essa pro governador.

– De novo? – bufou e enfiou um bolo de dinheiro no bolso – Esse governador não se cansou de se passar pelo bonzinho?

– Ei, mano, tem muito tempo que J.J não deixa nada para o governador. A polícia já devia estar desconfiada.

– Os manés são controlados por quem, otário? – o primeiro pareceu pensar um pouco enquanto nós ríamos – Governador! O governador tá querendo esse pó pra outra coisa. Mas como o chefe mandou levar de volta, vamos fazer isso mesmo. Deve vir mais que isso.

– Mais que isso? – perguntou, assustado – Aqui tem mais de quinhentos quilos de pó!

– Você é novo nisso... Isso é fichinha para o que chefe manda para todo o oeste em dois meses. – deu de ombros e sorriu – J.J é o cara, fala se não é.

Ambos riram do que pareceu uma piada interna. O segundo chutou o pacote marrom cheio de algo e apagou o cigarro no papelão com um sorriso, batendo no bolso onde deixara o dinheiro.

Então, seus olhos escuros nos encararam. Trocamos um olhar desesperado esperando que ele fizesse algo e então, saíssemos correndo. Ele deu um sorrisinho e virou as costas, como se não desse a mínima para duas adolescentes ouvindo conversas sobre droga sendo exportada por um tal de J.J que eu não fazia ideia de quem era.

Respirei fundo e topei no ombro de uma Thalia pálida e assustada.

– Vamos embora daqui... Agora.

Deixei o copo que ainda estava em minha mão em qualquer parte e saímos com passos tontos e apressados para a escada.

Não demorou muito para que estivéssemos no beco ao lado da boate com sorrisos aliviados nos rostos, abraçando-nos e gritando frases de músicas desconexas, como se estivéssemos bêbadas.

A sensação de quase surto havia sido deixada de lado, quer dizer, eu tinha ouvido uma conversa super sinistra e nada a ver, então obviamente essa sensação tinha que ter ido embora.

Viramos a esquina e de primeira, vimos os meninos parados em frente a boate falando com um dos seguranças.

Soltei-me dos braços de Thalia e pulei em cima de Ethan.

– Cara! Você não tem ideia de como essa boate é...

Perdi a fala ao ver o mesmo segurança nos encarando confuso e rapidamente, malicioso.

– Gatinhas, encontrei vocês.

Thalia começou a chacoalhar Luke com força, seu lábio inferior tremendo como se fosse começar a ter um tique nervoso.

– Vamos sair daqui, pelo...

– Estávamos procurando vocês. – Nico disse revirando os olhos – O cara só estava nos ajudando e valeu aí...

– Vocês vão, as gatinhas estão me devendo algo.

– Tá, cara, depois pagamos uma aí pra você. – Percy disse, entediado e vindo em minha direção para me tirar das costas do ruivo

– É sério... – encarei o cara com medo – Corram!

Pulei das costas de Ethan, correndo ao lado de minha prima e vendo o segurança sacar a arma, no mesmo momento, todos os meninos seguiram meu conselho.

O carro de Luke estava na outra esquina. Ouvi o primeiro tiro e me abaixei por instinto, correndo ainda mais, não pude evitar de rir ao ver Thalia tropeçar e levantar o dedo médio para mim.

Ri mais ainda e levantei os braços, enfiando-me no carro velho de Luke com um empurrão de Nico atrás de mim.

– Anda com essa porra! – Ethan gritou atrás do banco, batendo freneticamente no couro preto

Luke tentou duas vezes até que um tiro acertou a lataria e ele urrou de raiva, colocando a cabeça para fora.

– Pega minha arma, idiota! – gritou para Percy ao seu lado – Filho da puta!

Com a arma em punho, meu primo deu dois tiros para o chão antes de sair na máxima velocidade que seu carro pudesse sair. Desatei a rir assim que um silêncio assustador e tenso preencheu o local.

Eu e Thalia nos dobramos de rir, apoiando nossas mãos em nossas barrigas. Segurei o joelho de Nico, pulando em cima do banco sem conseguir respirar devido às risadas que pareciam ter vida própria.

– Meu Deus! – exclamei, pulando – Isso foi muito maneiro!

– Você parece um guri que nunca teve experiência sexual. – Ethan comentou com um sorriso torto

Encarei-o e sorri.

– Foda-se, preciso fazer isso mais vezes!

Nico riu e bateu em minha cabeça.

– O que vocês fizeram para que o cara viesse atrás de vocês com ganancia toda?

– Não pergunte isso para mim, pergunte isso para sua namoradinha aí. – ri, apontando para uma Thalia vermelha que se contorcia ao canto

– Nós... Ai, meu coração... Nós... – riu ainda mais e começou a contar a respiração até que estivesse respirando normalmente com um sorriso grande no rosto – Bem, nós seduzimos ele para usar o banheiro da área VIP.

– Vocês o quê? – Percy e Nico repetiram juntos, o moreno do banco da frente me encarou

– Ei, a guria estava vomitando naquele banheiro horrível.

– O que vocês fizeram? – Percy massageou as têmporas, voltando-se para frente, os olhos fixos em mim pelo retrovisor

Dei de ombros, indiferente.

– Nós só aumentamos isso aqui. – segurei a ponta da blusa e a abaixei dando uma visão considerável de meus seios pelo sutiã de renda – E o que você fez, Thals? – perguntei com um sorriso vendo o olhar dos meninos direcionados a mim

Thalia levantou a perna e abaixou o nível da saia dando uma visão ainda maior de suas pernas torneadas e...

– Abaixa isso. – Nico segurou sua perna, colocando no lugar de antes com o rosto vermelho

Minha prima inclinou a cabeça em uma gargalhada ao ver seu namorado se roendo de ciúmes.

– Não foi quase nada, ela só tá aumentando!

– Mentira! Você não viu os olhos dele? Parecia que ia nos comer! E quando você mostrou seus peitos, cara...!

– Você mostrou o quê? Você só disse...

– Ela tá aumentando. – resmunguei para Percy e abaixei minha blusa, mostrando minha barriga – Eu não fiz isso. – mostrei e abaixei o decote novamente – Eu fiz isso.

– É melhor você parar. – Ethan avisou, desviando o olhar para fora da rua e tentando esconder o sorriso

– Eu tenho uma arma aqui e não tenho medo de usar. – Percy ameaçou, virando os olhos para o ruivo

Eu e Thalia nos entreolhamos, voltando a mergulhar o carro em gargalhadas compulsivas.

Tirei minha blusa rapidamente, sem saber o que estava fazendo na verdade... Talvez fosse a adrenalina surrada em meu sangue ou talvez, eu só queria esquecer que tinha um mundo perigoso fora do carro. Eu queria curtir aquelas férias, não viver trancada na minha casa com medo que algo fosse acontecer.

Deveria ser alguma das músicas do Drake que eu e minha prima gritávamos em plenos pulmões, mexendo nossos quadris no espaço pequeno do carro, erguendo nossas blusas acima de nossas cabeças.

– Você precisa comprar um conversível! – coloquei minha cabeça entre os bancos da frente, encarando Luke – Assim não dá para ter um clichê californiano.

– Ai, Annabeth, senta lá atrás e dorme.

– Você não está bêbada, está?

Revirei os olhos para o moreno e ergui ainda mais meu corpo, inclinando minha cabeça para perto de seu nariz.

– Quer ver? – ergui a sobrancelha, fechando os olhos

– Eu quero ir pra praia! – Thalia gritou, com o corpo para fora do carro vendo a paisagem passar rapidamente

– Thalia, entra! – Nico gritava tentando puxar suas pernas

– Praia? Praia! – gritei como uma criança feliz, quicando em cima do banco – Vai, Luke, para! Só um mergulho.

– Não para, Luke, não para, cara, pelo amor de Deus. – Percy sussurrava de olhos fechados

Em cinco minutos, estávamos a um quarteirão de distância da minha casa, correndo pela areia fria com Luke sendo nosso motorista provisório, com as costas apoiadas em seu carro velho conversando casualmente com Ethan enquanto eu corria de Percy, jogando minha blusa em seu rosto para desnorteá-lo.

Pude ver Nico e Thalia rolando pela areia em um beijo inapropriado para aquela ocasião enquanto eu tocava meus pés no mar.

A água gelada causando arrepios em mim.

Senti braços ao redor de minha cintura e sorri, apoiando minha cabeça em seu ombro.

– Eu estou com muita raiva de você. – ele sussurrou, mordendo meu pescoço

– Ah, é? – fechei os olhos, aproveitando seus beijos calmos e as mordidas fortes – Eu quero aproveitar muito sua raiva. Mas não aqui.

Sorri novamente, e empurrei seu peito enquanto corria em direção as ondas calmas do mar.

E então, mergulhei. Todo meu corpo fora inundado por um frio incomum, foi inevitável não abrir meus olhos e sentir o ar escapar de meus pulmões. Levantei rapidamente e tudo a minha frente estava embaçado, como se eu pudesse perder a visão a qualquer momento.

Aquilo parecia tão familiar.

Cambaleei para trás, tentando me apoiar em algo, mas tudo que fiz foi cair contra a água gelada, esperando que aquilo fosse refrescar alguma coisa.

Mas, só piorou. Debati-me contra a água, procurando o ar o mais rápido possível e em meio ao meu corpo se chocalhando, senti aquela mesma sensação de quando um surto ia começar.

Duas vezes em um dia.

Meu corpo foi erguido pelos braços de Percy e seus olhos verdes estampados de preocupação foram o suficiente para que a sensação passasse, e a água gelada não fosse nada mais que um elemento da natureza que me causasse um frio absurdo.

– Está tudo bem? – ele perguntou, tirando os fios loiros para fora do meu rosto – Aconteceu algo... Você...

Percebi que ele tinha tirado a camisa, seu abdômen trabalhado devido as horas dedicadas para o futebol surtiu algum efeito ao longo do tempo. Sua bermuda estava totalmente molhada, desci o olhar para minhas roupas e... Bem, aquilo era um sutiã de renda transparente e um short ensopado.

Percy acompanhou meu olhar e fez um som de reprovação.

– Não pense que ainda não estou com raiva de você.

Segurou minha mão, andando até a beira da praia onde Nico e Thalia ainda se agarravam como se o mundo não fosse acabar e lá em cima, Luke e Ethan pareciam confusos entre uma conversa animada e um tédio explicito.

O moreno jogou sua camiseta para mim, com um sorriso de lado enquanto eu caminhava com passos lentos e hesitantes até ele.

Vesti a camiseta e me aconcheguei em seu corpo molhado, seu braço fora colocado em cima de seus ombros enquanto caminhávamos em direção ao casado largado na areia. Percy ergueu o pé cheio de areia e com um riso de aprovação meu, ele jogou a areia em cima do casal que começou a tossir e xingar.

– Tome no cu. – Nico gritou

– Se exaltou, florzinha? Não fica assim não, bebê. – Percy imitou uma voz afeminada e Nico levantou-se em um pulo, ajudando Thalia e levantando o dedo médio – Vamos logo, nós vamos pegar uma hipotermia aqui.

– Diga isso por você. – Thalia resmungou e pisou fundo até o carro

– Sexo. – dei de ombros, quando Percy me olhou confuso, o mesmo assentiu como se compreendesse enquanto avançamos em direção ao carro

A viagem de volta para minha casa fora bem mais tranquila. Percy se certificou de vir atrás comigo para que eu não fizesse nenhuma loucura do tipo de ficar com sutiã de renda na frente de Ethan, e se eu fizesse isso, as palavras dele foram “Se você olhar pros peitos da minha garota, eu te mato, cara” e eu tinha certeza que o aviso não fora para mim.

Os portões da minha casa foram abertos, o carro de minha mãe estava na garagem, ou seja, provavelmente ela estaria surtando na sala, assistindo televisão enquanto parecia despreocupada, ou dormindo. Mas, eu não confiava muito na última opção.

Luke abriu a porta com o molho de chaves abaixo do fundo do vaso.

Primeira opção.

Minha mãe pulou da poltrona e apontou o indicador para nós.

– Onde vocês estavam?! Eu sou a responsável por tomar conta de vocês! Tudo bem que Afrodite deveria estar aqui comigo também, mas...

– Mãe, não surta. – resmunguei, abraçando a cintura de Percy, guiando-o para o andar de cima

– Onde vocês vão? Vocês não dormir juntos, mocinhos.

– Tia, vai dormir. – Luke pediu, segurando seu ombro com um sorriso – Vem, eu vou fazer um chocolate quente pra gente, o que acha? Aliás, eu e o Ethan vamos dormir aqui tem algum problema?

– Luke, meu amor, você é gay? Você só anda com esses meninos...

Meu primo fez uma careta e Ethan segurou o outro ombro de Atena.

– Tiazinha, você está precisando de um psiquiatra, o que acha? Diz que eu te interno logo.

Dei uma risada.

Eu e Percy subimos juntos para o quarto.

Tá, e então seria o fim da história.

Deveria, na verdade.

Sentei na cama e tirei a camisa dele, ficando de costas para a porta, com esperanças de que ele iria embora e me deixaria dormir.

Resposta errada.

– Eu ainda estou com muita raiva. – seu sussurro foi contra meu ouvido, seu hálito quente fez todo meu corpo se arrepiar

– Posso resolver sua raiva aman...

Fui interrompida por um beijo. Um beijo sufocante que me fez esquecer tudo ao meu redor e me concentrar em como mexer minha língua e minhas mãos enterradas em seu cabelo úmido. Senti suas mãos em meus seios já sensíveis pelo frio, apertando e rodando os dedos ao redor dele. Arfei, sentindo meu corpo caindo para trás com um empurrão leve.

Percy segurou todo meu cabelo em um rabo de cavalo desarrumado, inclinando minha cabeça para o lado enquanto espalhava chupões pelo meu pescoço e apertava os dedos por cima do meu short. Arqueei as minhas costas, encostando meus seios em seu peito e sentindo suas mãos puxarem meu quadril para baixo em um puxão.

– Quietinha, Annabeth. – sussurrou, puxando meu cabelo com força e dando um sorriso sexy – Raiva. Eu. Lembra?

– Percy... Você já me fez ficar acordada, então...

Ele bateu em minha coxa, o que me fez dar um gemido híbrido de dor e prazer ao sentir suas mãos massagearem o lugar rapidamente.

Ele voltou a beijar meu colo enquanto eu agarrava meus dedos no lençol bem arrumado, sentindo os lugares por onde seus beijos passavam latejarem, gemi alto ao sentir seus dedos apertando minha intimidade por cima do short. Percy enfiou um de seus dedos em minha boca, chupei-os rapidamente em uma tentativa falha de parecer sexy enquanto ele estava me fazendo de escrava ali.

Suas mordidas doíam, ergui-me em meus cotovelos, tentando encarar o caminho que ele estava fazendo. Percy mordeu minha barriga e levantou as mãos até meu sutiã, rasgando em duas partes.

Duas partes.

Eu estava em dúvida se ficava morrendo de raiva porque aquele era meu único sutiã de renda ou se me rendia quando ele tirou meu short com uma calma indescritível.

– Olha, eu...

Percy espalmou as mãos em minha bunda, apertando-a com força e batendo.

– Qual seu problema? – resmunguei em um gemido baixo

Senti seu corpo por cima do meu, afundando-me em mais um beijo de tirar o fôlego. Rodeei minhas pernas ao redor de seu quadril, sentindo seu membro pulsar contra minha intimidade, gemi em meio ao beijo, mordendo seu lábio inferior. Percy empurrou meu corpo contra o colchão com uma força desnecessária enquanto eu gemia vergonhosamente, sentindo seus dedos penetrando em minha calcinha e seus beijos sendo espalhados pela minha coxa. Uma mistura de beijo carinhoso com mordidas agressivas e sexys.

Seus beijos e dedos desceram até minha coxa, seus olhos verdes vidrados nos meus até que alcançou meu pé e mordeu meu dedo com um sorriso torto. Joguei a cabeça para trás e gemi alto. As mesmas carícias foram para a outra perna enquanto eu me torturava, querendo arrancar sua boca dali e enfiar contra a minha.

Depois do que pareceu bilhões de anos sendo torturada, senti minha calcinha ser puxada e mais tortura. A língua de Percy era fria contra minha intimidade, suas mãos estavam espalhadas em meu quadril, controlando meus movimentos enquanto eu tentava não gemer alto e controlar minha boca.

Ele me masturbou com a língua e trocou por dois dedos, vindo me beijar logo em seguida. Espalmei minhas mãos em seu rosto, impedindo que ele saísse dali.

Segurei seu pescoço com força enquanto ele brigava comigo para sair do meu abraço e eu mordia seu ombro, tentando fazer com que ele ficasse.

– Calma. – ele riu

E saiu da cama, tirando a bermuda com os dedos habilidosos junto com a cueca.

E então, estávamos ali mais uma vez.

Apoiei-me em meus cotovelos, sentindo seu corpo por cima do meu e seu beijo me deitar rapidamente. Seus dedos puxaram meu cabelo enquanto ele descia beijos pelo meu pescoço.

Em um movimento rápido, meu gemido muito alto fora abafado pelo seu beijo quando ele me penetrou com força. Aquilo entraria na minha lista – que eu ia fazer agora – de transas mais foda.

Percy se movia com rapidez e com uma força que só me fazia gemer e apertar os lençóis, fechando os olhos e aproveitando uma de suas mãos apertando meu seio com uma força absurdamente enorme. Seus movimentos foram parando devagar, enquanto eu gemia com desaprovação.

– Se doer, me diz. – ele sussurrou em meu ouvido, depositando um selinho em meus lábios e virando-me de costas

Apoiei-me nos quatro membros, sentindo as mãos dele apertando meus seios e seus beijos me estimulando, joguei meu cabelo para o lado, gemendo e mordendo o lábio inferior, tentando conter aqueles sons.

Repentinamente, como da outra vez, ele me penetrou sem avisar. Os movimentos fortes, causando-me dor e prazer, um mistura extremamente aproveitável e gostosa. Continuei gemendo enquanto soltava gemidos baixos, ele ergueu meu corpo, deixando-me de joelhos enquanto continuava com os movimentos frenéticos e viciantes de seu corpo contra o meu.

Ofeguei sentindo meu corpo enviar espasmos de prazer tão fortes que eu tive que me apoiar novamente na cama, novamente, seus dedos estimularam minha intimidade e a outra mão apertou meu seio.

Arfei, sentindo mais algumas estocadas do mesmo, Percy apoiou sua mão em minha bunda, dando palmadas estaladas enquanto eu gemia. Suas mãos apertaram a mesma, ficando mais algum tempo depois que parou, ainda sentia ambos os líquidos escorrendo pelas minhas pernas.

E então, seu corpo fora abandonado ao lado do meu.

Todo meu corpo continuava sobre o efeito de espasmos familiares, mas desconhecidos ao mesmo tempo.

– Preciso de um banho. – disse depois de saber que minha respiração tinha voltado ao normal

Percy ainda ofegava ao meu lado e riu, puxando meu corpo contra o seu e beijando todo o meu rosto.

– Me diz, por que você é tão perfeita assim?

Ri de sua baboseira e bati em seu peito.

– Eu realmente preciso de um banho.

– Cala a boca, você toma um banho amanhã. – ele resmungou e abraçou minha cintura, acariciando minhas costas, seu rosto adquiriu uma expressão preocupada e ele afastou-se, avaliando meu corpo – Eu te machuquei? Ac...

– Está tudo bem. – acariciei seu rosto com um sorriso e inclinei-me beijando seus lábios – Foi ótimo e ah, onde você aprendeu a ser perfeito assim?

Ele riu e aprofundou nosso beijo, as mãos bagunçando meus cabelos onde o casco ainda estava sensível pelos seus puxões.

– Você é maravilhosa. – sussurrou com os olhos fechados – Perfeita. E minha. Eu realmente não gostei de te ver só com aquele sutiã.

– Essa sou eu. Annabeth Chase, prazer.

– É, eu sei. – ele beijou meu nariz com um sorriso

Aninhei-me em seu peito com um sorriso, percebendo que estávamos na horizontal da cama enquanto a mesma era na vertical. Ri da observação idiota e abracei sua cintura com força.

– O que foi? – ele perguntou, acariciando meus cabelos com carinho – Eu vou te esperar dormir. – sussurrou, como se estivesse rindo

– Hã?

– Ah... É que... Bem, quando nos conhecemos você deveria ter...

– Um trauma. – disse, rindo de mim mesma, como se soubesse disso e nunca tivesse perdido a memória – Eu parei com isso, ok? Quero dizer, eu só não gostava de ficar sozinha. Nessa casa, mas eu acho que eu...

– Esqueceu.

– É, — concordei – esqueci. – dei de ombros

Ergui meus olhos para Percy que me encarava atentamente, ainda descendo as mãos pelos meus cabelos úmidos, uma mistura de suor e água.

– Eu ia ter um surto. – me apoiei no cotovelo, ficando mais alta que ele, ainda deitada – Quando eu entrei no mar... Não sei.

– Esquece isso, Annie. – pediu, inclinando-se e beijando meus lábios, carinhosamente – Por que não dorme? Eu não vou sair daqui, prometo.

Aquelas palavras me fizeram sorrir, enquanto nos ajeitávamos na cama, nos enrolando com o lençol fino e eu me aninhava em seu peito novamente.

Na verdade, era tudo que eu queria naquele momento. Estar com ele, aninhada à ele... Segura com ele.

Notas finais
SIM SIM SIM THIS IT IT IM JUST CRYING SOMEONE HOLD ME TIGHT PLEASE OLHA QUE COISA MAIS LINDA EU TO APAIXONADA PORQUE O PERCY É A COISA MAIS LINDA E HOT DO MUNDO EU NAO POSSO EU NAO POSSO TÁ EU TO LARGADA NO CHAO ADEUS FELIZ QUASE NATAL