Nightingale.

61 Yeah, Yeah. - 60


Notas iniciais
GEEEEEEEEENTE, LEIAM ISSO MUITO IMPORTANTE eu sou muito idiota e grossa Sério, esse capitulo que eu to postando agora deveria ser o 60 PORÉM eu tava tao apressada que eu nem me dei conta que postei o errado enfim me perdoem por favor, leiam esse e interpretem que o anterior era o 61 e esse o 60 E quero até pedir perdão pra uma garota que meio que me alertou, ela disse "ah mas no passado eles n comentaram nada sobre encontro" eu tb n havia percebido mas daí eu fui ver agora e tava a merda pronta, então perdão se fui grossa, perdão mesmo. E gente, se eu for grossa com alguma de vocês, me perdoem, sério, é que eu sou meio idiota assim ou então briguem comigo, diga na minha cara mesmo tipo "ah mylena para de ser um saco" aka ketchup entao é isso ai desculpem por essa confusão toda mas lembrei de assimilar tudo isso Então, se vocês se perderam nessa confusão que eu fiz, venham comigo: 59, 61, 60. É até bom que vocês voltem pro 59 pra vocês verem como é que terminou etc.

"Got a whole lot of texts in my phone and I don't reply"

Minha mãe havia me ligado assim que saí do refeitório. Ela estava em frente ao colégio com um carro alugado desconhecido, acenando para mim com sua pele bronzeada e cabelos soltos a brisa cortante. Ela não tinha nada a ver com o clima frio e aquele casaco pesado por cima do corpo, sua pele bronzeada lhe dava um ar saudável e feliz.

Estávamos a caminho da minha casa com Thalia atrás de nós tagarelando como a vida estava um saco.

– E como foi em Cancun? – comentei quando atravessamos os portões do nosso prédio

Encolhi-me dentro do meu casaco esverdeado quando minha mãe jogou a trança para o lado.

– Foi... Normal.

– Que bom. – admiti – Não está cansada nem nada do tipo?

Ela apertou o botão do elevador, cruzando os braços.

– Não. Como foi esse tempo aqui?

– Normal. – Thalia deu de ombros, apoiando-se na parede ao lado do elevador – Comemos muito, estudamos muito, treinamos muito e fim.

– Nada demais? – minha mãe arqueou a sobrancelha, encarando-a desconfiada

– Se você estiver falando sobre ser sequestrada, torturada e/ou agredida de alguma maneira fisicamente... Felizmente, não.

Suspirei, agradecida por ela não ter comentado nada em relação ao incidente que a polícia não tinha nenhuma mísera noticia.

Atena engoliu em seco e assentiu, entrando no elevador assim que as portas se abriram e encarando-as se fechar lentamente.

– Não aconteceu nada mesmo? – coloquei uma mecha atrás de minha orelha – Nem está cansada?

– Passei na Califórnia antes. – disse – Tinha que resolver algumas coisas da empresa, me desculpe.

– Hã, não, tudo bem. – falei, abracei seu corpo pelo lado desajeitadamente – Senti sua falta. Estou feliz que esteja de volta.

Senti o corpo de minha mãe relaxar, Thalia abraçou o outro lado do corpo dela e sorriu para mim. Atena passou os dois braços sobre nós, abraçando-nos com força.

– Eu senti muita falta de vocês. Estou feliz de estar de volta.

Mordi o lábio inferior e assenti, saindo do elevador vendo minha mãe abrir a porta com o quadril.

***

Enfiei moletons pesados e peguei um casaco fino branco. O sol era fraco e o vento estava mais quente que o dia anterior, uma brisa fresca entrava e balançava minha cortina. Minha cama ainda estava bagunçada, perambulei várias vezes pelo quarto até parar em frente ao meu closet com a caixinha de fundo falso pegando um cigarro.

Era atrativo.

Claro, tinha chances de minha mãe ver, tinha chances de eu me arrepender depois, quer dizer, fazia tempo que eu não fumava. Eu havia me esquecido a sensação de paz que ele me trazia. E talvez, o cigarro não me trouxesse mais a sensação de paz que eu esperava.

Eu também fizera imensos rascunhos para Percy pedindo desculpas, admitindo que eu estava errada ao me encontrar com Thomas e um que dizia tudo sobre Maxwell Rogers e o que suspeitávamos. Acabei deixando todos no rascunho, sem número especifico. Eu não precisava me humilhar ainda mais.

– Só um. – prometi para mim mesma

Enfiei minha mão dentro da caixinha encontrando meu isqueiro azul, não me dei o tempo de recordar o olhar do meu pai quando ele me deu o mesmo, apenas acendi e joguei a caixa e o isqueiro dentro da caixa. Tranquei a porta e abri a janela, apoiando meu cotovelo na mesma, observando calmamente a avenida pouco movimentada.

Traguei, tentando fazer isso com naturalidade, o que demorou. Soprei a fumaça, fechando os olhos logo em seguida. Tentei fazer o máximo para que toda a fumaça fosse levada pela brisa e que não ficasse nenhum cheiro de nicotina.

Estava na metade quando ouvi barulhos no corredor. Xinguei, apaguei o cigarro na soleira da janela e o joguei, fechando as cortinas.

Corri para o banheiro a tempo de escovar os dentes e voltar nas pontas dos pés. Os barulhos pararam, suspirei e bufei.

Abri a porta, batendo em minhas bochechas e deixando meus ombros caídos, tentar parecer que acordou agora era melhor do que admitir que acordou às quatro da manhã e que ficou pensando mil e uma vezes.

Desci as escadas com uma lentidão anormal e adentrei a cozinha a tempo de ver minha mão tirando um bolo do forno.

– Há quanto tempo está aqui? – bocejei, abrindo a geladeira

– Não sei, acho que desde as quatro. – comentou e deixou a luva cair – Então, temos muito para conversar.

– É, por que não me avisou que havia chegado de Cancun há muito tempo?

– Não achei que fosse grande coisa.

É grande coisa.

Atena acenou com a mão e bateu-as no mármore da pia.

– Tudo bem. Estou tentando engolir tudo aquilo. E não foi tão fácil quanto pareceu com Afrodite.

– Ela sabe?

– Superficialmente. Cronos teve que explicar porque eu estava te abandonando... Quer dizer...

– Eu entendi. – balancei a cabeça e enchi meu copo com leite

– Eu espero que esteja longe daquele rapaz.

Virei-me para ela, apoiando meu quadril na mesinha.

– Que rapaz?

Atena revirou os olhos e pegou o presunto e o queijo, arrumando-os em um prato em formato de coração.

– Você sabe de quem estou falando.

Mordi o lábio inferior e dei um gole favorável no meu leite.

– Nós terminamos antes daquilo.

– Eu deveria sentir muito, não é? – ela sorriu por cima do ombro, colocando uma panela com conteúdo desconhecido – Não sinto.

Ri, sem querer e deixei meu copo ao meu lado.

– É, deveria. Mas estou namorando o conselheiro do time, Rob Rogers.

– Você não passa muito tempo sem namorar?

– Eles me querem. – dei de ombros sem dar muita importância

– E quando vou conhece-lo?

– Não vai demorar muito. – sentei-me na mesa – Ele é conselheiro e sempre está nos jogos.

– Bom. Posso te fazer mais uma pergunta?

Arqueei a sobrancelha.

– Claro, você é minha mãe.

Atena riu e jogou a franja para o lado, tirando o chocolate quente da panela e o colocando em uma garrafa.

– Não aconteceu mais nada depois daquilo, certo?

Seus olhos azuis estavam cravados em mim. Tive vontade de me jogar em seus braços e dizer que Thomas havia me procurado, aparecido do nada em um restaurante de luxo, me ameaçado, me deixando sem andar por uma semana, sem contar que eu fui me encontrar com ele e descobri que o cara que eu mais odiava no mundo, talvez não tivesse matado meu pai e sim, um assassino profissional, aposentado da CIA.

Entretanto, sorri, apertando as mãos contra a madeira da mesa.

– Nada demais. – dei de ombros

– Ótimo. Onde Thalia está? Eu trouxe papéis de inscrições de todas as faculdades dos Estados Unidos e ah, eu trouxe de Cambridge e Oxford.

– Não. – grunhi, encarando o teto

– Sim. – ela cantarolou, vi um sorriso preencher seu rosto enquanto ela carregava o prato com o queijo e presunto e a outra a garrafa térmica – Pronta para preencher infinitos formulários?

– Não.

– Não grite, querida, vá acordar sua prima.

– Mãe! – resmunguei, pulando da mesa e a seguindo até a mesa de jantar – Falta muito tempo para...

– As inscrições já começaram. Quanto mais rápido se inscreverem, mais rápido a resposta virá.

– Mãe, eu não quero resposta. Eu nem sei...

– O que você quer fazer? O que acha de arquitetura? Ah, bom dia, Thals. Diga a novidade a ela, querida. – ela incentivou

Bufei e joguei os cabelos para trás.

– Inscrições para faculdade. – sussurrei

– Hã? – Thalia coçou o olho com o casaco

– Faculdade! – Atena gritou

– Tia! – Thalia ralhou e sentou-se em frente a mesa

– Vou pegar os papéis. Não fujam!

Minha prima apoiou o cotovelo enquanto pegava uma torrada e a mordiscava.

– O que ela quer dizer com faculdade? – perguntou

Peguei um pedaço de bolo, enchendo minha xícara com chocolate quente, fiz o mesmo com a xícara de minha prima enquanto ela me encarava, confusa.

– Os formulários.

– Ah. – resmungou, franziu o cenho e jogou a torrada pela mesa – O quê?

– É, ela quer que preenchemos formulários de todas as faculdades dos Estados Unidos e...

– Não falei que vocês vão preencher todas as faculdades dos Estados Unidos, disse que eu trouxe de todas.

E então, depositou uma imensidão de folhas a nossa frente.

– Você não está falando sério, está? Eu nem sei o que eu quero fazer de minha vida!

– Você sabe, querida. – Atena afagou a cabeça dela

– Eu não acredito que você realmente trouxe todos os formulários de todas as faculdades.

– Pode acreditar. – minha mãe sentou-se entre mim e Thalia – Temos a do Arizona... – ela pegou a primeira folha e apontou para o fim de todas as folhas – Até Yale.

– E está organizada em ordem alfabética? – Thalia resmungou, minha mãe assentiu, contente tirando duas canetas dos bolsos do moletom – Essa é pra você. Essa é pra você, querida. – me entregou a caneta – Letra legível, por favor.

Revirei os olhos. Thalia engoliu sua torrada em uma mordida e pegou a primeira folha.

– Arizona. – ela sussurrou

Assenti, concordando. Provavelmente tinha uma cópia abaixo da outra.

– Arizona é quente. – comentei, cruzando as pernas

– É, não quero Arizona.

– Vocês não tem que querer. Vocês tem que se inscrever. Depois vocês escolhem. – minha mãe deu de ombros, preparando seu café

Quinze minutos depois, estávamos preenchendo o formulário de Boston.

– Deve ser legal. Os garotos devem ser estilo badass, sabe? – minha prima prendeu o cabelo e deu de ombros

– Vocês não podem ir pelos garotos e, sim, pelos estudos.

– Lá tem Harvard. – disse, mordendo a tampa da caneta

– Deve ter muitos gatos inteligentes. – Thalia riu

– Você não estava namorando? – Atena perguntou, empurrando seu pires com a xícara para o lado

Estava, tia. Não quero homens que seguem outros homens.

– Nico era gay?

Balancei a cabeça e coloquei o formulário completo em cima do de Berkeley.

– Ele só...

– É capacho do Jackson.

– Não vamos falar sobre isso, ok? Não quero ir para Pittsburgh.

– É, Pittsburgh não é legal, desculpa, tia. – Thalia rasgou o papel ao meio e o jogou no chão – Chicago! Eu gosto de Chicago. Você viu quando eles pintaram aquele lago...

– Eu acho que era um rio. – retruquei

– Tanto faz. Foi para o Sant Patrick.

– É, foi legal. – dei de ombros, escrevendo meu nome em letras curvilíneas

Meia hora depois e ainda estávamos na letra D. Denver, e em seguida, Duke, na Carolina do Norte.

Mais meia hora e eu estava babando em cima dos formulários querendo dormir e fazer minha mãe sumir. Não necessariamente, mas ela tagarelando sobre como a universidade de Harvard era maravilhosa me enchia o saco. Portanto, assim que a campainha tocou, eu pulei da cadeira para atender.

– Eu preciso falar com você. – foi a primeira coisa que Percy disse

Ele vestia jeans e um moletom da Goode. Seu cabelo estava completamente bagunçado, meio úmido, ele estava com os braços cruzados. Engoli em seco, pronta para fechar a porta. Ele bateu a mão com força na madeira.

– Você não vai fechar a porta, ok? Eu preciso falar com você. Não entende que está correndo perigo?

Apertei meu nariz, encarando o chão.

– Percy, podemos nos falar depois... – apontei para o corredor

– Não! Não vê que está se arriscando por...

– Jackson. – minha mãe vociferou atrás de mim

Franzi os lábios e ergui as duas mãos ao lado do corpo, um meio de dizer tcharan.

Percy pigarreou e colocou as mãos atrás do corpo.

– Sra. Chase. Eu, hã, não sabia que a senhora estava de volta. É bom vê-la... Bronzeada. – ele cruzou os braços e se balançou para frente e para trás

O que foi meio engraçado, pensando em que foi ele que me avisou que minha mãe estava de volta. Então, lembrei-me que Percy não era uma das melhores pessoais para despistar outras pessoas.

– Eu deveria agradecer o elogio, mas eu peço que se retire do nosso corredor e que pare de falar com minha filh...

– Mãe, está bom. Eu sei cuidar de mim mesma. – virei-me para ela, batendo o pé no chão – Você pode, por favor... – acenei para a mesa

– Annabeth, eu não estou brincando... – ela vociferou

– Tia, quais são todos os cursos de Harvard mesmo? – Thalia gritou

– Dois minutos. Contados. – avisou e nos virou as costas

– Como você viu, estou tendo um momento fabuloso em família. E eu não quero falar com você. Tipo, nunca mais.

– É o que você fala, mas o que eu falo...

– Que não me interessa.

–...é que você está correndo perigo.

– Com Thomas? – diminuí o tom de voz

– Você sabe, então.

– É, o que você acha que eu sei? De tudo que vocês me escondem?

– Não. É o que você está me escondendo agora. Isso é perigoso.

– Ótimo. Nos vemos na segunda.

Percy tentou falar algo, forcei a porta e ela se fechou, lentamente.

– Ele já foi? – minha mãe perguntou, levantando-se da cadeira

– Já.

– E o que ele queria?

– Nada. – respondi á minha prima

– Querida, eu não quis ser grossa, eu juro... – minha mãe se levantou e acariciou meu rosto – Você é tudo que importa. E elenão é o melhor para você, espero que saiba disso.

Revirei os olhos e assenti, sentando-me e voltando a preencher meu formulário.

– Tudo bem. – minha mãe juntou as mãos e sorriu – Vou fazer cookies! Quem quer?

***

Eu estava saindo do treino. Era segunda feira e na quinta, viajaríamos até Davon. O colégio patrocinou um voo, portanto, não teríamos que passar o sufoco de ir e voltar de ônibus, o que era um grande alivio para mim.

Me perdi das outras meninas, assim que segui para o corredor do meu armário. Eu precisava pegar meu celular que ficara lá e alguns livros. Todos os corredores estavam vazios, como era esperado. A sala de música estava com a porta fechada, o que significava que Izzy estava trabalhado e provavelmente com Percy que passava mais tempo que o normal com ela – não que eu estivesse observando.

Peguei meu telefone, abrindo as sete mensagens novas.

A primeira era de Rob.

Não posso te encontrar hoje. Nos vemos amanha de manhã, pode ser?

Franzi o cenho e mandei uma mensagem de volta:

Por quê?

Esperei por uma resposta rápida, fiquei três minutos encarando a tela com uma foto minha, de minha mãe e de Thalia, encolhidas em cima de nosso sofá. Segurei um sorriso e abri a próxima mensagem.

Era de Percy.

Preciso falar com você.

Não é sobre Thomas.

Posso me encontrar em seu quarto?

Não me ignore!

ANNABETH!

É importante! Não é sobre Thomas. Posso te encontrar?

É sobre nós. Te ligo mais tarde.

Eu estava rindo e estava me amaldiçoando por isso. Eu não precisava falar com ele. Não queria falar com ele. Não tinha ideia sobre o que ele queria falar, no entanto, estava ansiosa e curiosa.

Me vi agarrando o celular enquanto ajeitava a alça de minha mochila e andava em direção a passarela.

Atendi meu celular no primeiro toque, grunhi, percebendo que seria um sinal de desespero.

– Oi. – falei

Annie, sou eu, Rob.

Ah. Só era o Rob. Parei na metade da passarela, percebendo o céu aberto, embora o frio ainda fosse cortante demais para o que seria uma primavera. Encostei-me contra o corrimão e respirei fundo.

– Onde está? Não te vi em nenhuma das aulas.

É, desculpa, eu tive que sair. Só volto amanhã de manhã.

– Está viajando com seus tios?

É, isso! Fiquei sabendo que sua mãe voltou.

­ — Quem te disse?

Thalia. – respondeu simples – Preciso ir. Passo em seu quarto amanhã de manhã?

– Tudo bem. Vou sentir sua falta. – apoiei meu cotovelo no corrimão encarando o gramado bem aparado e então, os muros que nos separavam de um mundo normal

Eu também. Sabe que te adoro, não é?

Assenti, embora soubesse que ele não veria e sorri, apertando minhas mãos cobertas por uma luva fina contra a madeira.

– Sei. Eu também. Nos vemos amanhã.

Aham, tchau.

Desliguei a chamada e encarei a tela. Mordi o lábio inferior, soltando um grunhido baixo. Em que eu estava pensando em trocar esse cara pelo Perseu?

Ele era irresponsável, já foi um drogado, já participou do tráfico, já teve tantas mulheres e já ficou com uma que deveria ter quarenta anos. Minha família inteira o odiava, o que era estranho, já que o pai dele me amava, literalmente. Ele me protegeu de muita coisa, mas... Mordi a bochecha, abaixando a cabeça, havia me batido quando estava vulnerável. Eu sabia que aquilo nunca mais ia se repetir, era óbvio, mas quem me garantia? Quem me garantia que ele seria Percy, o protetor e não Percy, o vulnerável? Além do mais, não tínhamos nada – além de pequenos envolvimentos – desde que chegamos da Califórnia. Como eu teria coragem de trocar um Rob-Normal por um Percy-Problemático?

– Cem dólares pelos seus pensamentos. – uma voz sussurrou em meus ouvidos, dois braços cruzando minha cintura

– Não preciso de dinheiro. – tirei as mãos de minha cintura

Percy voltou a me abraçar e apoiou o queixo em meu ombro, beijando minha bochecha.

– Só me diz no que estava pensando.

– Nada demais. – respondi

– Nada demais? Sobre mim, então.

– É ótimo saber o quanto se valoriza.

Ele estalou os lábios.

– Queria falar com você.

Era óbvio porque eu ainda não tinha escolhido Rob. Porque Percy podia fazer isso. Me abraçar e dizer que estava tudo bem, eu ia acreditar. Beijar minha bochecha e me deixar totalmente seduzida. Abraçar minha cintura e me deixar feliz.

Suspirei, empurrei suas mãos, sentindo-o se afastar. Cruzei os braços e inclinei a cabeça, revirando os olhos.

– O que quer?

Percy sorriu, enfiando as mãos nos bolsos e se mexendo para frente e para trás.

– Eu, hã... Queria lhe dizer que eu vou esquecer a ocasião com Thomas, se você me prometer...

– Não vou e não quero te prometer nada. É isso que queria falar comigo... Eu preciso ir.

– Tudo bem. – ele falou mais alto, olhei por cima do ombro – Te vejo mais tarde no seu quarto.

– O quê? – virei-me inteiramente para ele

– É, nos vemos em seu quarto. – ele começou a andar – Eu tenho uma... Surpresa para você. – ficamos a cinco passos de distância quando ele acenou – Nos vemos mais tarde.

Seu cheiro passou por mim rapidamente, uma mistura de perfume masculino e um leve toque de maresia que me lembrava vagamente quando estávamos na cobertura de minha casa na Califórnia.

Voltei a encará-lo, mas ele já havia passado pelos portões que nos dividiam em alas.

Franzi os lábios para não gritar de raiva. Ele queria me seduzir, me usar e fazer mil e uma coisas comigo. Mas eu era melhor. E ele iria saber disso de um jeito ou de outro.

Maldito Jackson.

Notas finais
Enfim, me perdoeeeeem por esse acontecimento prometo recompensar de alguma forma ok e enfim sorry