Nightingale.

62 That Something.


Notas iniciais
oiiiii acabei de perceber que eu posto muito rápido e THREE FUCKING MONTHSSSSSS amo vcs fuckers lindinhas happy 3months alias eu amo o número tres meu fav number

"No, I don't mind, takes me high, I won't stop until the boy is mine"

O frio de Hampshire passou em dois dias. O condado se emergiu em um calor que me fazia andar de calças levas e chinelos, blusas regatas e cabelo preso a todo momento. As meninas iam para a clareira, fazer churrascos e se bronzear a beira da piscina ou do lago, antes intocável.

E eu, por um milagre divino, fiquei gripada. Muito gripada. A ponto de ir procurar por um médico. Era horrível, minha garganta doía e às vezes, eu tinha febre a noite. Minha mãe disse que ia passar logo, talvez, em algumas semanas, que era apenas um resfriado e que não havia necessidade de perder semanas de aula.

Eu concordava com ela. Estávamos na semana de avaliações e ultimamente, agentes da Oxford e Cambridge tinham vindo nos avaliar em alguns treinos e até mesmo em alguns debates no ginásio. Eu tentava participar, tentava me destacar. Ter uma bolsa era muito importante nessa altura do campeonato, mas eu não tinha ideia de que faculdade eu queria ir e nem tinha recebido nenhuma carta de resposta ainda.

Espirrei, soltando seguidos xingamentos. Tomei uma pílula de aspirina e enchi minha boca de água.

Abri as janelas do meu quarto, deixando uma brisa quente passear pelo meu rosto e tirar as mechas de cabelo que pendiam em meu ombro.

Meu quarto estava arrumado impecavelmente, o que me irritava. O céu escuro se estendia cheio de estrelas, apoiei-me no batente da janela, observando a vasta floresta que se erguia ao redor da escola. As árvores tinham copas grandes, fechadas, elas se erguiam ao longe e desapareciam quando o asfalto se perdia entre elas.

Espirrei mais uma vez e encolhi-me em meu moletom cinza. Minhas calças quadriculadas pendiam pelos meus quadris e suspirei.

Sentei-me em minha cama, encarando a televisão desligada. Eu não conseguiria dormir ali. Ela parecia tão grande e gelada, os lençóis perfeitamente esticados me davam uma sensação de vazio.

Pensei em ligar para minha mãe, mas era terça feira e ela apenas ficaria de coração partido por não vir me pegar. Ela odiaria quebrar as regras.

Podia optar por Thalia, mas ela estava no treino mais cedo, deveria estar cansada e com raiva.

Mordi o lábio inferior e peguei meus chinelos, empurrando a porta, trancando-a.

Cheguei ao topo da escada, esperando ouvir sussurros dos inspetores. Nada. Desci as escadas com rapidez e silêncio, animando-me cada vez em que descia um degrau. Agachei-me nos últimos, escondendo-me entre o corrimão. Ninguém. Atravessei a ala feminina, correndo até o corredor com a parede um pouco mais escura. Atravessei o corredor do primeiro ano com pressa, e subi as escadas com mais descuidado. O corredor era vazio, escuro, quase sombrio. Controlei as batidas do meu coração que ecoavam pelo meu ouvido. Apertei o lábio inferior, abafando uma tosse.

Eu estava no meio do corredor, dividida entre seguir em frente e bater na porta de Rob ou abrir a porta de Percy.

Apertei minhas mãos em meus cotovelos, andando até a porta de Percy. Ergui a mão para bater educadamente, mas hesitei. Ele poderia estar dormindo, eram dez horas da noite, ele não poderia fazer nada mais além de dormir. Deixei minha mão cair na maçaneta gelada, vendo-a deslizar sobre meus dedos e então, a porta se abrir.

Lambi meus lábios nervosas e abri ainda mais a porta, encarando os dois lados antes de entrar com o corpo completo. A cama estava tão arrumada quanto a mim, a não ser pelo violão jogado nos pés da cama e as cortinas balançando com uma brisa fria, agora. Tranquei a porta atrás de mim, percebendo a luz dentro do banheiro saindo pela fresta da porta.

Arrastei os passos, puxando o edredom azul e me jogando embaixo deles. Me encolhi, fechei os olhos, apoiando minha cabeça em sua almofada com seu perfume masculino e maresia.

Não demorou cinco minutos até que a porta se abrisse. Apertei os olhos e encolhi-me ainda mais.

– O que está fazendo aqui?

Engoli em seco. Sua voz não era rude, era um tom surpreso.

– Estava com frio. – espirrei – E doente.

– Minha cama não é mais quente que a sua. – pude ouvir seu riso contido

Abri os olhos e apoiei-me me meus cotovelos.

– Eu estou com dor de cabeça e... Resfriada.

Meus olhos se demoraram em seu peito nu, as gotas dançando e perdendo-se até a dobra da toalha no quadril. Percy cruzou os braços e arqueou as sobrancelhas.

– O que acha que posso fazer?

– Cuidar de mim? – chutei, inclinando a cabeça

– Você tem um namorado...

– Se quiser que eu vá procura-lo...

– Só um minuto. – Percy piscou

Ele desapareceu na porta do closet. Sorri, puxando o edredom até meu pescoço. Minha garganta ainda estava fechada, mas minha dor de cabeça parecia melhorar. O frio me açoitou mais uma vez e tremi o queixo.

– Pode fechar a janela, por favor?

– Está com frio? – ele perguntou assim que saiu com um moletom pendendo pelos quadris

Percy franziu o cenho, confuso e fechou as janelas, junto com as cortinas.

– Melhor assim?

Sorri, concordando.

Ele riu e caminhou até ficar atrás de mim, senti os edredons sendo puxados e seu peito quente e molhado contra meu moletom. Seu braço musculoso passou por cima de meu corpo, seus joelhos encaixando-se perfeitamente atrás dos meus.

– Céus, Annabeth, você está queimando. – ele sussurrou contra minha nuca, beijou a área atrás do meu ouvido e soprou

– É normal. Vai passar.

– Não vai passar, você realmente está queimando. – Percy me virou para ele

Resmunguei quando ele se pôs em cima de mim, uma mão em minha testa.

– Meu Deus.

Espirrei e coloquei minha mão em cima de minha boca.

– Percy, eu só... Estou meio indisposta. E vim dormir com você, se você ficar me enchendo...

– Não estou te enchendo! Estou falando que você queimando de febre, eu vou chamar Afrodite, ela vai saber o que fazer.

– Você vai chamar para Afrodite sendo que eu estou deitada em cima da cama de um cara?

Percy abriu a boca para rebater, mas mordeu o lábio inferior e afagou minha bochecha.

– Isso foi inteligente. – ele riu e desviou o olhar – Eu vou cuidar de você, só... – seus lábios esbarraram nos meus

Segurei sua nuca com força, puxando-o contra mim. O impulso de espirrar foi maior que eu. Antes que eu pudesse me conter, eu tinha espirrado na cara dele.

– Eca, Annie. – soltou um sorriso, Percy passou a mão no rosto com força e caiu para o lado – Vou arranjar algumas toalhas geladas... Eu não tenho nenhum remédio.

– Não preciso dormir. Só estava com frio no meu quarto e... – encolhi-me contra ele, apertando minha perna em volta de sua barriga e beijando seu peito – Pensei em você.

– Eu penso sempre em você. – seus lábios chocaram-se contra minha testa e seus olhos se cravaram nos meus – Só um minuto. Eu vou pegar as toalhas.

– Percy. – resmunguei – Não é nada. Eu já tomei aspirina, vai passar logo.

– É melhor prevenir do que remediar.

Percy pulou da cama enquanto eu repousava minha cabeça entre as almofadas, puxei o edredom ainda mais contra mim enquanto ele desaparecia no banheiro. Encarei o teto. Límpido e totalmente branco como qualquer outro quarto, ao lado da cama, o relógio de cabeceira, um relógio de pulso e óculos de sol repousavam no criado mudo. Na primeira gaveta, provavelmente, guardaria as camisinhas que usava com as meninas. Estremeci ao me lembrar da cena do pub do Ares.

Ele voltou com uma toalha úmida e a pressionou contra minha testa.

– O que vai acontecer... Com a gente? – perguntei, observando avidamente seus olhos me avaliarem

Ele franziu o cenho, os dedos apertando minha garganta.

– O que quer dizer? Droga. – resmungou

– Aquele dia... Não foi só sexo para você, foi?

Sorriu, inclinando a cabeça enquanto acariciava meu braço coberto pelo moletom.

– Nunca é só sexo para mim quando falamos sobre você. Você ainda está quente.

– A febre não passa tão rápido. – contrabati, aconchegando-me em seu braço

Percy ainda estava erguido sobre mim, estava bem mais quente do que eu me sentia, os braços posicionados ao lado do meu corpo.

– Eu não quero revirar fantasmas do passado e... Me deixe falar... Mas, bem, você disse que nunca ia me abandonar. Quando... Estávamos no hospital, você disse que tudo ia dar certo e... Eu acreditei.

– Era pra você acreditar. Porque era verdade. Eu não te abandonei. – ele sussurrou, nivelando nossos rostos com calma enquanto seus dedos tamborilavam em minha bochecha – Eu estou cuidado de você, não estou? Fiquei com você quando... Aquilo no pub aconteceu.

– Pegaram ele?

– A polícia não sabe de nada ainda. – Percy ajeitou-se ao meu lado, virando-me para ele enquanto seu dedo colocava uma mecha atrás de minha orelha

– E por que me deixou?

– Parecia sensato quando fiz isso. Naquele dia. Não parece agora.

Sorri, apertando meu rosto contra seu peito. Senti seus dedos ajeitarem a toalha úmida em minha testa e suas mãos descerem até a base da minhas costas.

– O que vai fazer agora? O que precisa que eu faça? – sussurrei, colocando minhas mãos ao lado de sua bochecha

– Sua reputação, como fica? – ele sorriu – Vai sair de um namoro direto para outro?

– Eu não me importo. Sabe que eu não ligo para isso, eu só preciso de você.

Percy sorriu; um sorriso largo, mostrando todos os dentes, os olhos eram apenas duas pequenas fendas com pontos verdes que me faziam querer pular.

– Não sabe quão gratificante é ouvir isso.

– Você me deixou. – avisei – É bom que se sinta culpado mesmo.

Ele sorriu mais uma vez e apoiou a mão em minha bochecha. Nossos lábios se tocaram avidamente, senti a toalha escorregar enquanto eu aproximava ainda mais nossos corpos.

– Você não sabe o quanto.

Apertei-me ainda mais contra ele, no entanto, Percy segurou meus ombros e ficou em cima de mim, afastando-se.

– Você ainda está doente, lembra?

A toalha não estava tão úmida quanto antes, entretanto, senti-a contra minha testa enquanto Percy fechava a porta do banheiro e me encarava, sentado no pé da cama.

– O que vai fazer agora? – argumentei, mordendo o lábio inferior.

– Pensar.

– Sobre o quê? Nós?

Ele deu de ombros, inclinou-se sobre mim e beijou minhas bochechas.

– Só dorme. Se você ficar mais quente, eu chamo Thalia ou... Sei lá.

– Não vai me responder tudo que quero saber, não é?

– Não.

– Você é um otário.

– Já ouvi isso algumas vezes. – meneou a cabeça

Revirei os olhos, fechando os olhos. Eu podia sentir o cansaço invadindo cada célula do meu corpo, diferente dos outros dias onde eu ficava me revirando na cama, esperando o sono chegar, o cheiro de maresia penetrou minhas narinas e me levou para o mundo calmo.

***

Remexi-me algumas vezes na cama espaçosa. Um braço me prendia contra o corpo forte e minha respiração se chocava com uma pele quente e musculosa. Tateei o peito a minha frente, levantando meus cílios trêmulos até ele.

Sua boca estava entreaberta, seus cabelos caíam sobre a testa, bagunçados. O canto de seus cabelos estavam molhados, toquei suas costas que também estavam grudando, molhadas.

Ele estava ensopado de suor.

Empurrei seu braço com dificuldade, a toalha estava jogada em cima do criado mudo e eu não sentia tanto frio quanto ontem. O celular dele começou a tocar. Percy se remexeu inquieto, pulei por cima de seu corpo e peguei antes que ele acordasse.

Era alarme. Seis da manhã.

Ele acordava cedo demais. No máximo, eu saía da cama sete e dez, pulando pro banheiro e descendo pro café da manhã.

Desliguei o despertador e suspirei, aliviada.

Percy continuou a dormir, o rosto sereno, os lábios entreabertos e os olhos fechados. Acariciei seu cabelo, colocando-o para trás. Ele estava muito suado. E as janelas ainda estavam fechadas.

As janelas se abriram com um rangido estranho. Resmunguei, abrindo as janelas, puxando as mangas do moletom.

– O que está fazendo?

Olhei por cima do ombro a tempo de ver Percy se apoiando no cotovelo, ele coçou os olhos, despreocupadamente.

Resmunguei um xingamento. Como ele era sexy. Vai parecer muito clichê, mas eu queria deitar do lado dele todos os dias a tempo de ver a carinha vermelha dele ao acordar e o jeito que ele se inclinava ou os seus olhos verdes se espremendo para me enxergar.

– Abrindo as janelas, deixando o vento entrar. – disse

Percy estreitou os olhos e colocou um dos braços na frente deles.

– Eu percebi. Você está melhor?

– Sim. E você está completamente suado.

– Você estava tremendo. – rebateu, sentando-se na cama, apoiou os cotovelos nos joelhos, voltando a coçar o rosto, o lençol deslizou sobre seu corpo e me deu visão de suas costas nuas e de suas coxas descobertas – Está realmente melhor?

– Aham. Eu preciso ir para meu quarto, mas estou com medo que me vejam, então...

Percy assentiu, esticando-se e pegou o telefone, resmungando.

– Vamos perder o primeiro horário, então não levantamos suspeitas.

– Vão nos ver juntos.

– Você estava doente, eu me atrasei. Isso acontece com frequência. Vem, senta aqui. – chamou

– Percy, eu não posso perder aula! Eles vão vir, assim que se derem conta...

– Sente aqui e vamos nos beijar até tocar pro almoço. – sorriu enquanto se espreguiçava

Deixei uma risadinha escapar enquanto me arrastava até a cama, jogando-me em meio aos lençóis.

Percy riu passando um dos braços suados sobre mim e apertando nossos lábios um nos outros. Seus dedos tamborilaram até tirar uma das mechas do meu rosto e bagunçar meu cabelo em meio as almofadas.

– Sabe por que eu terminei? – ele sussurrou, seus lábios roçando na minha clavícula

Balancei a cabeça. Ele sorriu, acariciou minha bochecha com os dedos enquanto me encarava.

– Eu tinha medo de te machucar. De novo. Não... Fisicamente, mas...

– Estou com vontade de te socar. – ri

– Você tem todo o direito. – afastou-se, ainda sorrindo – Sério, eu só...

– Sabe... – posicionei minhas mãos em seus ombros, acariciando-os – Eu odiei o fato de você se drogar, odiei quando me bateu, odiei tudo aquilo. E eu te odiei em tantos momentos da minha vida que... Não sei, eu só quero te abraçar e eca, olha o que você está me fazendo fazer.

Ele prendeu uma gargalhada, beijando-me novamente. Seu beijo me preenchia, me aquecia em meio tudo aquilo.

– E outra, seu imundo nojento, você sempre vai me machucar e eu sempre vou te odiar por isso, mas tem coisas que eu posso conviver.

– Como você estar namorando, é, eu não posso conviver com isso.

– Podemos esquecer do mundo por, sei lá, até a hora do almoço?

– Vai ser um imenso prazer, Chase. – ele tocou meus lábios novamente

Nos beijamos mais uma vez. Senti seus dedos subindo meu moletom lentamente até meus seios.

– Você acabou de acordar. – resmunguei, prendendo um sorriso quando seus lábios desceram até meu pescoço

Percy subiu meu moletom de uma vez, deixando-me com o tronco desnudo. Ele sorriu.

– Eu tenho uma necessidade muito peculiar pela manhã.

– É? – franzi o cenho, apoiando-me em meus cotovelos – Toda manhã? – ele assentiu – Bom saber porque eu não estou aqui toda manhã.

Ele revirou os olhos ainda sorrindo enquanto suas pernas prendiam meus quadris, beijando-me mais uma vez.

– Isso não importa.

– Eu preciso ir pro quarto e eu estou doente.

– Minha saúde é muito forte. – seus lábios se roçaram nos meus mais uma vez

– Você não pode simplesmente deitar? – grunhi

Percy bufou e jogou-se ao meu lado. Puxei o edredom até estar coberta, ele apoiou o queixo em meu ombro, puxando um dos meus braços sobre sua cintura.

Acariciei sua nuca enquanto ele fazia o mesmo em minha cintura.

– Você vai terminar com Rogers? – ele perguntou

– Talvez.

– Pode ser hoje?

– Percy. É difícil, Rob é um ótimo amigo e namorado.

– Eu sou melhor que ele...

– Eu sei, mas... Vou falar com ele, tudo bem? – inclinou-se e beijou-me mais uma vez – E vamos resolver isso como um casal civilizado.

– Ou podemos bater em um no outro, como na era medieval.

– Babaca.

Percy riu e voltou a me beijar.

Notas finais
entãaaao, vou tentar lerdar mais um pouco porque daqui a pouco começa o fuzuê, então this is it e geeeeeeeeente, cade minhas recomendações fofinhas que vocês me mandavam? saudades ok Love, xx.