Nightingale.
58 Wild Girls.
Notas iniciais
"All you, young wild girs, I'll always come back to you"
– O que vocês acham que estavam fazendo? – gritei enquanto abria a porta do carro de Percy e me jogava lá dentro
– Seguindo vocês. – Nico deu de ombros e virou o rosto para nos encarar – O que estava fazendo em um local desses? Poderíamos, em segundos, sequestrar vocês.
– Que bom. – Thalia resmungou, tirando as luvas e a touca – Porque isso foi ridículo. Nos seguir? – ela bufou – Vocês acham que somos crianças?
– O suficiente para se encontrarem com Thomas. – Percy nos encarou pelo retrovisor, virando uma esquina – Ele poderia ter matado vocês, sabem disso?
– Mas não matou! – tirei o sobretudo, jogando-o de qualquer jeito sobre o banco de couro – Não quero que me sigam novamente! Não quero que façam essa coisa ridícula!
– Você não manda em mim. – Percy respondeu simples
– Estamos protegendo vocês.
– É ótimo saber disso, sabia? – Thalia bufou e cruzou os braços – Não queremos ser protegidas e é bom que saibam isso de um jeito ou de outro.
– O que quer dizer com isso, Thals? – Nico a encarou, com o cenho franzido
Ela não respondeu, encarou a paisagem por trás dos espelhos fumês.
– Thalia? – Nico tentou
– Cala a boca. – peguei meu casaco e joguei em seu rosto
– Porque vocês não entendem que ele é perigoso? Porque não entendem isso?
– Porque não queremos entender. – resmunguei – Me deixe em minha casa, por favor.
– Não dá. – Percy respondeu, parando em um sinal vermelho e virando-se para mim – Tenho aula extra, vou direto pra Goode.
– Ótimo. Me deixe em casa.
– Não é caminho. – retrucou
– Não me importa! Me. Deixe. Em. Casa.
– Não vou. – Percy deu de ombros e voltou a acelerar
– Percy, é sério, não queremos ir para a Goode. E não planejávamos ficar lá. Dá pra você ouvir a Annabeth uma vez em sua merda de vida? – Thalia pediu, sua voz era controlada e ela batia o pé no piso do carro
– Então aqui vai: vocês não vão pra casa de vocês enquanto não estivermos lá pelo simples fato de que vocês podem ir se encontrar, sei lá, com Jack? – Percy ralhou
– Ele está certo e vai ser rápido. Voltaremos às cinco.
– Como se você mandasse em mim, não é, Nicholas? – minha prima resmungou – Bom saber que você é capacho do Perseu. Ótimo. Porque daí vocês já assumem o namoro de vocês.
– O que você quer dizer com isso?
– Que ela terminou com você. – expliquei dando de ombros – Acho bem feito. – resmunguei
– Não, como é? – Nico virou-se totalmente para trás
– Como eu amo a Goode. – sussurrei, esticando meus braços
– Você não está falando sério, está?
– Muito sério. – Thalia resmungou – Olha, Percy está pedindo para você sentar no colo dele, por que você não faz isso?
– Pare de infantilidade, Thalia. – Percy revirou os olhos e adentrou a rua do internato
Pude ver a majestosa fachada, os portões de ferro fechados e o porteiro lendo uma revista qualquer.
– Percy, sua namorada está aí do seu lado.
– Minha namorada é loira. – ele resmungou enquanto manobrava o carro para adentrar ao estacionamento
– Ah, é? Achei que ela fosse ruiva. — rebati
Meu celular começou a vibrar no meu bolso. Rob. Sorri e ergui o celular.
– Na verdade, Perseu, vir para a Goode foi uma ideia maravilhosa.
***
Decidimos ficar na clareira. Ainda estava frio o suficiente para eu estar com a touca e luvas. Rob me passou o chocolate quente e sorriu, deixando seu corpo cair ao lado do meu, apoiando o braço sobre meus ombros.
– Eu não sei porquê veio brigando com o Jackson.
– Ele é um idiota. – resmunguei e beberiquei minha bebida – Podemos esquecer isso?
– Na hora. – deu de ombros – Eu achava que ficaria em sua casa. Estava pensando em jantarmos em um lugar legal.
– Parece que vou passar meu final de semana por aqui mesmo. – sussurrei
– Por que não ficou em sua casa?
– Problemas. – disse – Nada muito importante.
– Se te envolve, é importante. – Rob virou-se para mim, beijando minha testa – O que foi?
– Nada demais, juro. – acariciei sua bochecha com o polegar
Rob assentiu, me dando um selinho e me abraçando mais ainda contra seu corpo.
– Soube que perderam no jogo em Cumbria.
– É. – remexi-me em seus braços – Foi algo com Johnson.
– Não se preocupe. Isso não nos impede de chegar as finais.
– Fico feliz em ouvir isso.
– Se ganharmos o próximo jogo, a final pode ser aqui mesmo. Seria impressionante, não é?
Encarei seu rosto de perfil: o queixo anguloso e o sorriso rasgando seu rosto, os cabelos negros bagunçados sobre a testa e os olhos azuis focados na paisagem arborizada a nossa frente.
– O que foi?
Lambi o lábio inferior e dei de ombros.
– Não é nada.
– Não estou acreditando em seu “nada”, vamos lá, você não é uma boa mentirosa.
Soltei um risinho e dei um gole grande no chocolate, sentindo minha língua queimar.
– Seu sobrenome... Ele é da sua família verdadeira ou da família que te adotou?
Rob franziu o cenho, parecendo confuso.
– Da família que me adotou, por quê?
– Hã, você conhece Maxwell Rogers?
– Maxwell... Que nome antiquado. – ele riu, acompanhei-o – Não, você acha que é alguém de minha família?
– É... Ele é um velho amigo do... Dos meus tios. – emendei, cruzando os braços – Achei que seria uma grande coincidência.
– Talvez seja. – Rob deu de ombros – Prometo que procurarei saber com minha tia.
– Obrigada. – acariciei seu braço, agarrando-me ao seu cotovelo
Ele deu de ombros. Continuamos em silêncio pelo que pareceu dez minutos até Rob encostar os lábios em meus cabelos.
– Eu não gosto de ver você com ele. Todo o tempo.
– Não gostou com ele todo o tempo. Ele que me persegue.
– Mas você ainda gosta dele. – abri a boca para retrucar, Rob acariciou meus cabelos e suspirou – Ele te disse aquilo, não foi?
– Aquilo o quê?
– Você sabe o quê. – Rob desviou o olhar e tirou o braço dos meus ombros, cruzando-os
– Não, eu não sei o quê.
– Annie, você é menina... – ele franziu o cenho e me olhou – Aquelas coisas que meninas gostam de ouvir.
– Não sou menina. Quero dizer, sou. Mas não ajo como uma, na maioria do tempo. Então, sim, você vai ter que me explicar isso.
Rob passou as mãos pelos cabelos e bufou.
– Eu te amo.
Seus olhos azuis me encararam por cima do ombro, embora ele estivesse ao meu lado e sua altura favorecesse para ele. Senti minha pele se arrepiar mesmo com as duas camadas de roupa e eu já estivesse sentindo o clima mais ameno. Mordi o lábio inferior, a confusão perambulando pela minha mente. Isso é o que ele queria dizer ou que as meninas gostavam de ouvir?
Porque, realmente, eu amei ouvir aquilo.
– Isso... – estreitei os olhos, erguendo um dedo para ele
– O que seu ex te disse.
– Ah. Ah. – mordi a língua e balancei a cabeça, tentando sorrir – Ele nunca me disse isso, então. – dei de ombros, tentando parecer indiferente embora sentisse meu cérebro ferver
– Não?
– Por que você acha isso?
– Não me leve a mal, mas quando vocês parecem juntos... Você age como se ele tivesse falado aquilo.
– Ei, Rob, eu estou com você, ok? – fiquei de joelhos em cima da mesa de pedra e peguei seu rosto entre minhas mãos – Não quero saber dele, quero saber de nós. – sussurrei, tocando nossas testas – Por que não esquece ele?
– Porque... – ele engoliu em seco, senti suas mãos em meu quadril – Porque ele é uma ameaça. Eu adoro você, Annie. Não tem ideia do quanto.
Sorri e toquei nossos lábios. Rob parecia tenso quando sentei em seu colo e aprofundei nosso beijo, suas mãos passearam pelas minhas costas enquanto eu rodeava minhas pernas em seu quadril.
– Eu vou ter que ir. – ele soltou um muxoxo, apertando seus braços ao redor da minha cintura
– Por quê? O que vai fazer?
– Preciso me encontrar com meus tios. – murmurou, seus olhos ainda fechados – Nos vemos hoje à noite, o que acha?
– Ótimo. – sussurrei e beijei seu nariz, pulando em direção a grama
– Vem, eu te levo até seu quarto.
Entrelacei nossos dedos enquanto caminhávamos em direção a passarela com o arco de árvores e galhos secos como passagem.
– Vou pegar uns livros. – avisei
Rob assentiu.
Chegamos ao corredor principal em alguns minutos. Nos beijamos antes dele se despedir e ir em direção ao estacionamento.
Os corredores às quatro costumava ficar vazio e silencioso, principalmente aos sábados. A não ser pelas vezes em que a porta da sala de Izzy ficava aberta, ela costumava afinar os instrumentos ou tricotar alguma coisa nos finais de semana.
Por poucos segundos, enquanto eu abria meu armário, eu encarava a sala fechada onde Thomas me atendia e sentia raiva, tristeza, me sentia enganada, absurdamente encoberta de fúria e mágoa. Embora, uma pontinha de saudade invadisse meu peito. Um imenso poço de saudade que me afundava cada vez mais e se misturava com todas as outras emoções que me atingiam quando pensava nele.
A porta de ferro estava aberta quando puxei alguns cadernos e então, fechei os olhos quando minhas costas se chocaram contra o ferro, meu corpo paralisou e minha respiração ficou entrecortada em segundos.
Mãos grandes, calejadas e bem conhecidas acariciaram meu rosto.
– Annabeth?
Suspirei, de alívio.
Abri os olhos, hesitante.
– Annie?
Os olhos verdes, uma simples e clara cor de mar, fez meu corpo tremer.
– Você está bem? Achei que...
–Estou ótima. — resmunguei, tentando tirar suas mãos de mim
– Ei, calma. — ele sorriu — Eu queria falar com você.
– Ótimo. Eu não quero falar com você.
– Ótimo. — repetiu, seu rosto estava malditamente próximo do meu. — Eu queria te pedir desculpas e te convidar a passar a noite comigo. Como um pedido de desculpas. — ele deu de ombros
– Se isso é uma maneira gentil de dizer "transa comigo", desculpa, mas eu namoro, gentleman.
Percy revirou os olhos, seus dedos firmes em minha bochecha, fazendo um carinho repetitivo até meu queixo — que me estremecia mais que sua mordida no local, talvez fosse abstinência.
– Bem, você sabe que eu não sou o tipo de cara que te chama pra transar.
– Não foi esse tipo de cara que realizou o desejo de Kate, ou de milhares de garotas. — cuspi
Ele revirou os olhos novamente, um sorriso debochado no rosto.
– Alguém tem que ser o Papai Noel da Goode, hm? — sorriu
– Filho de uma puta. — resmunguei, sentindo a raiva crescer dentro de mim, ele apenas sorriu, um sorriso pequeno e verdadeiro
Usei minhas mãos livres para espalhar tapas pelo seu peito, tentando me livrar de suas mãos fortes.
– Ai. Caralho, Annabeth. Qual é, foi só uma brincadeira. — ele segurou minhas duas mãos com uma mão só acima de minha cabeça
– Estou farta de você e de suas malditas brincadeiras, por favor, me larga. — fechei os olhos, respirando fundo
– Ok. Só me diga que vai. Hoje a noite. Depois da inspeção, a chave está no vão furado no último degrau da escada.
– Eu. Não. Vou. Entenda. — falei pausadamente, aproximando meu rosto do seu ainda mais com certo esforço — Sabe por que? Porque eu namoro, seu babaca.
– Isso nunca foi um impedimento para você.
– Está dizendo que eu te traí? — ri, esnobe
– Eu não...
– Bem, foi isso que você quis dizer. E, se isso apenas for um fetiche louco de me pegar com um namorado, esqueça. Eu e o Rob estamos ótimos.
– Por quê? — ele estreitou os olhos, encarando meus lábios, cinicamente
– Não sei. — dei de ombros — Foi você que terminou comigo, lembra? Quer que eu refresque sua mente? Pois bem, estávamos em um camarim abandonado e você estava com raiva de sua pobre alma...
– Cala a boca. — reclamou — O que quer de mim? O que quer para que essa palhaçada de namoro acabe?
– Não é uma palhaçada! O Rob me adora... Algo que você nunca afirmou, hm?
Percy franziu o cenho, parecia confuso, sua mão falhou ao redor dos meus pulsos, eu estava pronta para puxar e sair correndo da prisão de seus olhos verdes, entretanto, ele percebeu rápido demais. Voltando com aquele sorriso fino sem mostrar os dentes.
– Então é isso? — Percy perguntou — Por que eu não te disse "eu te amo"?
– Não, é...
– Olha, Annie, você sabe que essas malditas palavras não valem nada pelo que vivemos juntos. Nos conhecemos com catorze anos, duas crianças, você perdeu seu pai, nós terminamos, nos reencontramos... E voltamos pra Califórnia. — ele sorriu, minha respiração estava entrecortada novamente, mas não era de medo — O que vivemos lá... Eu te amo parece tão pouco, não é? Parece tão... Pequeno para o que temos e o que sentimos. Estou certo, não estou?
Eu odiava admitir, mas ele estava malditamente certo. Seu sorriso ao terminar de falar fez minhas pernas tremerem e se não fosse por aquelas malditas mãos me prendendo, eu já estaria chorando largada no chão.
– Não estou, Annie?
– Está. — admiti
– E por que não termina com tudo isso e volta pra mim?
– Porque você me fez sofrer demais. — pigarreei — E sabe de uma coisa? — resmunguei, estreitando os olhos para ele — Se eu te amo não são palavras suficiente para me ter de volta, procure algumas.
Puxei meu joelho com toda a força até seu membro. Ele se esquivou o suficiente para que batesse na parte externa de sua coxa, ele se curvou e gemeu enquanto eu puxava meu caderno, vagando até estar na passarela.
E então, deitada sobre minha cama de casal congelada, tentando não chorar como um bebê.
Tirei meus casacos pesados, minha bota, ficando apenas de jeans e o casaco fino. Peguei o boné de beisebol ao lado da minha cama e joguei no chão, empurrando para baixo da cama.
– Te odeio. – resmunguei
Batidas ocas soaram na porta.
Grunhi e abri a porta. Era Thalia. Suspirei.
– Precisamos conversar. – ela adentrou no meu quarto
Minha prima sentou-se no chão e abriu o notebook em cima da minha cama. Franzi o cenho e fechei a porta.
– O que aconteceu?
– Sabe esse tal de Maxwell Rogers? – disse
– Sim. Eu falei com Rob sobre isso. Ele não o conhece, mas ele vai se encontrar com os tios hoje, então eu acho que ele deve ser da família dele, ou não, por sorte. – expliquei sentando-me ao seu lado
– É. Ou não. Vamos combinar que eu sou mais inteligente que você.
– É? Por que você acha isso? – resmunguei
Thalia acessou o Google e digitou na caixa de busca Maxwell Rogers.
– Não. – segurei minha gargalhada – Você acha que pode achar Maxwell Rogers pela internet? Você sabe quantos Maxwell’s existem no mundo?
– Pode apostar que sim. – reclamou – Tá vendo? – apontou para a tela – Não consigo achar nenhum Maxwell, pode ser atleta... – deslizou um dedo por um link que dizia Maxwell quebrou seu próprio recorde! – Até apresentador de televisão. – Rogers consegue ter uma entrevista com Oprah! – Isso nos Estados Unidos.
– Thalia, você está passando muito tempo com Nico. – ri – Aliás, foi pra valer?
– Não quero falar sobre isso agora. Olha, quando eu coloquei na Inglaterra. – ela digitou rapidamente – Nas primeiras páginas, eu não consegui achar nada.
– Você fez isso em menos de uma hora?
– Claro enquanto você estava lá com seu namoradinho...
– Você está falando como Percy. – resmunguei
– Você deveria ouvi-lo, então. – retrucou
– Tá, sobre o que você estava falando?
Thalia revirou os olhos e avançou até a página dez.
– Noticiários sobre Maxwell Rogers. Todos falam superficialmente, como se fosse uma retrospectiva. – informou, avançou para a página trinta
– Vamos voltar no tempo, é isso? Há quanto tempo o Google existe?
– Quinze anos. – respondeu, focada na tela
– Então, quer dizer que quando eu nasci o Google não existia? Não consigo imaginar minha vida sem ele. – cocei meu queixo, pensativa
– Foco. – ela apontou para a tela – Aqui. – ela abriu um link
Era uma reportagem em um site de quinta categoria, o que provavelmente me daria indicio de que a notícia era falsa.
Arqueei a sobrancelha.
– O que isso quer dizer?
Thalia apontou para a tela, revirei os olhos e apoiei meu queixo em minha mão, lendo a informação.
MORTE DE EX-AGENTE DA CIA
Neste final de semana, 09, Maxwell Rogers foi morto em sua casa de campo no sul da Inglaterra.
O agente da CIA aposentado que virou matador de aluguel foi morto misteriosamente em sua casa de campo junto com sua esposa. Seus dois filhos – uma garota de um ano e um garoto de três anos – estão desaparecidos. Está sendo cogitado que essas pessoas tenham feito isso apenas para levar as crianças para o tráfico.
Maxwell Rogers se aposentou pela CIA aos trinta anos, casando-se com Elizabeth Rogers um ano depois. Ele foi preso uma vez por matar um “traficante” sem ficha criminal; boatos daquela época afirmavam que ele foi mandado por agentes do Estado. Não se tem nenhuma prisão depois dessa.
Os dois filhos de Maxwell e Elizabeth continuam desaparecidos.
Pisquei. Reli a reportagem. Ela era curta, com poucas informações e muito evasiva.
– O-o que você quer... Tentar me dizer? – balbuciei
– Que Thomas pode não estar mentindo. – Thalia me encarou – Annie, talvez, realmente tenha um Maxwell Rogers na equipe de seu pai, talvez... Talvez Jack realmente não tenha planejado a morte dele.
– Isso não quer dizer que ele não tentou nos matar! – gritei, levantando-me, dando as costas para ela – Você foi sequestrada! Você... Foi torturada! – enfiei meus dedos em meus cabelos e virei-me para ela
– Eu sei disso, Annie. Não precisa me lembrar, mas... Thomas poderia estar certo. Alguém mais está envolvido nisso. – seus olhos se voltaram para a tela – E... Ele-
– Não. – ri, sem humor, levantando minha mão para ela – Pode parar por aí. Eu sei o que você quer dizer e tenho certeza que você está errada.
Thalia bufou.
– Tudo bem, quem você acha que o matou?
– Os mesmos que mataram meu pai? – arqueei a sobrancelha, como se fosse óbvio
– Talvez. Ele era um matador de aluguel, talvez alguém querendo vingança.
– Por que a CIA não o ajudou quando ele foi preso?
– Ou ele foi ajudado. A informação é muito vaga.
Sentei-me ao lado dela.
– Você não consegue outra? Outra reportagem?
– Eu já tentei. Já disse que as outras são parecidas como retrospectivas. As outras não falam muito mais que isso, apenas sobre a morte e sobre os filhos desconhecidos. Nada demais.
– Sabe como ele morreu?
Thalia franziu os lábios e balançou a cabeça.
– Nada.
– Como vamos descobrir? – rebati
– Poseidon deve saber de alguma coisa...
– Acha que ele vai falar? Eu o ouvi falando com Percy, dizendo que não poderíamos nos encontrar com... – pisquei e sorri – Thomas.
– Não, não, não. – minha prima fechou o notebook e sentou-se na cama – Sem chance. É arriscado demais.
– É nossa única chance.
– Annie, ele já disse tudo que tinha que dizer! Já disse o mais importante: Maxwell Rogers. Agora, sabemos que ele tem algo a ver. Só falta saber o quê.
– Você vai me matar, mas eu... Acho que Rob o conhece.
– Rob? Rob não tem nada a ver com isso. Ele é... Normal.
Minha prima bufou, puxou uma almofada para seu colo e apoiou os cotovelos ali.
– Tudo bem. Vamos provar que ele é normal e vamos invadir o quarto dele.
– Ou podemos falar com o Luke. Talvez ele não nos diga nada ou talvez ele saiba de alguma coisa.
– Você sabe que ele não vai dizer nada, não é?
– Só vamos tentar. – implorei
– Se ele não nos disser nada...
– Vamos invadir o quarto do Rob.
– Muito bem. Mande uma mensagem para ele e peça para ele entrar no Skype.
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