Nightingale.

59 Do You Really Want Me?


Notas iniciais
Ana Beatriz Araujo, obrigada pela recomendação, amorzinho!!! Capítulo dedicado à você e, claro, a mim porque ele é muito legal, sorrynotsorry E, claro, eu sei que todas vocês queriam ter uma vida aka annabeth e thalia pq elas sao mto fodas caralho

"This hurricane is chasing us all undergrond"

– Como vão as coisas por aí? – perguntei, inclinando-me sobre a tela

– Só um momento. – meu primo resmungou – Ethan, seu idiota, se você mexer nisso aí eu vou dar um tiro na sua testa! Tá, o que você disse, Annie?

– Como vão as coisas por aí? – repeti, sentindo a irritação tomar conta de mim

– Ah, legais. Decidi estudar, sabe, acho que consigo passar na faculdade pública.

– Legal. – Thalia resmungou

– Tá, por que vocês estão com essa cara de merda? – ele apontou para nós duas

Vi Ethan aparecer atrás dele. Seu cabelo ruivo estava todo bagunçado e seu rosto amassado, ele deu um sorriso grande e acenou.

– E aí, lindas! Que saudades! Quando vocês voltam?

– Não sabemos. – Thalia cortou – Na verdade, queremos perguntar uma coisa. Vocês conhecem Maxwell Rogers?

Luke franziu o cenho, Ethan coçou o queixo e balançou a cabeça.

– Nunca ouvi falar. Ele está envolvido com alguma coisa...?

– Não, só curiosidade.

– Acho que já ouvi falar dele. – Luke coçou a nuca – Eu deveria ter uns quatro ou cinco anos. A esposa dele tinha acabado de dar luz à uma garotinha. Ela era ruiva. – meu primo riu – Vocês não lembram? Annie tentou pegar a menina e ela quase caiu.

Mordi o lábio inferior, inclinando-me ainda mais.

– O que mais você sabe?

– Por que está tão interessada? – arqueou a sobrancelha

– Já disse: curiosidade. E então, o que mais você se lembra?

– Nada demais. Ele era amigo dos nossos pais e só ficou para o churrasco, foi embora e nunca mais o vi.

– Ele estava com um garoto? Ele tinha outro filho? – Thalia perguntou

– Não me lembro se tinha. Só me recordo desse nome por causa da ruiva.

– Ruivos são gatos. – Ethan completou

– Não. – contrabati – Tudo bem, enfim, obrigada. Como está May?

– Ah, ela está legal. Atena já voltou das férias?

Balancei a cabeça.

– Sinto muito. – ele sorriu, triste

– Tudo bem. E Alex, ela está com quantos meses?

– Cinco! – Ethan respondeu feliz – Eu acho que vou ser o padrinho-

Luke socou seu estômago.

– Bem, meninas, fico feliz em ter ajudado. Como estão com seus namoradinhos?

– Não temos namoradinhos. – Thalia encerrou, preparando-se para encerrar a chamada

– Como assim... Vocês terminaram? – Luke perguntou

Thalia levantou o dedo médio e encerrou a ligação.

– Tudo bem. – organizei as ideias – Quando Luke o viu, ele já teve a garotinha... Consequentemente, ele já havia se aposentado da CIA.

– Se ela era pequena... Talvez ela fosse recém-nascida e ele já tivesse sido preso, ok?

– Certo, então... Se ela tivesse um ano, dali há alguns dias ela seria raptada ou o que quer que tenha acontecido com a garota.

– Luke não se lembra do garoto. – Thalia retrucou

– Ele também não mencionou uma mulher lá. Ele deveria estar com a mãe.

– Ok, Plano B. – ela levantou-se, abrindo a porta

– Não. – balancei a cabeça – Sem chance. Não podemos fazer isso.

– Que horas o Rob costuma chegar?

– Sei lá, uns cinco? Seis ou sete, no máximo.

– Ótimo. Temos duas horas, no máximo. – ela estalou os lábios e bateu as mãos – Ande, garota! Ainda temos que pensar como saberemos qual é o quarto de Rob e dar um jeito de abrir.

– Só é me arranjar um grampo. Mas não sabemos qual é o quarto dele.

– Podemos invadir a secretaria de novo. Não é tão difícil assim.

– Não. Sem invadir a secretaria. Talvez... Nico saiba. É, todos sabem os quartos de todos ali.

– Secretaria.

– Não vamos invadir a secretaria. – assegurei

Fechei a porta do quarto e a tranquei. Thalia deu de ombros, andando na minha frente, desceu as escadas e virou em direção ao corredor principal.

– Tudo bem, eu falo com o Nico.

Ela deu meia volta e continuou andando a minha frente em direção à ala masculina.

Em minutos, levantei os nós dos dedos para bater na porta indicada por Thalia. Ela estava apoiada na parede ao lado com uma expressão entediada embora seus pés batucassem no carpete. Franzi os lábios e Thalia acenou, impaciente, para porta.

Nico a abriu, estava usando um moletom preto e parecia que tinha acabado de acordar.

– Annie. – ele coçou o peito e bocejou, apoiando o corpo na soleira da porta – O que foi? Algo com o Percy?

Pigarrei e me mexi.

– Não, é... Eu queria saber onde é o quarto de Rob. Vocês meio que sabem onde todos estão, então... – dei de ombros

Nico franziu o cenho e inclinou-se para frente. Hesitei dar um passo para trás quando Thalia se afastou lentamente.

– É o último quarto a direita. Sabe que se a inspeção te pegar...

– Vai ser muito ruim, é, eu sei.

Nico assentiu, coçou a nuca e sorriu.

– Falou com a Thalia?

Minha prima negou freneticamente com a cabeça. Lambi o lábio inferior e dei um sorriso falso.

– Eu tenho muito que falar com Rob, sinto muito por ter te atrapalhado e tal... Hã, eu tenho que ir.

– Você falou...

– Não, bem, obrigada! – acenei, virando as costas e adiantando o passo

Nico não se deu o trabalho de me seguir com o olhar, apenas bufando e fechando a porta.

– Ele é legal...

– Ele é capacho de Percy. Dá pra focar no trabalho agora?

Revirei os olhos e bufei.

Thalia inclinou-se sobre a porta e deu três batidas.

– Ele não está aí. – resmunguei, ficando de joelhos em frente a porta

– Só estou testando, calma. – me passou o grampo com um sorriso no rosto

Não me lembro muito bem como aprendi a usar esse método. Provavelmente fora antes ou depois da morte do meu pai. Não pensei muito sobre isso; fazia muito tempo que eu não tinha um surto e agora, sem meu psiquiatra, eu não tinha ideia do que podia acontecer comigo caso eu desmaiasse em meio a um surto. Toquei a palma da minha mão no veludo cor de vinho da porta, esperando que esse tato fosse me fazer continuar na realidade e não nos fantasmas da minha mente.

A porta se abriu com um estalo. Respirei fundo antes de me levantar.

– Não precisamos... – Thalia abriu a porta – Fazer isso. – completei

Ela não respondeu, sentando-se em cima da cama enquanto eu fechava a porta atrás de mim.

– Tudo bem, ande logo com isso, ele pode chegar a qualquer momento.

– Onde ele guardaria foto de parentes?

Minha prima pulou, agachando-se ao lado do criado-mudo.

O quarto de Rob era bastante arrumado. A janela havia sido fechada e as cortinas estavam abertas, a cama estava bem arrumada com um edredom preto. Em cima do criado-mudo estava apenas um relógio-despertador e um abajur, nada de especial. Em frente à cama estava um baú negro, agachei-me em frente ao baú, abrindo-o calmamente, o cadeado estava aberto sem nada demais.

– Temos camisinha. E mais camisinha. – Thalia fez uma careta, tirando as embalagens coloridas da gaveta, me encarou por cima do ombro com um sorrisinho – Ele é tão quente assim?

– Cala a boca. – ameacei um sorriso

– Olha o que temos aqui. – ela balançou uma carteira de couro – Parece que alguém esqueceu a carteira.

– Você não vai roubá-lo. – revirei os olhos – E deixa essa carteira aí.

– Tudo bem, estressadinha. Bem, não temos nada aqui, além da evidência que ele pretende ter uma noite bem quente. Não sabemos se é com você, claro. – ela deu de ombros

Revirei os olhos mais uma vez. Thalia desapareceu atrás de mim, indo em direção ao closet.

O baú tinha paletós arrumados lado a lado, gravatas entre eles e cones de ferro onde ele deveria guardar meias. Afastei os paletós tentando encontrar alguma foto, coloquei os paletós um em cima do outro, encontrando camisas de botões.

– Aqui só tem roupa! – Thalia gritou

– Aqui também. – sussurrei

Suspirei ao ver que não tinha nada demais. Puxei mais um bolo de camisa encontrando camisas sociais azuis, resmunguei e peguei os outros bolos para colocas em cima da camisa social, meus dedos se bateram com ferro gelado. Arqueei as sobrancelhas, afastando as camisas, exato sete camisas e me deparando com uma caixinha de ferro preta com detalhes dourados. Franzi o cenho e puxei-a, deixando minhas costas contra o baú.

– Thals. – chamei

– Já vou.

Abri a caixa. Várias fotos velhas em tom sépia estavam espalhadas, uma caixa de cigarro com três faltando e alguns recortes de jornais. Peguei uma das fotos onde uma mulher segurava um bebê e sua mão estava no ombro de um garotinho com um sorriso malandro. Seus cabelos pareciam ser escuros, arrumados para o lado com veemência, embora alguns fios ainda caíssem sobre sua testa.

– Thalia. – murmurei mais uma vez

Ela não me respondeu. Deixei a foto cair e peguei o recorte do jornal.

Maxwell Rogers é encontrado morto em sua casa.

O ex-agente da CIA tem seu enterro ao estilo apropriado.

Coloquei minhas mãos na boca, sentindo meu coração pulsar mais rápido. Senti meus olhos lacrimejarem. Eu estava sendo enganado mais uma vez? Era isso?

Não podia. Foi fácil demais. Nada vinha fácil, se também não fosse fácil. Maxwell deveria ser apenas um conhecido de Rogers. Um... Sobrinho distante. Um sobrinho que morava com ele. Ele, nem ao menos era ruivo, como a garotinha que Luke dissera.

Encarei a porta escancarada, Thalia saía dali com uma caixinha preta de veludo. Ela engoliu em seco ao levantar os olhos para mim.

– Olha o que eu encontrei. – levantei-me, carregando a caixinha – Ele tem recortes de jornais de Maxwell Rogers. Não diz muito, mas isso pode ser alguma coisa, não pode? E por que ele foi tão idiota de continuar com o sobrenome dele?

– Annie. – Thalia me encarou, parecendo apreensiva – Olha.

Baixei o olhar para a caixinha de veludo.

Senti todo meu medo triplicar.

Uma arma de porte pequeno estava pousada ali, ela era prata com detalhes negros e cinco balas estavam enfileiradas abaixo dela.

– Meu Deus. – segurei ainda mais a caixinha contra o meu peito – Meu Deus.

– Eu já vi demais por um dia. – Thalia me deu as costas erguendo uma mão

– Onde você encontrou isso? – gritei

– Guarde isso! Vamos sair daqui.

Assenti, embora eu quisesse procurar mais. Arrumei o baú do melhor jeito possível, tentando imitar como estava antes, fechei o baú e deixei o cadeado pendurado de qualquer jeito enquanto Thalia saía esfregando as mãos no legging.

Meu celular vibrou no bolso do moletom.

Acabei de chegar. Te encontro no refeitório?

Xoxo

– Ele acabou de chegar! Ai, meu Deus! Ele vai nos pegar. – joguei meu telefone para Thalia, enfiando meus dedos em meus cabelos

– Não vai. Vamos sair daqui. – mandou enquanto digitava alguma coisa

Assenti. Abri a porta, vendo o corredor lotado de alunos – não tão lotado assim -, mas o suficiente para que eu surtasse. Se algum deles quisesse me denunciar, eu estava muito ferrada.

Fechei a porta atrás de mim, segurando a maçaneta para Thalia não sair.

Acenei para alguns meninos do time, franzindo os lábios. Nico saia do quarto dele vestindo um cardigã vermelho e franziu o cenho vindo até mim. A porta vibrou atrás de mim com os socos que minha prima deu.

– É melhor...

– Eu ir embora, é, eu sei. Mas você pode ir embora primeiro? – grunhi

– Tão indelicada. Você toca meu coração.

Revirei os olhos, puxando a porta contra mim.

– Fico feliz em ouvir isso. Agora, .

– Por que? Se abrir a porta irei ver um Rob pelado?

– Aham, ou até pior. – ameacei

Nico fez uma careta, deu um beijo na minha testa e desceu as escadas. Suspirei, abrindo a porta.

– Você ia me deixar trancada lá, sua vaca?!

– Não, seu ex estava aqui na minha frente, ok?

Thalia bateu o pé no chão e bufou.

– Certo, vamos embora, estou aterrorizada demais por um dia só.

Fechei a porta e me ajoelhei, enfiando o grampo rápido o suficiente para fechar a porta. Minha mão tremia; se Rob resolvesse passar no quarto para tomar um banho quente ou algo do tipo, nós estaríamos ferradas. Mordi o lábio inferior, sentindo Thalia cutucando meu ombro.

– Qual é! Se continuar assim, não vou conseguir fechar. – resmunguei

Minha prima me cutucou novamente, tive vontade de lhe dar um soco, mas forcei a ponta do grampo a girar e o clique foi uma música suave para mim. Suspirei e apoiei minhas mãos na porta. Ela chutou meu tornozelo.

– Cara, se você continuar com isso... – levantei-me, virando-me para ela, perdendo a voz logo em seguida – Oi, Percy.

Ele sorriu, embora seus olhos fossem espertos me avaliando, suas mãos estavam atrás das costas e ele usava um cardigã verde musgo aberto deixando a mostra sua regata branca e quase transparente que me deixava ver seu peito. Ele deveria agradecer que a Goode tinha uma boa rede de aquecedores.

– Oi, Annie. Thals.

Lambi o lábio inferior e mexi no cabelo.

– Então, Thals, estamos atrasadas, lembra? Temos que ir.

– Certo. Foi um prazer te rever, Percy. – minha prima sorriu, segurando na curva do meu cotovelo e puxando-me

– O que vocês estavam fazendo invadindo o quarto de um garoto na ala masculina? – sua voz gelou minha espinha, fazendo-me endireitar a coluna

Parei de andar. Thalia me encarou por cima do ombro, vociferando o que você está fazendo?

– Não é da sua conta. – virei-me, cruzando os braços – Eu estava no quarto do meu namorado.

– Invadindo. – destacou, enfiando as mãos nos bolsos e avançando alguns passos – Usar um grampo, acho que ele te daria a chave. O que estão desconfiando dele agora?

– Olha aqui, Perseu, a gente realmente não tem tempo pra você, então por favor, nós vamos dar o fora calmamente enquanto você finge que não nos viu.

– Afrodite chegou hoje. – disse, franzindo os lábios

– E? – inclinei a cabeça

Percy passou a mão com força pelo rosto, puxando as pontas dos cabelos e virou os olhos.

– Deveria procurar sobre sua mãe. – falou

Continuei parada, processando a informação. Percy avançou passos rápidos até mim e inclinou-se sobre mim, seus lábios rente ao meu ouvido.

– Sei o que está fazendo. E não vai se dar bem.

– Se eu fosse você, não pensaria nisso. – avisei, segurando seu braço – Não tem nada a ver com você.

– Se você está envolvida com isso... Tem tudo a ver comigo. Foi um prazer rever vocês. – sussurrou para nós, sua voz impregnada de ironia

Respirei fundo várias vezes. Thalia me puxou e então, descemos as escadas às pressas, embora parte de mim estivesse delirando porque minha mãe estava de volta. Ela deveria ter me telefonado, pelo menos. E por que Percy sabia disso antes de mim? Eu era a filha dela. Atravessamos a passarela correndo para que o frio não nos afetasse tanto. Assim que atravessamos os portões abertos do refeitório, subi as mangas do meu casaco até o cotovelo.

– Preciso encontrar minha mãe. – disse para Thalia

Ela arqueou as sobrancelhas e abraçou minha cintura.

– Está tudo bem, ela não vai fugir.

– Tenho que saber como ela está. Tenho que saber...

– Olha quem está ali. – minha prima apontou para Rob, de cabeça abaixada em meio a algumas mesas

– Rob. – fechei os olhos e virei as costas, agarrando seus pulsos – Não sei se consigo olhar pra cara dele.

– Annie. Escute. – ela agarrou meu rosto, encarando-me com firmeza – Você não pode ferrar tudo agora. Se você continuar com o Rob...

– Não posso enganá-lo! – controlei minha voz, mordendo o lábio inferior – Eu estou morrendo de medo.

– Controle-o. – Thalia me encarou, seus olhos azuis eram assustadores, encolhi-me e respirei fundo – Se você não conseguir tirar mais nada dele. Não temos como culpa-lo. Entendido?

Bufei e ajeitei meu cabelo para trás, fazendo um coque rápido.

– Tudo bem.

– Eu vou estar lá.

Assenti. Minha prima agarrou minha mão enquanto atravessávamos o refeitório. Sorri sem mostrar os dentes quando Rob ergueu os olhos para mim. Ele me deu um selinho, no momento em que sentei ao seu lado.

– Thals. – sorriu, acenando, seu braço passou por cima dos meus ombros com um sorriso grande

– Oi. Então, como foi sua tarde longe desse lugar?

Rob riu, afagou meu ombro, engatando em uma conversa com minha prima. Tirei meu celular do bolso e mandei uma mensagem para o tão conhecido número de minha mão. Batuquei as unhas no ferro da mesa, esperando que o tempo passasse mais rápido. Meus olhos caíram sobre Percy debruçado sobre a mesa, a testa apoiada nos antebraços cruzados. Nico estava o seu lado, encarando o nada com uma mão no queixo e o cotovelo no ferro. Os meninos do time de futebol estavam conversando, ninguém parecia perceber que eles estavam dormindo ou perdido em meio a eles.

Meu celular vibrou. Destravei a tela rapidamente e a mensagem apareceu diante dos meus olhos.

Querida! Desculpe-me por não ter te avisado que tinha chegado. Estou morrendo de saudades! Posso te pegar amanhã de manhã no colégio?

Franzi o cenho, digitando rapidamente em resposta.

O que você está fazendo? Preciso ver você hoje.

Não recebi resposta, o que me deixou mais nervosa ainda. O que tinha acontecido com ela? O que tinham feito com minha mãe? Nada. Resmunguei. Você que está sendo neurótica demais, Annabeth.

– Annie? Você está aqui? – Thalia riu, batendo em meu ombro

– Sim, eu estou. Perdão. – acariciei minha testa

– Perdão? – Rob riu ao meu lado – Estou falando com a minha namorada mesmo?

Deixei um riso fraco escapar e me afastei dele.

– É, é. Eu preciso ir.

– Não vai jantar? – minha prima perguntou, levantando-se

– É. Eu como alguma coisa depois. Hum, boa noite, Rob. – virei as costas

Rob segurou meu pulso. Prendi a respiração e mordi a língua para não gritar para que ele me soltasse.

– Aconteceu algo?

– Nada. – sorri e puxei meu pulso, acariciando-o – Nada.

– Certeza?

– Ela só está cansada. – Thalia segurou meus ombros – A mãe dela acabou de chegar em Hampshire. E não sabemos quando poderemos encontra-la. Ela está com saudades. – explicou, baixinho

– Ah. Ah. – Rob assentiu – Nos vemos depois, então?

Acenei com a cabeça, apressando o passo para o corredor principal.

Notas finais
EU TO SURTANDO AÇDLKSAÇKSA CARA EU N TO BEM HELP DSÇLKDÇSKDS meu coração ta tipo pampampampmpa ta tipo flatline tao ligadas ok eu to bem nao mentira mas ok agora eu to beijinhos amorzinhos