Nightingale.

60 In The Moonlight. - 61


Notas iniciais
ANTES QUE VOCÊ COMECE A LER PASSE PRO PRÓXIMO CAPITULO, devido a um erro idiota que eu cometi, portanto o próximo capítulo é o 60 e esse é o 61, THANK YOU!!! Esse capítulo é dedicado à Danny pela recomendação, muito obrigada!! E A MUSICA É WAIT FOR A MINUTE GENTE EU TO SOFRENDO ESSA É MINHA FAV MUSIC DO JUSTIN BIEBER DSÇKLDÇSKDLÇDKS EU TO SURTANDO PQ EU AMO ESSA MÚSICA EU E A POLLIANA SÉRIO MUITO BOM OUÇAM CARA

"We can go to a place, you ain't never seen before"

Me encarei no espelho pela milésima vez. Se Percy cumprisse com sua palavra, ele estaria ali. Mas fazia uma hora desde que ele disse que viria e ainda não havia chegado.

Certo. Calma. Ele deveria ter tido algum problema com a inspeção. Além do mais, o que eu estava pensando em fazer? Grunhi enfiando meus dedos em meus cabelos, isso era fora de questão! Eu tinha um namorado e... Mesmo que eu odiasse o fato de que Percy me teria na mão dele em qualquer momento, eu odiava saber ainda mais que estava participando de um jogo que nem tinha sido declarado.

Batidinhas ocas ecoaram pelo quarto, me impedindo de continuar lastimando.

Plano Annabeth em ação.

Eu vestia shorts e uma blusa quase transparente, mas fiz questão de abrir a porta e me encostar na soleira da porta, entediada.

– E então, o que quer falar comigo? — resmunguei, bocejando

Percy, como de praxe, estava lindo. Os cabelos recém-levados caídos pela testa, ele ainda usava o fardamento: a blusa de botões puxada até o cotovelo, e a calça jeans.

– Por onde esteve? — perguntei, franzindo o cenho

Ele revirou os olhos, empurrando minha cintura enquanto adentrava o quarto. Fechei a porta, encostando-me na mesma.

– Pode me dizer? Se veio falar comigo...

– Aula extra. — reclamou

Ele estava de costas para mim, as mãos enfiadas no bolsos dianteiros.

– E o que você queria falar comigo que não poderia falar calmamente como um amigo? Porque eu acho que a escola toda... — comecei meu discurso, vagando pelo quarto enorme — Sabe que eu tenho um namorado e eu o...

Meus lábios pararam de se mexer no momento que sua boca voou contra a minha. Minha respiração ficou entrecortada imediatamente; fechei os olhos, calmamente, aproveitando o toque dos seus lábios contra os meus, sua língua massageou meu lábio inferior enquanto eu acariciava sua nuca e ele apertava minha cintura contra seus dedos.

Forcei minha mente a relembrar o plano. Reprimi a vontade de respirar fundo e morder o lábio inferior já que Percy estava fazendo isso por mim. Empurrei seus ombros, levemente.

Ele abriu os olhos, assustado, como se eu o estivesse negando. Sorri, ele franziu o cenho, não dei tempo para ele pensar, apenas voltei a chocar nossos lábios enquanto empurrava seu corpo em direção a cama. Percy pareceu entender o recado já que suas mãos apertaram minha cintura com força.

Senti que estávamos caído verticalmente. Na posição certa.

Um ponto.

Sentei-me na barriga de Percy e puxei minha camiseta pelos braços. Ele sorriu.

– Sabia que você nunca me decepciona? — suas mãos massagearam minha cintura, subindo para meus seios cobertos por um top esportivo, eles os apertou com força, sentando-se na cama e mordendo-os por cima do top

– É? — gemi, jogando a cabeça para trás, mordi o lábio inferior quando vi que ele se preparava para tirar meu top

Joguei meu corpo contra o seu, voltando a beijá-lo. As mãos de Percy ainda massageavam meus seios por cima do top. Estiquei minhas mãos tocando no objeto metálico.

Bingo.

Puxei as mãos de Percy até mim, deixando os objetos que comprei em cima do criado mudo, ele não pareceu ter percebido já que seus olhos estavam focados em mim e em seus dedos sendo sugado pelos meus lábios. Inclinei meu corpo sobre seu rosto e estiquei seu braço, em um movimento rápido, seu pulso estava preso contra a cabeceira da cama por uma algema.

Repeti o movimento com o outro antes que ele entendesse o que estava acontecendo.

– Annabeth... — ele riu, confuso — Muito engraçado. Agora, pode soltar e vamos ter a noite que eu esperava que tivéssemos.

– A noite que eu quero.

– O quê?

– Você acha que pode mandar em tudo, Perseu. Mas você não passa de um garotinho querendo mandar em tudo.

Tirei meu top com agilidade, ainda sentada em sua barriga.

Percy grunhiu, fechando os olhos.

– O que você quer, Percy? — arranhei minhas unhas em seu peito, calmamente — O que você deseja? — sussurrei, inclinando-me até meus lábios estarem colados em seu ouvido

– Não vou...

– Então, tudo bem. Você fica preso aí e eu vou dormir. — peguei meu top, ameaçando pular da cama

Percy bufou.

– O que você ganha com isso?

– Você. — disse simples — E o que você ganha com isso, Percy?

Ele abriu os olhos, voltados a cravar-se em mim. Mordeu o lábio inferior e encarou o teto.

– Você. — grunhiu

– Bom garoto.

Pulei para fora da cama, tirando meu short e voltando a sentar-me em cima de sua barriga de calcinha.

Toquei meu seios com meus dedos, apertando-os e jogando a cabeça para o lado enquanto roçava minha intimidade em seus jeans. Percy me encarava levemente surpreso; parecia irritado consigo mesmo, puxando as algemas contra a madeira da cabeceira, ele só ia conseguir fazer seus pulsos sangrarem — experiência própria.

Desci meus dedos úmidos pela minha saliva para minha intimidade, afastando a calcinha preta e tocando no meu ponto de prazer. Gemi alto.

– Não... Você não está fazendo isso... — ele balbuciou

Mordi o lábio inferior, penetrando-me um dedo... Respirei pela boca várias vezes enquanto me movimentava contra o jeans dele e contra meus próprios dedos.

– Pare com isso! Annabeth! — ele aumentou seu tom de voz

Inclinei-me sobre seu corpo, gemendo fortemente, meus seios eretos contra seu peito.

– Você quer mesmo? — sussurrei contra seu queixo

Percy me olhou, remexendo-se, começando a chutar a ponta de minha cama com força.

– Ei, garoto, — apertei seus ombros com minhas mãos, ele fechou os olhos — não vai querer me machucar, vai? — murmurei

– Só pare com isso. Sério.

– Tá dando uma de Christian Grey? — resmunguei, mordendo qualquer pele livre

– Não. — grunhiu mais uma vez, voltando a encarar o teto — Só que não é muito bom ver uma loira gostosa que nem você se masturbando quando você pode fazer isso.

– É? — disse, surpresa

Porque eu, definitivamente, estava. Primeiro: Percy nunca me chamou de loira gostosa, então, era um momento a ser gravado e posto no youtube. Segundo, ele estava submisso, o que era muito bom para meu ego ignorado.

– É. — suspirou — Vai me soltar agora?

Ri, nasalmente.

– Por quê? Estou adorando isso. Deixe-me ver, você está se sentindo inútil... É isso?

– Termine logo com isso. — resmungou

– Não mesmo.

Beijei seus lábios, sentindo-o hesitar e esticando-se o quanto era possível para tentar dominar o beijo. Não conseguiu, afinal. Sua língua ágil tentava me subornar de um jeito pecaminosamente sexy, arranhei a lateral de seu corpo, mordendo seu lábio inferior.

– Você quer isso? — sussurrei, apertando meus seios contra meus dedos — Quer isso?

Ele assentiu, levemente entorpecido.

Levei meu corpo até que meus seios estivessem na altura de seu rosto. Ele mordeu levemente, um forma de tortura calma, sua língua perambulou por toda a extensão dos meus seios; joguei a cabeça para trás, gemendo longinquamente, esquecendo-me que estava em um internato em Hampshire e que era proibido a presença de garotos na ala feminina, principalmente quando eles estavam presos por algemas e eu estava seminua. Puxei o ar com força quando ele sugou meu seio esquerdo, lambi o lábio inferior, esperando pelo mesmo movimento no lado direito — o que não ocorreu.

Percy sorriu.

– Eu sempre vou vencer. — murmurou

Não esperei que ele terminasse sua frase totalmente egocêntrica. Puxei sua camisa, estourando alguns botões brancos e arranhei todo seu tronco. Percy respirou, rapidamente quando minhas mãos alcançaram a barra de sua calça. Beijei seu umbigo, deixando minha língua passagear a pele que faltava para eu chegar no ponto principal. Deixei meus dedos abrirem o zíper lentamente, mordi sua pele e o vi gemer, talvez de dor.

Abaixei sua calça até a metade da coxa, o suficiente para que eu me ajoelhasse entre suas pernas. Sua cueca, como sempre, estava cheia, literalmente.
Puxei sua cueca para baixo, com uma lentidão tortuosa para ambos. Seu membro estava ereto e quando o olhei, Percy me encarava, sugestivamente como "e ai, vai encarar?".

Era óbvio que eu iria.

Segurei seu membro — que nem estava tão excitado como eu esperava — e lambi sua glande, terminando por toda extensão. Percy grunhiu, mexendo o quadril de um lado para o outro. Voltei a mexer minhas mãos por sua extensão, sugando sua glande e fazendo a mesma coisa por todo seu membro. Percy reprimia os gemidos, deixando escapar grunhidos. Abocanhei seu membro e então, ele mexeu o quadril em um ritmo rápido — para cima e para baixo. Agarrei a base de seu membro, sugando sua glande.

Ele engoliu em seco.

Fiquei de joelhos, deixando minha mão esquerda fazendo movimentos de vai-e-vem em seu membro, com a mão direita, massageei meu clitóris.

– Não... — ele grunhiu, mordi o lábio inferior, penetrando-me um dedo — É sério que você está fazendo isso?

Ele esticou o tronco, tentando se apoiar em alguma coisa — o que era bem difícil com seus braços esticados.

Assenti levemente, gemendo longinquamente, rebolando em cima de meus dedos.

– Annabeth... Me... Solta... — sussurrou, apertei minha mão em volta de seu membro

Ele soltou mais um grunhido.

Sorri, inclinando meu braço, rocei meus dedos úmidos em seus lábios. Percy mordeu meu dedo, sugando-os com destreza.

– Isso nunca aconteceu com você, hm? — murmurei

Abaixei-me, minha mão esquerda continuando com os movimentos até que ele estivesse no estado que eu quisesse. Beijei seu umbigo, subindo minha língua até seu peito desnudo, afastando o tecido da camisa de botões.

– Hein? — arranhei sua barriga, roçando minha intimidade em seu membro

– Quanto mais você vai me torturar? — disse entredentes

– Até eu achar que devo parar.

– Agora seria uma ótima hora pra fazer isso. — resmungou

– Você quer que eu pare? — parei abruptamente, sentando-me em sua barriga — Porque, bem, se quiser isso... Você vai ficar aí, deitadinho, desse jeito e...

– Você está tão excitada quanto eu. — falou, a voz rouca preenchendo todo meu quarto — Admita, Annabeth...

– Não é você que... Ah. — gemi alto, fazendo movimentos rápidos em minha intimidade

Apoiei uma das mãos em sua perna, inclinando meu corpo para trás, inclinando meu corpo para trás enquanto continuava com os movimentos.

– Por que faz isso comigo? — soltou um muxoxo

Sorri.
– Posso fazer bem pior.

Posicionei meu corpo em cima de seu membro. Foram segundos até que ele estivesse completamente dentro de mim. Gememos juntos, um longo gemido tortuoso. Soltei minhas mãos em seu peito, rebolando em cima de seu quadril que fazia movimentos desesperados de vai-e-vem, acompanhei-o, começando aquela sincronia perfeita que tínhamos quando estávamos transando. Joguei a cabeça para trás, aumentando o ritmo.

– Quando... Você me soltar... — Percy bufou, os olhos intercalados em meus seios e em minha calcinha levemente afastada — Você vai sofrer. Muito.

Deitei-me sobre seu corpo, tentando ser mais rápidas com meus movimentos , quero dizer, estava fazendo por mim e por ele.

– É? Estou louca pra isso. — murmurei, lambendo seu queixo, sua pele produzindo uma fina camada de calor

Percy parecia estar com raiva da minha ousadia de contradizê-lo. Ele tentou aumentar os movimentos — o máximo que podia usando apenas o quadril.

– Você não vai conseguir... — ele disse entredentes, sendo interrompido por um gemido meu — Nem andar.

– Não posso nem esperar. — rebati

Juntei nossos lábios — um beijo desesperado e torturado por não estarmos juntos do melhor jeito possível.

Afastei-me dele, voltando a masturbá-lo.

– Vai me soltar?

– Promete que não vai me bater? — sussurrei, meus joelhos contra o chão e meus lábios roçando seu ouvido

– Eu não prometo nada. Me solta.

– Hm, você não é um gentleman.

– Eu nunca disse que era gentleman. Você que me subestimou. Agora. Me. Solta. Vadia.

Lambi sua bochecha, mordendo o lóbulo de seu ouvido. Aproximei meu rosto do dele, tentando beijá-lo, mas ele tentou me morder. Sorri, afastando-me.

– Só vou te soltar se me prometer ser um bom garoto.

– Só vou prometer isso se você jurar que nunca mais vai se tocar na minha frente. — vociferou

– Não posso prometer isso. — fiz uma cara de desapontada

Soltei seu membro — totalmente ereto, finalmente– e levantei, sugando cada dedo meu.

– Annabeth, me solta agora!

– Você promete? — fiz um beicinho

Percy bufou, engoliu em seco e me encarou, o mar verde totalmente escuro.

– Prometo. Agora me solta.

Eu sabia que ele estava mentindo. Mas eu precisava daquilo. Precisava daquelas palavras.

Peguei a pequena chave na primeira gaveta do criado-mudo, inclinei-me sobre ele, sentindo sua boca sugar meus seios, mordi o lábio, evitando gemidos. A mão esquerda foi a primeira a ser solta — e a primeira a tocar meu corpo. Sua mão apertou minha bunda, descendo até minha intimidade e brincando com os dedos.

Assim que deixei a algema cair da segunda mão, ele me atacava completamente; Percy me deitou horizontalmente na cama, puxando a camisa pelos braços e empurrando a calça com os pés. Seus lábios possuíram os meus enquanto suas mãos puxavam meus cabelos. Gemi alto quando sua boca sugou a pele do meu pescoço.

As mãos dele não estavam mais em meu cabelo e sim, rasgando minha calcinha negra.

– Você é uma vadia. — ele segurou minha bochechas com o polegar e o indicador com força, tentei sorrir — A maior vadia de todas.

– Eu sei. — sussurrei contra seu rosto, tentando voltar a beijá-lo.

– Sabe que eu vim fazer? Tentei ser um gentleman... Eu ia ser um gentleman por uma noite. Por você. Mas olha o que você me aprontou.

Apoiei-me em meus cotovelos, sorrindo longamente, observando a fúria em seus olhos e o morder de seus lábios.

– Você sabe que eu não gosto do seu sexo gentleman. É muito gay.

Percy puxou minhas pernas com força, penetrando-me de uma vez. Joguei minha cabeça para trás, ofegando enquanto ele afundava em mim com força. Minhas pernas tremiam, assim como meu corpo em espasmos contínuos.

– É muito o quê? — ofegou rente ao meu ouvido

Percy bateu em meu peito, sugando e saindo de dentro de mim. Gemi em desaprovação, procurando-o. Ele apenas segurou meu quadril com uma mão.

– Vira. — mandou

Aquele homem era o cara mais sexy com quem eu já havia transado na minha vida. Definitivamente. Ele era maravilhoso.

Apoiei-me em meus joelhos e em minhas mãos, a cama afundando atrás de mim, joguei meu cabelo para um lado, olhando-o de lado enquanto mordia o lábio inferior.
Senti um tapa forte em minha bunda, respirei fundo, dando um gemido híbrido, rebolei mais uma vez. Percy me penetrou sem que eu esperasse, portanto eu gritei em surpresa. Seus movimentos eram rápidos e chegavam a me causar dor, no entanto, parecia que ele sabia o exato momento de parar. Voltando com movimentos lentos, terminando de me atacar com movimentos rápidos e fortes. Eu gemia sem parar — eu realmente estava parecendo uma daquelas putas.

Percy puxou minha cintura até que eu ficasse de joelhos na frente dele, seus movimentos diminuíram, ele bateu em minha bunda cinco vezes seguidas, apertando meu peito e sugando a pele do meu ombro.

Dois chupões. Até onde ele iria levar isso?

Seus dedos desceram pelo meu quadril, massageando meu ponto de prazer. Fiz um coque rápido com meus cabelos, enquanto ele me penetrava e seus dedos habilidosos me tocavam.

– Puta. Minha puta. — sussurrou com a respiração entrecortada

Aquilo só me excitou ainda mais.

Rebolei calmamente, tentando me concentrar em manter minhas pernas firmes, no entanto, suas mãos em minha cintura, em meu clitóris, seus movimentos — nada disso conseguia fazer minha concentração continuar com seu trabalho.

Percy me empurrou, fazendo-me deitar de bruços entre os lençóis bagunçados. Virei-me lentamente; seus dedos acariciavam minhas pernas trêmulas e dormentes.

Seu membro ainda estava ereto. O quanto aquele homem ainda aguentava? Respirei fundo. Eu comecei com isso, certo? Mordi o lábio inferior, seus olhos verdes pareciam uma floresta fechada — puras esmeraldas cobertos de luxúria e desejo. Percy inclinou-se sobre mim, seus lábios colando-se aos meus com doçura, deixei meus dedos penetrarem em seus cabelos molhados de suor, nossas línguas não estavam tão desesperadas quanto antes, parecia um beijo normal — o típico beijo que dávamos na Califórnia quando queríamos dar um bom dia.

Lentamente, senti seu membro voltando a me penetrar, nossos lábios ainda estavam colados em suas primeiras investidas, minhas pernas haviam sido colocadas ao redor de seu quadril enquanto ele vinha e saía com calma.

Seus dedos tiraram os fios que escapavam do meu coque, colocando-os para trás enquanto nos encarávamos. Nossos olhos estávamos conectados, meu corpo trêmulo e seu corpo firme acima do meu.

Gemi quando senti os espasmos tão conhecidos de prazer predominarem em meu corpo. Os movimentos de Percy aumentaram, suas mãos estavam afundadas ao lado do meu rosto, inclinei minhas costas contra seu corpo, mais espasmos de prazer varriam cada célula do meu corpo. Percy afundou o rosto na curva do meu pescoço, soltando o ar pesadamente, os movimentos fortes e rápidos deixando minhas pernas mais bambas do que já estavam. Respirei fundo, tentando controlar os orgasmos que se seguiam em meu corpo.

Depois de eternos minutos na tortura da adrenalina em minha veia, Percy se afastou, despejando seu líquido frio em minha barriga. O meu próprio deslizava entre minhas pernas, tentei controlar minha respiração no momento que os lábios de Percy sugaram o outro lado do meu pescoço. Gemi baixinho.

– Você precisa tomar banho. — disse, levantando seu rosto até a altura do meu — Nunca mais faça isso.

Eu ri, calorosamente, reparando em seus lábios se abrindo em um sorriso para mim.

– Isso foi ótimo! Eu sempre... Ah, não, eu não posso... Eu tenho namorado.

– E você tem que tomar banho. — insistiu

– Eu sei. — encarei minha barriga com uma careta de nojo — Você não podia simplesmente...

Percy engoliu em seco e desviou o olhar, apoiado ainda pelos braços ao lado do meu rosto.

– Não queremos que você caia no banheiro de novo.

– Ah. — soltei

Lambi o lábio inferior e toquei seu queixo, juntando nossos lábios.

– Eu...

– Precisa tomar banho. — ele sorriu abertamente, selando um beijo — E eu posso ir com você.

Mordi o lábio inferior.

Eu não queria admitir algo "ah, não, eu estou completamente acabada, minhas pernas doem, todo meu corpo dói" até porque eu tinha inventado tudo isso. Eu tinha subestimado e isso não era o melhor jeito.

Então, sorri. E fazer uma de difícil era o melhor passo.

– É, eu sei que você me ama...

Percy gargalhou, acariciando minha bochecha com carinho.

– Tá na cara que você nem se aguenta em pé. Olha, você tá toda vermelha. — riu mais um pouco, massageando a lateral direita do meu corpo — Vem, eu te ajudo.

Resmunguei mais um pouco, quando ele ficou de pé passando os braços fortes pelas minhas pernas, puxando meu corpo contra o dele, levantando-me. Deixei meus braços flácidos abraçarem seu pescoço.

– Sabe... — ele empurrou a porta do banheiro com o pé — Eu iria adorar dizer isso na cara do seu namorado.

Ri. Era impossível não rir.

– Você não teria coragem!

– Quer apostar?

– Se você fizer isso, eu juro... Bem, eu...

– Está tão fraca que nem consegue planejar uma ameaça?

– Idiota.

Percy parou repentinamente, encarando o boxer aberto. Me encarou, confuso.

– Ducha ou banheira?

– Banheira.

– Mas como eu vou entrar na banheira?

– Você fica atrás e eu fico na frente, então...

– Ducha.

– Ok. – concordei, reprimindo um riso de sua expressão safada

Deslizei de seus braços cobertos de suor, Percy inclinou-se, abrindo o registro de água enquanto eu me encolhia contra seu peito. A água fria atingiu minhas costas como milhões de navalhas me esfaqueando. Gemi de desespero.

– Annie. – Percy resmungou

Virou-me contra o chuveiro, me encolhi mais ainda. Ele segurou minhas mãos nas minhas costas, deixando-me livre para os ataques de navalha em forma de gotas congelantes, a única maneira de me proteger era fechar os olhos, virar o rosto para o lado e tentar esquecer aquilo. Percy depositou o queixo em meu ombro, deslizando a mão grande sobre meus seios, em seguida para minha barriga, massageando o local, rindo baixinho.

– Pronto, limpinha.

Revirei os olhos, observando os pelos crescendo em sua bochecha.

– Vamos reanalisar seu conceito de limpinha.

Ele pareceu pensar e riu.

– Bem, se eu cheiro você... É melhor reanalisarmos mesmo, ai! – belisquei seu peito com força, virando-me e abraçando sua cintura – Maníaca.

– Vou ser uma grande maníaca se você não me levar agora para cama.

– Olha, se você quer mesmo saber, isso teve um sentido...

– Percy! – bati em seu braço

Ele riu, deslizando as mãos molhadas até minha cintura, dando impulso para que eu levantasse, mas não consegui nem levantar minhas pernas.

– Annie? – ele abaixou-se, tentando encarar meus olhos – Você está bem?

Respirei fundo, engolindo em seco.

– Ótima! – confirmei – Você realmente não poder ser um gentleman e me pegar sem minha ajuda?

– Você está bem mesmo? Não...

– Não. Só me pegue. Por favor.

Percy assentiu, meio desconfiado. Ele abaixou-se, passando os braços pela curva de meus joelhos, voltei a abraçar seu pescoço. Saímos do banheiro, molhando o carpete do meu quarto e minha cama quando ele me jogou em cima sem nenhum pudor. Puxei os lençóis quase secos até cobrir minha nudez, ele deslizou ao meu lado, puxando-me para seu corpo. Grudei minha bochecha contra seu peito, beijando-o. Percy afundou os dedos pesados sobre meu cabelo molhado de suor, acariciando calmamente.

– Eu sinto tanto sua falta. – sussurrei, dedilhando seu peito, ergui meu rosto para encarar seus olhos – Por que você me abandonou?

– Vamos voltar a esse assunto de novo? – murmurou, mas não encarou meus olhos, voltando-os para o teto

– Vamos. – confirmei, puxando meu corpo até que nossos olhos estivessem nivelados – Quando estou com o Rob...

– Seu namorado. – corrigiu-me, sem ainda me encarar

– Meu namorado, você faz de tudo para que ele brigue comigo, para que ele ainda ache que eu sou caidinha de você.

– O que não é mentira. – me interrompeu, com um sorriso, seus dedos roçaram em meus lábios com calma – Me diga, é mentira?

– O fato não é esse. – ele sorriu, convencido – O fato é que se você me quer tanto porque... Quando eu estou pronta para voltar, você simplesmente... Foge?

Percy engoliu em seco. Suas mãos passearam pela lateral do meu corpo, sua mão esquerda embrenhando-se por baixo do meu pescoço e voltando a acariciar meu cabelo.

– Durma, Annie. Temos aula amanhã, lembra?

– Não tente... – resmunguei

Eu sabia o quão estava cansada, o quanto queria dormir, mas eu nunca teria uma oportunidade igual à essa. Eu precisaria daquelas respostas.

– Não estou tentando nada, limpinha. – brincou, beijando meus lábios, seus dedos acariciando meus cabelos com pressa – Vamos, durma, você está cansada.

– Percy...

– Annie. – sorriu, os olhos verdes clareando em um mar de suavidade – Durma.. Conversamos amanhã.

***

Assim que acordei, senti meu estômago afundar. O cheiro de maresia, sexo e morango estava impregnado em cada parte do meu quarto, o que começou a me causar certo enjoo. Rastejei-me pelo emaranhado de lençóis, as cenas da noite anterior preenchiam minha cabeça, me faziam encolher e me esconder naquele cheiro embriagante que estava tentando me fazer vomitar. Encolhi-me, sorrindo bobamente, deixando meus olhos se acostumarem com a cortina aberta, o aquecedor estava ligado, graças a Deus.

Sentei-me na cama com certa dificuldade, minhas pernas ainda doíam e meus braços estavam pesados. Encarei as algemas jogadas no chão sem nenhuma utilidade, minha calcinha negra rasgada no canto. Tive vontade de rir. Uma coisa branca estava no meio dela.

Franzi o cenho, pensando se teria coragem de me rastejar ainda mais e pegar aquele pequeno papel que, definitivamente, não estava ali na noite anterior.

Por fim, inclinei-me o suficiente para meus dedos puxarem o bilhete e abri-lo entre meus lençóis.

“Hey, desculpa sair desse jeito sem mais nem menos, eu realmente queria te ver acordar e ver sua cara de bolacha, toda vermelhinha. Seria maravilhoso. Mas, infelizmente, eu tenho aulas extras (se eu não te disse, é, eu estou tendo) e preciso acordar mais cedo. Nos vemos no almoço?

P.S: Espero que a dor em suas pernas já tenham passado. E ah, estou esperando loucamente para ver a hora em que seu namorado veja essas marcas em você.

Percy.”

Virei o bilhete e o reli várias vezes, analisando o jeito que suas letras eram curvadas como se fosse o próprio itálico. Analisei o quarto, percebendo meu caderno jogando rente a mochila e meu estojo bagunçado. Percy.

Sentei-me, encarando o relógio de cabeceira. Onze e meia.

Ai. Meu. Deus.

Estava me preparando para levantar e vestir uma roupa decente quando a porta se abriu e todo o medo invadiu meu corpo.

– Ainda está aqui? – Percy bufou, fechando a porta atrás de si

Respirei fundo, sorrindo.

– É, eu acabei de acordar.

– Estou vendo. – ele sorriu, aproximando-se

Depositou a mão em meu queixo, puxando-o para um selinho.

– Então, já pode tomar um banho e coisa e tal... O almoço é daqui a meia hora, sabe?

– É, eu sei.

– Só passei pra lembrar que Afrodite está de volta há dois dias e ela ainda está meio perdida, então ela não se deu conta de que você não compareceu nas primeiras aulas. E ah, hoje tem treino.

– Amo ter você por perto. – sussurrei, o sorriso bobo ainda impregnado em meu rosto

Percy sorriu, puxando-me mais uma vez para um beijo caloroso. Seu hálito de menta quente era atrativamente sexy, o que me deixou pensar sobre como estaria meu hálito agora, no entanto, se ele estava me beijando com tanto ardor assim, provavelmente não estaria tão ruim.

– Vem. – ele bateu em minha bunda – Estou pronto.

Ri, puxando-o pela gravata preta, deixando-o cair sobre mim. Percy riu, nossos rostos há milímetros de distância.

– Vou tomar banho. – encarei seus olhos verdes, totalmente claros – Promete que vai ficar assim o dia todo?

– Não posso prometer nada disso. – mordeu meu lábio inferior, nossos olhos ainda juntos

– Certeza? – murmurei

– Absoluta.

Pulou da cama, puxando a camisa social até seus antebraços estarem a mostra.

– Te espero no refeitório. – cantarolou – Seja rápida.

Assenti enquanto ele jogava a chave em cima da minha cama e fechava a porta.

Afrodite estava de volta, o que significava que minha mãe não deveria estar tão longe da escola e que provavelmente, ela me mataria já que há alguns dias atrás ela estava quase matando Percy em frente a porta de nossa casa e agora, eu simplesmente queria abraça-lo. O que significava que em dois dias o próximo jogo estadual estaríamos viajando para Davon, no sudeste da Inglaterra e eu teria que fazer um remix entre Work Bitch e qualquer outra música que eu não sabia, mas a coreografia teria que estar pronta em dois dias e eu não tinha mínima ideia como faria isso acontecer. Ainda mais com minhas pernas doloridas.

Bufei. Encontrando coragem para recolher as algemas, colocando-as de volta no criado mudo, a calcinha e o bilhete, jogando-as no lixo. Peguei uma toalha presa atrás da porta do banheiro, colocando uma playlist de músicas dance.

A porta se abriu.

– Ah, você voltou? – cantarolei – Sabia que não ia...

– Não ia o quê? – Rob arqueou a sobrancelha ao me ver

Franzi o cenho, sorrindo sem graça.

– Você não deveria estar aqui. Quer dizer, eu acho que aqui ainda é ala feminina. E sua aula acabou cedo? O que está fazendo aqui, Rob?

– Hm, eu estou vendo minha namorada que desapareceu quando deveria estar... Comigo.

– É... Eu tive que... Pegar uma aula extra com Salomão ontem. – sussurrei

– E você faltou as aulas. E eu não te vi em lugar nenhum, então... Que cheiro é esse?

– Meu novo perfume. – apressei-me a falar

– Novo perfume? – perguntou – Quem você achou que estaria de volta?

Hã? Forcei minha mente a pensar naquela hora da manhã.

– Thalia. Ela... Passou aqui. Ela também acordou tarde e veio ver se eu tinha alguns chocolates aqui.

– Ela acordou tarde? – Rob deu passos hesitantes até mim – Eu vi ela mais cedo.

– Bem, ela que estava aqui. – resmunguei, revirando os olhos – Quem você acha que estaria aqui na ala feminina além de um garoto muito audacioso além de você?

– Perseu. – disse, de pronto

– Perseu? – ri – Ele é tão gentleman que nem tocaria na escada da ala feminina.

– Ele estava descendo as escadas enquanto eu estava subindo.

Respirei fundo, mordendo o lábio inferior.

– Sério?

– Annie, eu sei que ele é seu ex-namorado e todo mundo tira onda com você por causa disso, mas...

– O quê? Eu não estava com ele! – gritei – Você não confia em mim?

– Confio, claro que confio. Mas eu o vi aqui. Você está... Bem, assim.

– Eu estava com Thalia e...

– O que é isso em seu pescoço?

– Você pode, por favor, ir embora? Eu preciso me arrumar. Eu ainda tenho treino hoje a tarde. Por favor? – apontei para a porta atrás dele

– Ele estava aqui? Era isso?

– Pergunte para Thalia! Ela estava comigo! Ela me acordou, veio pedir uns chocolates e eu disse: Não, querida prima, eu estou de dieta! – a essa altura, eu já estava gritando, andando de um lado para o outro – E o que eu ganho por ser uma namorada fiel que quer ficar gostosa pro namorado? Que eu sou uma traíra! Eu não traí você!

– Eu não disse que você estava me traindo. – Rob franziu o cenho

Respirei fundo, mordendo o lábio inferior, tentando me manter concentrada.

– Pode ir embora? Eu acabei de acordar, me desculpe, eu...

– Tudo bem. – ele se aproximou, rapidamente, beijando meus lábios – Nos vemos depois.

E então, sumiu pela porta.

Qual a melhor maneira de começar um dia depois dessa situação?

Abafei meu grito contra minhas mãos, afundando-me na banheira com água morna.

Eu precisava daquilo.

***

– Uh, uh! Olha quem vem aí! – Thalia anunciou, batendo as mãos contra o aço da mesa do refeitório

Revirei os olhos, sentando-me ao lado dela.

Silena estava com seus cabelos ruivos presos em uma trança, usando jeans, suspensórios e uma camiseta social com gola de spikes totalmente fechada. Clarisse e Kate estavam em uma conversa muito boa, por sinal, já que apenas me jogaram sorrisos e voltaram a rir loucamente. Thalia vestia uma saia jeans, uma blusa de renda, por cima o blazer negro.

Eu optei por uma blusa branca de mangas curtas, jeans skinny e o blazer preto.

– Parece que viu um passarinho azul. – Silena cantarolou, bebericando sua vitamina

– Ah, querida. – sorri – Um passarinho, um gavião, uma águia... Todos os tipos grandes de pássaros. E literalmente, azul.

– Ah, não é o que estou pensando. – Thalia riu, afundando o rosto em suas mãos – Rob veio me procurar, perguntando se eu tinha falado com você hoje de manhã...

– E você disse...?

– Que eu vi.

– Eu te amo. E então, Silena? – roubei seu sanduiche

– O quê? Eu não vou nem comentar antes que vocês me batam.

Procurei os olhos verdes cravados em mim desde que cheguei ao refeitório. Ele sorria para uma garota. Rachel, supus. Seus olhos sorriam para mim, sorri de volta, abertamente. Percy deu de ombros, mordendo sua fatia de pizza.

– Temos treinos, não é? – sussurrei para Thalia

– Você não presta. – ela murmurou de volta, rindo

– Ah, meu amor... – abracei seu ombro, encarando seus olhos elétricos — Você nem imagina quando eu for te contar.

– Eu não quero parecer aquelas patricinhas loucas por fofocas, mas eu realmente quero saber. – Silena se intrometeu

– Tudo bem, tudo bem... Se vocês jurarem que não vão opinar nem julgar em nada.

– Prometido. – disseram juntas

E eu sabia que não era mentira.

Notas finais
EAI SURTEI SURTASTE SURTOU SURTAMOS SURTAVEIS SURTARAM OK OK I KNOW I FEEL IT IN MY BONES SO thank you no pro até o infinito ok beijo amorzinhos lindinhos do meu core